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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 18/11/2018 / 36 aviões por hora e foco total - a rotina na torre de controle de Congonhas



#Aeroportos - 36 aviões por hora e foco total - a rotina na torre de controle de Congonhas ...  


Vinícius Casagrande ...



O aeroporto de Congonhas recebe todos os dias uma média de 600 pousos e decolagens, ou cerca de 36 por hora (funciona das 6h às 23h). No último ano, foram exatamente 223.989 movimentos aéreos. Congonhas é o segundo aeroporto com mais pousos e decolagens do país, atrás apenas de Cumbica, em Guarulhos (SP).

Para organizar todo o fluxo de aviões que chegam a Congonhas e saem de lá, a torre de controle funciona o tempo inteiro com nível máximo de atenção. No prédio instalado ao lado do terminal de passageiros, bem no centro da pista principal do aeroporto, os controladores têm uma visão de 360 graus, que inclui o aeroporto e o espaço aéreo ao redor.

A torre de controle é responsável pelas movimentações dos aviões dentro da área do aeroporto e pelo espaço aéreo ao redor, em um raio de cerca de cinco milhas náuticas (nove quilômetros). Quando os aviões iniciam a descida ou estão em subida para a rota de voo, o controle de tráfego aéreo é feito por um órgão chamado APP, que fica em uma sala fechada dentro de Congonhas.

No aeroporto de Congonhas, os controladores de tráfego aéreo dividem-se em quatro funções, chamadas de posições:

1. Posição de autorização: o controlador confirma com o piloto todos os dados do plano de voo, como rota, velocidade e altitude. Se tudo estiver correto e dentro dos padrões aeronáuticos, o controlador dá a autorização para o voo.

2. Posição de controle de solo: o controlador é responsável por todas as autorizações necessárias para que os aviões possam se movimentar em solo dentro da área do aeroporto, desde o portão de embarque até a cabeceira de pista e vice-versa.

3. Posição torre de controle: é responsável pela aproximação final, pousos e decolagens. A cerca de cinco milhas náuticas (nove quilômetros) da cabeceira da pista, o piloto passa a se comunicar com a torre de controle para receber a autorização de pouso. Na decolagem, o contato começa com a autorização para entrar na pista e decolar e dura até sair da área de jurisdição da torre de controle.

4. Helicontrol: responsável pelo controle de tráfego aéreo dos helicópteros que sobrevoam uma área de 102 km² ao redor do aeroporto de Congonhas.

Forte presença feminina
Chama atenção também a forte presença feminina. As mulheres já representam entre 40% e 50% do total de controladores de tráfego aéreo no Brasil.

Na manhã de 13/11, quando a reportagem do blog Todos a Bordo visitou a torre de controle do aeroporto de Congonhas, dos quatro controladores, três eram mulheres, nas posições de autorização, controle de solo e helicontrol.

Com o tráfego intenso no período da manhã, com até quatro aviões próximos à cabeceira esperando para decolar (e outros tantos para pousar), a presença de visitantes foi completamente ignorada pelos controladores, focados nos procedimentos padrões.

Essencial para a segurança dos voos
O trabalho dos controladores de tráfego aéreo é frenético. Eles estão sempre de olho nos monitores (cada controlador pode ter duas ou três telas) que mostram informações dos radares e dados de voo de cada avião. Ao mesmo tempo, estão de olho em tudo o que acontece do lado de fora. Um supervisor ainda auxilia na coordenação entre as diversas posições para agilizar o fluxo das operações.

Os controladores de tráfego aéreo têm como função principal garantir a segurança dos voos, organizando o fluxo dos aviões e a distância entre eles. Nenhum avião pode pousar, decolar ou se movimentar dentro do aeroporto sem uma autorização do controlador responsável, feita por uma comunicação via rádio em uma frequência VHF. Uma falha poderia terminar até mesmo em um acidente.

A ordem dos aviões que decolam ou pousam primeiro geralmente ocorre de acordo com quem chegou primeiro. No entanto, há alguns casos especiais. Aviões em emergência, que estejam transportando alguém doente em estado grave ou órgãos para transplante, aeronaves militares ou até mesmo com a presença do presidente da República têm prioridade. Nesses casos, o controlador tem de reorganizar o fluxo de todos os aviões.

Ajuda de radares e computadores
Além de ver tudo o que acontece dentro e fora do aeroporto, os controladores contam com recursos tecnológicos. O principal deles são os radares, que identificam a posição exata do avião, além de dados como altitude e velocidade. O primeiro radar brasileiro foi instalado justamente no aeroporto de Congonhas, em 1971.

