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FX-2 e Embraer: Boeing propõe parceria à Embraer



Sergio Leo .

A Boeing está disposta a se associar com a Embraer para fabricar no Brasil componentes aeronáuticos destinados a suas operações em todo o mundo, e a criar um centro de aviônica avançada no país, além de aumentar a cooperação em áreas tão distintas quanto treinamento de engenheiros aeronáuticos e aeroespaciais e o funcionamento dos sistemas de monitoramento das fronteiras e do mar territorial brasileiros.

O anúncio foi feito pelo principal executivo da companhia para a área militar, Christopher Chadwick. Em visita a Brasília, ele teve encontros com representantes da Embraer e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, para defender a proposta da Boeing de venda do jato F-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira.

A viagem estava marcada antes do anúncio, pela Força Aérea dos Estados Unidos, do cancelamento da compra de Super Tucanos da Embraer, atendendo a queixas da concorrente americana, Hawcker Beechcraft. O executivo foi acompanhado da nova presidente da Boeing para o Brasil, Donna Hrinak, do vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Estratégias da Boeing, Christopher Raymond, e do embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon.

"A decisão (do cancelamento da compra dos Super Tucanos" nada tem a ver com a Embraer; tem a ver com a revisão de procedimentos do processo de licitação", disse Shannon. Ele garantiu que permanece o interesse do governo americano no avião brasileiro. A compra dos aviões da Embraer transformou-se em assunto na campanha eleitoral americana, apresentado como perda de empregos no país.

"A oferta de tecnologia da Boeing acompanhando o avião F-18 é inédita na relação entre Brasil e EUA e equivale à transferência de tecnologia que oferecemos aos melhores aliados dos EUA na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte)", disse Shannon. Autoridades brasileiras se queixam, porém, de que não conseguiram compromisso da empresa em abertura dos códigos-fonte de sistemas essenciais, que permitiriam ao Brasil desenvolvimento próprio e adaptações dessas tecnologias.

"Estamos aqui para o longo prazo para construir muitas parcerias com a indústria, universidade, centros de pesquisa brasileiros, sobretudo enfocadas na tecnologia", disse Donna Hrinak, ao repetir a afirmação de Chadwick, que uma eventual derrota na licitação dos FX não modificará muitos dos planos da Boeing para o Brasil.

Fonte: / NOTIMP









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