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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 08/03/2016 / Segredo é dedicação, diz 1ª mulher a pilotar helicóptero de ataque no Brasil

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Segredo é dedicação, diz 1ª mulher a pilotar helicóptero de ataque no Brasil ...

Vitória Bernal, de 24 anos, integra Esquadrão Poti, em Rondônia.Maior dificuldade foi se adaptar a aeronave russa, diz piloto ...

ísis Capistrano ...

Vitória Bernal, de 24 anos , tem muitos motivos para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em todo o mundo nesta terça-feira (8).

Piloto no 2º/8º Grupo de Aviação Esquadrão Poti em Porto Velho, Vitória foi a primeira mulher a comandar um helicóptero de ataque no Brasil, um AH-2 Sabre de 12 toneladas. Na Força Aérea Brasileira (FAB) há seis anos, ela revela que determinação e sonho da carreira militar foram os dois segredos para as conquistas profissionais. "As meninas só precisam ter dedicação, que daí elas conseguem qualquer coisa", diz.

Em entrevista ao G1, Vitória diz que a paixão por aviões nunca foi apenas uma vontade passageira da juventude. Assim que fez o aniversário de 18 anos, ela entrou para a Academia da Força Aérea (AFA), uma espécie de curso superior da carreira militar.

Após quatro anos de estudo em uma academia onde muitos são desligados por não conseguir completar os níveis mínimos de pilotagem, a jovem se formou, fez especialização em helicópteros no Rio Grande do Norte e optou por atuar no Esquadrão Poti, em Rondônia. A base abriga 12 helicópteros AH-2 Sabre, que são utilizados na proteção da fronteiras do Brasil.O esquadrão está sediado em Rondônia devido à posição estratégica dentro da Amazônia, que possibilita às aeronaves chegar a qualquer lugar do território nacional.

Vitória, que fez inúmeras missões durante a especialização no RN, como busca e salvamento, transporte de carga externa, navegação e emprego armado, se identificou com o emprego Imagemarmado. Ela optou pelo Poti porque é um dos esquadrões da FAB mais especializados em helicóptero.

Chegada
A dificuldade da 2º tenente foi se adaptar à aeronave russa, que ela define como complexa e diferente de todas que ela já estava acostumada. Segundo Vitória, nunca houve estranhamento na Base Aérea pelo fato de ela ser mulher.

"Para mim é uma coisa normal. Cheguei aqui com um colega que foi da mesma turma que eu. Nós fazemos as mesmas missões, estudamos as mesmas coisas. Tem impacto maior porque há poucos pilotos mulheres nas Forças Armadas. De 100 que integravam minha turma, por exemplo, oito eram mulheres", diz.

Para Vitória, as pessoas que não trabalham na Base Aérea são as que mais costumam se assustar pelo fato dela pilotar aeronaves. "Você vai aos lugares da cidade e quando digo que sou piloto, perguntam: Como assim?", detalha.

Com todas as qualificações, Vitória diz que as mulheres não só podem correr atrás dos sonhos, mas devem.

Imagem"Se você põe um negócio na cabeça, não há nada que não possa fazer. Não desista, não abaixe a cabeça. Foco e determinação é o segredo para qualquer coisa, não só para o militarismo. As meninas não podem se assustar só porque a maioria é homem. As pessoas me receberam aqui super bem, com profissionalismo. Nunca me trataram mal ou melhor pelo fato de ser mulher. As meninas precisam ter dedicação que elas conseguem qualquer coisa” finaliza.

Apesar do treinamento pesado, Vitória garante que não tem uma história "emocionante" de combate. Até hoje só participou de interceptações simuladas, porém garante que se um dia chegar à missão de participar de um combate, estará a postos para cumprir como qualquer outro tenente.

Cantadas no esquadrão? "Eu tenho um namorado/marido que trabalha no esquadrão ao lado. Aí todo mundo sabe e não tenho nenhum problema", finaliza aos risos.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL G-1


Mudanças na Anac podem atrasar leilões de aeroportos, diz Guaranys

Diretor-presidente da agência e outro diretor deixam cargo em 19 de março. Agência não terá quórum para decidir, inclusive sobre concessões.

Alexandro Martello - Do G1, Em Brasília

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, afirmou nesta segunda-feira (7), após reunião com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que vai deixar o comando do órgão em 19 de março, juntamente com o diretor Claudio Passos, e se disse "preocupado" com o impacto dessa troca no andamento da concessão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

Guaranys explicou que a Anac, geralmente, atua com quatro diretores e com o presidente, totalizando cinco votos. Neste momento, porém, uma vaga já está desocupada. Com sua saída e do diretor Claudio Passos, não haverá o quorum necessária, de três pessoas, para que a diretoria vote processos e tome decisões.
A intenção do governo é de realizar as concessões ainda neste ano, com investimentos totais previstos em R$ 6,92 bilhões.
"E com as concessões, a gente precisa de quórum para fazer todos os procedimentos. Ficam dois diretores. Somos cinco. Precisa de ter três diretores para ter quórum. Precisa de diretor para dar andamento aos processos de concessão. Fiquei preocupado em passar um pouco esse cenário para o ministro da Fazenda", declarou Guaranys.
Comando da Anac

