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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 23/03/2016 / TAM reverte lucro e tem prejuízo de US$ 183,8 milhões em 2015


TAM reverte lucro e tem prejuízo de US$ 183,8 milhões em 2015 ...


José Oliveira ...

SÃO PAULO - A TAM, maior empresa de aviação brasileira, registrou em 2015 prejuízo líquido de US$ 183,812 milhões. Em 2014, a companhia havia apurado lucro líquido de US$ 171,655 milhões. As informações constam no balanço consolidado em dólares e arquivado pela controladora da companhia, a Latam, nesta terça-feira na Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos).

A receita total da TAM em 2015 atingiu US$ 4,597 bilhões, uma retração de 30,64% ante os US$ 6,628 bilhões apurados pela empresa em 2014. Dessas receitas, a TAM obteve no ano passado um total de US$ 4,168 bilhões com vendas de bilhetes a passageiros em voos domésticos e internacionais, o que representou uma queda de 29,5% ante período anterior.

Levando em conta apenas as operações fechadas no Brasil, a receita da TAM somou US$ 3,464 bilhões no ano passado, queda de 35,4% na comparação com 2014, quando o mercado brasileiro gerou para a Latam receitas de US$ 5,361 bilhões. Em 2015, o Brasil representou 35,6% das receitas operacionais da Latam com atividades ordinárias. Em 2014, essa participação brasileira era maior, representando 44,3% do total.

Ainda conforme o balanço consolidado da Latam arquivado na SEC, o caixa e equivalente caixa somados da TAM S.A., TAM Capital e TAM Linhas Aéreas fechou 2015 em US$ 1,067 bilhão. No início do exercício, essa linha do balanço somava US$ 484,3 milhões.

A controladora Latam reportou prejuízo líquido de US$ 219,2 milhões em 2015, comparado a uma perda líquida de US$ 109,8 milhões no ano anterior. Esse balanço tinha sido publicado no dia 9 de março.

Aviação brasileira em retração
Naquela data, a presidente da TAM, Claudia Sender, afirmou que no momento a rentabilidade tem absoluta prioridade sobre liderança de mercado. “A rentabilidade no Brasil está muito deteriorada. A operação tem que ser sustentável e coerente com o plano do negócios da Latam”, disse Claudia Sender ao Valor, na oportunidade.

Hoje, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que a demanda por voos domésticos no Brasil recuou 3,1% em fevereiro, na sétima variação negativa consecutiva. Nesse levantamento, a Avianca, quarta maior companhia aérea do país, foi a única a conquistar aumento de fatia de mercado doméstico em fevereiro, crescendo de 9,14%, em fevereiro, crescendo de 9,14%, em fevereiro de 2015, para 11,33% em igual mês de 2016.

Na mesma base de comparação, a TAM viu seu market share recuar de 36,84% para 35,71%, perdendo assim a liderança do setor para a Gol, que também registrou fatia menor de mercado, passando de 36,41% a 36,24%.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL VERMELHO


Inscrições abertas para bolsas de mestrado profissional do ITA no CE


Fonte: Assessoria Da Secitece

A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (Secitece) informa que estão abertas as inscrições para o processo seletivo que concederá bolsas aos estudantes selecionados no Mestrado Profissional em Segurança de Aviação e Aeronavegabilidade Continuada do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA (MP-Safety) no Ceará.
As Bolsas Transferência Tecnológica serão implementadas pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e terão como finalidade o apoio ao desenvolvimento de pesquisas de interesse para o Ceará nas áreas de aeronáutica e aeronavegabilidade.
De acordo com o edital, as inscrições devem ser realizadas por meio do envio de formulário para o e-mail cotec@sct.ce.gov.br e de documentação impressa para a sede da Secitece (Av. Dr. José Martins Rodrigues, 150 - Edson Queiroz - CEP 60811-520 - Fortaleza/CE). O formulário e o edital estão disponíveis no site da Secretaria (www.sct.ce.gov.br). 

JORNAL TRIBUNA DA BAHIA


Aeroporto testado


Antonio Larangeira

O Aeroporto de Feira de Santana recebeu dois jatos A 319 - sendo um da Airbus - aviões de grande porte que trouxeram a presidenta Dilma Rousseff e toda sua comitiva para entregar mais 1600 casas, das 45 mil já contratadas, do Minha Casa Minha Vida na cidade, na última sexta-feira,18. A equipe da Aeronáutica elogiou muito as condições físicas da pista e as técnicas do aeródromo. No último dia 10 de março, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) visitou o Aeroporto de Feira de Santana, com o objetivo de inspecionar a ampliação que foi realizada com o objetivo de atender voos de aviões de maior porte. Os técnicos da agência inspecionaram a ampliação da área de giro, da pista de pouso e decolagem. A intervenção estava pronta desde junho de 2014 e aguardava as inspeções técnicas e procedimentos de cadastramento administrativo do órgão. Com a visita faltará muito pouco para que o aeroporto feirense possa atender às exigências técnicas que proporcionarão à empresa Azul a realização de voos diários e noturnos para Campinas/São Paulo. Falta a ampliação da estação de passageiros.

PORTAL G-1


Em São Francisco, aeronave fica destruída após bater em árvores

Piloto teria perdido o controle do avião durante a decolagem. Não havia outros passageiros e o piloto não sofreu ferimentos.

Do G1 Grande Minas

Um avião de pequeno porte ficou completamente destruído após colidir em algumas árvores e capotar na manhã desta terça-feira (22), em São Francisco, Norte de Minas. Segundo a Polícia Militar, o piloto tentava fazer uma decolagem, quando perdeu o controle da aeronave e bateu em nas árvores.
Ainda de acordo com a PM, não havia passageiros no avião e o piloto não teve ferimentos, mas foi encaminhado ao hospital para avaliação médica. Ainda de acordo com a polícia, o piloto apresentou todas as licenças  necessárias para o voo. O G1 entrou em contato com o proprietário da aeronave, mas ele não quis se pronunciar
A assessoria de imprensa da Aeronáutica informou que acidentes com este tipo de avião normalmente não é investigado por se tratar de uma aeronave experimental. Ainda de acordo a aeronáutica, a Polícia Civil pode abrir uma investigação.

Funcionários de usina de açúcar encontram avião em chamas em MT

Suspeita é de que aeronave transportava drogas e que fogo foi proposital. Polícia Civil deverá investigar de onde o avião decolou e para onde seguia.

Do G1 Mt

Funcionários de uma usina de açúcar e álcool localizada em uma área rural próxima ao município de Denise, a 208 km de Cuiabá, encontraram uma aeronave em chamas no meio de uma plantação de cana, na tarde desta terça-feira (22). A Polícia Militar foi acionada para atender a situação. A suspeita da polícia é de que a aeronave tenha saído da Bolívia e que transportava drogas.
O fogo foi apagado pelos próprios funcionários da usina com o auxílio de um caminhão-pipa. A aeronave tinha capacidade para quatro pessoas, mas nenhum suspeito foi encontrado próximo do local. Ninguém da empresa instalada na região ficou ferido.
De acordo com o sargento da Polícia Militar de Denise, Eduardo do Carmo Pereira, a suspeita inicial é que os próprios tripulantes do veículo tenham ateado fogo na aeronave. Uma caixa de fósforos e um galão de gasolina foram encontrados no local.
“Em um primeiro momento nós acreditamos que esse avião pode ter vindo da Bolívia e estava carregado de drogas. O piloto deve ter tentado pousar na plantação, não conseguiu, já que a asa estava destruída, e para queimar as possíveis provas do crime ele acabou ateando fogo no avião”, explicou o sargento.
Segundo a PM, a suspeita é de que o avião tenha caído na manhã desta terça-feira e os funcionários da usina só perceberam sua presença no início da tarde, quando as chamas já estavam altas.
A polícia deve investigar quantas pessoas estavam na aeronave, se ela realmente carregava drogas e qual seria o destino. A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local ainda na tarde desta terça-feira para dar início às investigações.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