Os computadores são outro aliado dos controladores. Antigamente, as mesas desses profissionais eram repletas de fichas impressas com os dados dos voos. Hoje, todos os dados aparecem diretamente no computador, o que ajuda no cálculo de distância, velocidade e tempo de voo.

Mas esses sistemas também falham. Foi o que aconteceu no dia 20 de julho deste ano, quando uma oscilação de energia tirou os radares do ar. Os controladores passaram a trabalhar de maneira manual, baseados nas informações de localização informadas pelos pilotos. Para garantir a segurança, muitos aviões ficaram retidos em solo, e os que estavam no ar tiveram de adotar uma distância maior entre si.

“Passamos a operar no modo convencional. O radar é um auxílio importante, mas todo o controle de tráfego aéreo é feito via rádio entre o controlador e os pilotos”, afirma o capitão Custódio, responsável pelo controle da Terminal São Paulo.

O espaço aéreo brasileiro
A torre de controle é apenas um dos três órgãos de controle do espaço aéreo. Quando os aviões deixam a área sob responsabilidade da torre de controle de Congonhas, passam a ser orientados pelo Controle São Paulo (ou APP São Paulo), responsável pela Terminal São Paulo, uma área que se estende de Campinas (a 93 km da capital) até o litoral paulista.

O controle do tráfego aéreo da Terminal São Paulo é feito em uma sala fechada do SRPV (Serviço Regional de Proteção ao Voo), que também fica no aeroporto de Congonhas. Os controladores são divididos nos setores oeste, norte e sul.

A função da Terminal São Paulo é orientar a aproximação ou saída dos aviões que pousam ou decolam nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Campo de Marte e Viracopos. Há controladores focados nas chegadas e outros dedicados à saída dos aviões.

Quando os aviões entram nas aerovias (caminhos determinados pelas cartas aeronáuticas) passam a ser controlados pelo Centro de Controle de Área, ou ACC.

Quem organiza todo o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro é o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), órgão da Força Aérea Brasileira. Assim, a maioria dos controladores de tráfego aéreo no Brasil são militares da Aeronáutica. No entanto, há algumas torres de controle operadas por controladores civis, sob responsabilidade da Infraero, como o caso do aeroporto de Guarulhos.

O espaço aéreo sob controle do Decea abrange uma área total de 22 milhões de km², quase o triplo da aérea territorial do Brasil, de 8,5 milhões de km². É que o espaço aéreo brasileiro se estende ainda por 3,5 milhões de km² na chamada Zona Economicamente Exclusiva, próxima ao litoral brasileiro. Por acordos internacionais, o Brasil também controla o espaço aéreo sobre o oceano em uma área de 9,9 milhões de km² para missões de orientação, busca e salvamento.

Como ser um controlador de tráfego aéreo
Para se tornar um controlador de tráfego aéreo no Brasil, é necessário prestar um concurso da Aeronáutica e, depois, fazer um curso de dois anos na EEAR (Escola de Especialistas de Aeronáutica). Depois de formado, o aluno sai da escola com o cargo de 3º Sargento da Aeronáutica. Sua base de trabalho dependerá de onde houver necessidade de mão de obra.

Os controladores civis fazem o curso de formação no Icea (Instituto de Controle do Espaço Aéreo), órgão também vinculado à Força Aérea Brasileira. Concluído o curso, pode trabalhar nas torres de controle administradas pela Infraero ou por outros órgãos civis.

Tanto militares como civis precisam ter o ensino médio completo e bom nível de inglês, além de passar por exames médicos e psicológicos. Neste ano, a Força Aérea Brasileira abriu apenas 21 vagas de controlador de tráfego aéreo para os DTCEA (Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo) de Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA) e Confins (MG).




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PODER360 (DF)


