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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 08/01/2018 / Missões em Marte, superfoguetes e mais do que a ciência espacial prepara para 2018



Missões em Marte, superfoguetes e mais do que a ciência espacial prepara para 2018 ...  


Antes restrita a poucas potências, a exploração do espaço é cada vez mais internacional - diferentes países preparam missões para este ano ...  


Dos próximos capítulos da exploração comercial do espaço ao desenvolvimento de carros equipados com motores de foguete, 2018 promete ser um ano movimentado para a ciência espacial.

A BBC selecionou algumas das novidades preparadas pelo setor para este ano, que incluem o envio de novas missões a Marte e a Mercúrio, a exploração de asteroides e o início da construção dos superfoguetes do empresário Elon Musk.

Mundo em movimento
Antes restrita a poucas potências, a exploração do espaço é cada vez mais internacional - e diferentes países preparam missões para este ano. A primeira delas, prevista para março, será a Chandrayaan 2, a nova etapa do inovador projeto de exploração lunar que a Índia iniciou em 2008.

Enquanto a tecnologia da Chandrayaan 1 permitia apenas que a sonda orbitasse em volta do satélite, a Chandrayaan 2 será capaz de aterrissar e se locomover sobre a superfície da Lua.

O lançamento, a partir do centro espacial de Satish Dhawan, em Andhra Pradesh, no sul do país, será feito com a ajuda do veículo de lançamento de satélite geosíncrono (GSLV, na sigla em inglês), desenvolvido pela agência espacial indiana, a ISRO.

Já a Nasa, agência espacial americana, planeja ir novamente a Marte em maio, com a missão InSight. Desta vez, os americanos querem investigar o que há abaixo da superfície do Planeta Vermelho.

Na tentativa de reunir evidências que esclareçam como o astro foi formado, a sonda InSight será equipada com um sismógrafo - para medir os "Marsquakes", expressão em inglês para "terremotos de Marte" - e um sensor de calor.

Em julho, a sonda Hayabusa-2 deve chegar a seu destino, o asteroide 162173 Ryugu - um passo importante no esforço da Jaxa, agência espacial japonesa, de coletar material desses corpos rochosos e trazer para a Terra.

Sua antecessora, a Hayabusa, aterrissou no asteroide Itokawa em 2005. Após enfrentar alguns percalços - por uma série de falhas, chegou-se a questionar se a sonda conseguiria fazer o caminho de volta -, a missão retornou com uma quantidade pequena de amostras de material para análise de cientistas.

Os engenheiros da Jaxa fizeram uma série de melhorias na Hayabusa-2. A sonda fará pequenas aterrissagens no Ryugu, retirando uma quantidade maior de material da superfície que sua antecessora.

Mas o Japão não será o único país a visitar um asteroide neste ano. Lançado em 2016, o veículo espacial Osiris-Rex, da Nasa, deve chegar em agosto a 101955 Bennu, para também coletar amostras.

A agenda movimentada das missões espaciais também inclui uma empreitada conjunta da Europa e do Japão para explorar o planeta mais próximo do Sol: Mercúrio. Batizada de BepiColombo, a missão tem como objetivo ampliar e aprofundar o conhecimento sobre o planeta adquirido pela Messenger, sonda espacial não-tripulada da Nasa.

A BepiColombo lançará dois veículos espaciais reunidos em uma mesma estrutura, para realizar um mapeamento detalhado e investigar o campo magnético do planeta. Com isso, os cientistas esperam ajudar a esclarecer questões-chave, como por que Mercúrio possui quantidade elevada de ferro em seu núcleo e uma camada fina de rochas de silicato na superfície.

Exploração comercial do espaço
Este também será o ano em que a empresa aeroespacial do empresário Elon Musk, a SpaceX, lançará um dos foguetes mais potentes já construídos: o Falcon Heavy.

Em dezembro, Musk provocou seus seguidores no Twitter com fotos dos bastidores da montagem da estrutura no centro espacial John F. Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos. Seu sistema de propulsão conta com dois veículos Falcon 9, que estarão em volta da estrutura central do superfoguete.

O gigante de 70 metros conseguirá enviar 54 toneladas métricas de carga ao espaço - o dobro da capacidade do foguete mais potente hoje em atividade, o Delta IV Heavy.

Além disso, abrirá espaço para que a SpaceX avance no campo de lançamento de satélites e chegue mais perto da meta de ser a primeira empresa privada a enviar astronautas à órbita da Terra.

A companhia, contudo, não está sozinha nessa corrida. Empresas como a Boeing também têm projetos para enviar naves tripuladas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e, assim como a SpaceX, contam com apoio do governo americano.

Desde 2011, quando a Nasa aposentou seus ônibus espaciais, os Estados Unidos dependem da nave russa Soyuz, que faz viagens periódicas à estação, para chegar à ISS - fato que tem feito muitos profissionais do setor no país torcerem o nariz.

A Boeing e a SpaceX têm planos para testar seus respectivos sistemas de lançamento nos próximos anos - primeiramente com veículos não-tripulados e, na sequência, com astronautas.

Como a segunda etapa implica submeter um grupo de americanos a tecnologias completamente novas em pleno espaço sideral, nenhuma das empresas está disposta a arriscar demais - então é possível que haja atrasos no cronograma.

Mas, uma vez que os testes sejam bem-sucedidos, os dois sistemas poderão ser certificados pela agência espacial americana. E, partir daí, a SpaceX e a Boeing poderão começar a fechar contratos para transportar astronautas à agência espacial.

A Nasa também trabalha em seu próprio sistema de lançamento - a tão esperada cápsula Orion e o foguete SLS, que serão usados para enviar seres humanos além da órbita da Terra. Se tudo correr como planejado, a Orion poderia ser lançada em um teste não-tripulado em 2019 - e com astronautas, em 2021.

Velocidade máxima
E não é só a ciência espacial que deve apresentar suas supermáquinas neste ano. Após vários atrasos, o carro supersônico britânico Bloodhound deve chegar mais perto de quebrar o recorde de velocidade de um veículo em terra. A meta é atingir 1.000 milhas por hora (aproximadamente 1.600 km/h).

Com um foguete acoplado ao motor de um caça do tipo Eurofighter-Typhoon, o carro já desfilou em 2017 pela pista do aeroporto de Newquay, na Cornualha, sudoeste da Inglaterra, em um teste de "baixa velocidade" - a meras 200 milhas por hora (320km/h).

Em outubro, o Bloodhound viaja para a África do Sul, com o objetivo de tentar ultrapassar o limite de 500 milhas por hora (800km/h), em meio às salinas de Hakskeen, no deserto do Kalahari.