TAM reverte lucro e tem prejuízo de US$ 183,8 milhões em 2015


José Oliveira

SÃO PAULO - A TAM, maior empresa de aviação brasileira, registrou em 2015 prejuízo líquido de US$ 183,812 milhões. Em 2014, a companhia havia apurado lucro líquido de US$ 171,655 milhões. As informações constam no balanço consolidado em dólares e arquivado pela controladora da companhia, a Latam, nesta terça-feira na Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos).
A receita total da TAM em 2015 atingiu US$ 4,597 bilhões, uma retração de 30,64% ante os US$ 6,628 bilhões apurados pela empresa em 2014. Dessas receitas, a TAM obteve no ano passado um total de US$ 4,168 bilhões com vendas de bilhetes a passageiros em voos domésticos e internacionais, o que representou uma queda de 29,5% ante período anterior.
Levando em conta apenas as operações fechadas no Brasil, a receita da TAM somou US$ 3,464 bilhões no ano passado, queda de 35,4% na comparação com 2014, quando o mercado brasileiro gerou para a Latam receitas de US$ 5,361 bilhões. Em 2015, o Brasil representou 35,6% das receitas operacionais da Latam com atividades ordinárias. Em 2014, essa participação brasileira era maior, representando 44,3% do total.
Ainda conforme o balanço consolidado da Latam arquivado na SEC, o caixa e equivalente caixa somados da TAM S.A., TAM Capital e TAM Linhas Aéreas fechou 2015 em US$ 1,067 bilhão. No início do exercício, essa linha do balanço somava US$ 484,3 milhões.
A controladora Latam reportou prejuízo líquido de US$ 219,2 milhões em 2015, comparado a uma perda líquida de US$ 109,8 milhões no ano anterior. Esse balanço tinha sido publicado no dia 9 de março.
Aviação brasileira em retração
Naquela data, a presidente da TAM, Claudia Sender, afirmou que no momento a rentabilidade tem absoluta prioridade sobre liderança de mercado. “A rentabilidade no Brasil está muito deteriorada. A operação tem que ser sustentável e coerente com o plano do negócios da Latam”, disse Claudia Sender ao Valor, na oportunidade.
Hoje, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que a demanda por voos domésticos no Brasil recuou 3,1% em fevereiro, na sétima variação negativa consecutiva. Nesse levantamento, a Avianca, quarta maior companhia aérea do país, foi a única a conquistar aumento de fatia de mercado doméstico em fevereiro, crescendo de 9,14%, em fevereiro, crescendo de 9,14%, em fevereiro de 2015, para 11,33% em igual mês de 2016.
Na mesma base de comparação, a TAM viu seu market share recuar de 36,84% para 35,71%, perdendo assim a liderança do setor para a Gol, que também registrou fatia menor de mercado, passando de 36,41% a 36,24%.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Sem aval, avião que caiu voou sobre área populosa 7 vezes no ano


Do "agora"

O avião que caiu na Casa Verde (zona norte de SP) pousou e decolou sete vezes no Campo de Marte neste ano, segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). Três minutos após a última decolagem, no dia 19 de março (sábado passado), o avião bateu em um sobrado e explodiu, matando as sete pessoas a bordo –incluindo o dono do avião, Roger Agnelli, ex-presidente da Vale.
O avião do acidente, de prefixo PR-ZRA, era uma aeronave experimental, e não poderia ter decolado ou pousado nenhuma vez no Campo de Marte, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Isso porque, segundo as normas da agência, um avião experimental não pode sobrevoar áreas densamente populosas, como é o caso da região do aeroporto.
A Anac adota essa regra alegando que as aeronaves experimentais não são submetidas a testes como os convencionais, e os riscos de acidente são maiores. A fiscalização dos pousos e decolagens cabe à Aeronáutica, que diz que o piloto do avião, Paulo Roberto Bau (um dos mortos no acidente), não avisou sobre a condição da aeronave ao controle do tráfego aéreo em nenhuma das vezes.
JUNDIAÍ
No sábado, o piloto Paulo Bau conduziu o avião do hangar Jet Avionics, em Jundiaí (58 km de SP), até o Campo de Marte, para levar a família do empresário ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
O delegado Marcio Mathias do 13º DP, responsável pelo inquérito do acidente, disse que irá enviar um ofício à Infraero e à Aeronáutica para apurar se houve algum tipo de negligência na autorização de decolagem e pouso da aeronave experimental. A Sintrex é a representante da Comp Air no Brasil, fabricante do modelo da aeronave de Agnelli. A reportagem não conseguiu falar com ninguém da empresa ontem.
AERONÁUTICA CULPA PILOTO
A Aeronáutica, responsável por autorizar pousos e decolagens no Campo de Marte, afirmou que não sabia que o avião que sofreu o acidente era uma aeronave experimental porque "essa característica não foi informada pelo piloto aos órgãos de tráfego aéreo". A reportagem não conseguiu localizar, ontem, o advogado do piloto do avião, Paulo Roberto Baú (que morreu no acidente). A Aeronáutica disse ainda que não é sua atribuição emitir certificado de autorização para aviões ou voos experimentais - o que cabe à Anac.
AGÊNCIA DIZ QUE SEGUIU A LEI
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), responsável por estabelecer as regras de aviação civil no país, diz que fez o que lhe cabia: emitir o certificado de que a aeronave PR-ZRA era um avião para voos experimentais, documento que "indica a restrição de sobrevoo a áreas densamente povoadas". Sobre o plano de voo, o órgão diz que "a informação sobre a categoria de registro de aeronaves é disponibilizada publicamente por meio do sítio eletrônico da agência". Pelo site (e de posse da matricula do avião), "qualquer cidadão pode verificar as informações sobre o registro da aeronave", diz a Anac.

Ataques coordenados matam 30 em Bruxelas; EI reivindica autoria

Bombas explodiram no aeroporto e em um vagão do metrô; mais de 200 pessoas foram feridas

