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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 04/03/2016 / Com metas conservadoras para 2016, Embraer lidera as perdas no Ibovespa


Com metas conservadoras para 2016, Embraer lidera as perdas no Ibovespa ...

Analistas esperavam um cenário desafiador para a fabricante de aviões, mas as projeções divulgadas pela empresa pioraram a expectativa dos investidores ...

Renato Carvalho E Victor Aguiar

Em dia de euforia na Bolsa brasileira, as ações da Embraer lideraram nesta quinta as perdas entre as empresas listadas no Ibovespa. Apesar da companhia ter divulgado um lucro de R$ 426 milhões no quarto trimestre do ano passado, 76% superior ao mesmo período de 2014, os papéis da empresa tombaram 13,99%.

Mais do que pelo resultado abaixo do esperado pelos analistas, a reação negativa dos investidores foi motivada pelas metas estabelecidas pela companhia para 2016, consideradas conservadoras. De maneira geral, esperava-se um cenário desafiador para a fabricante de aeronaves, mas os guidances (metas) pioraram essa expectativa.

O Itaú BBA destacou, em relatório, que os resultados foram “decepcionantes” e que as projeções divulgadas para 2016 demonstram a “incapacidade” da Embraer em aproveitar a desaceleração do câmbio para ampliar suas margens operacionais. O banco ressaltou ainda que a competitividade no setor é “mais agressiva que o esperado.” Em relação à ação, o Itaú BBA acredita que a percepção do investidor sobre os benefícios cambiais para os resultados da empresa será cada vez menor, o que vai pressionar os preços dos papéis.

Ao longo do ano passado, o dólar teve uma valorização de cerca de 50%, gerando um efeito positivo no resultado em real da companhia. A moeda americana foi considerada, segundo o relatório da Embraer, o principal fator para o crescimento da receita em 2015. No ano, o faturamento da empresa subiu 35,9%, para R$ 20,3 bilhões. O lucro anual foi de R$ 241 milhões, representando uma queda de 70% em relação a 2014.

Horizonte. A fabricante trabalha com a perspectiva de entregar entre 105 e 110 jatos comerciais em 2016. No segmento de aeronaves executivas, a empresa espera entregar entre 75 e 85 jatos leves e entre 40 e 50 jatos grandes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em 2016, segundo a companhia, deverá ficar entre US$ 800 milhões e US$ 870 milhões, com margem de 13,3% a 13,7%. Quanto ao resultado operacional (Ebit), a expectativa da Embraer é que o indicador fique entre US$ 480 milhões e US$ 545 milhões, com margem entre 8% e 8,5%.

Diante dos números, o Bradesco BBI destacou que as metas são piores do que as expectativas já conservadoras do banco. O Banco do Brasil Investimentos reforçou o coro, classificando os guidances da Embraer como “conservadores”, principalmente para as margens operacionais. “Isso indica que a empresa espera algum tipo de competição de preços, ou a redução de pedidos, no decorrer deste ano”, diz o banco em relatório assinado pelo seu analista-chefe, Mário Bernardes Junior.

Provisões. No último trimestre do ano, a companhia teve de fazer provisão de R$ 390,6 milhões por causa do pedido de recuperação judicial da americana Republic Airways, uma das maiores companhias aéreas regionais do Estados Unidos, feito na semana passada. “Fizemos uma análise inicial do pedido para entender os impactos para a companhia”, disse o vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores da Embraer, José Antonio de Almeida Filippo, em teleconferência. “Mas isso não é de maneira nenhuma um reconhecimento do que será pago.”

Ao fim do trimestre, havia um total de 28 aeronaves E175 na carteira de pedidos firmes da Embraer referentes à Republic. Destas, quatro já foram entregues e as 24 restantes estão previstas para 2016 e 2017.

A fabricante fechou o ano com um total de R$ 1,368 bilhão a receber do Comando da Aeronáutica, valor ligado principalmente ao desenvolvimento da aeronave militar KC-390. Fillipo afirmou que a empresa teve de fazer algumas reprogramações de modo a se ajustar ao ritmo de pagamentos por parte do governo, mas garantiu que o cronograma de desenvolvimento do KC segue em linha com o planejado.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL G-1


Em 4 anos, Batalhão de Fronteira do PR já mapeou 300 portos clandestinos

Lago de Itaipu e Rio Paraná são principais portas de entrada do contrabando. Em 2015 prejuízo para a indústria e o país foi de R$ 115 bilhões, diz estudo.

Fabiula Wurmeister Do G1 Pr, Em Foz Do Iguaçu

Desde o início das atividades no Paraná, em 2012, o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) da Polícia Militar já mapeou mais de 300 portos clandestinos ao longo dos 200 km de extensão do Lago de Itaipu, entre Foz do Iguaçu e Guaíra, no oeste do estado. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (3), Dia Nacional de Combate ao Contrabando.
Segundo a polícia, os portos são usados como portas de entrada para o contrabando, principalmente de cigarros, e o tráfico de drogas e de armas. Em 2015, por exemplo, o BPFron apreendeu na região que concentral 139 municípios da faixa de fronteira com o Paraguai e a Argentina o equivalente a R$ 39 milhões em mercadorias ingressadas ilegalmente no país e quase 6 toneladas de entorpecentes.
O comandante do BPFron, major Adauto Nascimento Giraldes Almeida, explica que o foco da unidade, com sede em Marechal Cândido Rondon, é mapear os portos e aeroportos clandestinos e com estas informações coibir a ação das quadrilhas.
“Para isso, contamos com o trabalho das equipes de inteligência, além do apoio que recebemos nas ações conjuntas com a Receita Federal, a Polícia Federal, o Exército e a Marinha, entre outros órgãos”, destaca.