Ele apontou ainda não ter informação sobre o processo de troca de comando na Anac. "Não temos informação. O procedimento disso, geralmente é a SAC [Secretaria de Aviação Civil] quem encaminha para a Casa Civil. Para que a Casa Civil possa encaminhar para o Congresso", disse.
Os novos nomes ainda tem de ser sabatinados e aprovados pelo Congresso Nacional.
Marcelo Guaranys explicou que a Anac ainda depende da aprovação dos estudos sobre a concessão dos quatro aeroportos pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
"Assim que o TCU aprovar, a diretoria (da Anac) tem que deliberar e colocar os documentos em consulta pública, o que demora de 15 a 30 dias após a aprovação do TCU. E depois uma audiencia pública de 30 dias", afirmou.
O diretor-presidente da Anac informou que tem percebido interesse nos processos de concessão destes aeroportos.
"A política da gente é sempre receber os interessados. Bancos, empresas, operadores aeroportuários, essas empresas continuam buscando a gente para poder ter informação sobre o processo. A gente entende que o processo é atrativo", afirmou.
Na visão dele, o atual momento político do país não afugenta os investidores, pois os projetos são de longo prazo (25 a 30 anos).
Multa para Viracopos

Guaranys confirmou que será aplicada uma multa para o consórcio do aeroporto de Viracopos, em Campinas, pelo atraso na entrega das obra do novo terminal, previstas no contrato de concessão.
O contrato determinava a conclusão do empreendimento até maio de 2014, mas ele ainda não foi terminado. O consório é formado por Triunfo, UTC Participações e a francesa Egis Airport.
"Vão ser penalizados. A Superintendência de Regulação Econômica está finalizando os cálculos. Há uma dificuldade. Uma coisa é não entregar nada e aí a gente sabe em quanto multar. O problema é que entregou uma parte da infraestrutura. Dificulta o cálculo da multa", declarou.
A multa total pode chegar a R$ 170 milhões. Por conta de parte da obra ter sido entregue, Guaranys informou não saber ainda qual pode ser o valor.
Segundo ele, o empreendimento não foi prejudicado pela operação Lava Jato, que apura irregularidades na Petrobras, tendo a UTC como uma das empresas invetigadas.
"Isso foi antes da Lava Jato. Foi uma questão de execução do cronograma financeiro e físico deles, mas é responsabilidade do consórcio", concluiu.

Força Aérea suspende voos de dois aviões ao mesmo tempo em Brasília

Aeroporto de Brasília foi o primeiro da América do Sul a testar o voo duplo. Mas, em nove dias, houve risco de acidente grave duas vezes. FAB apura

A Força Aérea suspendeu as decolagens de dois aviões ao mesmo tempo no aeroporto de Brasília. Foi o primeiro aeroporto da América do Sul a testar o voo duplo. Mas, em nove dias, houve risco de acidente grave pelo menos por duas vezes. A FAB quer saber de quem foi a falha.
Em um dos casos, o piloto que fez uma curva errada no aeroporto disse que a manobra foi resultado de um erro de digitação. A decolagem ou pouso de dois voos ao mesmo tempo está suspensa até o fim das investigações. O aeroporto de Brasília foi o primeiro a operar voos ao mesmo tempo, subindo ou descendo.
A Força Aérea Brasileira informou que os controladores de voo receberam treinamento antes do início das operações com decolagens simultâneas no aeroporto de Brasília, e que os pilotos também foram treinados pelas empresas aéreas. Essa investigação poderá explicar se existe realmente segurança.

Avião cargueiro faz pouso de emergência no aeroporto do DF

Piloto comunicou problemas técnicos antes de aterrissagem, diz FAB. Voo partiu de Caracas com destino a Brasília; ninguém ficou ferido.

Gabriel Luiz Do G1 Df

Um avião cargueiro da companhia aérea venezuelana Solar teve de fazer um pouso de emergência no Aeroporto de Brasília na manhã desta segunda-feira (7). De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto comunicou à torre de controle "problemas técnicos" e pediu autorização para pousar, por volta das 11h45. A FAB não informou que tipo de problema afetou o avião.
Uma imagem obtida pelo G1 mostra que os flaps (equipamento na asa que serve para aumentar o atrito com o vento, causando a desaceleração do avião) não estavam abertos pouco antes do pouso. Inicialmente, o órgão havia informado que havia sete tripulantes a bordo, mas depois disse que o número não estava confirmado. Ninguém ficou ferido.
O voo vinha de Caracas, capital da Venezuela, e tinha como destino final Brasília. Após o pouso, a aeronave teve de ficar parada na pista para passar por avaliação.
De acordo com a Inframerica, consórcio que administra o aeroporto, os bombeiros do terminal ficaram de prontidão no momento da aterrisagem. Não houve atrasos em pousos e decolagens por conta do incidente. Procurada, a companhia Solar não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Fim de decolagens simultâneas
Nesta quarta-feira (2), a FAB proibiu decolagens simultâneas no Aeroporto JK. Áudio da conversa entre um piloto da Gol e a torre de comando aponta que um erro de digitação quase provocou a colisão entre dois aviões naquele dia. Foi o segunda vez em nove dias que, por interferência do controlador de voo, um acidente do tipo foi evitado.
O áudio foi obtido pelo repórter da TV Globo Fabiano Andrade. A Gol informou que preza pelos mais altos padrões de segurança e que está em contato com as autoridades aeronáuticas para esclarecer o que aconteceu.
O piloto que fala na gravação estava no comando do voo comercial da Gol GLO 1402, para Palmas. O incidente foi por volta das 10h. A outra aeronave era da empresa Avianca, que fazia o voo ONE 6291, com destino a Goiânia.
Minutos após a decolagem, o piloto da Gol – que deveria seguir reto – fez uma curva à direita e invadiu a rota do voo da Avianca. No diálogo, a controladora de voo pergunta ao piloto da Gol o motivo da manobra.
Controladora: 1402, qual foi o motivo da curva à direita após a decolagem?
Piloto: Er... Vou dar uma conferida aqui, só um instantinho, para ver se está tendo alguma diferença entre a carta e o software.
Piloto: 1402. Foi um erro de digitação aqui. Queria desculpar.
A carta de saída padrão (documento que determina as instruções de rota) mostra que o avião da Gol deveria virar para a esquerda só quando chegasse ao ponto identificado como "kotvu", a 18,5 quilômetros de distância.
Após o incidente, a Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu suspender as decolagens simultâneas no Aeroporto Internacional JK por tempo indeterminado. Segundo a Aeronáutica, a suspensão não vai prejudicar a operação dos voos no terminal. A medida tem validade até que a FAB conclua as investigações. Brasília é o aeroporto com maior capacidade de pista do país, com até 60 voos por hora.