Quatro meses após a série de atentados em Paris que matou 130 pessoas, o alvo nesta terça (22) foi Bruxelas, sede da União Europeia e considerada a capital política do bloco. Ao menos 30 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas em dois ataques — um no aeroporto internacional de Zaventem e outro no metrô. Assim como em Paris, a facção terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados, apenas quatro dias depois de a polícia belga ter prendido Salah Ab-deslam, 26, um dos principais envolvidos na ação em Paris.
"Temíamos um atentado, e aconteceu. É um momento trágico, um dia negro", disse o premiê, Charles Michel. Eram 8h15 da manhã (4h15 em Brasília) quando duas explosões quase simultâneas atingiram o terminal principal de Zaventem, no checkin. Uma testemunha disse ter ouvido um grito em árabe segundos antes do ataque. "Vi um soldado arrastando um corpo", disse Tom De Doncker, 21, que trabalha no check-in e estava perto da segunda explosão. Ao menos dez pessoas morreram ali.
O promotor belga Frederic Van Leeuw confirmou que as autoridades procuram um suspeito. Vestido com uma jaqueta clara, chapéu e óculos de sol, ele aparece nas imagens das câmeras de segurança ao lado de dois outros homens que "muito provavelmente se suicidaram com explosivos", disse Van Leeuw. O terceiro homem foi visto correndo pelo terminal. Francis Vermeiren, prefeito do município de Zaventem (colado a Bruxelas), disse que eles chegaram de táxi e levavam as bombas nas malas. Segundo disse o ministro do Interior belga, Jan Jambon a uma TV, ele correu depois que a bomba em sua mala falhou.
Por volta das 9h, veio o segundo ataque. Um suicida detonou explosivos em um vagão do metrô na estação de Maelbeek, a 200 metros da Comissão Europeia, o braço executivo da UE. Ileso, o maquinista, Christian Delhasse, disse à emissora belga RTBF que ouviu o estrondo e pensou ser um problema técnico. "Ao parar, vi corpos pelo vagão." Morreram ali ao menos 20 pessoas.
O governo belga elevou o alerta contra terrorismo para o nível quatro, o mais alto. Todos os voos em Zaventem, por onde passa 1,5 milhão de passageiros por mês, foram cancelados, e a polícia isolou a área em torno do terminal. O aeroporto não funcionará nesta quarta (23). As estações de trem e metrô também ficaram fechadas e só foram reabertas às 16h locais.
AMEAÇA
As autoridades europeias vinham se preparando para um grande ataque havia semanas e alertavam sobre o EI. Segundo um agente da Inteligência iraquiana ouvido pela Associated Press, a facção planejava havia dois meses realizar ataques na Europa que teriam como alvo "aeroportos e estações de trem". De acordo com esse funcionário, os europeus foram avisados, "mas Bruxelas não fazia parte dos planos na época". Ele disse que a ação desta terça tem relação com a prisão de Abdeslam, sexta (18).
A suspeita se reforçou pelo fato de haver foragidos ligados aos atentados de Paris. Os principais são o belga-marroquino Mohamed Abri-ni, 31, amigo de Abdeslam, e Najim Laachraoui, 24, de nacionalidade não divulgada. Após ser preso, Abdeslam disse às autoridades que havia criado uma nova rede e planejava mais ataques. Mas o premiê Charles Michel disse não haver evidência da participação de Abdeslam nas ações desta terça. Em seu comunicado, o EI não cita o terrorista e justifica o ataque como uma retaliação à "aliança dos cruzados".
Após buscas em vários pontos de Bruxelas, promotores belgas disseram ter encontrado um "dispositivo explosivo com pregos", produtos químicos e uma bandeira do EI no bairro de Schaer-beek, próximo da estação de metrô onde houve o ataque. Apesar da orientação do governo para que a população evitasse sair de casa, muitos foram às ruas para demonstrar solidariedade.
Uma das principais vias do centro de Bruxelas foi coberta por flores e mensagens de apoio escritas com giz no asfalto, com dizeres como "Paz" e "Bruxelas, minha bela". Uma blitz feita pela polícia dos dois países na estrada da fronteira, no sentido da Alemanha, causou um longo congestionamento à tarde. Ao cair da noite, policiais e soldados circulavam nas ruas de Bruxelas entre corredores de rua e mães com bebês, num sinal de que a cidade, sob tensão, buscava retomar a normalidade.

PORTAL R7


Depois de perder filho em acidente com avião experimental, piloto cria associação


O psiquiatra e piloto de avião Augusto Fonseca da Costa perdeu o filho Vitor Augusto, de 19 anos, em um acidente com um avião experimental em janeiro de 2015. O jovem voava em um anfíbio Super Petrel LS, que sofreu uma pane e caiu em parafuso, colidindo com o solo após decolar do Aeroporto Luiz Dalcanalle Filho, em Toledo (PR).
O piloto constatou mais tarde que o fabricante da aeronave descumpriu uma notificação que ordenava a troca de uma mangueira de combustível antes do próximo voo. Um pequeno fragmento da mangueira se soltou e bloqueou a passagem de combustível, causando o acidente. O equipamento custou R$ 400 mil.
"Eu não teria comprado a aeronave sabendo que era tão precária. Só comprei porque o fabricante propagandeava que ela era certificada. Essas aeronaves experimentais podem ser fabricadas no fundo de quintal, ninguém fiscaliza", disse. O caso está sob investigação da Polícia Civil de Toledo.
Auxílio
Depois de perder o filho, Costa decidiu criar uma entidade para defender vítimas de acidentes com voos experimentais. A Associação Brasileira de Vítimas da Aviação Geral e Experimental (Abravagex), que iniciou as atividades neste ano, oferece assistência jurídica e até financeira aos familiares. "A legislação brasileira é altamente irresponsável por enquadrar estas aeronaves como experimentais apenas para que não sejam obrigadas a cumprir normas de segurança. Esses acidentes não são investigados pelos órgãos oficiais. É um crime."
A entidade quer discutir a reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica para propor mudanças no registro dos aviões como experimentais. O esforço dela se une ao de entidades como a Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), que pede na Justiça a proibição de venda de aviões experimentais.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Aeronaves "experimentais" causam um acidente por mês

Levantamento do Cenipa obtido pelo "Estado" aponta que, em dez anos, 135 casos foram registrados e 82 pessoas morreram

Luiz Fernando Toledo O Estado De S.paulo

SÃO PAULO - Por mês, pelo menos uma aeronave experimental, categoria que não possui certificação oficial para voar, sofre acidente no Brasil. Dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) obtidos pelo Estado apontam que houve 135 acidentes entre 2005 e 2014 na categoria. Destes, 56 foram fatais e resultaram em 82 mortes. Os dados foram compilados em dezembro do ano passado.
Esta é a mesma categoria da aeronave que caiu em São Paulo no último sábado, 19, e matou o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, sua família e o piloto Paulo Roberto Baú. De acordo com dados disponíveis no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), este tipo de aeronave representa praticamente um quarto de todas as 21.789 registradas no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB): eram 5.158. Em 2008 eram apenas 3.376 experimentais.
Embora o Código Brasileiro de Aeronáutica estabeleça que todas as aeronaves devem ser certificadas, a legislação permite o uso de modelos considerados amadores, que recebem autorização para voar sem a necessidade de atender aos requisitos para a homologação aeronáutica. Esses aparelhos podem até usar peças genéricas e usadas - que custam até 10% do valor das “oficiais” - sem controle sobre sua manutenção, que fica a cargo dos proprietários.
O uso desses “protótipos” têm sido questionado por especialistas pela falta de segurança. O professor de Engenharia Aeronáutica do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Cláudio Jorge Pinto Alves, também especialista em infraestrutura aeroviária, disse que os aviões experimentais não devem ser vendidos comercialmente. “Para que isso fosse feito, os aviões precisariam passar por todas as baterias de testes e obter uma certificação da Anac, autorizando a venda. Mas, se isso fosse feito, as aeronaves deixariam de ser experimentais e o preço aumentaria”, afirmou.
Segundo ele, aviões como o do ex-presidente da Vale têm sido usados da mesma forma que outros modelos comerciais. “Muita gente compra a aeronave porque é mais barata, não tomando conhecimento do risco que está correndo.”
Acidente
O psiquiatra e piloto de avião Augusto Fonseca da Costa perdeu o filho Vitor Augusto, de 19 anos, em um acidente em um avião experimental em janeiro do ano passado. O jovem voava em um avião anfíbio SUper Petrel LS, quesofreu um pane e caiu em parafuso, colidindo com o solo após decolar do Aeroporto Luiz Dalcanalle Filho, em Toledo (PR).
O médico constatou mais tarde que o fabricante da aeronave descumpriu uma notificação que ordenava a troca de uma mangueira de combustível antes do próximo voo. Um pequeno fragmento da mangueira se soltou e bloqueou a passagem de combustível, causando o acidente. O equipamento custou R$ 400 mil.
"Eu não teria comprado a aeronave sabendo que era tão precária. Só comprei porque o fabricante propagandeava que ela era certificada. Essas aeronaves experimentais podem ser fabricadas no fundo de quintal, ninguém fiscaliza", disse.
Depois de perder o filho, Costa decidiu criar uma entidade para defender vítimas de acidentes com voos experimentais. A Associação Brasileira de Vítimas da Aviação Geral e Experimental (Abravagex), que iniciou as atividades neste ano, dará assistência jurídica aos familiares das vítimas. "A legislação brasileira é altamente irresponsável por enquadrar estas aeronaves como experimentais apenas para que não sejam obrigadas a cumprir normas de segurança. Esses acidentes não são investigados pelos órgãos oficiais. É um crime perfeito", disse.
A entidade quer discutir a reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica para propor mudanças no registro dos aviões como experimentais. O esforço dela se une ao de entidades como a Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), que pede na Justiça a proibição de venda de aviões experimentais.