O produto com o maior volume de apreensão é o cigarro produzido no Paraguai e que tem venda proibida no país. “Somente no ano passado, foram 434 mil pacotes apreendidos, o que causou um prejuízo de mais de R$ 19 milhões aos contrabandistas”, afirma. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), o cigarro responde por quase 70% dos produtos contrabandeados no Brasil.
Rotas e policiamento

Ainda em 2015, o BPFron abordou cerca de 17,1 mil veículos e 71 mil pessoas – destas, 680 foram detidas ou presas. No mesmo período, mais de 3 mil ônibus foram vistoriados. O batalhão também registrou a apreensão de 38 embarcações com motores de vários tamanhos.
A maioria dos barcos é de grande porte e utilizada para o contrabando de cigarros pelo Lago de Itaipu, onde em alguns pontos a distância entre as margens brasileira e paraguai, bastante irregulares, é de apenas 600 metros. “A apreensão dessas embarcações, que têm grande capacidade de carga, quebra de forma direta a logística operacional dos traficantes e contrabandistas”, avalia o major Giraldes.
Do Rio Paraná e do Lago de Itaipu, o contrabando segue em veículos de carga e em automóveis pelas rodovias da região como a BR-277, principal via entre Foz do Iguaçu e Cascavel, e a BR-163, no trecho entre Guaíra e Cascavel, de onde é distribuído para o restante do país. A pesquisa “Rotas do Crime – Encruzilhadas do Contrabando”, lançada nesta quinta-feira, aponta que rodovias estaduais do Mato Grosso do Sul vêm sendo cada vez mais utilizadas pelos criminosos.
A mudança, explica o estudo, se deve à intensificação das ações policiais no Paraná, o que pode ser comprovado, entre outros, com a queda em cerca de 30% no volume de apreensões registradas pela delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu em 2015 em relação a 2014. Outro estudo, assinado pelo Fórum Nacional Cotra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), aponta que as perdas da indústria nacional e impostos que deixaram de ser recolhidos por causa do contrabando passaram de R$ 110 bilhões para R$ 115 bilhões.
Ainda nesta quinta, a Polícia Federal passou a atuar com mais uma base do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) em Foz do Iguaçu, esta próximo à Ponte Internacional da Amizade, entre o Brasil e o Paraguai. A outra base fica no Lago de Itaipu, ainda na área da usina.

Piloto perde controle e aeronave pousa em matagal em Americana

Ele não conseguiu parar avião antes do fim da pista do aeroporto. Equipe do Cenipa de São Paulo irá investigar o acidente.

Do G1 Campinas E Região

Um avião de pequeno porte não conseguiu parar antes do fim da pista do Aeroporto Municipal de Americana (SP) e foi parar em um matagal, nesta tarde de quinta-feira (3). A aeronave saiu de São Paulo e tinha como destino o município. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto não ficou ferido.
Segundo testemunhas, o piloto teria calculado mal o tamanho da pista de pouso e por isso, acabou indo parar no meio do mato. Até a publicação da reportagem, o avião continuava no local.
O aeroporto não precisou ser fechado, já que a aeronave não atrapalhava os pousos e decolagens. Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) de São Paulo irá investigar o caso.

Aeronáutica abre concurso para 50 vagas

Vagas são para dentistas, farmacêuticos, engenheiros e oficiais de apoio. Cursos serão ministrados em Belo Horizonte e duram 17 semanas.

G1-sp

A Aeronáutica divulgou quatro editais para um total de 50 vagas em cargos de nível superior para cursos de adaptação em diversas especialidades.
Para o Exame de Admissão ao Curso de Adaptação de Dentistas da Aeronáutica do ano de 2017 (EA CADAR 2017) são oferecidas 10 vagas.
As oportunidades são para as especialidades de endodontia (2), implantodontia (1), odontologia de necessidades especiais (1), odontopediatria (1), ortodontia (1), periodontia (1) e prótese dentária e radiologia (3). O candidato deve ter curso superior em nível de graduação (bacharelado) em odontologia e título de especialista até a data da validação documental.
Para o Exame de Admissão ao Curso de Adaptação de Farmacêuticos da Aeronáutica do ano de 2017 (EA CAFAR 2017) são oferecidas 4 vagas.
As oportunidades são para as especialidades de bioquímica (2) e industrial (2). O candidato deve ter curso superior em nível de graduação (bacharelado) em farmácia e título de especialista até a data da validação documental.
Para o Exame de Admissão ao Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio de Aeronáutica do ano de 2017 (EA EAOAP 2017) são oferecidas 16 vagas.
As oportunidades são para as especialidades de administração (3), análise de sistemas (1), enfermagem (1), jornalismo (1), pedagogia (2), psicologia (1), serviços jurídicos (5) e serviço social (2). O candidato deve ter curso superior em nível de graduação (bacharelado ou licenciatura) na especialidade em que concorrerá.
Para o Exame de Admissão ao Estágio de Adaptação de Oficiais Engenheiros da Aeronáutica do ano de 2017 (EA EAOEAR 2017).
As oportunidades são para as especialidades de agrimensura (1), civil (1), cartográfica (1), computação (4), elétrica (2), eletrônica (5), mecânica (5) e de telecomunicações (1). O candidato deve ter curso superior em nível de graduação (bacharelado) em engenharia e ter carteira de registro da profissão até a data da validação documental.
O Curso de Adaptação de Farmacêuticos da Aeronáutica é ministrado no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte, tem a duração aproximada de 17 semanas e abrange instruções nos campos geral, militar e técnico-especializado.
As inscrições estarão abertas até o dia 23 de março pelo site www.fab.mil.br. A taxa é de R$ 120.
As provas escritas serão aplicadas na data provável de 5 de junho, nas cidades de Belém, Recife, Salvador, Natal, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Campo Grande, Porto Alegre, Canoas (RS), Curitiba, Brasília e Manaus.

China aumentará seus gastos com defesa em 2016 entre 7% e 8% este ano

País segue investindo em defesa, mas de forma mais moderada. Em 2015, China gastou 10,1% do orçamento militar em defesa.

A China vai aumentar em entre 7% e 8% seu orçamento de defesa em 2016 em comparação com o ano passado, frente ao aumento do 10,1% de 2015, anunciou nesta sexta-feira (4) a porta-voz do Legislativo chinês, Fu Ying.
A porta-voz da Assembleia Nacional Popular (ANP) confirmou em entrevista coletiva prévia ao início do plenário anual do Legislativo, que acontece no sábado (5), que o aumento orçamentário será menor que o do exercício anterior, seguindo a tendência dos últimos anos, mas não detalhou sua variação exata.
Fu explicou que a China estabelece seu orçamento militar em função de suas necessidades de defesa, do desenvolvimento econômico e de suas possibilidades fiscais. "Este ano, o orçamento militar chinês continuará aumentando, mas o aumento será menor que no ano passado, por volta de entre 7% e 8%", afirmou Fu.
Assim, os gastos com defesa do país mais populoso do mundo continuarão subindo, mas de forma mais moderada que em exercícios anteriores.
Com a exceção de 2014, nos últimos anos, o orçamento militar da China sempre cresceu menos que no ano anterior, já que em 2015 subiu 10,1% em relação ao ano anterior; em 2014, 12,2%; em 2013, 10,7%, e em 2012, 11,6%.
Mesmo assim, o orçamento de defesa da China se expandiu nos últimos anos a um ritmo superior ao do crescimento econômico no país, até se situar em 2015 no equivalente a cerca de US$ 144 bilhões, gastos que são apenas superados pelos dos EUA.
No entanto, centros de análise estrangeiros consideram que o orçamento militar chinês é na realidade maior que o anunciado oficialmente, já que o mesmo está distribuído em diversas verbas de difícil cálculo.
Fu explicou que a China está em plena reestruturação de suas forças armadas, segundo o anúncio realizado pelo presidente, Xi Jinping, em setembro do ano passado, um processo que reduzirá o número de seus efetivos em cerca de 300 mil militares para deixar seu volume em 2 milhões, e que também promoverá a modernização de equipamentos e estruturas.