Segredo é dedicação, diz 1ª mulher a pilotar helicóptero de ataque no Brasil

Vitória Bernal, de 24 anos, integra Esquadrão Poti, em Rondônia.Maior dificuldade foi se adaptar a aeronave russa, diz piloto.

ísis Capistrano - G1 Ro

ImagemVitória Bernal, de 24 anos , tem muitos motivos para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em todo o mundo nesta terça-feira (8). Piloto no 2º/8º Grupo de Aviação Esquadrão Poti em Porto Velho, Vitória foi a primeira mulher a comandar um helicóptero de ataque no Brasil, um AH-2 Sabre de 12 toneladas. Na Força Aérea Brasileira (FAB) há seis anos, ela revela que determinação e sonho da carreira militar foram os dois segredos para as conquistas profissionais. "As meninas só precisam ter dedicação, que daí elas conseguem qualquer coisa", diz.
Em entrevista ao G1, Vitória diz que a paixão por aviões nunca foi apenas uma vontade passageira da juventude. Assim que fez o aniversário de 18 anos, ela entrou para a Academia da Força Aérea (AFA), uma espécie de curso superior da carreira militar.
Após quatro anos de estudo em uma academia onde muitos são desligados por não conseguir completar os níveis mínimos de pilotagem, a jovem se formou, fez especialização em helicópteros no Rio Grande do Norte e optou por atuar no Esquadrão Poti, em Rondônia. A base abriga 12 helicópteros AH-2 Sabre, que são utilizados na proteção da fronteiras do Brasil.O esquadrão está sediado em Rondônia devido à posição estratégica dentro da Amazônia, que possibilita às aeronaves chegar a qualquer lugar do território nacional.
Vitória, que fez inúmeras missões durante a especialização no RN, como busca e salvamento, transporte de carga externa, navegação e emprego armado, se identificou com o emprego Imagemarmado. Ela optou pelo Poti porque é um dos esquadrões da FAB mais especializados em helicóptero.
Chegada
A dificuldade da 2º tenente foi se adaptar à aeronave russa, que ela define como complexa e diferente de todas que ela já estava acostumada. Segundo Vitória, nunca houve estranhamento na Base Aérea pelo fato de ela ser mulher.
"Para mim é uma coisa normal. Cheguei aqui com um colega que foi da mesma turma que eu. Nós fazemos as mesmas missões, estudamos as mesmas coisas. Tem impacto maior porque há poucos pilotos mulheres nas Forças Armadas. De 100 que integravam minha turma, por exemplo, oito eram mulheres", diz.
Para Vitória, as pessoas que não trabalham na Base Aérea são as que mais costumam se assustar pelo fato dela pilotar aeronaves. "Você vai aos lugares da cidade e quando digo que sou piloto, perguntam: Como assim?", detalha.
Com todas as qualificações, Vitória diz que as mulheres não só podem correr atrás dos sonhos, mas devem.
Imagem"Se você põe um negócio na cabeça, não há nada que não possa fazer. Não desista, não abaixe a cabeça. Foco e determinação é o segredo para qualquer coisa, não só para o militarismo. As meninas não podem se assustar só porque a maioria é homem. As pessoas me receberam aqui super bem, com profissionalismo. Nunca me trataram mal ou melhor pelo fato de ser mulher. As meninas precisam ter dedicação que elas conseguem qualquer coisa” finaliza.
Apesar do treinamento pesado, Vitória garante que não tem uma história "emocionante" de combate. Até hoje só participou de interceptações simuladas, porém garante que se um dia chegar à missão de participar de um combate, estará a postos para cumprir como qualquer outro tenente.
Cantadas no esquadrão? "Eu tenho um namorado/marido que trabalha no esquadrão ao lado. Aí todo mundo sabe e não tenho nenhum problema", finaliza aos risos.
JORNAL DCI


Brasil perde para países mulçumanos

Mulheres só ocupam 12% dos cargos eletivos, uma posição vergonhosa de participação feminina na política, afirma ministro Marco Aurélio, do STF