Primeiro astronauta sul-americano a ir ao espaço, Pontes celebra uma década da viagem com eventos no Brasil e nos EUA

Dez anos após viagem ao espaço, astronauta brasileiro investe no turismo espacial

Bruna Toni O Estado De S. Paulo

No dia 30 de março de 2006, o astronauta Marcos Pontes realizava o sonho de muita criança - e, claro, de muito adulto - ao partir para uma viagem ao espaço de dez dias. A missão da Nasa, batizada de Missão Centenário, uma homenagem ao primeiro voo tripulado do 14 Bis de Santos Dumont, foi a primeira de um astronauta sul-americano e, até hoje, a única de um brasileiro.
Dez anos depois, muita coisa mudou. Ir ao espaço, por exemplo, já entrou para a lista de roteiros turísticos. Apesar de o primeiro voo espacial com tripulantes "viajantes" ainda não ter data de partida, todas as passagens (milionárias) já foram vendidas e outras naves estão sendo preparadas para outras viagens.
Não por acaso, Marcos Pontes, que continua a serviço da Agência Espacial Brasileira (AEB) e aguarda sua próxima missão, ampliou seus horizontes e decidiu ser "um entusiasta" do turismo espacial, como ele próprio define. Abriu uma agência de turismo de aventura - com pacotes para o espaço, claro - e roda o mundo ministrando palestras e divulgando seus livros. Entre todas as atividades - que este ano engrossaram com os eventos em comemoração aos 10 anos da Missão Centenário -, o astronauta conversou com o Estado sobre sua trajetória, turismo espacial, colonização de Marte e investimentos no setor.
Estadão - De onde surgiu a vontade de ser astronauta?
Marcos Pontes: Gradualmente, ao longo da minha experiência como engenheiro e piloto de testes. Meu desejo de voar começou com as minhas visitas ao Aeroclube de Bauru, quando eu era ainda um menino. Depois, já como piloto da FAB (Força Aérea Brasileira), eu queria voar cada vez mais alto e mais rápido. Assim, fui piloto militar e tive funções militares na FAB até 1998, quando fui selecionado por concurso público pela AEB (Agência Espacial Brasileira) para representar o Brasil como astronauta. Fui escalado em 2005 para realizar a Missão Centenário, realizada em 2006. Depois, retornei para Houston, onde estou até hoje à disposição do Programa Espacial Brasileiro, aguardando a escalação para a minha segunda missão espacial para o Brasil.
Estadão - Qual foi sua reação ao saber que você havia sido selecionado para representar o Brasil no espaço?
M.P.: Em 1998, quando fui selecionado pela AEB para a carreira civil de astronauta, fiquei um tanto inseguro. Primeiro porque tive, a partir daquele ano, de deixar de exercer as funções militares que me eram tão familiares e, segundo, porque passava a carregar nos ombros a responsabilidade de ser o primeiro representante oficial, como astronauta profissional do Brasil fora do planeta. Depois, com a vivência nessa carreira, fui me acostumando com esse peso. Hoje em dia, continuo à disposição do Brasil para a segunda missão espacial que realizarei em breve, pronto para encarar níveis ainda mais altos de responsabilidades.
Estadão - O que acha que essa viagem representou para o País?
M.P.: Foi um evento histórico, com enorme potencial de desenvolvimento em diversas áreas (ciência, tecnologia, educação, relações exteriores, orgulho nacional, etc.). Precisamos de maior conhecimento das autoridades para a correta utilização dos potenciais à disposição do País.
Estadão - Como foi lidar com acidentes como o do ônibus espacial Columbia, em 2003? Você nunca teve medo?
M.P.: Eu sou um piloto de testes, especialista em prevenção e investigação de acidentes, e piloto de combate da Força Aérea, à disposição para encarar momentos difíceis para o País, mesmo com o sacrifício pessoal. Acidentes fazem parte desse tipo de atividade, temos que encarar a realidade, aprender com os acidentes, aperfeiçoar os sistemas e procedimentos e seguir em frente. Emoções humanas são naturais, mas é importante saber conviver com elas e manter a performance.
Estadão - Seu sonho ainda é ser presidente da Agência Espacial Brasileira?
M.P.: Sem dúvida. Porém, observamos que no Brasil os chamados “cargos de segundo escalão” também entram na negociação política, independentemente do conhecimento técnico, o que dificulta esse meu sonho, visto que não sou no momento filiado a nenhum partido.
Estadão - Como foi participar de uma missão espacial? Qual a maior dificuldade durante os 10 dias?
M.P.: A sensação, depois da adaptação fisiológica ao ambiente de microgravidade, é maravilhosa. O mais difícil é acomodar a rotina extremamente apertada de trabalho (18 horas de trabalho e 6 horas de descanso por dia). No meu caso, como especialista de missão, eu tinha a função de montar, consertar e configurar sistemas (além de realizar experimentos a bordo).
Estadão - Alguma história engraçada que você se recorda?
M.P.: Sim. Quando “perdi de vista” um dos cartões de dados de experimentos enquanto ajudava o Comandante Pavel na manutenção de um dos sistemas. Como recuperei o cartão? Isso está no meu livro Missão Cumprida (risos).
Estadão - Anos de treinos, mudança de país, missão espacial, como você conciliou família, amigos...?
M.P.: Envolvendo minha família nas minhas atividades e compartilhando decisões. Não é minha carreira, é a carreira da minha família. Eles são parte integrante disso, assim como eu sou parte da vida e das atividades e decisões das vidas deles.
Estadão - Você diz que há pouco investimento e o Programa Espacial Brasileiro está abandonado. Por que acha que isso ocorre?
M.P.: O Brasil precisa de um programa espacial forte por inúmeras razões: melhor produção de alimentos, melhor previsão de tempo e possíveis catástrofes naturais, comunicação, desenvolvimento de medicamentos, materiais, etc. Temos um grande País, mas precisamos investir muito mais em educação fundamental, ciência e tecnologia, empregos e pessoas qualificadas que possam ocupar esses empregos e não ficarem dependendo de assistência eterna do Estado. Infelizmente, temos uma divulgação científica muito insipiente no Brasil. As pessoas não sabem o “porquê” ter um programa espacial ou um setor forte de tecnologia. Como consequência dessa falta de conhecimento e de como elas poderiam ser beneficiada por esses programas, elas não apoiam. Sem apoio público, segue a falta de apoio político. Sem apoio político forte, segue a falta de orçamento e políticas inteligentes para o programa.
Estadão - Para quem quer ser astronauta no Brasil, então, as perspectivas de carreira são baixas?
M.P.: No Brasil, atualmente, sim. Mas esse é um mercado internacional.
Estadão - Mas neste momento de crise, que não atinge exclusivamente o Brasil, gastar com programas espaciais não estaria fora de cogitação?
M.P.: Nos Estados Unidos o investimento no setor tem crescido consideravelmente no setor publico e privado. Sendo um país capitalista, é claro que isso não é feito “à toa”. O cálculo grosseiro aponta que cada dólar investido em atividade espacial traz retorno de cinco dólares. Ou seja, o ROI é justificável e muito bom. O Brasil ainda não acordou para isso e deixou sua infraestrutura espacial degradar ao ponto que, de fato, aqui existem muitas prioridades a serem atendidas antes de pensar na atividade tripulada com astronautas profissionais brasileiros (infelizmente). Nos EUA a realidade é diferente.
Estadão - Agora falando do turismo espacial, como você vê essa possibilidade? Isso será possível em breve?M.P.: Sem dúvida. Sou um entusiasta e um investidor nesse mercado. Tenho a maior agência de turismo espacial do Brasil e fomos a quinta empresa no planeta que mais vendeu passagens de voos suborbitais no ano passado. O primeiro turista espacial do Brasil é nosso cliente, será o empresário Marcos Palhares, de São Paulo. Ele está no grupo pioneiro da Virgin Galactic, que irá ao espaço daqui a três anos aproximadamente. Existe até um estagiário da AEB, Pedro Nehme, que ganhou um sorteio da empresa aérea KLM para fazer um voo como turista na espaçonave Linx, que está sendo desenvolvida pela empresa Xcor e que deverá estar operacional em uns sete anos.
Estadão - Qualquer pessoa pode se tornar um turista espacial, desde que pague pela viagem?
M.P.: Para ser turista espacial é necessário pagar o preço da passagem (250 mil dólares), passar nos exames médicos, ter uma semana de preparação nos sistemas de emergência da espaçonave, traje e perfil de voo (similar, dentro das devidas proporções, ao briefing que os passageiros de voos comerciais recebem dos comissários antes da decolagem).
Estadão - Sobre Marte: o parque da Nasa tem uma área dedicada ao planeta e as pesquisas recentes revelaram a existência de água em estado líquido por lá. Mas a história de colonização ainda parece meio nebulosa. Qual a real viabilidade disso? E em quanto tempo?
M.P.: Na NASA temos o Programa Constelação, que inclui viagens tripuladas a Marte a partir de 2033. Na minha opinião, é o próximo grande passo da humanidade em direção ao seu destino no Universo. Porém, ainda estamos distantes de ter os sistemas adequados para o transporte e sobrevivência de seres humanos no planeta vermelho no ritmo atual dos orçamentos e prioridades. Existem “missões” de marketing acontecendo, mas não refletem a realidade.
Estadão - Você gostaria de ir nessa missão de colonização?
M.P.: Eu gostaria de ir a Marte em uma missão da NASA (e isso pode ser possível).
Estadão - É verdade que todos os astronautas acreditam em E.T.?
M.P.: E.T. (Vida Extra Terrestre) é uma probabilidade de praticamente 100% no universo. Pode ser atualmente em forma de fóssil, pode ser uma bactéria, mas é muito provável a existência. Já acreditar que eles estão voando em ovnis sobre a Terra e que sejam parecidos conosco, mas verdes, ou cinzas, com grandes olhos negros…isso é outra coisa.
Estadão - Ainda há quem duvide da ida do homem à lua ou, ao menos, de que ela tenha sido transmitida da forma que foi. O que você acha desse polêmica? Ela tem fundamento?
M.P.: Pensar que os pousos na lua foram farsa criada pela NASA é uma bobagem criada para chamar a atenção apenas.
Estadão - Das atrações do Kennedy Space Center, qual a sua favorita?
M.P.: O Atlantis!