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Mau tempo teria causado queda que matou advogada e engenheiro

Investigações da Polícia Civil do Paraná apontam condições meteorológicas desfavoráveis

Bianca Bianchi

Condições meteorológicas desfavoráveis podem ter sido a causa da queda do avião Pelican 500 BR onde estavam a advogada Jane Resina Fernandes de Oliveira, 54 anos, e seu esposo, o engenheiro civil Paulo César de Oliveira, que morreram no acidente do dia 26 de feveirero. A informação é do delegado Maurício de Oliveira Camargo, titular da Delegacia de Jaguapitã-PR e que comanda as investigações sobre o acidente.
"Não chovia no momento, mas as condições meteorológicas eram desfavoráveis para o voo", afirmou o delegado, que diz, ainda, não ter informações concretas sobre falhas e panes no avião.
De acordo com Maurício, a perícia no local do acidente já foi feita. Ele aguarda informações sobre o plano de voo e áudios do piloto, que devem ser fornecidos pela Anac (Agência Nacional de Avião Civil). Três pessoas, que testemunharam o acidente, também devem ser ouvidas.
A Polícia Civil do Paraná tem mais 24 dias para concluir o inquérito.
Acidente – Jane Resina Fernandes de Oliveira e Paulo César de Oliveira decolaram do aeroporto Teruel, em Campo Grande, segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), tendo como destino a cidade paranaense de Londrina, onde participariam de uma festa de aniversário.
Por volta das 9h40, horário de Mato Grosso do Sul, Paulo César teria entrado em contato com a empresa de aviação agrícola Gaivota, localizada próximo ao local do acidente. Fernando Morandi, que estava na escuta do rádio, informou que o piloto chamou a torre e solicitou informações sobre o clima em Jaguapitã, recebendo como resposta que as condições eram boas, o céu estava com poucas nuvens, mas algumas carregadas.
Cerca de uma hora depois, o avião teria caído na divisa entre as Fazendas Maristela e Céu Azul, em Jaguapitã, região metropolitana de Londrina.
Segundo testemunhas, o avião deu um looping no ar, entrou em parafuso e caiu de bico. Antes disso, quando o avião atravessava uma nuvem carregada, foi possível ouvir um barulho semelhante a uma explosão.

AGÊNCIA BRASIL


França e Reino Unido investirão mais de 2 bilhões de euros em drones de combate


A França e o Reino Unido vão investir mais de 2 bilhões de euros em um programa conjunto para fabricar drones de combate, segundo uma declaração assinada hoje (3) em uma reunião de cúpula entre os dois países em Amiens, na França.
Trata-se da primeira vez em que os dois países demonstraram compromisso financeiro com o projeto, cujas bases foram lançadas em 2014.
Segundo a declaração comum, assinada na presença do presidente francês, François Hollande, e do primeiro-ministro britânico, David Cameron, o programa é o mais avançado na Europa e prevê uma avaliação técnica em 2020. Os drones deverão estar operando em 2030.
De acordo com o Ministério da Defesa britânico, os equipamentos em questão poderão realizar missões de observação e de vigilância, identificar alvos e realizar ataques.
O Reino Unido já dispõe de drones armados com mísseis, que foram comprados dos Estados Unidos. A França apenas possui drones para observação, sem armas.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Exportação cresce, mas continua insatisfatória


A balança comercial brasileira melhorou em fevereiro com o primeiro crescimento das exportações em 17 meses e o maior superávit (diferença entre exportações e importações) para o mês desde 1989, de US$ 3 bilhões, atingindo US$ 29,6 bilhões em 12 meses. Os resultados superaram as expectativas – a consultoria Tendências já projeta um superávit comercial de US$ 41,8 bilhões em 2016, o dobro do de 2015. Mas a corrente de comércio (soma de exportações e importações), que mostra o grau de abertura da economia, caiu mais de 20% entre os últimos 12 meses e os 12 meses anteriores e o superávit só é crescente por causa do recuo constante das importações, em razão da recessão econômica.
Sem câmbio favorável e fraca demanda interna, os resultados seriam piores. Cresceram as vendas de industrializados em fevereiro (+9,6%) e elas já respondem por 58,6% das vendas totais, mas dependem de produtos de baixa intensidade tecnológica, como celulose, tubos, etanol, suco de laranja, açúcar, laminados planos, catodos de cobre ou madeira.
Poucas indústrias de alta intensidade tecnológica despontam como exportadoras, como a aeronáutica, cujas vendas aumentaram 24,6% entre os primeiros bimestres de 2015 e 2016. Também cresceram as vendas de automóveis (+79,8%), mas esse é um mercado dependente da política das matrizes.
A participação dos básicos caiu para 39,3%, com quedas expressivas de petróleo bruto (28,2%), café em grão (23,8%), carne de frango (14,7%) e farelo de soja (11,4%). A maior queda foi de minério de ferro (48,8%) – o balanço de 2015 da maior exportadora (Vale) mostrou queda de US$ 12,1 bilhões da receita bruta em razão da desvalorização do minério de ferro, das pelotas e do níquel.
Em geral, os preços das commodities caíram entre janeiro e fevereiro. Mesmo que a recuperação dos últimos dias das cotações se confirme, os efeitos positivos não serão imediatos.
Com exportações de US$ 702 milhões em média em fevereiro e US$ 759 milhões em 12 meses, o Brasil ainda terá de percorrer longo caminho não só para retomar as vendas diárias dos 12 meses anteriores (US$ 875 milhões), como voltar à casa do US$ 1 bilhão/dia, o que ocorreu pela última vez em 2011 (US$ 256 bilhões foram exportados em 254 dias úteis). Ainda mais longo será o caminho para retomar a corrente de comércio de US$ 482 bilhões, também em 2011 (hoje está em US$ 350 bilhões).