Abnor Gondim

Embora as mulheres sejam maioria da população, a participação feminina em cargos eletivos é de 12%.
A estatística negativa será apresentada nesta terça-feira, dia 8 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, durante essão solene do Congresso Nacional, que será realizada a partir das 11h, para celebrar a data e para a entrega do Diploma Bertha Lutz.
Este ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello será o primeiro homem a receber a premiação, concedida pelo Senado. Ele se destacou por ter lançado a campanha publicitária Mais Mulheres na Política, quando presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo Marco Aurélio, no Brasil, "O Brasil tem posição vergonhosa no ranking mundial, ficando atrás de países mulçumanos", afirmou
Mais mulheres no serviço militar
Em homenagem ao Dia da Mulher, o Senado deverá priorizar a votação de matérias cujo conteúdo seja consenso entre as parlamentares. Entre as matérias sugeridas está o Projeto de Lei do Senado (PLS) 213/2015, da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que permite que mulheres possam prestar o serviço militar. Pelo texto, a prestação de serviço militar feminino será optativa.
"Aqui nós fazemos parte das Forças Armadas, Aeronáutica, Marinha, Exército, mas apenas como oficiais, a nós ainda não é dado o direito, mesmo que seja opcional, de servir, de fazer a prestação de serviço militar, que é o que nos prepararia para a defesa da pátria", defendeu a senadora.
Outras matérias que estão na pauta são dois Projetos de Resolução do Senado (PRS) de autoria da senadora Simone Tebet, o PRS 64/2015, que cria, no âmbito do Senado Federal, o Observatório da Mulher contra a Violência; e o PRS 65/2015, que confere ao Instituto DataSenado a atribuição de auxiliar na produção de análises relacionadas à avaliação de políticas públicas a cargo das comissões permanentes do Senado Federal.

PORTAL BRASIL


Mulheres vencem resistências históricas e conquistam espaço nas Forças Armadas

Elas já são quase 26 mil oficiais na Aeronáutica, Exército e Marinha; conheça algumas dessas mulheres

Portal Brasil

Quando chegou à Marinha do Brasil, em 1990, após o primeiro concurso de seleção de oceanógrafas, Ana Cláudia de Paula encontrou um espaço bem menor do que o ocupado atualmente por ela e outras 7.974 mulheres que integram força naval. Hoje capitão-de-mar-e-guerra, Ana Cláudia é uma das 23 mulheres a ocupar o posto, uma das mais altas patentes da Marinha. “A gente teve que apresentar a nossa capacidade para os nossos pares (homens). Foi uma conquista paulatina, sem dúvida. À época, nós éramos seis mulheres oceanógrafas em toda a Marinha”, recorda.
O Brasil tem hoje 25.898 mulheres nas Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha). Elas são 7% do efetivo total de defesa do País - número conquistado com a ajuda de leis específicas para facilitar o acesso feminino.
A Marinha foi a primeira força a abrir espaço para as mulheres, em 1980. Hoje, elas são 9,78% do efetivo total de 81.477 oficiais e praças da força naval.
Ana Cláudia, que coordena a Divisão de Ensino da Comissão de Gênero do Ministério da Defesa, lembra que para chegar a esse número foi preciso fazer adaptações simples, como desenhar coletes salva-vidas específico para as mulheres. Antes, os coletes recebiam um cordão que passava por baixo das pernas, o que representava um desafio para as saias da oficiais e praças.
Foram mudanças simples como esta e a conquista paulatina de espaços na estrutura hierárquica que lavaram, por exemplo, a capitão-de-mar-e-guerra Dalva Maria Carvalho Mendes a se tornar, em 2012, a primeira brasileira a alcançar o posto de oficial general das Forças Armadas, ao ser promovida a contra-almirante.
Relação saudável
A Força Aérea Brasileira (FAB) criou o Corpo Feminino da Reserva da Aero­náutica (CFRA) em 1981, o que a ajudou a chegar a 14% de mulheres entre seus 70.148 integrantes. Desde 2003, a FAB recebe mulheres no Curso de Formação de Oficiais Aviadores, que forma os pilotos de caça.
O sonho de trabalhar com aviões foi o que levou a paulista Liz Serzedello a entrar na FAB. Depois de dois anos de curso preparatório na Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP), ela vive em Brasília.
A jovem de 20 anos é 3º sargento mecânica de voo do 6º Esquadrão de Transporte Aéreo, onde é responsável pela parte elétrica de aeronaves usadas, entre outras coisas, para transportar órgãos para transplantes em doentes. “Os homens estão acostumados. Eu não fui a primeira mulher a chegar ao esquadrão”, diz.
A realidade experimentada por Liz foi uma conquista gradual que mulheres como a capitão Ana Cláudia viram evoluir na prática. “Os homens de 26 anos atrás ingressavam na força apenas com homens e muito novos. As relações profissionais talvez fossem um desafio também para eles”, conta.
“Hoje, os homens já ingressaram na força com mulheres e têm curso de formação com elas. Eu considero essa a maior conquista do ingresso das mulheres nas Forças Armadas. Essas relações ficaram mais saudáveis, mais profissionais”, avalia a capitão da Marinha.
Surpresa musical
Já no Exército, a proporção de mulheres é menor: 3,7% do total de 218.764 integrantes. Essa proporção, contudo, tem crescido nos últimos anos, saltando de 6.466 mulheres, em 2012, para 8.101, em 2015.
Uma realidade que deve se consolidar com iniciativas como a abertura da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (ExPCEx) por determinação da presidenta Dilma Rousseff, após sancionar lei permitindo o acesso do público feminino.
Em 2016, o ExPCEx receberá a primeira turma feminina. A escola é o canal de entrada na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), e na Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações (MG).
A maior abertura do Exército para oficiais femininas foi o que atraiu as 3º sargentos Ana Diniz, trompetista de 23 anos, e a saxofonista Carolyne Gonze Muniz, de 24 anos. Elas são as primeiras mulheres do quadro fixo da orquestra do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP).
Segundo elas, a recepção pelos homens da banda foi positiva. “A recepção foi surpreendente, porque a gente não sabia como seria realmente. O nosso ambiente é muito sadio”, conta a mineira Carolyne.