Anac pode ser punida por queda de avião, dizem especialistas

Agência deveria ter informado controle aéreo sobre caráter experimental de avião; sete morreram em São Paulo

Luiz Fernando Toledo / Rafael Italiani O Estado De S. Paulo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pode ser responsabilizada administrativamente pelo acidente da aeronave que matou o ex-presidente da Vale Roger Agnelli e outra seis pessoas no sábado passado, na zona norte de São Paulo. O Estado ouviu especialistas em direito aeronáutico e em acidentes do setor e a avaliação é de que a agência pode ser punida por falta de fiscalização.
O voo do empresário, que é experimental - ou seja, não passou por certificação de autoridade aeroviária - decolou do Aeroporto do Campo de Marte às 15h20 e caiu três minutos depois. Uma residência no bairro Casa Verde ficou destruída. O caso está sob apuração da Polícia Civil.
De acordo com o professor Jorge Leal Medeiros, engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), a permissão para que a aeronave tenha decolado não deveria ter ocorrido. “Quem tinha de impedir a decolagem do avião seria a torre de controle, e ela não fez isso. Famílias prejudicadas devem considerar entrar com uma ação”, disse.
O controle aéreo é responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB), que informou não ter recebido indicações sobre o caráter experimental da aeronave. A informação deveria constar no plano de voo e ter sido fornecida pela Anac.
A Anac disse que “qualquer cidadão” pode visualizar o registro das aeronaves e que não cabe à agência o controle do espaço aéreo. “Eventuais prejuízos devem ser cobertos pelo operador da aeronave e, no caso de falecimento do mesmo, a demanda pode ser levada ao administrador do espólio”.
O especialista em direito aeronáutico Carlos Barbosa acredita que a responsabilidade possa cair sobre a fabricante da aeronave, a depender dos resultados da investigação sobre o acidente, e sobre a Anac pela falta de fiscalização. Ele classifica como “preocupante” a situação da aviação experimental no País e diz que a fiscalização é falha em razão da quantidade de aeronaves no espaço aéreo.
Para o especialista em segurança de voo Roberto Peterca, embora o responsável no âmbito criminal seja o próprio dono do avião, deve ser apurada responsabilidade da Anac pela falta de iniciativa do órgão. “A Anac é que autoriza ou não o voo de um avião experimental”, avaliou.
Autorização

Conforme mostrou ontem o Estado, a regulamentação da Anac define que voos experimentais não podem sobrevoar áreas “densamente povoadas”, como é o caso do Campo de Marte.
Donos de imóvel não têm seguro
Os proprietários do sobrado que foi interditado pela Defesa Civil após a colisão do avião de Roger Agnelli não têm nenhum tipo de seguro para cobrir o prejuízo causado pelo acidente aéreo. De acordo com agentes do órgão da Prefeitura, mais da metade da casa ficou danificada e ela está liberada para duas situações: demolição ou reforma total. Ontem, o local estava fechado com correntes e cadeados. “Nós damos o laudo de interdição, mas para fazer qualquer obra na casa, eles precisam contratar um engenheiro para fazer uma análise mais profunda dos danos”, disse Nilton Persoli, comandante da Defesa Civil. A reportagem entrou em contato com os advogados da família que teve o imóvel destruído e também com os de Agnelli, mas nenhuma das duas partes quis comentar o prejuízo.