Projeto da nova base brasileira na Antártida começa a sair do papel

Nova versão da Estação Antártica Comandante Ferraz deve ficar pronta em 2018. Cerimônia de lançamento da pedra fundamental foi realizada nesta semana, quatro anos após o incêndio que destruiu a base anterior. Obra vai custar US$ 100 milhões e será feita por empresa chinesa.

Blog Herton Escobar

Quatro anos após o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, o plano de reconstrução da base de pesquisa brasileira no continente gelado vai finalmente sair do papel. O início dos trabalhos foi anunciado oficialmente na segunda-feira pelos ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com a inauguração de uma “pedra fundamental” simbólica em Punta Arenas, no Chile. A cerimônia deveria ter acontecido na própria Antártida, mas o mal tempo impediu o deslocamento da comitiva brasileira até o local.
A nova base vai parecer um hotel de luxo em comparação com a anterior, inaugurada em 1984, que era basicamente um aglomerado de contêineres interconectados — muito querida pelos pesquisadores, mesmo assim. O projeto arquitetônico, criado pelo Estúdio 41, foi escolhido em abril de 2014, por meio de um concurso público, baseado nas demandas técnicas apresentadas pela comunidade científica.
Pelos planos originais, a construção já deveria estar pronta, mas o governo teve dificuldades para contratar a obra. A primeira licitação, no início de 2014, terminou “deserta” — não recebeu nenhuma proposta. A segunda até recebeu propostas, mas teve seu resultado contestado pelas empresas concorrentes. Ao final de um longo imbróglio, saiu vencedora a construtora chinesa CEIEC (China Electronics Import and Export Corporation), que vai cobrar US$ 99,6 milhões pela obra — em várias prestações.
O novo prédio será construído no mesmo local do anterior: na ponta da Península Keller, às margens da Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, 900 km ao sul da Patagônia — basicamente, o mais perto que se pode estar da América do Sul na Antártida. Ao todo, serão 4,5 mil metros quadrados de área construída (comparado a 2,5 mil da base anterior), com 17 laboratórios, biblioteca, ambulatório, área de convivência e acomodações para 64 pessoas, incluindo pesquisadores e pessoal da Marinha, que é a responsável pela gestão da estação. A meta é concluir a obra em 2018.
Expectativas
Cientistas brasileiros que trabalham no continente gelado estão ansiosos para ver o projeto concretizado. Desde o incêndio, a estação tem operado com instalações temporárias, chamadas Módulos Antárticos Emergenciais, que foram instalados sobre o antigo heliponto da base. É um esquema que vem funcionando bem, e permitiu a continuidade das pesquisas de forma bastante satisfatória, mas não deixa de ser uma solução temporária.
“A construção da nova base é fundamental para os experimentos da área biológica, com foco em ecossistemas e biodiversidade, que têm mostrado avanços significativos nos últimos anos”, diz a microbióloga Vivian Pelizzari, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP). “O apoio dos laboratórios é essencial para a continuidade de muitos projetos na Baía do Almirantado, que é um local importante para acompanhar as mudanças climáticas na Antártida.”
“A base é essencial, e um motivo de orgulho para todos nós”, diz o pesquisador João Paulo Machado Torres, do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que estuda poluição ambiental e participou de quatro expedições à Antártida — inclusive, estava na estação quando ela pegou fogo, em 25 de fevereiro de 2012.
Preocupação
Há uma preocupação generalizada, porém, sobre uma possível escassez de recursos para pesquisas no continente no próximos anos, por conta da crise econômica que sufoca as contas do país. O glaciologista Jefferson Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), torce para que a nova base não se torne uma “casa vazia”, sem produção científica.
“Nossa grande preocupação agora é com a continuidade dos recursos”, afirma Simões. Segundo ele, os dois Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia dedicados à região (INCT da Criosfera e INCT Antártico de Pesquisas Ambientais) têm recursos para operar só até o final de setembro. Um novo edital de INCTs foi lançado em 2014, mas os resultados até hoje não foram divulgados, por falta de recursos. Outros 19 projetos de pesquisa estão na mesma situação, segundo Simões, que é o coordenador geral do INCT da Criosfera. O último edital dedicado ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar) é de 2013.
“Até outubro temos como fazer ciência na Antártida. Depois disso, não sei”, resume Simões. A instalação de uma segunda estação de pesquisa automatizada no interior do continente (chamada Criosfera 2) já teve que ser adiada, diz ele, por falta de recursos. “E estamos tentando não abandonar o Criosfera 1, porque falta dinheiro para manutenção.”
Cerca de 25% das pesquisas na Antártida dependem diretamente das instalações fixas em terra, segundo Simões. Os outros 75% são realizados por meio de acampamentos temporários e, principalmente, dos navios de pesquisa da Marinha: Almirante Maximiano e Ary Rongel.
“Construir a nova estação é louvável. Porém, se os projetos não forem aprovados para que as pesquisas possam avançar, não adianta nada ter uma estação”, diz a pesquisadora Yocie Yoneshigue-Valentin, do Laboratório de Botânica Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que coordena o INCT Antártico de Pesquisas Ambientais.
Compromisso
O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, disse na cerimônia no Chile que o Brasil “continuará apostando cada vez mais no sucesso da pesquisa antártica”. “Um investimento desse porte e os desafios financeiros e tecnológicos que foram superados significam que julgamos fundamental, para a ciência brasileira, que a Estação Antártica continue pesquisando e nos fornecendo dados importantes para o meio ambiente, para a geopolítica e para nossa economia”, declarou o ministro, segundo notícia divulgada pelo ministério.
O Programa Antártico Brasileiro é coordenado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, e a reconstrução da estação carrega também um peso geopolítico considerável, além das suas finalidades científicas. “É uma demonstração muito forte para a comunidade científica e a diplomacia internacional que o Brasil mantém seu interesse na Antártida”, observa Simões. O país é membro do Tratado da Antártida desde 1975.