A marca ainda é inferior ao atual recorde, de 763 milhas por hora (1.228 km/h), mas será importante para que os engenheiros envolvidos no projeto coletem as informações que permitirão ao veículo atingir velocidades ainda mais altas em 2019 e 2020.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL CORREIO DO ESTADO (MS)


Primeiro fígado transplantado no mundo era de jovem de Dourados

Ele morreu em acidente no Estado e o órgão foi doado por familiares

Izabela Jornada E Luana Rodrigues Publicado Em 07/01/2018 - 13h45

Fígado de jovem de Dourados foi transplantado em cirurgia inédita no mundo. O procedimento aconteceu no Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, onde órgão de jovem que morreu em acidente de trânsito na cidade de Dourados foi doado a engenheira Gabriela Santos da Silva, de 27 anos, que teve febre amarela.
O procedimento é resultado da parceria da Força Aérea Brasileira (FAB), Prefeitura de Dourados, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Polícia Militar (PM), Guarda Municipal, Hospital da Vida e Hospital das Clínicas de São Paulo.
A jovem teria adquirido febre amarela em viagem a Mairiporã, no estado de São Paulo e o caso só não evoluiu graças ao transplante feito a tempo pela equipe médica do hospital. Trata-se de um transplante de fígado em caso de hepatite fulminante provocado pelo vírus. Nessas situações, o órgão do paciente é atacado e entra em falência total em poucos dias.
Gabriela foi internada no dia 28 de dezembro e foi colocada como prioridade na lista de espera. De acordo com a tia, Cilene Victor, de 49 anos, no dia seguinte encontraram doador compatível para a jovem. A equipe médica declarou ao jornal O Estado de São Paulo que a paciente vem respondendo bem ao transplante, mas ainda está em coma e seu estado é considerado grave.
O secretário de Saúde de Dourados, Renato Vidigal parabenizou os envolvidos. “Para os douradenses que assistiram o Jornal Nacional, podemos nos orgulhar mais uma vez da nossa cidade, dos nossos profissionais de saúde pública, dos familiares que apoiam a Doação de Órgãos em um momento delicado, um momento de luto. Parabéns a todos os envolvidos nessa logística rápida e eficiente que foi realizada”, comemorou o secretário.

Polícia faz perícia em peças de avião apreendidas em "sucatão" na Capital

Aeronaves com manutenção precária estavam envolvidas em acidentes

Publicado Em 07/01/2018 - 09h36

A Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) pericia peças de aeronave apreendidas no dia 18 do mês passado, durante a Operação Vastum, desdobramento da Operação Ícaro, que apura irregularidades na manutenção de aeronaves em Mato Grosso do Sul. A suspeita é de que componentes condenados para uso eram reaproveitados por mecânicos, colocando em risco a segurança de voos.
De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, durante a operação foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em residências e empresas ligadas à aviação civil, inclusive em oficinas de agências de táxi aéreo homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "O foco foi apuração de denúncias de reaproveitamento de peças inadequadas em aeronaves usadas atualmente, algumas com histórico de acidentes com morte", revelou a delegada neste domingo.
Também havia indícios de táxi aéreo cladestino por pilotos e empresários, sem homologação da Anac, bem como adulteração de prefixos de aeronaves e falsidade ideológica em planos de voos. Uma área conhecida como "sucatão", localizada em oficina autorizada da Capital, foi interditada, pois existia a possibilidade de que estivesse fornecendo peças comprometidas. O material foi apreendido e encaminhado para análise pericial.
Ainda durante a operação, quatro investigados acabaram autuados em flagrante por posse ilegal de armas ou munições. Foram recolhidas cinco aeronaves com indícios de manutenções irregulares que atentam contra a segurança de voo.
Operação Ícaro
A Operação Ícaro foi deflagrada no fim de outubro de 2015, quando foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em quatro residências, uma oficina aeronáutica não homologada no bairro Dom Pedrito e uma oficina aeronáutica instalada no Aeroporto Santa Maria.
Na oficina do bairro Dom Pedrito foram apreendidas várias peças para uso aeronáutico, já na oficina do aeroporto, uma aeronave modelo Cessna 180 foi apreendida para averiguação de hélice com suspeita de ser produto de furto.
Com o andamento das investigações, equipe da Deco apurou que uma aeronave apreendida em junho de 2015 sofreu acidente em aeroporto da Capital, porém, o operador não comunicou o fato a ANAC, providência obrigatória por lei.

TV GLOBO - FANTÁSTICO


Sobrevoe local exato de acidente que matou Teori Zavascki, um ano atrás

Descubra todos os detalhes da investigação da morte do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Reportagem tem acesso a destroços do avião.

Publicado Em 07/01/2018 - 23h47

Neste mês, o acidente de avião que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki completa um ano. O Fantástico teve acesso a detalhes da investigação e mostra, com exclusividade, os destroços da aeronave, que caiu no mar de Paraty, no Rio de Janeiro.
Os repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero refizeram o mesmo trajeto de aproximação do avião, que estava a apenas um minuto e meio do pouso, e contam o legado que o ministro deixou para a história do combate à corrupção no Brasil.

REVISTA ÉPOCA


Guerra por trás das grades

O motim que deixou nove mortos, 14 feridos e dezenas de foragidos é a mais recente batalha de uma disputa entre as grandes facções criminosas do país