AGÊNCIA BRASIL


Brasileiros em Bruxelas relatam clima após atentado na Bélgica


Nesta terça-feira, uma nova onda de atentados colocou Bélgica em alerta máximo. Brasilieros que moram em Bruxelas, capital do país europeu, relatam como está o clima no local após as explosões que causaram, pelo menos, 34 mortes e deixaram 187 pessoas feridas.  Em entrevista à Agência Brasil, o engenheiro belga Thierry Dor que estava dentro da aeronave no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, capital da Bélgica, foi avisado das explosões pelo piloto da aeronave e conta o clima de incerteza pelo qual passou. Antes de embarcar no voo que iria para a Suiça, ele viu pessoas correndo e gritando.
“O atentado foi no check-in. Tinha muita gente, o aeroporto tem três, quatro vezes o tamanho do Galeão [aeroporto internacional do Rio de Janeiro]. E demorou um pouco, coisa de meia hora, para as autoridades perceberem o que estava acontecendo. Ficamos de uma a duas horas no avião até que nos levaram para fora.”
Dor mora no Brasil e estava de férias na Bélgica. Ele conta que todos os passageiros foram retirados da aeronave por uma equipe de segurança especial e levados para um local próximo, fora do aeroporto. O avião estava pronto para decolar quando o piloto interrompeu os procedimentos e informou sobre as explosões ocorridas no saguão. Ele considera que o clima no país é de "consternação".
“No jornal de hoje tem muitos artigos sobre a prisão [de Salah Abdeslam, fugitivo procurado pelos atentados em novembro, em Paris] e de como seria o novo cenário agora que estão presos, que a polícia trabalhou muito bem. E isso [um novo atentado] justamente no mesmo dia”, lamentou.
Beatriz Camargo, pesquisadora em sociologia na Université Libre de Bruxelles (ULB), que está em Bruxelas há sete anos e mora em uma região vizinha do aeroporto de Zaventem, soube dos atentados pelo namorado que chegou de viagem no aeroporto francês e ligou para avisar que estava tudo bem. Ela e uma amiga passaram o dia em casa devido à impossibilidade de deslocamento por transporte público em razão dos atentados.
"Estou em casa e não sai hoje, dificil explicar a situação. Acho que as pessoas estão bem assustadas, tenho recebido varias mensagens e ta dificil se concentrar pra trabalhar. Não há maneira de circular a não ser de carro porque todos os transportes estão bloqueados", contou Beatriz Camargo ao Portal EBC.
No decorrer do dia, Beatriz conta que surgiram muitas informações desencontradas sobre a dimensão dos atentados. "Informaçoes não confirmadas falam de bomba desfeita na VUB (Universidade de Bruxelas) e um "carro suspeito" explodido na avenida General Jacques, que é perto da ULB, onde trabalho".
Entenda o caso
Duas explosões foram registradas de manhã no aeroporto de Zaventem e uma terceira, cerca de uma hora mais tarde, na estação do metrô de Maelbeek, perto das instituições europeias. O grupo terrorista Estado Islâmico já reivindicou a autoria dos atentados.

PORTAL VEJA.COM


Anac diz que voo de Agnelli era irregular

Segundo a agência, o avião do ex-presidente da mineradora Vale não tinha permissão para sobrevoar a área em torno do Campo de Marte

(com Estadão Conteúdo)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou na segunda-feira que o avião experimental de Roger Agnelli, ex-presidente da mineradora Vale, não tinha permissão para sobrevoar áreas densamente povoadas, como é o caso do entorno do aeroporto Campo de Marte, na Zona norte de São Paulo.
O empresário e outras seis pessoas morreram após queda do avião, às 15h23 do último sábado, em uma casa próxima do local, pouco depois da decolagem. "A Agência esclarece que a aeronave não poderia sobrevoar áreas densamente povoadas, por se tratar de aeronave experimental sem autorização específica", afirma a nota da Anac.
A categoria experimental em que se enquadrava o avião usado pelo ex-presidente da Vale deveria seguir restrições definidas pela Anac. O equipamento, modelo CA-9, foi fabricado em 2012, tinha capacidade para sete passageiros e estava no nome de Agnelli como proprietário e operador. Por ser experimental, a caixa-preta não era obrigatória. "Pelo mesmo motivo, toda a operação da aeronave é sob conta e risco do proprietário e do piloto", diz a agência.
A Anac divulgou ainda que não recebeu confirmação oficial sobre se o comandante Paulo Roberto Bau, que também morreu no acidente, era o piloto em comando do voo. "Essa informação deve ser checada com a Polícia Civil ou com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)." Procurada, a assessoria da família Agnelli não comentou o caso.
Embora o Código Brasileiro de Aeronáutica estabeleça que todas as aeronaves devem ser certificadas, a legislação permite o uso de modelos considerados amadores, que recebem autorização para voar sem a necessidade de atender aos requisitos para a homologação aeronáutica. Esses aparelhos podem até usar peças genéricas e usadas - que custam até 10% do valor das oficiais -, sem controle sobre a manutenção, que fica a cargo dos donos.
O uso desses "protótipos" tem sido questionado por especialistas pela suposta falta de segurança. O professor de Engenharia Aeronáutica do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Cláudio Jorge Pinto Alves, também especialista em infraestrutura aeroviária, disse que os aviões experimentais não devem ser vendidos comercialmente. "Para que isso fosse feito, os aviões precisariam passar por todas as baterias de testes e obter uma certificação da Anac, autorizando a venda. Mas se isso fosse feito, as aeronaves deixariam de ser experimentais e o preço aumentaria", afirmou.
Segundo ele, aviões como o do ex-presidente da Vale têm sido usados da mesma forma que outros modelos comerciais. "Muita gente compra a aeronave porque é mais barata, não tomando conhecimento do risco que está correndo."
Acidentes
Pelo menos uma aeronave experimental sofre acidente por mês no Brasil. Dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontam que houve 135 acidentes com aeronaves experimentais entre 2005 e 2014. Destes, 56 foram fatais e resultaram em 82 mortes. Os números foram compilados em dezembro do ano passado e são os mais recentes disponíveis.
De acordo com informações disponíveis no site da Anac, este tipo de aeronave representa praticamente um quarto de todas as 21.789 existentes no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), ou 5.158. Em 2008, eram apenas 3.376 experimentais.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as responsabilidades do acidente. O delegado Marcio Martins Mathias, titular do 13º DP (Casa Verde), informou que o caso foi registrado como homicídio culposo e dano. "Serão apuradas as causas do acidente. Se houve negligência, imprudência, imperícia, enfim, todas as hipóteses serão investigadas", disse.
O proprietário da residência atingida pelo monomotor prestou depoimento ontem. Nos próximos dias, serão chamados para prestar depoimento funcionários do Campo de Marte e também familiares de Agnelli. Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local logo depois da queda do monomotor.

OUTRAS MÍDIAS


D24AM


Comando da Aeronáutica encerra inscrições de quatro concursos, nesta quarta-feira

Juntos, os concursos totalizam 423 vagas. Os salários chegam a R$ 8,8 mil.
Laís Motta
ImagemManaus - O Comando da Aeronáutica (COMAER) encerra inscrições de quatro concursos que totalizam 423 vagas, nesta quarta-feira (23). Os salários chegam a R$ 8,8 mil.
Um dos editais é o do Exame de Admissão ao Estágio de Adaptação de Oficiais Engenheiros da Aeronáutica do ano de 2017 (IE/EA EAOEAR 2017), com 147 vagas. As oportunidades são distribuídas entre engenharia de agrimensura, civil, cartográfica, de computação, eletrônica, elétrica, mecânica e de telecomunicações.
Já o edital do Exame de Admissão ao Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio da Aeronáutica do ano de 2017 (IE/EA EAOAp 2017) oferta 138 vagas para serviços jurídicos, serviço social, pedagogia, psicologia, enfermagem, jornalismo, administração e análises de sistemas.
Para o Exame de Admissão ao Curso de Adaptação de Farmacêuticos da Aeronáutica do ano de 2017 (IE/EA CAFAR 2017), há 30 vagas. As oportunidades são distribuídas entre farmácia bioquímica e industrial.
O quarto edital é o do Exame de Admissão ao Curso de Adaptação de Dentistas da Aeronáutica do ano de 2017 (IE/EA CADAR 2017). São 108 vagas para endodontia, implantodontia, odontologia de necessidades especiais, odontopediatria, ortodontia, periodontia e prótese dentária.
O processo seletivo é composto por provas escritas (língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prático-oral (somente para dentistas e farmacêuticos) e validação documental.
As provas escritas ocorrerão no dia 5 de junho de 2016. Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), durante aproximadamente 17 semanas. Após a conclusão do curso com aproveitamento, o aluno será nomeado Primeiro-Tenente e receberá um salário inicial bruto de R$ 8.877,60. O aprovado também será designado para servir uma Organização Militar (OM). Em Manaus, a OM é o Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR), que fica na Avenida Presidente Kennedy, 1500, Ponta Pelada. Os telefones para contato são 2129-1735 e 2129-1736.
As inscrições terminam nesta quarta-feira (23) e podem ser feitas nos sites do Ciar (www.ciaar.com.br) e do Comaer (www.fab.mil.br).