AGÊNCIA BRASIL


Plano de Segurança dos Jogos Olímpicos prevê ações de combate ao terrorismo


Da Agência Brasil

O Plano Tático e Integrado de Segurança Pública e Defesa Civil para os Jogos Olímpicos Rio 2016 – Sede Brasília (PTI-2016) foi assinado hoje (7) por representantes dos órgãos dos governos federal e local envolvidos na organização da etapa brasiliense da competição. O documento define as atribuições de cada uma das instituições na segurança do evento. Será feita uma integração entre as forças federais e distritais.
Segundo a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, o Centro Integrado de Controle Regional será responsável pelas ações - desde a chegada da tocha, no dia 3 de maio, até o momento dos jogos, de 4 a 13 de agosto. “Teremos efetivo suficiente para receber todas as delegações, os turistas. As redes hoteleiras e todos os órgão de governo estão vinculados às ações de suporte. Estamos demonstrando novamente que Brasília tem um sistema de segurança pública totalmente estruturado e pronto para receber esse desafio e ser, como aconteceu em 2014, uma cidade reconhecida como a mais segura do Brasil”, disse.
O coordenador nacional de Segurança dos Jogos Olímpicos, Andrei Rodrigues, falou sobre as ações que estão sendo previstas no PTI. “Nós, no planejamento estratégico, mapeamos os principais riscos para os jogos e temos 12 ações previstas para cada área. Passamos por terrorismo, criminalidade urbana, violência em manifestações, enfim uma sequencia de ações para as quais vamos definir um plano tático".
Andrei Rodrigues informou que há um forte investimento nas ações de capacitação, tecnologia e equipamentos. “É esperado que, assim como em outros eventos, estejamos preparados para fazer frente a qualquer desafio”.
“Temos na estrutura um plano estratégico que define o que compete a cada instituição. A partir daí, há um plano tático em que é definido o que faz cada instituição e o seu plano operacional, de forma a agir em sintonia com as demais entidades. Temos, por exemplo, o plano de enfrentamento ao terrorismo e, pela primeira vez no Brasil, o Centro Integrado Antiterrorismo, que conta com a cooperação de policiais estrangeiros. Para cada eixo de ação, há um plano correspondente e instituições comprometidas com o processo”, completou.
A etapa brasiliense dos jogos inclui 10 partidas de futebol, que ocorrem entre os dias 4 e 13 de agosto no Estádio Nacional Mané Garrincha. A capital federal será a primeira a receber a tocha olímpica, que passará pelos principais cartões-postais da cidade e não ficará restrita ao Plano Piloto.

Presidente da Anac expõe dificuldades ao ministro da Fazenda


Daniel Lima - Repórter Da Agência Brasil

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, esteve hoje (7) com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para mostrar as dificuldades que o órgão terá para dar continuidade ao processo de concessões de aeroportos.
Com o fim da mandato de Guaranys no dia 19 próximo, haverá falta de quorum no colegiado porque outro diretor, Cláudio Passos, também está em fim de mandato na agência, que conta atualmente com quatro diretores dos cinco previstos.
Ele não informou quando o governo irá decidir pela escolha dos novos integrantes da Anac. Segundo, Guaranys, funcionário de carreira do Tesouro Nacional, os nomes terão que ser escolhidos pela Secretaria de Aviação Civil e depois encaminhados para o Gabinete Civil da Presidência da República.
“A minha preocupação é com o funcionamento da agência. Vai ficar sem quorum a partir de agora. Quando acabar o mandato, tenho que ser devolvido para o Ministério da Fazenda, além de ter uma regra de quarentena”, disse, ao deixar o encontro com o ministro da Fazenda.
O governo prevê para este ano a concessão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre, ainda no primeiro semestre, mas os trabalhos dependem da aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU) e da formação de quorum na Anac.
Sobre as concessões, ele enfatizou que existe um grande interesse de bancos, empresas e operadores aeroportuários. Guaranys disse, também, que vários grupos têm procurado a Anac para obter informações sobre o processo de concessão. Segundo ele, há grande “atratividade” no negócio. “Esperamos ter um número bom de concorrentes, mas não sabemos quantos. Em todas as nossas concessões, não sabíamos bem o número de consórcios, nem divulgávamos isso. É importante para a concorrência”, ressaltou.
Investidores
O diretor-presidente da Anac descartou o afastamento dos investidores ante ao atual cenário político e econômico do país. Guaranys frisou que esse tipo de projeto é de longo prazo, de 25 a 30 anos. “Problemas conjunturais, como os que estamos vivendo, não devem afugentar [os investidores] para projetos de tanto tempo. A gente sabe a demanda de transporte aéreo do país, desde a criação da Anac. A gente já cresceu 117%. Dobrou o número de passageiros. O setor continua atrativo e a gente tem mais capacidade de crescimento”, disse.
Ele informou, ainda, que a maior participação de empresas estrangeiras nas companhias aéreas, anunciada recentemente, não precisa de regulamentação. Explicou que a medida é importante para ampliar a concorrência, com a diminuição de custos. Descartou a liberação das empresas estrangeiras atuarem no Brasil sem se estabelecer no país.
Viracopos
O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil confirmou que o consórcio do aeroporto de Viracopos, em Campinas, será multado por não entregar as obras do novo terminal, previstas no contrato de concessão antes da Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, a multa não foi calculada porque depende de uma série de fatores técnicos, mas se fosse na sua totalidade poderia chegar a R$ 170 milhões. O cálculo será feito levando em consideração o que foi concluído e o que faltou ser entregue, segundo ele.
Guaranys disse, também, que a participação de uma das empresas [UTC] investigadas na operação Lava Jato não prejudicou as obras em Viracopos. "Antes da Lava Jato ocorrer, tinha atraso no cronograma, que parecia que poderia ser superado, mas não foi superado. Foi uma questão de execução do cronograma físico e financeiro deles. E é responsabilidade do consórcio e, por isso, tem que ser penalizado ", concluiu.