Mateus Coutinho Publicado Em 06/01/2018 - 10h43

A tarde começou agitada no primeiro dia do ano na Colônia Agroindustrial de Aparecida de Goiânia, em Goiás, onde ficam os presos que cumprem pena no regime semiaberto no estado. Situada no centro do complexo, a ala C, dominada pela facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), começava a se movimentar. Nela amontoavam-se 388 detentos em 12 celas. É a maior ala do presídio. A insatisfação dos detentos após quatro dias sem água serviu de estopim para que as duas maiores organizações do país, PCC e a carioca Comando Vermelho (CV), protagonizassem mais um capítulo da sangrenta briga por território que se estende há mais de ano na esteira da omissão dos governos.
Por volta das 14h30, sob o efeito de drogas e portando facas e armas de fogo, os detentos da ala, dominada pelo PCC, se reuniram e rumaram para a ala B, mais identificada com o Comando Vermelho, onde ficavam 180 detentos. O atalho para chegar à ala vizinha, separada por um muro e um portão de grade, foi um buraco aberto na parede da cela de um dos detentos, cavado há dias. A cena foi seguida por tiros, ataques e agressões que tinham alvos definidos: os membros do Comando Vermelho nas alas A e B.
As cenas de brutalidade que se seguiram foram gravadas por celulares dos próprios detentos em vídeos que remontam às rebeliões ocorridas antes em Roraima, Amazonas e Rio Grande do Norte. Detentos protagonizavam ataques brutais de facas e até machado, queimavam colchões e depredavam geral, tudo com as saudações ao PCC. Em outros, celebravam decapitações, em meio a vísceras esparramadas pelo local e até dependuradas na cerca do presídio.
Por volta das 16 horas o Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), uma espécie de tropa de choque da segurança penitenciária no estado, com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, conseguiu retomar o presídio, e os bombeiros controlaram as chamas. O estrago feito: dois decapitados, sete mortos no incêndio (todos do Comando Vermelho) e 14 feridos, além de três armas de fogo apreendidas (um revólver 38 e duas pistolas 9 mm), 15 facas e 200 gramas de cocaína.
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A tragédia na Colônia Agrícola de Aparecida de Goiânia, com base em relatos de agentes, detentos, familiares e investigadores, era mais que esperada e consequência de uma briga por território entre os dois grupos criminosos que controlam o tráfico. Desde outubro de 2016, o CV se uniu a organizações criminosas locais – como Família do Norte, no Amazonas, e Sindicato do Crime, no Rio Grande do Norte (ver o mapa) – para enfrentar o PCC. A reportagem teve acesso a um mapeamento dos órgãos estaduais que mostra que, de janeiro a dezembro de 2017, o número de detentos ligados ao PCC no estado disparou de 40 para 700.
A facção está presente em cerca de 80% dos 137 presídios de Goiás e chega até a fazer conferências semanais por telefone com todos eles. O estado é estratégico para o tráfico por uma questão logística: além de estar literalmente no centro do país, facilitando a distribuição para qualquer região, fica próximo de Brasília, um importante mercado para o tráfico devido à alta renda de seus moradores, além de ser utilizado também na rota internacional, distribuindo drogas que vêm de países vizinhos como o Paraguai. A articulação da quadrilha contrasta com a desorganização e má gestão do sistema penal abarrotado em Goiás, não muito diferente do resto do país.
Na hora do massacre em Aparecida de Goiânia, havia apenas cinco agentes penitenciários no local para cuidar dos 721 detentos que estavam lá – 388 da ala C, dominada pelo PCC. Diante da proporção, muito abaixo da recomendação internacional de um agente para cada cinco detentos, os próprios funcionários sugeriram aos presos que não estavam envolvidos no conflito que deixassem a prisão, rodeada por um matagal e próxima a uma região industrial do município.
Segundo relatório da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, 207 detentos seguiram a recomendação dos agentes e fugiram para o entorno do local, mas retornaram tão logo a tropa de choque da Polícia Militar retomou o controle, por volta das 16 horas do dia da rebelião. Outros 106 presos, porém, aproveitaram a oportunidade para fugir. Nesse grupo estava o filho da aposentada Sônia, de 55 anos (ela não quis se identificar com o sobrenome), que foi recapturado no mesmo dia, assim como outros 28 detentos. Na última vez que Sônia visitara o filho, em 31 de dezembro, o rapaz adiantou para a mãe o que estava por vir: “Mãe, vai ter invasão aqui, a turma da ala C vai invadir nós (sic)”, relatou. Sônia era uma das dezenas de familiares que passaram os primeiros dias do ano sem saber se seu parente preso estava vivo, ferido ou foragido.
Dois dias após o motim que chocou o país, uma mulher loira era uma das cinco pessoas atrás de informações sobre detentos no balcão de entrada da Colônia Agroindustrial. Abalada após ouvir dos agentes do presídio que seu marido não estava lá, ela começou a caminhar de um lado para o outro. Foi para um canto, em uma parede na lateral da recepção, para falar ao telefone. “Meu marido é esperto, ele não ia se machucar”, afirmava aos prantos. Abordada pela reportagem, que presenciou a cena, ela não quis dar entrevista.
Ricardo Cristiano Lima, de 29 anos, foi um dos detentos que retornaram espontaneamente à prisão. Por volta das 16 horas da quarta-feira, o detento chegou à Colônia Agrícola para se entregar. Ferimentos em seu corpo, provocados por pedradas, exibiam nele a marca da ação do PCC. Ricardo ficava na ala A e fugiu no dia do motim. Correu pelo vasto matagal que circunda a penitenciária até chegar a uma favela próxima. “Me escondi em uma casa e fiquei esperando”, contou. Retornou à prisão com sua advogada e só se apresentou após ter a garantia de que seria transferido para a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG ), para onde foram mandados os presos sem relação com a briga.
A origem da rebelião remonta a fevereiro do ano passado, quando um dos maiores traficantes do estado morreu em uma briga de gangues na POG. Thiago César de Souza, então com 32 anos, era ligado ao PCC. Sua morte desencadeou uma reação do grupo criminoso, que passou a se expandir e ocupar o espaço que era do Comando Vermelho, acirrando o clima nos presídios. Segundo investigadores, as práticas adotadas pelas lideranças do grupo nos presídios têm sido a extorsão e a ameaça, com a promessa de garantir proteção ao preso e a seus familiares, moeda de troca irrecusável para os detentos. Ainda assim, o Comando Vermelho também tem mostrado sua força.
Cinco dias antes do episódio em Aparecida, membros do CV decapitaram um integrante do PCC no presídio do município de Jaraguá, no interior do estado. O caso ainda está sob investigação da Polícia Civil. O Comando Vermelho tem mantido força nas cidades localizadas nas fronteiras do entorno do estado, enquanto o PCC se concentra na região central, mais próxima do Distrito Federal.
Somente na noite de quarta-feira o governo do estado admitiu que a rebelião em Aparecida foi devido ao confronto das duas facções. Ainda assim, até a noite de quinta-feira, as autoridades não puniram e nem retiraram da Colônia os detentos da ala C. Foram transferidos apenas os das alas A e B. Para tentar apaziguar os ânimos, a Justiça ainda autorizou temporariamente os detentos que trabalham durante o dia a não retornar à noite para dormir – mesmo sem tornozeleiras eletrônicas.
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A situação em todo o estado, porém, continua prestes a explodir. Na noite da quinta-feira, dia 4, houve uma nova tentativa de rebelião dos detentos da ala C. Na madrugada da sexta-feira, dia 5, foi a vez de a POG registrar um princípio de motim. A maior preocupação das autoridades agora são os presídios do interior, que não contam com a estrutura do choque e das tropas especiais da PM para agir rapidamente e controlar motins. O secretário de Segurança Pública de Goiás, Ricardo Balestreri, afirmou na sexta-feira que mapeou articulações de aproximadamente 20 rebeliões no estado. Nenhuma se concretizou. O diretor-geral de administração penitenciária, Edson Costa, afirmou que vai transferir presos para tentar desarticular as rebeliões. Uma inspeção dias antes, por determinação da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, havia constatado que os agentes não controlam a situação do presídio de Aparecida.
A disputa sangrenta em Goiás é apenas mais um capítulo no previsível avanço do crime organizado nas cadeias e fora delas. As duas grandes facções passam por um processo de consolidação do poder no Brasil todo, à sombra da omissão das autoridades que não assumem um plano estratégico de âmbito nacional. Enquanto cada estado tenta conter a ameaça sozinho, o Brasil se vê cada vez mais refém de grupos bem estruturados e sem escrúpulos.