PORTAL EM TEMPO (AM)


Acordo entre Ministério da Defesa e Suíça vai ajudar a ampliar monitoramento ambiental no AM

Com informações da Assessoria

O Amazonas está entre os beneficiados com o acordo entre o Governo da Suíça e o Ministério da Defesa para intensificar as parcerias na área de Ciência e Tecnologia na Amazônia. A experiência com Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant), movidos à energia solar, deve ganhar uma nova etapa de testes na região com auxílio do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).
A promoção de ações para intercâmbio de cientistas, compartilhamento de dados e o desenvolvimento em conjunto de projetos de inovação tecnológica estão entre medidas prioritárias do memorando de entendimento que será fechado na quarta-feira( 23), em Brasília (DF).
Nesta terça-feira (22), o governador em exercício, Henrique Oliveira, reuniu com o secretário de Estado de Assuntos Exteriores da Suíça, Yves Rossier, e o embaixador do país no Brasil, André Regli. O encontro, na sede do Governo do Estado, na zona oeste de Manaus, foi definido como uma abertura de caminhos para criação de novas parcerias na área de Ciência, Tecnologia e Inovação especialmente para o Amazonas. Suíços apostam na inovação tecnológica e demonstraram interesse em áreas como a produção de fármacos e piscicultura.
De acordo com Henrique Oliveira, o acordo entre os governos brasileiro e suíço deve beneficiar o Estado no monitoramento ambiental, ajudando no trabalho de controle do desmatamento e manutenção das áreas de manejo.
“A Suíça, a exemplo do resto do mundo, é apaixonada por esse canto do Brasil e vem até o Amazonas tentar fazer parcerias. Assina um tratado com o governo federal para disponibilizar os drones, porque eles têm uma tecnologia que dominam fortemente nesta área. E esses drones são importantíssimos, inclusive, para que as áreas de preservação, as áreas de manejo florestal sejam fiscalizadas com mais rigor”, declarou o governador em exercício.
A cooperação envolve o Ministério da Defesa e o Departamento Federal de Assuntos Exteriores da Confederação Suíça e será formalizada durante ato que acontecerá na sede do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Brasília (DF). O acordo prevê aprofundar o intercâmbio científico entre os dois países dando seguimento aos projetos iniciados no ano passado com o Vant.
“É um acordo entre o Brasil e a Suíça que envolve o Sipam e a questão da defesa para uma melhor proteção do território da Amazônia, e isso, evidentemente, protege o Amazonas. Como a Suíça é bastante avançada na inovação e pesquisa, e esse acordo envolve esse tipo de matéria, pode beneficiar o desenvolvimento do Amazonas”, afirmou o secretário de Estado de Assuntos Exteriores da Suíça, Yves Rossier.
Drones
Testes com os drones começaram a ser feitos, ano passado, no Pará. A experiência ocorreu em outubro de 2015. À época, o Censipam acompanhou o voo experimental do Vant Atlantik Solar na rota entre os municípios paraenses de Barcarena e Melgaço, onde funciona a Estação Científica Ferreira Penna, na Floresta Nacional de Caxiuanã. Além de testar o equipamento, o voo serviu para recolher dados ambientais sobre o ecossistema amazônico, como informações atmosféricas sobre ventos, umidade, temperatura e radiação em locais nunca mapeados.
“Trabalhamos muito perto com o sistema Sipam e eles nos ajudaram muito. Daí cresceu a vontade de fazer um memorando entre a Suíça e Brasil para colaborar mais em várias áreas. Uma delas é na coleção e tratamento de dados que recebe dos satélites. Lá na Suíça, as universidades têm aplicações excelentes que podem tratar muitas informações para que o Sipam possa tomar as decisões”, destacou o embaixador André Regli.
O Vant movido à energia solar permite ampliar o monitoramento na região e a coleta de dados em regiões de difícil acesso. Ele foi desenvolvido pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, Suíça (ETH Zurich) e Swissnex Brasil, que é uma organização de apoio ao governo suíço. Além dos pesquisadores da Universidade de Zurich, a equipe no Brasil que acompanhou a iniciativa incluiu, ainda, integrantes da Universidade Federal do Pará, do ICMBio e do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG).
Voos na região amazônica
Além dos drones, há empresas suíças interessadas em atuar na região amazônica com aviões de transporte de passageiros adequados para pistas de pequeno porte, segundo o embaixador. A medida iria atender ao padrão de pistas de pouso em cidades do interior de toda a região. A Swissnex Brazil, instituição mantida pelo governo suíço no Rio de Janeiro e São Paulo, é a porta de entrada para estreitar as colaborações na área de ciência e tecnologia com o Amazonas, disse Regli.
“Na área de Ciência e Tecnologia, na área de pesquisa, biotecnologia, há muitos pesquisadores suíços interessados na riqueza para desenvolver a área alimentar e também farmacêutica. Acho que tem um grande potencial para estabelecer parcerias”, frisou o embaixador.

A TRIBUNA (SP)