Com metas conservadoras para 2016, Embraer lidera as perdas no Ibovespa

Analistas esperavam um cenário desafiador para a fabricante de aviões, mas as projeções divulgadas pela empresa pioraram a expectativa dos investidores

Renato Carvalho E Victor Aguiar

 Em dia de euforia na Bolsa brasileira, as ações da Embraer lideraram nesta quinta as perdas entre as empresas listadas no Ibovespa. Apesar da companhia ter divulgado um lucro de R$ 426 milhões no quarto trimestre do ano passado, 76% superior ao mesmo período de 2014, os papéis da empresa tombaram 13,99%.
Mais do que pelo resultado abaixo do esperado pelos analistas, a reação negativa dos investidores foi motivada pelas metas estabelecidas pela companhia para 2016, consideradas conservadoras. De maneira geral, esperava-se um cenário desafiador para a fabricante de aeronaves, mas os guidances (metas) pioraram essa expectativa.
O Itaú BBA destacou, em relatório, que os resultados foram “decepcionantes” e que as projeções divulgadas para 2016 demonstram a “incapacidade” da Embraer em aproveitar a desaceleração do câmbio para ampliar suas margens operacionais. O banco ressaltou ainda que a competitividade no setor é “mais agressiva que o esperado.” Em relação à ação, o Itaú BBA acredita que a percepção do investidor sobre os benefícios cambiais para os resultados da empresa será cada vez menor, o que vai pressionar os preços dos papéis.
Ao longo do ano passado, o dólar teve uma valorização de cerca de 50%, gerando um efeito positivo no resultado em real da companhia. A moeda americana foi considerada, segundo o relatório da Embraer, o principal fator para o crescimento da receita em 2015. No ano, o faturamento da empresa subiu 35,9%, para R$ 20,3 bilhões. O lucro anual foi de R$ 241 milhões, representando uma queda de 70% em relação a 2014.
Horizonte. A fabricante trabalha com a perspectiva de entregar entre 105 e 110 jatos comerciais em 2016. No segmento de aeronaves executivas, a empresa espera entregar entre 75 e 85 jatos leves e entre 40 e 50 jatos grandes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em 2016, segundo a companhia, deverá ficar entre US$ 800 milhões e US$ 870 milhões, com margem de 13,3% a 13,7%. Quanto ao resultado operacional (Ebit), a expectativa da Embraer é que o indicador fique entre US$ 480 milhões e US$ 545 milhões, com margem entre 8% e 8,5%.
Diante dos números, o Bradesco BBI destacou que as metas são piores do que as expectativas já conservadoras do banco. O Banco do Brasil Investimentos reforçou o coro, classificando os guidances da Embraer como “conservadores”, principalmente para as margens operacionais. “Isso indica que a empresa espera algum tipo de competição de preços, ou a redução de pedidos, no decorrer deste ano”, diz o banco em relatório assinado pelo seu analista-chefe, Mário Bernardes Junior.
Provisões. No último trimestre do ano, a companhia teve de fazer provisão de R$ 390,6 milhões por causa do pedido de recuperação judicial da americana Republic Airways, uma das maiores companhias aéreas regionais do Estados Unidos, feito na semana passada. “Fizemos uma análise inicial do pedido para entender os impactos para a companhia”, disse o vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores da Embraer, José Antonio de Almeida Filippo, em teleconferência. “Mas isso não é de maneira nenhuma um reconhecimento do que será pago.”
Ao fim do trimestre, havia um total de 28 aeronaves E175 na carteira de pedidos firmes da Embraer referentes à Republic. Destas, quatro já foram entregues e as 24 restantes estão previstas para 2016 e 2017.
A fabricante fechou o ano com um total de R$ 1,368 bilhão a receber do Comando da Aeronáutica, valor ligado principalmente ao desenvolvimento da aeronave militar KC-390. Fillipo afirmou que a empresa teve de fazer algumas reprogramações de modo a se ajustar ao ritmo de pagamentos por parte do governo, mas garantiu que o cronograma de desenvolvimento do KC segue em linha com o planejado.

AGÊNCIA CÂMARA


Dilma pede a novo ministro da Justiça prioridade na segurança da Olimpíada


Ana Cristina Campos – Repórter Da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff pediu hoje (3) ao novo ministro da Justiça, Wellington César, que dê prioridade à segurança da Olimpíada que começa em agosto no Rio de Janeiro. Os novos ministros da Justiça, da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, e da Controladoria da Geral da União (CGU), Luiz Navarro de Brito, tomaram posse esta manhã no Palácio do Planalto.
“Às múltiplas tarefas do novo ministro, se soma uma prioridade para este ano: a segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. Recomendo ao ministro Wellington que mobilize toda a energia nesse processo, já em estágio bem avançado, onde a adoção de medidas preventivas e ostensivas necessárias ao bom funcionamento dos Jogos Rio 2016 seja também um sucesso fora das quadras e das arenas esportivas”, disse Dilma.

Ela ressaltou que, desde o seu primeiro mandato, todas as ações do governo têm se pautado pelo compromisso com o fortalecimento das instituições de Estado e pelo cumprimento da Constituição. “Essas diretrizes continuarão sendo seguidas pelos titulares das novas pastas, profissionais da área jurídica com larga experiência”.
Privilégio
Acrescentou que Cardozo é um nome perfeito para substituir Luís Inácio Adams na AGU por conhecer as principais causas jurídicas do governo, o que não vai interromper nenhum litígio. “A transferência do ministro Cardozo para a AGU é um privilégio de que o governo não poderia prescindir. Já o ministro Wellington chega ao cargo com ótima reputação e saberá cumprir com excelência seu papel”.
Na segunda-feira (29), Dilma decidiu aceitar o pedido de demissão de Cardozo da pasta da Justiça, que assume hoje (3) a AGU.Há algumas semanas, Luís Inácio Adams vinha manifestando a intenção de deixar o governo para dar andamento a projetos pessoais.
As conversas sobre a ida de Wellington César para o governo começaram na semana passada, quando ele esteve no Palácio do Planalto e se reuniu com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que foi governador da Bahia.

Projeto autoriza participação de policial militar em diretoria de associação


Tramita na Câmara dos Deputados projeto do deputado Major Olimpio (sem partido-SP) que inclui entre as funções dos policiais militares a participação, com disponibilidade, em diretoria de associação, federação ou confederação representativa da classe (PL 583/15).
O texto permite ainda o funcionamento destas entidades, com a possibilidade de desconto em folha de pagamento das contribuições. A proposta altera o Decreto-lei 667/69, que organiza as polícias militares e os corpos de bombeiros militares dos estados e territórios.
Segundo o projeto, a entidade deve ter, para existir, pelo menos 500 associados e 25% do efetivo da tropa, sendo permitida a disponibilidade de até três oficiais para exercer cargo com mandato na diretoria. Para os estados com efetivo inferior a 500 militares, a associação deverá ter pelo menos 70% dos policiais associados.
Restrição