A improvisação não derrota o crime


Diego Escosteguy Publicado Em 07/01/2018

No filme O feitiço do tempo, de 1993, um dos clássicos do cinema do século XX, o protagonista, vivido pelo ator americano Bill Murray, é um repórter de TV, especializado em cobertura de meteorologia, que revive o mesmo dia várias e várias vezes, como se estivesse aprisionado pelo tempo. Quando se trata da crise da segurança pública, os brasileiros têm a mesma sensação de estar encapsulados num tempo que nunca avança para o amanhã. Este 2018 começou como 2017, com massacres em presídios decorrentes da disputa entre facções criminosas que, dentro das penitenciárias, brigam pelo controle de lucrativas rotas de tráfico.
Em 2017, nos primeiros 14 dias do ano, os massacres em presídios deixaram 123 mortes em estados do Norte e do Nordeste do país. Em 2018, a escala da matança tem sido, até aqui, menor – nove mortes e 14 feridos num presídio de Goiás. Mas a repetição das cenas bárbaras de detentos celebrando decapitações de rivais é a confirmação de que os mesmos problemas se repetem ano a ano sem que se vislumbrem soluções para eles.
Um dos massacres de 2017 aconteceu na penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, que terminou com 26 mortos. A guerra entre as facções criminosas dentro do presídio transbordou para as ruas de Natal, com ataques a ônibus e veículos oficiais. Um quadro semelhante de anomia se verificou nos últimos dias do ano, depois que os policiais militares e civis entraram em greve por falta de pagamento de salários pelo governo estadual. Em seguida à paralisação, houve uma explosão de mortes violentas no estado – muitas delas, com características de execuções encomendadas. Uma situação parecida foi vivida pelos habitantes do Espírito Santo, em fevereiro, depois de uma greve policial por questões salariais. Tanto no caso capixaba como no potiguar, a solução emergencial foi a convocação das Forças Armadas para suprir a ausência das forças policiais nas ruas.
Foi a terceira vez, em menos de dois anos, que o Rio Grande do Norte recorre às tropas federais para manter a ordem pública. Como em outros estados para onde houve envio de tropas federais, o socorro de Exército, Marinha e Aeronáutica forneceu um alívio temporário. Tal paliativo está longe de representar uma solução duradoura para a falência do sistema de segurança pública. Os militares não têm vocação nem treinamento para combater a delinquência. Expô-los ao confronto com os bandidos traz o risco da contaminação das Forças Armadas com os mesmos males da corrupção e da infiltração criminosa que acometem muitas polícias estaduais.
Para evitar a sensação de que estamos vivendo a mesma cena, repetida ano a ano, é preciso investir em ações estruturantes de longo prazo, que exigem planejamento e perseverança em sua execução. Isso vale para o Rio Grande do Norte, que sintetiza muitos dos problemas nacionais, para os outros estados e para a União. Sem a liderança do governo federal, na coordenação de esforços integrados das diferentes instâncias do poder público, continuaremos a patinar.
Uma visão estratégica para a segurança pública existe hoje apenas nos discursos das autoridades. Em janeiro do ano passado, logo após a crise dos presídios, o Ministério da Justiça, então sob o comando de Alexandre de Moraes, lançou, às pressas, um ambicioso plano com novas diretrizes federais. Foi a quarta versão, desde 2001, de uma política nacional para a área. No mês seguinte, Moraes deixou o ministério rumo ao Supremo Tribunal Federal. Foi substituído por Osmar Serraglio, que ficou apenas dois meses no cargo. Hoje, o titular da Justiça é Torquato Jardim, e o destino do plano tem sido, até aqui, o mesmo de seus anteriores: a gaveta. Uma das metas do plano é a redução de 7,5% no número de homicídios dolosos no país. Ele previa um programa-piloto em Natal, que seria expandido para as outras capitais. O piloto foi implantado, mas, como se viu nos últimos dias no Rio Grande do Norte, não alcançou resultado algum. Sobrou improvisação, faltou planejamento, na repetição de um velho enredo que castiga o país.

REVISTA ISTO É


ET na Superlua


Publicado Em 05/01/2018 - 18h00

Um mistério no céu de Brasília foi parar na Nasa. Um garoto de treze anos mandou para agência americana fotos de um objeto não identificado que pairou por dois minutos sobre a sua casa no Distrito Federal. Quem viu o suposto óvni, na madrugada da terça-feira 2, foi a sua mãe, Lidianei Gomes Diniz. Ela olhava a Superlua quando avistou uma luz forte vindo em sua direção – e, à medida que se aproximava, tomava outra forma. “Me deu medo. Pensei que fosse um ET. O céu ficou vermelho”, diz Lidianei. Ela fotografou, e o filho encaminhou a imagem para o site da NASA. Imediatamente o astronauta Shane Kimbrough prometeu fazer contato.

PORTAL G-1


Missões em Marte, superfoguetes e mais do que ciência espacial prepara para 2018

Antes restrita a poucas potências, a exploração do espaço é cada vez mais internacional - diferentes países preparam missões para este ano.