Ted Sartori

Justiça nomeia responsáveis por prejuízos após queda de avião em Santos

Pela sentença, PSB e a AF Andrade devem ressarcir vítima do acidente aéreo em 13 de agosto de 2014
Ted Sartori
O juiz Joel Birello Mandelli, da 6ª Vara Cível de Santos, considerou que houve responsabilidade solidária entre a AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda. e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) em relação aos prejuízos ocorridos no Colégio Plenitude, no bairro Boqueirão, causados pelo acidente aéreo que matou o presidenciável Eduardo Campos e outras seis pessoas. Na sentença, a empresa é citada como dona do Cessna Citation 560 XL, prefixo PR-AFA, e a sigla como usuária da aeronave que caiu em Santos, em 13 de agosto de 2014. 
Desta forma, exclui-se os nomes dos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e de Apolo Santana Vieira. A AF Andrade alega que os direitos do arrendamento do avião teriam sido transferidos antes para os dois, que permitiram posteriormente o uso da aeronave pelo PSB. Porém, ambos negam e não há documento que comprove o negócio.
A decisão ainda é em primeira instância, assim como é a primeira envolvendo o mérito da questão. Ela ficou disponível nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial do Estado. A publicação ocorreu hoje (22). O prazo para que se recorra ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é de 15 dias úteis, contados a partir do dia útil seguinte à publicação da decisão – ou seja, nesta quarta-feira (23).
“Já vai abrir um precedente bem interessante, que é a tese que o escritório adotou não só para este caso como para os outros que temos”, afirma o advogado Alexandre Ferreira, da Sá & Ferreira Advogados e Associados. “A solidariedade na responsabilidade é isso: posso cobrar de qualquer um a integralidade do débito ou dos dois. Vai de quem tiver penhora on-line primeiro do que o outro. Se, por exemplo, a AF Andrade vai cobrar metade do PSB em ação, aí é com eles. Para mim o importante é o crédito do valor, independentemente de qual parte for”.
O dano material referente ao Colégio Plenitude foi fixado em R$ 9.506,00, referente aos vidros das janelas que estouraram após o impacto da queda do avião, e a estrutura do toldo, comprometida à época após vidros de prédios vizinhos voarem pela mesma razão. A importância será corrigida desde a propositura da ação (em setembro do ano passado) e acrescido de juros moratórios contados da data do acidente. “Espero que a decisão se expanda e todos consigam viver em paz. Nosso bairro não é mais o mesmo depois que aconteceu isso”, comenta a dona do colégio, Christina Raite.
Nas mãos do escritório também estão os processos da Mahatma Academia e de seu proprietário Benedito Juarez Câmara (enquanto pessoa física), outros prejudicados pelo acidente – e com perdas ainda muito mais significativas em termos de valores. O texto, inclusive, já foi anexado às duas ações, que correm na 9ª Vara Cível de Santos.
Respostas
Em nota, a AF Andrade deixou claro que irá recorrer da decisão, dizendo que a sentença não levou em conta que a empresa não era mais responsável pela aeronave, uma vez que diz ter transferido os direitos do arrendamento a João Lyra e Apolo Vieira, bem como reitera que permanecerá à disposição das autoridades. Já o PSB não respondeu aos questionamentos até o fechamento da edição.

CORREIO (BA)


Vítima de acidente com helicóptero na Bahia segue na UTI; uma pessoa teve alta

Aeronave caiu por volta das 12h de segunda-feira (21) na Fazenda Cavala, localizada na zona rural de Jaguaripe
Uma das quatro vítimas do acidente envolvendo um helicóptero na zona rural do município de Jaguaripe, no Recôncavo Baiano, permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Subúrbio. De acordo com a unidade de saúde, a vítima, que é do sexo masculino e possui 36 anos, foi submetido a procedimento cirúrgico ainda na segunda-feira (21).
Ainda de acordo com o Hospital do Subúrbio, o homem está sob os cuidados de uma equipe, com suporte ventilatório e hemodinâmico. O estado de saúde do paciente é considerado grave e ele segue sem previsão de alta da unidade.
Outras três vítimas foram levadas para a unidade de saúde. Uma mulher de 36 anos sofreu politrauma (trauma torácico, ortopédico e vascular) e segue internada sob vigilância, em acompanhamento também do serviço de neurocirurgia. O estado de saúde dela é estável e segue sem previsão de alta.
Um homem de 43 anos, também vítima de politrauma, com trauma crânio encefálico, também permanece internado, sob vigilância, com estado de saúde estável e sem previsão de alta. Uma quarta vítima, também do sexo masculino, foi atendida com trauma abdominal e liberado ainda na segunda-feira. O Hospital do Subúrbio não divulgou as identidades das vítimas.
Acidente
A aeronave caiu por volta das 12h desta segunda-feira (21) na Fazenda Cavala, localizada na Comunidade Terra Santa. O helicóptero de prefixo PP-MBN levava quatro pessoas no momento da queda.

JORNAL DE HUMAITÁ (AM)


Sugestão de deputados do AM pode dar poder de polícia ao Exército na fronteira

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) encaminhou para a bancada federal do Amazonas no Congresso Nacional (oito deputados federais e três senadores) um requerimento sugerindo que a atuação do Exército Brasileiro nas regiões de fronteira seja facilitada, ou seja, que o Exército possa ter também o poder de polícia judiciária, com autonomia para abrir inquéritos e/ou lavrar autos de prisão em flagrante, por exemplo.
A sugestão partiu do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Josué Neto (PSD), que indicou a adoção dessa medida por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altere a Lei Complementar nº 97. A ideia de Josué Neto é que um dos 11 representantes do Amazonas encampe a proposta e ela possa tramitar como PEC na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal.
A possibilidade de conferir poder de polícia ao Exército Brasileiro nas fronteiras, para atuar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, não apenas como força auxiliar mas com competência para trabalhar junto com as forças de segurança civis, nasceu de uma colocação do procurador-chefe do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM), Edmilson da Costa Barreiros Júnior, durante a sessão que a Aleam fez na sede do CMA e foi encampada pelo deputado Josué Neto (PSD).
Na Sessão Especial da Aleam no CMA, em outubro do ano passado, o procurador Edmilson Barreiros disse que muitas questões operacionais poderiam ser resolvidas com essa medida já que, hoje, o Exército Brasileiro, ao atuar no combate aos delitos transfronteiriços e ambientais, já possui competência para conduzir ações de caráter preventivo e repressivo. No entanto, essa atuação se restringe a “prisão ou captura” dos cidadãos que estiverem em alguma das hipóteses de flagrante delito, sem, no entanto ser possível ao oficial no comando adotar “atos administrativos” específicos da polícia judiciária, como o auto de prisão em flagrante delito e o inquérito policial. A Constituição atribui somente à Polícia Judiciária Federal e/ou Estadual (Policia Civil) a competência para exercer essas funções.
No seu requerimento, o presidente Josué Neto sugere que por meio de uma PEC essas atribuições sejam estendidas aos oficiais do Exército que atuam nas áreas fronteiriças. O objetivo é dar maior relevância e força jurisdicional ao combate ao crime organizado na faixa de fronteira entre o Brasil e seus vizinhos sulamericanos, alguns dos quais sabidamente contaminados por narcoguerrilha e narcotráfico, além do contrabando sistemático de produtos estrangeiros e de animais silvestres, que resultam em milhões de dólares para os traficantes.
O tema é tão relevante para a região, que chegou a ser abordado com o ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, durante um simpósio jurídico realizado no Comando Militar da Amazônia (CMA), na última sexta-feira (18).

JORNAL CORREIO (BA)


Equipe da Aeronáutica investiga queda de helicóptero na Bahia

Aeronave, que ia de Salvador para Cairu, caiu na segunda-feira (21) na zona rural de Jaguaripe; três pessoas seguem internadas
Da Redação
Uma equipe da Aeronáutica foi até a zona rural do município de Jaguaripe, no Recôncavo Baiano, para investigar as causas que levaram à queda de um helicóptero na segunda-feira (21), por volta das 12h. A aeronave caiu na Fazenda Cavala, localizada na Comunidade Terra Santa. O helicóptero de prefixo PP-MBN, partiu de Salvador com destino à cidade de Cairu.
No momento da queda, estavam no helicóptero o piloto Joy Maggi, 36, Ailton Carneiro, Diogo dos Santos, 43, e Jéssica Souza Silva, 36. Eles foram socorridos pelo Samu e pelo Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) e levados para o Hospital do Subúrbio.
De acordo com o hospital, Joy foi submetido a procedimento cirúrgico ainda na segunda-feira (21). Ele está sob os cuidados de uma equipe, com suporte ventilatório e hemodinâmico. O estado de saúde do paciente é considerado grave e ele segue sem previsão de alta da unidade.
Jéssica sofreu politrauma (trauma torácico, ortopédico e vascular) e segue internada sob vigilância, em acompanhamento também do serviço de neurocirurgia. O estado de saúde dela é estável, mas ela continua sem previsão de alta.
Diogo também foi vítima de politrauma, com trauma crânio encefálico. Ele permanece internado, sob vigilância, com estado de saúde estável e sem previsão de alta. Já Ailton foi atendido com trauma abdominal e liberado na segunda-feira (21).



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