O deputado Major Olimpio explica que o principal objetivo da proposta é permitir a disponibilidade dos policiais que integram as diretorias das entidades, viabilizando o seu funcionamento. Atualmente, a Constituição proíbe a sindicalização dos militares. Para o deputado, essa restrição não deve ser estendida às associações.
“O militar não é um cidadão de segunda categoria, ao qual se deva negar os direitos garantidos a qualquer outro brasileiro. No atual estágio do processo democrático brasileiro, não há sentido em mantê-los impedidos de cumprir mandatos eletivos em associações de suas classes”, disse.
Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

JORNAL BRASIL ECONÔMICO


Aeronáutica abre inscrições para concurso com salário de quase R$ 9 mil

Vagas são para candidatos com nível superior e no máximo, 36 anos, até o final de 2017; provas serão realizadas em junho

Os aprovados farão o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Minas GeraisA Força Aérea Brasileira abriu nesta quinta-feira (3) inscrições para concurso público com salário de quase R$ 9 mil. O processo contempla 25 funções, somando, ao todo, 50 vagas disponíveis, para candidatos de nível superior.
As inscrições podem ser realizadas até às 15 horas do dia 23 de março, no site do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica. A taxa de participação custa R$ 120. Podem participar da seleção dentistas, engenheiros e farmacêuticos. Além disso, de acordo com a Aeronáutica, os candidatos deverão ter, no máximo, 36 anos até o fim de 2017.
Os participantes farão provas escritas de língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação, além de inspeção de saúde, teste de avaliação física e exame de aptidão psicológica. Também são previstas validação documental, além de prova prático-oral, esta apenas para dentistas e farmacêuticos. As provas escritas serão aplicadas em 5 de junho.
Os aprovados em todas as etapas farão o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Belo Horizonte (MG), que tem duração de cerca de 17 semanas.
Ao final do curso, o candidato será nomeado Primeiro-Tenente e receberá salário inicial bruto de R$ 8.877,60.  Mais detalhes sobre o concurso podem ser obtidos no site da Força Aérea Brasileira.

JORNAL BEMPARANÁ


Drones vão invadir os céus de Curitiba: aguarde

Demonstração do equipamento promove 1ª feira de Curitiba na semana que vem

Tecnologia

Uma demonstração de drones cobriu o céu do Clube de Aeromodelismo de Pinhais, ontem. Foram apresentados aeronaves da Alemanha, Estados Unidos, China e também de fabricação brasileira. A demonstração também aproveitou para promover o DroneShow que acontece em Curitiba nos dias 9 e 10 de março. Será a primeira edição do DroneShow em Curitiba.
O evento terá seis atividades e uma exposição com dez empresas de Drones e Geotecnologias. A feira acontecerá no Instituto de Engenharia do Paraná, na Rua Emiliano Perneta, 174, no centro da capital paranaense, das 9 às 19 horas. O acesso à exposição é livre para profissionais do setor. Mais informações sobre o evento: http://www.droneshowla.com/curitiba/
As aeronaves remotamente pilotadas vêm ganhando espaço em diversas atividades. mais recentemente, ajudam no monitoramento de casas na procura por focos do mosquito Aedes aegypti, e no combate à dengue, zika vírus e a febre chikungunya. Ainda são usadas para ajudar o homem a realizar tarefas perigosas, chegar a lugares inalcançáveis, reduzir custos em monitoramento e mapeamentos e até mesmo salvar vidas.
Uma versão nacional do DroneShow é realizada anualmente na cidade de São Paulo, durante o mês de maio. Em 2016 serão três dias e mais de vinte atividades, além de uma grande feira com mais 100 marcas.
Origem
Na demonstração em Pinhais foram apresentados drones de vários países, inclusive do Brasil. Da Alemanha (eBee), foi mostrado um drone com asa fixa que permite a tomada de imagens de alta resolução de forma rápida, fácil e sob demanda. O americano Aibot X6 Multicopter, conhecido pela flexibilidade e segurança, é um modelo de seis motores.
Da China, o DJI Matrice possui a tecnologia ready-to-fly (pronta para voar). Do Brasil, participou da apresentação o Echar 20B, desenvolvida pela empresa nacional Xmobots, o modelo é conhecido como o “Drone do Agronegócio”, e foi o campeão de vendas para o setor em 2015. Entre as principais culturas mapeadas com a tecnologia estão a cana-de-açúcar, soja, eucalipto e laranja.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL SAPO (Portugal)


Hacker consegue controlar drone de 35 mil dólares usado pela polícia

As aeronaves não tripuladas estão a ser usadas cada vez mais como ferramenta de trabalho em diversas áreas. Mas como acontece com quase todos os sectores tecnológicos existem falhas de segurança por descobrir. E quando são descobertas, são alarmantes.

Quando pensa num drone de 35 mil dólares, o equivalente a 32 mil euros, pensa numa máquina quase invencível, certo? Errado. Pelo menos foi isso que o investigador de segurança informática Nils Rodday mostrou na conferência de hacking RSA, nos EUA.
O hacker encontrou uma falha de segurança no sistema de comunicação de um drone que custa milhares de dólares e que já foi usado em operações pela polícia e pelos bombeiros norte-americanos. O investigador não revela qual o modelo e a marca do drone, mas acredita que o problema é transversal a outros equipamentos, escreve a Wired.
A falha de segurança está na falta de encriptação no sistema de comunicação entre a aeronave e o controlador do operador de voo. Isto permite um ataque man-in-the-middle, isto é, alguém com os recursos e conhecimento técnicos certos consegue intrometer-se na ligação e assumir o controle do drone.
Do ponto de vista dos recursos não é sequer necessário um grande investimento: basta um computador portátil, uma antena de rádio USB e estar no máximo a 1,6 quilómetros do drone. O valor da distância é baseado nas especificações da aeronave, já que Nils Rodday apenas fez o teste numa distância de dez metros.
As consequências são várias: é possível desativar o drone com apenas um botão; é possível mudar a localização da base de retorno; é possível ter total controlo sobre o voo da aeronave; ou num cenário mais grave, é possível sabotá-lo e usá-lo para atingir edifícios, objetos ou pessoas.
Há ainda um outro factor a considerar. O problema que existe é no chip de comunicação da aeronave e não é possível fazer uma correção do problema via software. Mesmo que fosse, isso alteraria de forma significativa a velocidade de comunicação entre o drone e o controlador, o que teria graves impactos no seu desempenho e controlo. E como foi explicado à publicação norte-americana só há uma solução para este caso: recolha dos drones para reparação em fábrica.