Bbc Publicado Em 07/01/2018 - 07h40

Dos próximos capítulos da exploração comercial do espaço ao desenvolvimento de carros equipados com motores de foguete, 2018 promete ser um ano movimentado para a ciência espacial.
A BBC selecionou algumas das novidades preparadas pelo setor para este ano, que incluem o envio de novas missões a Marte e a Mercúrio, a exploração de asteroides e o início da construção dos superfoguetes do empresário Elon Musk.
Mundo em movimento
Antes restrita a poucas potências, a exploração do espaço é cada vez mais internacional - e diferentes países preparam missões para este ano. A primeira delas, prevista para março, será a Chandrayaan 2, a nova etapa do inovador projeto de exploração lunar que a Índia iniciou em 2008.
Enquanto a tecnologia da Chandrayaan 1 permitia apenas que a sonda orbitasse em volta do satélite, a Chandrayaan 2 será capaz de aterrissar e se locomover sobre a superfície da Lua.
O lançamento, a partir do centro espacial de Satish Dhawan, em Andhra Pradesh, no sul do país, será feito com a ajuda do veículo de lançamento de satélite geosíncrono (GSLV, na sigla em inglês), desenvolvido pela agência espacial indiana, a ISRO.
Já a Nasa, agência espacial americana, planeja ir novamente a Marte em maio, com a missão InSight. Desta vez, os americanos querem investigar o que há abaixo da superfície do Planeta Vermelho.
Na tentativa de reunir evidências que esclareçam como o astro foi formado, a sonda InSight será equipada com um sismógrafo - para medir os "Marsquakes", expressão em inglês para "terremotos de Marte" - e um sensor de calor.
Em julho, a sonda Hayabusa-2 deve chegar a seu destino, o asteroide 162173 Ryugu - um passo importante no esforço da Jaxa, agência espacial japonesa, de coletar material desses corpos rochosos e trazer para a Terra.
Sua antecessora, a Hayabusa, aterrissou no asteroide Itokawa em 2005. Após enfrentar alguns percalços - por uma série de falhas, chegou-se a questionar se a sonda conseguiria fazer o caminho de volta -, a missão retornou com uma quantidade pequena de amostras de material para análise de cientistas.
Os engenheiros da Jaxa fizeram uma série de melhorias na Hayabusa-2. A sonda fará pequenas aterrissagens no Ryugu, retirando uma quantidade maior de material da superfície que sua antecessora.
Mas o Japão não será o único país a visitar um asteroide neste ano. Lançado em 2016, o veículo espacial Osiris-Rex, da Nasa, deve chegar em agosto a 101955 Bennu, para também coletar amostras.
A agenda movimentada das missões espaciais também inclui uma empreitada conjunta da Europa e do Japão para explorar o planeta mais próximo do Sol: Mercúrio. Batizada de BepiColombo, a missão tem como objetivo ampliar e aprofundar o conhecimento sobre o planeta adquirido pela Messenger, sonda espacial não-tripulada da Nasa.
A BepiColombo lançará dois veículos espaciais reunidos em uma mesma estrutura, para realizar um mapeamento detalhado e investigar o campo magnético do planeta. Com isso, os cientistas esperam ajudar a esclarecer questões-chave, como por que Mercúrio possui quantidade elevada de ferro em seu núcleo e uma camada fina de rochas de silicato na superfície.
Exploração comercial do espaço
Este também será o ano em que a empresa aeroespacial do empresário Elon Musk, a SpaceX, lançará um dos foguetes mais potentes já construídos: o Falcon Heavy.
Em dezembro, Musk provocou seus seguidores no Twitter com fotos dos bastidores da montagem da estrutura no centro espacial John F. Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos. Seu sistema de propulsão conta com dois veículos Falcon 9, que estarão em volta da estrutura central do superfoguete.
O gigante de 70 metros conseguirá enviar 54 toneladas métricas de carga ao espaço - o dobro da capacidade do foguete mais potente hoje em atividade, o Delta IV Heavy.
Além disso, abrirá espaço para que a SpaceX avance no campo de lançamento de satélites e chegue mais perto da meta de ser a primeira empresa privada a enviar astronautas à órbita da Terra.
A companhia, contudo, não está sozinha nessa corrida. Empresas como a Boeing também têm projetos para enviar naves tripuladas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e, assim como a SpaceX, contam com apoio do governo americano.
Desde 2011, quando a Nasa aposentou seus ônibus espaciais, os Estados Unidos dependem da nave russa Soyuz, que faz viagens periódicas à estação, para chegar à ISS - fato que tem feito muitos profissionais do setor no país torcerem o nariz.
A Boeing e a SpaceX têm planos para testar seus respectivos sistemas de lançamento nos próximos anos - primeiramente com veículos não-tripulados e, na sequência, com astronautas.
Como a segunda etapa implica submeter um grupo de americanos a tecnologias completamente novas em pleno espaço sideral, nenhuma das empresas está disposta a arriscar demais - então é possível que haja atrasos no cronograma.
Mas, uma vez que os testes sejam bem-sucedidos, os dois sistemas poderão ser certificados pela agência espacial americana. E, partir daí, a SpaceX e a Boeing poderão começar a fechar contratos para transportar astronautas à agência espacial.
A Nasa também trabalha em seu próprio sistema de lançamento - a tão esperada cápsula Orion e o foguete SLS, que serão usados para enviar seres humanos além da órbita da Terra. Se tudo correr como planejado, a Orion poderia ser lançada em um teste não-tripulado em 2019 - e com astronautas, em 2021.
Velocidade máxima
E não é só a ciência espacial que deve apresentar suas supermáquinas neste ano. Após vários atrasos, o carro supersônico britânico Bloodhound deve chegar mais perto de quebrar o recorde de velocidade de um veículo em terra. A meta é atingir 1.000 milhas por hora (aproximadamente 1.600 km/h).
Com um foguete acoplado ao motor de um caça do tipo Eurofighter-Typhoon, o carro já desfilou em 2017 pela pista do aeroporto de Newquay, na Cornualha, sudoeste da Inglaterra, em um teste de "baixa velocidade" - a meras 200 milhas por hora (320km/h).
Em outubro, o Bloodhound viaja para a África do Sul, com o objetivo de tentar ultrapassar o limite de 500 milhas por hora (800km/h), em meio às salinas de Hakskeen, no deserto do Kalahari.
A marca ainda é inferior ao atual recorde, de 763 milhas por hora (1.228 km/h), mas será importante para que os engenheiros envolvidos no projeto coletem as informações que permitirão ao veículo atingir velocidades ainda mais altas em 2019 e 2020.