Simulação de guerra da FAB reúne 13 países e 1700 militares


Douglas Rodrigues | Publicada em 18/11/2018 05:50

Treze países, 1700 militares e uma centena de aeronaves em simulação de guerra. Trata-se da 8º edição do Cruzex (Cruzeiro do Sul Exercise), 1 treinamento realizado pela FAB (Força Aérea Brasileira) que tem início neste domingo (18.nov.2018).
O evento será realizado até 30 de novembro, na Base Aérea de Natal (RN). Cerca de 100 aeronaves de diversos países estarão presentes. A meta é completar 1.200 horas de voo.
Iniciado em 2002, o Cruzex é o maior exercício do tipo na América Latina. No entanto, não era realizado há 5 anos. Desde 2013, a FAB ocupou-se com a segurança de grandes eventos que ocorreram no país, como a Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio.
Segundo o diretor do exercício, o brigadeiro do ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros, a atividade é importante para treinar os militares e, possivelmente, enviar aeronaves para integrar missões da ONU (Organização das Nações Unidas): “Se acontecer, precisamos estar preparados”.
Medeiros afirmou que a Cruzex permitirá aos brasileiros treinarem ao lado de militares estrangeiros que já participam desse tipo de missão, pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
De acordo com a FAB, Brasil, Canadá, Chile, Estados Unidos, França, Peru e Uruguai vão participar com militares e aviões.
Os EUA participam com aproximadamente 130 militares, 1 reabastecedor KC-135 e 6 caças F-16, por exemplo.
Bolívia, Índia, Suécia e Venezuela participam como observadores. Portugal trará militares de forças especiais e, ao lado de Alemanha e França, ministrará palestras sobre o uso do poder aéreo em missões da ONU. Eis 1 resumo dos participantes das últimas edições:
Segundo a FAB, os cenários preparados para o treinamento envolvem “guerra convencional” e “não convencional“.
No cenário de guerra convencional, cerca de 40 a 50 aeronaves  decolam em sequência para missões com objetivos comuns ou complementares.
No da não convencional, há 1 combate contra forças insurgentes ou paramilitares e não entre 2 Estados constituídos. Situação similar em missões de paz da ONU.
De acordo com a FAB, o Brasil não terá custos com a presença de forças estrangeiras. Cada país estrangeiro paga suas despesas, por exemplo, plano de saúde dos militares, combustível para os voos das suas aeronaves, hospedagem, transporte e alimentação.
Os custos por parte das Forças Armadas não foram revelados.
Abaixo, assista ao vídeo de apresentação do último megaexercício, realizado em 2013.

JORNAL EXTRA


Associação sugere uso das Forças Armadas e subsídios como ações emergenciais do Mais Médicos


Por Adriana Mendes | Publicada em 17/11/2018 13:34

A Associação Médica Brasileira (AMB) propõe que, com o fim da participação de médicos cubanos no programaMais Médicos , o governo adote ações emergenciais como aumentar o valor de repasse da União aos municípios para contratação de profissionais, o uso das Forças Armadas em áreas indígenas e incentivos a subsídios para jovens médicos com dívidas no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Desde a criação do programa no governo da presidente Dilma Rousseff, em 2013, a associação foi contra a contratação de médicos cubanos. Em nota divulgada neste sábado, a entidade voltou a criticar o governo brasileiro por transferir parte da responsabilidade pelo atendimento na atenção básica de saúde. “Isso deixou o Brasil submisso aos humores do governo de outro país. Os impactos negativos previstos são os que estamos comprovando agora”, diz a nota.
Dos 3.228 municípios atendidos apenas pelo Programa Mais Médicos , 611 correm risco de ficar sem nenhum profissional na rede pública a partir do Natal. Segundo a AMB, existem 458.624 médicos no Brasil, “um número suficiente para atender às demandas da população”. A entidade classificou aretirada dos intercambistas como uma “retaliação do governo cubano ao povo brasileiro”.
Nas propostas apresentadas, justifica que é preciso reformular e reforçar o Piso de Atenção Básica (PAB), que é pago pela União aos municípios em repasses do SUS de atendimentos como consultas médicas, assistência pré-natal, vacinação e atividades de saúde. E também alterar a forma de cálculo do piso para garantir mais recursos para cidades pequenas.
No caso do uso das Forças Armadas em áreas indígenas e de difícil acesso, a AMB sugere que seja aproveitada a experiência dos militares “levando não somente médicos para esses locais, mas toda a infraestrutura necessária para a saúde: transporte de medicamentos, deslocamento de profissionais, hospitais de campanha, helicópteros e barcos para remoção em locais de difícil acesso”. Além do uso do efetivo dos militares, segundo a associação, o efetivo pode ser incrementado “ por concurso e selecionaria também novos Médicos Oficiais Voluntários para atuarem de forma temporária”.
Em relação médicos recém formados, propõe que sejam suspensas as dívidas do Fies durante o período em que atuarem no programa. “Além disso, haverá o benefício de descontos no montante geral da dívida, de acordo com o tempo de permanência e o município ou região escolhido (quanto menor o município ou de mais difícil provimento, maiores os descontos). Também é preciso garantir as mesmas condições ofertadas aos cubanos hoje: moradia, alimentação e transporte”.
A associação se colocou à disposição para ajudar o governo e garantir que a população não fique desassistida. “ Faremos nossa parte”, garante.
A entidade também voltou a criticar a falta de políticas públicas no país que atraia os médicos especialmente aos municípios menores e distantes dos grandes centros. Para a AMB, a solução definitiva passa pela criação de uma “Carreira Médica de Estado” que valorize o profissional brasileiro.