DEFESANET


IAE recebe carta patente de processo de pintura para furtividade de aviões

Tecnologia também pode ser usada para aplicações civis
Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) recebeu a carta patente de processo de pintura que permite dar mais furtividade aos aviões (dificuldade em ser identificado por radares inimigos) em janeiro deste ano. A nova tecnologia é resultado de anos de trabalho de pesquisadores do instituto, localizado em São José dos Campos (SP), e parte de um projeto iniciado em 1998 denominado MARE (Materiais Absorvedores de Radiação Eletromagnética) pela Divisão de Materiais.
“A patente é um reconhecimento pelo trabalho da equipe, da seriedade com que foi feito. É uma tecnologia nacional feita por brasileiros. É algo de orgulho, de importância”, avalia a professora Mirabel Cerqueira Rezende que esteve à frente do projeto e contou com aproximadamente 30 profissionais.
A furtividade dos aviões funciona da seguinte forma: o material que reveste a aeronave converte a energia eletromagnética emitida por radares inimigos em energia térmica, impedindo a reflexão de sinais e assim retarda a identificação dos aviões. Segundo a pesquisadora, são poucos os países do mundo que dominam esta espécie de tecnologia, pois é usada para ter soberania. França, Inglaterra, Japão e Estados Unidos, por exemplo, desenvolveram técnicas próprias para conseguir o mesmo resultado. “É um pouco difícil porque as informações são restritas. Os países que detêm essa tecnologia não a divulgam”, explica.
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) concedeu a carta patente à tecnologia intitulada “Processo para a obtenção de materiais absorvedores de radiação eletromagnética isotrópicos e anisotrópicos, utilizando partículas esféricas e filamentos de óxido de ferro policristalino, com valências Ll e Lll, na faixa de 1 Ghz a 20 Ghz”. “A concessão da patente significa que nossa tecnologia tem particularidades que a tornam única comparada com outras no mundo que permitem resultados semelhantes”, ressalta.
O desafio agora é licenciar a tecnologia para torná-la comercial. Ela pode também ser aplicada como blindagem de equipamentos eletroeletrônicos, de telecomunicações, uso médico, na aviação comercial, entre outros.
Processo - O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), um dos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), por intermédio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), foi o responsável por conduzir o processo cuja patente foi depositada no ano 2000. O projeto contou com financiamento de instituições como CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e Fapesp (Fundo de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e apoio do laboratório de guerra eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
O NIT, criado em 2006, é responsável por apoiar a transferência de tecnologias originadas nas instituições científicas e tecnológicas do Comando da Aeronáutica para o mercado, proteger a propriedade intelectual, tornar essas tecnologias acessíveis e promover a inovação tecnológica. Desde então já obteve 18 cartas patente e depositou cerca de 40 pedidos, resultado das pesquisas dos institutos do DCTA.
“A inovação efetivamente ocorre quando conseguimos transformar a nova tecnologia em produto”, afirma Renato Mussi, chefe do NIT. De acordo com ele, uma das funções do núcleo é apresentar as tecnologias descobertas pelos pesquisadores a quem estiver interessado em licenciá-las. “ A meta é transferir estas tecnologias para o setor produtivo nacional e, dessa forma, beneficiar a sociedade brasileira com a promoção efetiva da inovação tecnológica no país”, finaliza.

AGORA VALE (SP)


Polícia desarticula quadrilha que usava drone para roubar condomínios

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha acusada roubos a condomínios com a utilização de drones. Cinco integrantes do bando foram detidos, no começo da manhã de ontem (2), durante cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. Segundo a polícia, o bando agia há cerca de dois anos nas cidades de Mogi das Cruzes, Arujá, Jacareí, São José dos Campos, Campinas, Itu e Barretos.
Os criminosos são suspeitos de pelo menos oito roubos a condomínio, inclusive roubos a banco. De acordo com as investigações, eles ainda usavam drone para filmar os condomínios e planejar a invasão das residências. Na última segunda-feira (29), os criminosos assaltaram um condomínio em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo e após o crime, a quadrilha passou a extorquir as vítimas por telefone.
Durante as investigações, foram interceptadas ligações telefônicas dos assaltantes. Assim, a forma de atuação da quadrilha foi relacionada com outros crimes ocorridos na região. Os levantamentos permitiram à equipe chegar à identificação dos suspeitos e pedir mandados de prisão contra eles.
Durante buscas nas casas dos acusados, as equipes recuperaram R$ 104 mil que haviam sido roubados pelo bando, além de dezenas de celulares, joias, relógios e eletrônicos. Também foram recolhidos nove carros, duas motocicletas e placas de veículos.
Do total de detidos, que têm idades entre 25 a 49 anos, dois foram presos em Arujá, dois em Jacareí e um no bairro da Vila Maria, zona norte da Capital. Um deles, de 47 anos, morava em um condomínio de luxo na cidade de Arujá, onde foram encontrados dois automóveis dublês. Também em Arujá, na casa de outro criminoso, a polícia encontrou R$ 90 mil e o drone usado para fazer as filmagens dos condomínios. Na mesma residência, foram recolhidos cerca de 3 quilos de cocaína e crack e duas armas de fogo.
No total, foram achados cinco pistolas e um revólver nos imóveis. As armas são de calibres .40, 380, 38 e 9 mm – que é de uso restrito às Forças Armadas e policiais. Durante buscas nas casas dos acusados, as equipes recuperaram R$ 104 mil que haviam sido roubados pelo bando, além de dezenas de celulares, joias, relógios e eletrônicos. Também foram recolhidos nove carros, duas motocicletas e placas de veículos.