Suspensão de pousos e decolagens simultâneas não afetará passageiros em Brasília


Pedro Peduzzi - Repórter Da Agência Brasil

A determinação do Comando da Aeronáutica, de suspender os procedimentos de pousos e decolagens simultâneas no aeroporto de Brasília, não afetará a rotina dos passageiros, apesar de reduzir a capacidade máxima de operações, que passou de 80 para 60 pousos ou decolagens a cada hora.
A medida preventiva foi adotada após a ocorrência de dois incidentes ocorridos no intervalo de oito dias, durante procedimentos de decolagens de aeronaves. O primeiro, no dia 23 de fevereiro, envolveu um avião da Polícia Federal (PR-BSI) e um da Força Aérea (FAB 2582). Mais recentemente, no dia 2 de março, por volta das 10h, outro incidente ocorreu durante a decolagem simultânea de duas aeronaves comerciais: uma da Avianca (voo ONE 6291) e outra da Gol Linhas Aéreas (voo GLO1402).
De acordo com o Comando da Aeronáutica, o avião da GOL com destino a Palmas decolou da pista da esquerda e deveria manter a reta após a decolagem. No entanto, segundo a autoridade aeroportuária, a aeronave fez curva à direita, o que poderia colocá-la em risco de choque com o outro avião. “Ao perceber a situação, o controlador de tráfego aéreo imediatamente emitiu as instruções necessárias para garantir a segurança dos voos”, informou, em nota, o Comando Aéreo que, preventivamente, decidiu suspender as decolagens simultâneas no aeroporto “enquanto a investigação do incidente estiver em andamento”.
Segundo a empresa concessionária do terminal, a Inframerica, nenhum impacto será percebido pelos passageiros porque o aeroporto não tem ainda demanda para 80 pousos ou decolagens a cada hora. De acordo com a assessoria da concessionária, poucas operações de pousos e decolagens simultâneos são feitos diariamente. Além disso, nos horários de pico mal se atinge a marca de 60 operações por hora. Portanto, a expectativa é que não haja nem atrasos de voos nem prejuízos financeiros para a empresa, em decorrência da determinação do Comando Aéreo.
Tanto a GOL quanto a Avianca divulgaram hoje (7) notas nas quais informam estar apurando o ocorrido. Segundo a GOL, “em nenhum momento houve risco para as aeronaves”. A Agência Brasil entrou em contato com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para saber se o órgão já foi notificado desses incidentes e obter detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. No entanto, não obteve resposta até a publicação deste texto.

PORTAL VEJA.COM


PT QUER GUERRA CIVIL 3 – Lembro que o Brasil não é a Venezuela e que nossas Forças Armadas não são bolivarianas

Vale dizer: se as forças do petismo quiserem chantagear as instituições e se acharem que podem se impor pela violência, pelo caos e pelo terror, faremos valer todos os recursos à mão para que triunfe a ordem democrática

Blog Do Reinaldo Azevedo

Gilberto Carvalho, porta-voz de Lula e número dois do PT, resolveu ameaçar os brasileiros, os manifestantes, as instituições, o Ministério Público, a Polícia Federal, o Judiciário e quem mais pudesse não vergar a cerviz para o PT.
Ao afirmar que prender Lula seria brincar com fogo e ao se referir à radicalização da luta política, disse temer que ocorra por aqui o que se deu na Venezuela.
Muito bem! Naquele país, como se sabe, está no poder um aliado ideológico de Lula: Nicolás Maduro. É um ditador bufão, que substitui outro: Chávez. Quem conduziu o país ao caos foram os bolivarianos, amigos de Carvalho. Estamos falando de um governo homicida. Nos protestos contra a fraude eleitoral e a perseguição a líderes de oposição, em 2013, as milícias bolivarianas assassinaram mais de 40 pessoas.
Como as palavras fazem sentido e como a lógica existe, sou obrigado a concluir o óbvio: entendo que Gilberto Carvalho está nos advertindo para que tomemos cuidado com suas milícias.
Pois é… O Brasil não é a Venezuela. Nem será. Nosso Poder Judiciário ainda não está corrompido como o daquele país. Há mais: as nossas Forças Armadas não são um ajuntamento de gorilas do narcotráfico, que servem a pistoleiros disfarçados de políticos.
É sério que Gilberto Carvalho quer nos ameaçar com sangue nas ruas? Eu não vou ameaçá-lo com nada. Só jogo na sua cara a Constituição da República Federativa do Brasil. Lá está o Artigo 142, explícito a mais não poder:
“Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”
Repudio, como vocês sabem, os imbecis que saem às ruas nos protestos com cartazes pedindo intervenção militar. Não precisamos das Forças Armadas para governar. Essa é uma tarefa dos civis.
Ou por outra: é inaceitável que se pense nas Forças Armadas para romper a ordem constitucional. Mas está constitucionalmente previsto que elas podem ser convocadas para GARANTIR A ORDEM CONSTITUCIONAL.
Vale dizer: se as forças do petismo quiserem chantagear as instituições e se acharem que podem se impor pela violência, pelo caos e pelo terror, faremos valer todos os recursos à mão para que triunfe a ordem democrática.
Vocês não vão levar no grito, Gilberto Carvalho. E quem tiver de ir para a Papuda vai para a Papuda, papudo!