PORTAL GLOBO.COM


Exércicio Cruzex 2018


Jornal Rntv | Publicada em 17/11/2018 12:10

OUTRAS MÍDIAS


BLOG TODOS A BORDO - 36 AVIÕES POR HORA E FOCO TOTAL: A ROTINA NA TORRE DE CONTROLE DE CONGONHAS


Por Vinícius Casagrande | Publicada em 18/11/2018 06:15

O aeroporto de Congonhas recebe todos os dias uma média de 600 pousos e decolagens, ou cerca de 36 por hora (funciona das 6h às 23h). No último ano, foram exatamente 223.989 movimentos aéreos. Congonhas é o segundo aeroporto com mais pousos e decolagens do país, atrás apenas de Cumbica, em Guarulhos (SP).
Para organizar todo o fluxo de aviões que chegam a Congonhas e saem de lá, a torre de controle funciona o tempo inteiro com nível máximo de atenção. No prédio instalado ao lado do terminal de passageiros, bem no centro da pista principal do aeroporto, os controladores têm uma visão de 360 graus, que inclui o aeroporto e o espaço aéreo ao redor.
A torre de controle é responsável pelas movimentações dos aviões dentro da área do aeroporto e pelo espaço aéreo ao redor, em um raio de cerca de cinco milhas náuticas (nove quilômetros). Quando os aviões iniciam a descida ou estão em subida para a rota de voo, o controle de tráfego aéreo é feito por um órgão chamado APP, que fica em uma sala fechada dentro de Congonhas.
No aeroporto de Congonhas, os controladores de tráfego aéreo dividem-se em quatro funções, chamadas de posições:
1. Posição de autorização: o controlador confirma com o piloto todos os dados do plano de voo, como rota, velocidade e altitude. Se tudo estiver correto e dentro dos padrões aeronáuticos, o controlador dá a autorização para o voo.
2. Posição de controle de solo: o controlador é responsável por todas as autorizações necessárias para que os aviões possam se movimentar em solo dentro da área do aeroporto, desde o portão de embarque até a cabeceira de pista e vice-versa.
3. Posição torre de controle: é responsável pela aproximação final, pousos e decolagens. A cerca de cinco milhas náuticas (nove quilômetros) da cabeceira da pista, o piloto passa a se comunicar com a torre de controle para receber a autorização de pouso. Na decolagem, o contato começa com a autorização para entrar na pista e decolar e dura até sair da área de jurisdição da torre de controle.
4. Helicontrol: responsável pelo controle de tráfego aéreo dos helicópteros que sobrevoam uma área de 102 km² ao redor do aeroporto de Congonhas.
Forte presença feminina
Chama atenção também a forte presença feminina. As mulheres já representam entre 40% e 50% do total de controladores de tráfego aéreo no Brasil.
Na manhã desta terça-feira (13), quando a reportagem do blog Todos a Bordo visitou a torre de controle do aeroporto de Congonhas, dos quatro controladores, três eram mulheres, nas posições de autorização, controle de solo e helicontrol.
Com o tráfego intenso no período da manhã, com até quatro aviões próximos à cabeceira esperando para decolar (e outros tantos para pousar), a presença de visitantes foi completamente ignorada pelos controladores, focados nos procedimentos padrões.
Essencial para a segurança dos voos
O trabalho dos controladores de tráfego aéreo é frenético. Eles estão sempre de olho nos monitores (cada controlador pode ter duas ou três telas) que mostram informações dos radares e dados de voo de cada avião. Ao mesmo tempo, estão de olho em tudo o que acontece do lado de fora. Um supervisor ainda auxilia na coordenação entre as diversas posições para agilizar o fluxo das operações.
Os controladores de tráfego aéreo têm como função principal garantir a segurança dos voos, organizando o fluxo dos aviões e a distância entre eles. Nenhum avião pode pousar, decolar ou se movimentar dentro do aeroporto sem uma autorização do controlador responsável, feita por uma comunicação via rádio em uma frequência VHF. Uma falha poderia terminar até mesmo em um acidente.
A ordem dos aviões que decolam ou pousam primeiro geralmente ocorre de acordo com quem chegou primeiro. No entanto, há alguns casos especiais. Aviões em emergência, que estejam transportando alguém doente em estado grave ou órgãos para transplante, aeronaves militares ou até mesmo com a presença do presidente da República têm prioridade. Nesses casos, o controlador tem de reorganizar o fluxo de todos os aviões.