BLOG AVIAÇÃO EM FLORIPA


Aeronaves da Força Aérea Brasileira movimentam Florianópolis

A Aviação Militar promete movimentar o céu de Florianópolis e regiões próximas durante o mês de março. Dois exercícios com foco na atividade de Busca e Salvamento (SAR, do inglês Search And Rescue), trarão à Base Aérea de Florianópolis diversos Esquadrões e aeronaves da Força Aérea Brasileira. Nesta semana está ocorrendo o Exercício KAPOFF, envolvendo essencialmente a operação de helicópteros na utilização da técnica de resgate criada pelos ingleses e que dá nome ao treinamento. A manobra envolve a participação de helicópteros Bell H-1H do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2/10º GAv), o Esquadrão Pelicano, com sede em Campo Grande/MS e dos Sikorsky H-60 Blackhawk pertencentes ao Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), o Esquadrão Pantera, sediado na Base Aérea de Santa Maria/RS.
Entre os dias 7 e 18 de março, as atenções se voltam para o Exercício Carranca V, organizado e coordenado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e considerado o maior treinamento do gênero na América Latina. Além das aeronaves já presentes em Florianópolis, outros helicópteros e aviões de Unidades Aéreas que tem entre as suas atribuições a execução de missões de Busca e Salvamento, deverão estar na Base Aérea de Florianópolis. Um destes aviões já encontra-se na capital catarinense. Trata-se do CASA/EADS C-295M, designado na FAB como SC-105, uma versão derivada do modelo de transporte C-105 Amazonas e especialmente configurada para a realização de missões SAR.
Além dos helicópteros H-1H (que em breve deverão ser substituídos pelos Eurocopter EC-725 Caracal), dois exemplares do SC-105 completam atualmente a frota do Esquadrão Pelicano, Unidade da Força Aérea Brasileira especializada em missões de Busca e Salvamento. Utilizando as matrículas FAB 2810 e FAB 2811, os aviões diferenciam-se de seus pares de transporte por possuírem uma janela em forma de bolha em cada lado da seção traseira da fuselagem (para facilitar o trabalho dos observadores em missões de busca) e faixas na cor laranja nas pontas das asas e dos estabilizadores horizontais, além de uma faixa na mesma cor com a inscrição SAR no topo da cauda. Internamente o avião transporta uma plataforma removível com dois assentos especiais para os observadores e pode ser configurado com diversas macas rebatíveis para o transporte de feridos. Em breve o 2º/10º GAv deverá receber três exemplares novos de fábrica do mesmo avião, porém, totalmente configurados com diversos equipamentos específicos para a realização de sua atividade-fim.

FOLHA DA CIDADE (ES)


Quatro prédios correm risco de demolição em Guarapari

Lívia Rangel
Dois prédios na Praia do Morro e dois em Muquiçaba correm risco de demolição por se encontrarem em área caracterizada como Zona de Proteção de Aeródromos (ZPA). Mas não são apenas estes que podem ter que se adequar à nova portaria do Comando da Aeronáutica – nº 957/cg3/2015. Isso porque a prefeitura também já notificou outros empreendimentos cuja altura estaria invadindo o espaço de segurança de voo do aeroporto municipal.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) do Comando da Aeronáutica explicou que no primeiro semestre do ano passado, uma construtora fez o pedido de regularização de quatro edificações: duas na Praia do Morro e duas em Muquiçaba. Mas que o pedido foi indeferido e já teria sido informado à Advocacia Gerald da União (AGU) e Ministério Público Federal (MPF).
“As edificações foram construídas sem a autorização do Comando da Aeronáutica, em uma área caracterizada como Zona de Proteção de Aeródromos. O pedido foi indeferido, pois as edificações possuem altura acima do previsto para a área em função da localização do aeroporto. O Comando da Aeronáutica já instaurou processo administrativo para apurar as irregularidades e poderá aplicar como sanção a demolição das edificações”, consta em nota.
Situação parecida aconteceu em Vitória em 2013. A Justiça Federal determinou demolir os dois últimos pavimentos de um edifício no Bairro República. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) constatou que parte do prédio invadia o cone de aproximação de aeronaves do Aeroporto Eurico Salles – o que colocava em risco os pousos e decolagens. A demolição deveria ser feita pelo proprietário. Mas como não foi feita dentro do prazo de 95 dias, uma nova decisão judicial encarregou a prefeitura da obra.
Como o Comanda da Aeronáutica não revelou quais são os prédios nem a construtora, o Folha da Cidade entrou em contato com a Prefeitura e com o Sindicato da Construção Civil de Guarapari (Sindicig). Embora digam que não têm ciência do caso, informaram que outros empreendimentos também estão sendo notificados para adquirirem anuência do Comando Aéreo Regional (Comar).
“A Prefeitura tem conhecimento de que alguns prédios não receberam a Anuência do Comar e, por meio da Secretaria de Planejamento Rural e Urbano (Semprad), já notificou esses e outros prédios na mesma situação, estabelecendo um prazo de 30 dias para se regularizarem junto ao órgão. Sabemos que já providenciaram recursos e estamos aguardando resposta. Não serão concedidos os ‘habite-se’ se não houver a Anuência do Comar”, diz a nota.
No entanto, a prefeitura não informou nem a quantidade dos edifícios notificados nem quais são. Já o presidente do Sindicig, Fernando Otávio, explicou que com a mudança na legislação que rege sobre as restrições aos objetos projetados no espaço aéreo que possam afetar adversamente a segurança ou a regularidade das operações aéreas, muitos prédios que até então estavam regulares terão que comprovar que não atrapalham o tráfego aéreo.
“A zona de proteção do aeroporto só passou a ser observada pela prefeitura a partir de 2013, quando já existia dezenas de edifícios aprovados. Em 2014, o raio de interferência de segurança do entorno aumentou em todo o país, passando de 2,5 km para 4 km. Antes, prédios com até 40 metros não precisavam de anuência do Comar. Apenas aqueles que ultrapassassem os 45 metros. Mas como a prefeitura não tem essa relação de curva da altura, nível de distância, está notificando todos aqueles com mais de 40 metros a solicitarem a anuência do Comar”, ressalta Fernando.
Este é o documento exigido às edificações que estão inseridas em rotas de helicópteros, aviões, rádios de comunicação, radares entre outros. De acordo com o presidente, o trâmite para se conseguir a anuência pode demorar uns seis meses e custar mais de R$ 40 mil. “A solicitação é feita no órgão em Recife. No último levantamento, havia mais de 5 mil projetos para análise”.
Fernando conta que um empreendimento novo na cidade gastou cerca de R$ 40 mil para obter a anuência e teve que acertar o projeto inicial, retirando três pavimentos que estavam previstos na construção. Isso porque como se encontra em um morro no Centro, a altura iria interferir no tráfego aéreo. Este valor foi no ano passado. Para o Sindicig, o ideal seria transferir o aeroporto para a área desapropriada na região de Setiba.
“O aeroporto hoje recebe apenas pequenas aeronaves e precisamos ter um aeroporto que opere com cargas e voos comerciais , o que qualificaria o nosso turismo. Mas para isso, precisamos de uma pista que suporte e onde está hoje não tem como ampliar. Em Setiba, seria possível fazer um empreendimento que se mantivesse com as operações sem depender de órgão público”.
Segundo a Prefeitura, a mudança do aeródromo para a região de Setiba está previsto no Plano Diretor Municipal (PDM). O documento aguarda aprovação dos vereadores na Câmara de Guarapari. “Como o PDM prevê alterações nas construções, esse impasse tem inibido investimentos. Isso aliado à crise econômica que vivemos é ruim para o município. Mas agora só nos resta esperar”.



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