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL AZ (PI)


Voando na rota de aviões comerciais ultraleve quase se choca com um 737 

Um avião quase atingiu outra aeronave no momento da decolagem no Aeroporto Petrônio Portela, em Teresina, na tarde do último domingo (06). Na hora que um avião da Gol estava decolando havia um ultraleve voando sem plano de voo. O acidente só pode ser evitado por causa do radar do aeroporto da capital que detectou um avião de pequeno porte voando no eixo de decolagem.
Segundo informações de uma testemunha, não tem como os aviões detectarem os ultraleves, porque quando estão sem plano, não ligam o transponder, aparelho que o localiza e impede colisão.
 “A torre de controle do aeroporto de Teresina passou um sufoco na tarde deste domingo. Por pouco o episódio causa um acidente aéreo sobre a cidade. Não havia como o avião detectar o ultraleve quando este está sem plano de voo e sem o transponder ligado. Só tem como uma colisão ser evitada quando ambos estão com os transponder ligados”, afirma a testemunha.
No momento em que a torre detectou que havia o risco de colisão entre as duas aeronaves, houve a solicitação de emergência para que o ultraleve deixasse o eixo de decolagem sob o risco de colisão.
O Portal AZ teve acesso a esta mensagem, postada em grupo de redes sociais: “A aeronave decolando a 2300FT e o da Gol 1253 com 151 no POB. A outra é um tráfego decolado do Clube de ultraleves sem contato com o APP nem com a torre voando no eixo de decolagem aproximadamente a 15nm sobre o TE362 da RWY20 e estava mantendo 1500FT. Ao perceber isto, abri a frequência livre e "Educadamente" solicitei por três vezes que deixasse o eixo de decolagem da pista devido aos três comerciais decolando. Tanto me escutou que na hora abaixou sua altitude para 500FT”, declara.
O Portal AZ entrou em contato com o superintendente da Infraero no Piauí para obter mais detalhes do ocorrido, mas a assessoria de imprensa do órgão afirmou que só poderia dar um posicionamento no periodo da tarde.

A VOZ DA SERRA (RJ)


Friburguense é uma das primeiras mulheres piloto da Força Aérea Brasileira

Há 13 anos no comando do helicóptero H-36, Débora hoje é capitã do Esquadrão Puma
por Dayane Emrich