Para fugir do trânsito, helicóptero é opção luxuosa para turista viajar para Ilhabela

Para fugir do congestionamento, frequente no embarque da balsa no verão, turistas investem em voos para visitar o arquipélago. Preço saindo da capital varia de R$ 800 a R$ 15 mil

Camilla Motta Publicado Em 07/01/2018 - 09h01

Com belas praias e paisagens, Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, é um destino disputado pelos turistas no verão. Para fugir do congestionamento na estrada, e frequente no embarque da balsa no temporada, paulistanos que têm um dinheiro extra investem no aluguel de um helicóptero para visitar o arquipélago.
O único heliponto da ilha costuma ter um aumento de 30% nos pousos durante a temporada de verão. No restante do ano, o espaço recebe, em média, 50 helicópteros.
Os voos em helicópteros são cotados em horas ou fração de horas. A viagem de São Paulo para Ilhabela demora em torno de 45 minutos e as locadoras de helicóptero sempre cobram o preço da ida e da volta do veículo.
Em média, o preço da viagem saindo de São Paulo custa a partir de R$ 800 e pode chegar a R$ 15 mil, dependendo da empresa e da quantidade de passageiros transportados.
“O público que mais contrata é de turistas que têm mais condição financeira e não quer pegar trânsito. Mas também tem quem não tem tanta condição, mas quer realizar um sonho, presentear alguém numa data especial”, explicou o dono do heliponto, Jorge Maroum.
Na Icon Aviation, uma empresa de São Paulo que realiza esse tipo de transporte, é possível sentir um aumento na procura de transfer para o litoral norte. De dezembro até o dia 14 de janeiro, eles têm programados 45 voos para Ilhabela – sendo 20 transfers (fretado de embarque coletivo) e 25 exclusivos. A expectativa é que número aumente até o carnaval.
“Sentimos que o que mais acontece nessa época é a migração dos voos comerciais para os de lazer. Por isso, o voo para Ilhabela chega a aumentar até 90% nessa época, mas comparado com a procura da última temporada, também estamos notando maior procura”, disse o presidente Décio Galvão.
As aeronaves cabem de seis a dez passageiros e além do voo fechado. Segundo eles, muitos famosos optam pelo conforto desses voos.

Defesa Civil de Angra entra em estado de alerta máximo por conta da chuva

Bairros mais críticos são Areal e Monsuaba, com grande volume de chuva acumulado.

Rianne Netto Publicado Em 07/01/2018 - 16h07

Por conta da chuva constante que atingiu a Costa Verde — e outras cidades do Sul do Estado — a Defesa Civil de Angra dos Reis, RJ, decretou estado de alerta máximo na tarde deste domingo (7). Os bairros considerados mais críticos, segundo os agentes, são Areal — que registrou 202 milímetros de chuva em um acumulado de 96 horas — e Monsuaba, onde já choveu 190 milimetros.
A preocupação dos agentes é com o risco de deslizamento de terra nesses locais, por conta do solo encharcado. Durante a manhã foram registrados deslizamentos em pelo menos em cinco pontos da cidade: Morro do Abel, bairro do Bonfim, Estrada Angra Getulândia, bairro Vila Velha e bairro Retiro, onde parte de uma residência foi atingida.
Em alguns bairros, o índice pluviométrico é considerado alto. Um deles é o Ponta Leste, onde foram registrados 103 mm de chuva nas últimas 24h. Os moradores foram orientados pela Defesa Civil a deixarem suas casas nesta manhã por conta do risco de deslizamento ou alagamento, em decorrência da chuva. O alerta foi compartilhado através de SMS da Defesa Civil enviado aos moradores, por volta de 7h.
Nos outros bairros, os moradores ainda não foram orientados a saírem de casa, mas já foram avisados, também via SMS, a ficarem atentos às mensagens da Defesa Civil.
No Morro do Santo Antônio, uma rocha se desprendeu durante a madrugada e impediu a passagem dos moradores. O Diego Duarte fez o registro e enviou uma foto para o WhatsApp da TV Rio Sul.
Risco também em Volta Redonda
No bairro Retiro, a Defesa Civil interditou parte de uma casa em que o muro apresentava risco de desabamento. No Santo Agostinho, uma residência precisou ser totalmente interditada pelo órgão.
Os agentes estão trabalhando em estado de alerta. A previsão é de que o volume de chuva chegue aos 55 milímetros neste domingo em Volta Redonda.

Suspeito de atirar contra militares durante operação no AM é morto em troca de tiros com Exército

Confronto ocorreu no Rio Japurá, nas proximidades de Tabatinga. Outros suspeitos seguem foragidos.

G1 Am Publicado 07/01/2018 - 21h25

Um suspeito de integrar o grupo de traficantes que atirou e feriu cinco militares, durante uma operação na região de fronteira do Amazonas na sexta-feira (5), foi morto em uma troca de tiros com o Exército. O confronto ocorreu em uma das margens do Rio Japurá, nas proximidades de Tabatinga, a 1.110 km de Manaus.
O caso ocorreu na tarde de sábado (6), durante buscas pelos suspeitos, perto ao pelotão especial de fronteira de Vila Bittencourt.
O suspeito estava perto do rio e teria recebido o grupamento militar a tiros. Os militares revidaram e atingiram o homem, que morreu no local.
O Comando Militar da Amazônia (CMA) deu início a um procedimento investigatório para apurar as circunstâncias do confronto.
Outros suspeitos de atirarem contra a embarcação do Exército durante a operação na fronteira com a Colômbia ainda estão foragidos.
Ententa o caso
O 8° Batalhão de Infantaria de Selva do Exército apreendeu 1.200 kg de skank em uma embarcação na calha do rio Japurá, no Amazonas. Houve troca de tiros com suspeitos e militares foram feridos.
As equipes realizaram a interceptação de uma embarcação colombiana que estava descendo o rio. Os traficantes atiraram contra a embarcação do Exército para tentar evitar uma abordagem.
Na sequência, a embarcação colombiana foi encontrada abandonada, com a carga de drogas.
Ao todo, cinco militares foram feridos. Dois deles foram levados para uma unidade de saúde de Tabatinga, onde foram hospitalizados e não correm risco de morte.

PORTAL BBC


A fábrica argentina que projetou alguns dos mais modernos aviões de guerra do mundo - e hoje está na berlinda

Há mais de 50 anos, FAdeA estava à frente de um experimento ambicioso para entrar nas grandes ligas da aeronáutica; atualmente, há rumores de que pode ser fechada.