Ajuda de radares e computadores
Além de ver tudo o que acontece dentro e fora do aeroporto, os controladores contam com recursos tecnológicos. O principal deles são os radares, que identificam a posição exata do avião, além de dados como altitude e velocidade. O primeiro radar brasileiro foi instalado justamente no aeroporto de Congonhas, em 1971.
Os computadores são outro aliado dos controladores. Antigamente, as mesas desses profissionais eram repletas de fichas impressas com os dados dos voos. Hoje, todos os dados aparecem diretamente no computador, o que ajuda no cálculo de distância, velocidade e tempo de voo.
Mas esses sistemas também falham. Foi o que aconteceu no dia 20 de julho deste ano, quando uma oscilação de energia tirou os radares do ar. Os controladores passaram a trabalhar de maneira manual, baseados nas informações de localização informadas pelos pilotos. Para garantir a segurança, muitos aviões ficaram retidos em solo, e os que estavam no ar tiveram de adotar uma distância maior entre si.
“Passamos a operar no modo convencional. O radar é um auxílio importante, mas todo o controle de tráfego aéreo é feito via rádio entre o controlador e os pilotos”, afirma o capitão Custódio, responsável pelo controle da Terminal São Paulo.
O espaço aéreo brasileiro
A torre de controle é apenas um dos três órgãos de controle do espaço aéreo. Quando os aviões deixam a área sob responsabilidade da torre de controle de Congonhas, passam a ser orientados pelo Controle São Paulo (ou APP São Paulo), responsável pela Terminal São Paulo, uma área que se estende de Campinas (a 93 km da capital) até o litoral paulista.
O controle do tráfego aéreo da Terminal São Paulo é feito em uma sala fechada do SRPV (Serviço Regional de Proteção ao Voo), que também fica no aeroporto de Congonhas. Os controladores são divididos nos setores oeste, norte e sul.
A função da Terminal
São Paulo é orientar a aproximação ou saída dos aviões que pousam ou decolam nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Campo de Marte e Viracopos. Há controladores focados nas chegadas e outros dedicados à saída dos aviões.
Quando os aviões entram nas aerovias (caminhos determinados pelas cartas aeronáuticas) passam a ser controlados pelo Centro de Controle de Área, ou ACC.
Quem organiza todo o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro é o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), órgão da Força Aérea Brasileira. Assim, a maioria dos controladores de tráfego aéreo no Brasil são militares da Aeronáutica. No entanto, há algumas torres de controle operadas por controladores civis, sob responsabilidade da Infraero, como o caso do aeroporto de Guarulhos.
O espaço aéreo sob controle do Decea abrange uma área total de 22 milhões de km², quase o triplo da aérea territorial do Brasil, de 8,5 milhões de km². É que o espaço aéreo brasileiro se estende ainda por 3,5 milhões de km² na chama Zona Economicamente Exclusiva, próxima ao litoral brasileiro. Por acordos internacionais, o Brasil também controla o espaço aéreo sobre o oceano em uma área de 9,9 milhões de km² para missões de orientação, busca e salvamento.
Como ser um controlador de tráfego aéreo
Para se tornar um controlador de tráfego aéreo no Brasil, é necessário prestar um concurso da Aeronáutica e, depois, fazer um curso de dois anos na EEAR (Escola de Especialistas de Aeronáutica). Depois de formado, o aluno sai da escola com o cargo de 3º Sargento da Aeronáutica. Sua base de trabalho dependerá de onde houver necessidade de mão de obra.
Os controladores civis fazem o curso de formação no Icea (Instituto de Controle do Espaço Aéreo), órgão também vinculado à Força Aérea Brasileira. Concluído o curso, pode trabalhar nas torres de controle administradas pela Infraero ou por outros órgãos civis.
Tanto militares como civis precisam ter o ensino médio completo e bom nível de inglês, além de passar por exames médicos e psicológicos. Neste ano, a Força Aérea Brasileira abriu apenas 21 vagas de controlador de tráfego aéreo para os DTCEA (Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo) de Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA) e Confins (MG).



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