 Imagem

Missões de busca, salvamento, humanitárias, de apoio em casos de enchentes, incêndios e todo tipo de calamidades. Estas são algumas das atividades realizadas por uma das primeiras mulheres a ocupar o posto de piloto da Força Aérea Brasileira (FAB), a friburguense, de 31 anos, Débora Ferreira Monnerat.
Dona de uma personalidade forte, a atual capitã do helicóptero H-36 Super Puma no Esquadrão Puma, sediado no Rio de Janeiro, explica que o tradicional nunca esteve nos seus planos e que aos 17 anos descobriu a vontade de ser piloto, mas não de aviões comerciais e sim de aviões de combate. No dia Internacional da Mulher, celebrado hoje, 8, e em entrevista concedida para A VOZ DA SERRA, Débora conta mais detalhes sobre a sua trajetória, a luta por espaço em um cargo geralmente ocupado por homens e a rotina da profissão. 
A VOZ DA SERRA: Qual é a sua história?
Débora Monnerat: Nasci e cresci em Nova Friburgo e sempre morei no centro da cidade. Meu pai é o Marcio Monnerat, professor de artes marciais, e minha mãe é Delma Machado, comerciante. Tenho dois irmãos: o Pedro e o Paulo Cesar. Em relação aos estudos, cursei uma parte no Colégio Modelo e outra no Anchieta. Sempre fui apaixonada por esportes; eu fazia muay thai e gostava muito de jogar vôlei.
Como e quando entrou para a Força Aérea Brasileira?
Fiz um concurso em 2003 e ingressei na Academia da Força Aérea em 2004 para seguir carreira como piloto militar.
Quando decidiu que queria ser piloto?
Foi no fim do ensino médio, eu tinha 17 anos e era época da escolha da carreira. Eu não me interessava por nenhuma faculdade. Comecei, então, a pesquisar e descobri que queria ser militar e, a força que mais me interessava era a Aeronáutica. Assim decidi: vou ser piloto militar.
Teve dificuldades?
Logo depois de feita a escolha, para minha surpresa, descobri que mulheres não podiam ser piloto naquela época. Isso me entristeceu, mas não desisti. Cheguei a me inscrever para fazer prova para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), que também não aceitava mulheres. Porém, uma semana antes da prova, abriram vagas para mulheres na Academia da Força Aérea. Naquele momento, entrar para a FAB virou meu objetivo de vida. Fiz prova para a primeira turma de mulheres, tinha acabado de terminar o terceiro ano, mas infelizmente não passei. Mesmo assim não desisti. Estudei um ano todo dedicado só a esta prova e, enfim, consegui a tão sonhada vaga para me tornar piloto militar.
Como chegou ao posto de capitã?
O caminho não foi fácil. A formação é em regime de internato por quatro anos, somos liberados só aos finais de semana. Além disso, muitos são mandados de volta para casa quando não vão bem ou não tem aptidão nos voos. Realmente não é fácil. Outra coisa que é muito cobrada é a parte física, são muitos exercícios durante todo o dia. Mas nesta parte eu conseguia ir melhor por já ter uma bagagem de esporte. Consegui concluir o curso todo e continuei a trilhar o caminho como piloto de helicóptero da Força Aérea Brasileira até me tornar capitã do esquadrão.
O que seus pais acharam da escolha? Você teve apoio?
Meus pais sempre me apoiaram. Meu pai vibrou muito com minha escolha. Minha mãe, apesar de ficar com o coração apertado a cada voo que faço, também sente muito orgulho de mim. Eles foram meu alicerce para transpor todos os obstáculos.
Qual o tipo de avião você pilota?
Piloto o helicóptero H-36 Super Puma, no Esquadrão Puma, sediado no Rio de Janeiro. O Esquadrão Puma realiza missões de busca e salvamento, missões humanitárias, apoio em casos de enchentes, incêndios e todo tipo de calamidades. Escolhi o helicóptero por me identificar muito com a missão de busca e salvamento e sou realmente realizada no que faço. No final do ano passado, tive a satisfação de realizar uma missão de apoio aos bombeiros para combater o incêndio na Chapada Diamantina, na Bahia.
Como é a sua rotina de trabalho?
Normalmente trabalho de segunda a sexta, das 8h às 16h. Durante os fins de semana, cumpro algumas escalas de plantão. Quando não estou envolvida com a atividade aérea (realizando voos), desempenho atividades administrativas no Esquadrão. Todos os dias o Esquadrão tem uma equipe de alerta 24 horas para cumprir as missões de busca e salvamento, das quais eu também faço parte.
Você já ganhou várias medalhas em competições. Como é a sua relação com os esportes?
Sempre gostei de esportes, pratico desde pequena, até por influência do meu pai. Quando entrei para a Academia da Força Aérea continuei praticando esportes, entrei para o pentatlo militar e conquistei alguns recordes. O esporte foi e é a minha válvula de escape, me faz muito bem. Depois de formada continuei treinando e comecei a praticar o pentatlo aeronáutico, conciliando o esporte com minha carreira. No final do ano passado participei dos jogos Mundiais Militares na Coréia do Sul e conquistei o segundo lugar na competição de esgrima, o terceiro na competição de pista de obstáculos e o segundo por equipe. Por conta destes fatos fui homenageada recentemente com a Medalha de Mérito Desportivo.
Se não fosse piloto, qual profissão seguiria?
Seria bombeiro. A missão de salvar vidas é o que mais me motiva.
Como é a rotina de mulheres que escolhem esse trabalho? Depois de você outras estão buscando essa ocupação?
As mulheres têm a mesma rotina que os homens, sem qualquer distinção. Na minha turma se formaram apenas duas mulheres, mas a procura vem aumentando muito. A Força Aérea tem aviadoras desde 2003 e a tendência é termos cada vez mais mulheres na profissão.
Sobre Nova Friburgo, sente falta da cidade? Visita o município com frequência?
Amo Nova Friburgo, é a cidade do meu coração. Morei minha vida toda e minha família ainda mora na cidade, então visito sempre.
Sofreu ou sofre preconceito por ser uma profissão predominantemente masculina?
No início as pessoas não estavam acostumadas com a nossa presença neste meio, mas sempre fui tratada com muito profissionalismo e aos poucos fomos conquistando nosso espaço e o respeito de todos.
Pensando nesta data, 8 de março, qual o lugar da mulher na sociedade?
Se tiver garra, vontade e souber lutar pelos sonhos, o lugar da mulher é onde ela quiser estar.

METRÓPOLES (DF)


 Avião de carga faz pouso de emergência no Aeroporto JK

 De acordo com a FAB, piloto informou problema no início da tarde desta segunda-feira (7/3). Inframerica informa que incidente não alterou o funcionamento do terminal
Um avião de carga, modelo DC-10, da empresa aérea venezuelana Solar precisou fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek no início da tarde desta segunda-feira (7/3). Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto declarou emergência e, até a última atualização desta matéria, ele continuava na pista de pouso do terminal, sendo avaliado pelas equipes técnicas.
Ainda de acordo com a FAB, não houve maiores consequências em decorrência da aterrissagem forçada e somente após a avaliação será possível determinar as causas da pane técnica.
A aeronave seguia da Venezuela para o Distrito Federal. De acordo com a Inframerica, empresa que administra o aeroporto, não houve alterações no funcionamento do terminal e nenhum voo foi atrasado ou cancelado por conta do ocorrido.
É o terceiro incidente no Aeroporto JK em um período de duas semanas. No dia 23 de fevereiro, dois aviões quase se chocaram após decolarem do terminal em Brasília. Na última sexta-feira (4), um controlador tráfego aéreo evitou, mais uma vez, um choque entre duas aeronaves no local. Como medida preventiva, as decolagens simultâneas foram suspensas enquanto a investigação estiver em andamento.



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