Luis Fajardo - Bbc Mundo Publicado Em 07/01/2018

As intervenções da América Latina no mundo da indústria aeronáutica têm sido escassas e nem sempre afortunadas.
A indústria brasileira, com a Embraer, é o grande exemplo de uma empresa latino-americana que fabrica aeronaves de alta tecnologia que atraem os mercados mundiais, desde os jatos leves de passageiros até o avião de combate Tucano. Atualmente, a Embraer negocia uma possível fusão com a Boeing, o que poderia resultar em uma gigante global da aviação.
Mas há mais de meio século, outra empresa latino-americana estava à frente de um experimento ambicioso para entrar nas grandes ligas da aeronáutica.
Era a Fábrica Argentina de Aviões (FAdeA), empresa fundada em 1927 na cidade de Córdoba e financiada pelo Estado, que chegou a ter alguns dos projetos mais sofisticados do planeta, mas nunca decolou completamente e seguiu um relativo declínio que, de acordo com seus críticos, continua até hoje.
A era de ouro da FAdeA foi em 1945. A Segunda Guerra Mundial tinha acabado de terminar e dezenas de engenheiros que haviam servido à máquina de guerra nazista enfrentaram a perspectiva de uma nação destruída, sem indústria e, no pior dos cenários, um tribunal acusando-os de cumplicidade com a causa de Hitler.
Por isso, muitos partiram. Todas as grandes potências os queriam.
Os Estados Unidos, por exemplo, recrutaram Werner Von Braun, pai dos mísseis nazistas e o grande cientista por trás dos foguetes da Nasa (agência espacial americana), que eventualmente levaram o homem à Lua.
O pedido de Perón
A Argentina acabou sendo favorecida porque seus líderes haviam demonstrado simpatia pelo Eixo durante a Segunda Guerra, disse à BBC Mundo Santiago Rivas, especialista em história da aeronáutica argentina.
"Um dos primeiros foi Emil Dewoitine, um francês que trabalhou para os alemães durante a ocupação da França e, por isso, foi perseguido. Ele fugiu para cá e foi o primeiro a desenvolver um jato na América Latina, o Pulqui 1" , lembra Rivas.
Pouco tempo depois, chegou à Argentina Kurt Tank, uma das estrelas do projeto aeronáutico mundial, que esteve por trás de vários dos principais aviões do grupo militar nazista.
A Argentina o recebeu e encomendou grandes projetos, como era esperado de um país cuja riqueza, naquela época, superava a de muitas nações europeias.
"(O então presidente argentino Juan Domingo) Perón pediu a Tank que projetasse uma aeronave de combate supersônica", diz Rivas.
Um esforço a que Estados Unidos estavam dedicados, mas contra o qual a fábrica argentina poderia competir, armada com os projetos de vanguarda vindos da Alemanha.
"Aqui nasceu o modelo conhecido como Pulqui 2, que voou em 1951. Nunca atingiu a velocidade do som, mas a 1.100 km/h alcançava o mesmo que um russo Mig-15 ou um Sabre americano F-86, o mais moderno do mundo na época. Na verdade, tanto o Mig 15 quanto o Saber tiveram algumas ideias tiradas do Tank", explica Rivas.
A política
Mas o passo seguinte, a construção em massa desses modelos argentinos, nunca aconteceu. De acordo com alguns relatos da época, os alemães reclamavam que a infraestrutura industrial que tinham na Argentina era precária.
E, acima de tudo, a política interferiu.
Perón, um grande promotor do projeto, foi derrubado em 1955. Os financiamentos começaram a ficar escassos. Vários dos protótipos se envolveram em acidentes.
O Pulqui 2 estava pronto para produção em 1959. "Mas o que era um modelo novo já estava começando a envelhecer em comparação com as alternativas disponíveis", diz Rivas. "Foi um projeto que durou dez anos de desenvolvimento quando a tecnologia avançava muito rápido. Quando nasceu, já competia com o Saber 86 ou o Mig-15, mas em 1959 ele compete com os supersônicos", ressalta o especialista.
No final dos anos 1950, a Força Aérea argentina decidiu comprar um avião americano em vez do Pulqui. Algum tempo antes, Tank tinha levado seus projetos à Índia, onde conseguiu fabricar um avião em série.
Vaivém
A empresa FAdeA continuou sujeita ao vaivém político da história argentina. Eventualmente, alguns modelos menos ambiciosos foram produzidos, como o Pucará, um avião de turboélice que foi usado brevemente na guerra das Malvinas.
Na década de 1990, durante o governo de Carlos Menem, a fábrica foi privatizada para se tornar um centro de serviços da americana Lockheed.
Mas na década seguinte, quando Cristina Kirchner chegou ao poder, ela foi renacionalizada em 2009 e virou alvo de ambiciosos projetos- que, para Rivas, nunca tiveram base na realidade orçamentária da empresa.
Dizia-se que muitos ativistas políticos haviam sido contratados pela empresa, enquanto projetos para a produção de 40 aviões Pampa a jato, destinados às Forças Armadas argentinas, não saíram do papel.
Sob o atual governo de Mauricio Macri, as autoridades dizem que estão focadas em melhorar a situação financeira da empresa, reduzindo o grande déficit que enfrenta.
Mas algumas semanas atrás, alguns veículos de comunicação argentinos relataram planos para suspender permanentemente a fabricação de aeronaves na planta, dado o fraco desempenho comercial do Pampa.
Ambições
Debatia-se, de acordo com esses relatos, converter a fábrica e sua pista em um terminal para companhias aéreas de baixo custo. A FAdeA nega que esses planos existam.
Sebastián Ugarte, diretor de Relações Institucionais da empresa, diz à BBC Mundo que "a FAdeA não está considerando acabar com sua linha de produção de aeronaves" e insiste que "o Pampa 3 é um avião com alto potencial de mercado, por conta de suas características técnicas, versatilidade, preço e pela demanda internacional por aviões deste tipo".
Ele afirma que, neste momento, a FAdeA está trabalhando para entregar três dessas aeronaves para a Força Aérea da Argentina.
Algumas peças também estão sendo produzidas para o avião de carga KC-390, produzido pela brasileira Embraer.
Ambições bastante reduzidas em comparação às de uma empresa que, em algum momento, viu-se na vanguarda da tecnologia aeronáutica, mas sem nunca se transformar na potência industrial e militar com o qual os líderes argentinos da época sonhavam.

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Em 2017, 245 pessoas ganharam vida nova e MS `exportou` 183 órgãos

Ano terminou com saldo `mais que positivo`, afirma a Claire Miozzo, a coordenadora da Central Estadual de Transplantes

Anahi Zurutuza Publicado Em 07/01/2018 - 07h55

Em 2017, 245 pessoas passaram por transplantes em Mato Grosso do Sul – 56% a mais que em 2016, quando foram feitas 157 cirurgias do tipo. No ano passado, o Estado também enviou 183 órgãos salvar vidas no restante do país.
O saldo é considerado mais que positivo pela coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo. “Tanto é que fizemos uma captação inédita no HU [Hospital Universitário de Campo Grande]”.
Ela explica que um conjunto de fatores contribuiu para o aumento no número. Um das principais mudanças foi a transferência da OPO (Organização de Procura de Órgão) do Hospital Regional para a Santa Casa.
“A OPO funciona como uma extensão da central de transplantes”, explica Claire. Trata-se de uma comissão formada por funcionários do hospital – médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, assistente social e psicólogo – que trabalham à procura de potenciais doadores e também fazem o trabalho de acolhimento da família, antes da autorização para a doação.
É a OPO que aciona a central, responsável por ir atrás do receptor compatível e viabilizado o transplante ou por informar a central nacional sobre a existência do doador. “Depois que fecha o diagnóstico [de morte cerebral] a família que optou pela doação assina um termo e aí damos início ao processo captação. O que não for utilizar aqui vai para outros Estados”, detalha Claire.
O transporte de órgãos, dentro e fora do Estado, também foi facilitado. “Conseguimos um avião do governo para captar órgãos em Três Lagoas, por exemplo”. A coordenadora da central lembra que também o Corpo de Bombeiros têm ajudado no transporte até os aeroportos, disponibilizando batedores, além dos aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) que pode ser acionados.
Imagem
Balanço – Dos 245 transplantes feitos no Estado, 222 foram de córnea, 17 de rim e 3 de ossos. Já dentre os órgãos enviados para fora de Mato Grosso do Sul estão 4 corações, 26 fígados, 65 rins, 84 córneas, 1 pâncreas e 3 pulmões.
Fila – Apesar do saldo positivo, no Estado, 59 esperam por um transplante de córnea e 45 de rim. “Ainda temos muito que trabalhar e as famílias se conscientizarem sobre a importância da doação”.
Em matéria publicada pelo Campo Grande News em abril deste ano, o médico Oswaldo Gomes Junior, do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo (SP), que veio a Campo Grande para fazer a captação de pulmões, comentou que a chance de uma pessoa ou familiares dela precisarem de uma doação do que se tornar um doador.
“Mais de 70% das pessoas não discutem a doação em casa e quem autoriza é a família, por isso é importante falar sobre o assunto. Estatisticamente, é cinco vezes mais provável depender de um transplante do que se tornar um doador”, afirmou.

OUTRAS MÍDIAS


METRÓPOLES (DF) - Investigadores não encontraram sinais de sabotagem em avião de Teori

De acordo com informações divulgadas pelo Fantástico, neste domingo (7/1), não foram encontrados elementos que indicassem explosão interna

Publicado Em 07/01/2018 - 22h09

Quase um ano após o acidente que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não encontraram vestígios de sabotagem na aeronave que caiu no mar de Paraty (RJ). A informação foi divulgada no Fantástico deste domingo (7/1).
De acordo com reportagem, as investigações não detectaram sinais de explosivos, produtos químicos ou de que tenha ocorrido um incêndio interno. Indícios de deformação na fuselagem, que poderiam indicar explosão, também não foram achados.
Por Teori, à época, ser o relator da Operação Lava Jato no Supremo, o acidente e suas circunstâncias foram recebidas com ceticismo e suspeita. O filho do ministro, Francisco, chegou a postar nas redes sociais que a família já vinha, há tempos, recebendo ameaças e injúrias.

ACHE CONCURSOS (SP) - Concursos abertos: 30 órgãos abrem 2 mil vagas nesta segunda-feira, 8 de janeiro

Pelo menos 30 novas seleções estão abrindo inscrições para 1.923 vagas no começo desta semana. Destaque para os certames da Aeronáutica, Aged do Maranhão, TJ de Alagoas e na Defensoria Pública do Amapá. Os salários chegam a R$ 15.762,38.

Tamiris Soares Publicado Em 07/01/2018 - 20h25

A segunda-feira chega com a abertura de inscrições em 30 novos concursos e processos seletivos pelo país. São 1.923 novas vagas abertas nos estados de Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Amapá. Os salários chegam a R$ 15.762,38 na Prefeitura de Nova União, Minas Gerais.
Destacam-se os certames da Aeronáutica, da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA), do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ-AL), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Prefeitura de Nova Cruz-RN e da Defensoria Pública do Estado do Amapá (DPE-AP). Veja as novas seleções de 8 de janeiro:
Aeronáutica
São 183 vagas de nível médio para o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento da Aeronáutica do ano de 2019. Candidatos de ambos os sexos, com idade entre 17 e 25 anos, podem se inscrever para as especialidades de Eletrônica, Administração, Enfermagem, Eletricidade, Informática, Laboratório, Obras, Pavimentação, Radiologia e Topografia. Após a conclusão do estágio com aproveitamento, o aluno será promovido à graduação de 3º Sargento, com remuneração inicial de R$ 3.584,00 de acordo com a tabela de remuneração dos militares.
As inscrições vão até as 15 horas de 6 de fevereiro, com taxa fixada em R$ 60,00, pelo site www.fab.mil.br/eear e ingresso.eear.aer.mil.br. As provas escritas acontecem em 22 de abril e outras etapas incluem inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação de condicionamento físico, prova prática da especialidade e validação documental.

DIARINHO (SC) - Piloto de ultraleve cai na mata do Sertão


Alberto Gregório Barros, 60 anos, morador de Balneário Camboriú, foi resgatado no início da tarde de sábado depois de cair de um ultraleve modelo Trike numa região de floresta, no Sertão do Trombudo, em Itapema. O acidente aconteceu pela manhã.
O local, de difícil acesso, prejudicou as buscas, que mobilizaram os bombeiros de Itapema, Balneário e o helicóptero Arcanjo, do Samu, além de outras duas aeronaves.
Alberto chegou a pedir socorro pelo WhatsApp para um irmão, que foi quem chamou os socorristas. Após mais de duas horas de buscas, o helicóptero encontrou a vítima em um grotão perto do topo do Morro do Bicudo.
Para chegar até o homem, a equipe de resgate fez uma manobra de rapel do helicóptero até o chão. O piloto foi levado pela aeronave até a pista de ultraleves do Sertão do Trombudo, de onde tinha decolado. Depois foi encaminhado pelo Arcanjo ao hospital Ruth Cardoso, em Balneário. O piloto sofreu uma fratura na perna, além de diversos machucados pelo corpo.
Os socorristas relataram que ele não conseguiu mandar a localização exata onde sofreu a queda após mandar a mensagem por WhatsApp. Familiares e os bombeiros tentaram fazer contato pelo celular, mas o piloto não conseguia responder mais. A partir daí, foi iniciada a operação de busca por terra e pelo ar.
A queda foi meia hora depois da decolagem. Ao cair, o ultraleve ainda bateu contra uma árvore. Um filho disse à imprensa que Alberto era habilitado e experiente, com mais de 10 anos de voo. Foi a quinta fez que ele se envolveu em um acidente com o aviãozinho. O aparelho é um modelo básico de ultraleve, conhecido como ultraleve pendular, equipado com motor na parte de trás do assento e com uma espécie de asa delta na parte superior.



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