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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 26/09/2017 / Coreia do Norte fala em guerra e ameaça aviões dos Estados Unidos



Coreia do Norte fala em guerra e ameaça aviões dos Estados Unidos ...  


Para a ditadura, tuítes de Trump são declaração de conflito; Casa Branca pode ter bombardeiros na mira de mísseis. Regime de Kim Jong-un tem desenvolvido projéteis que podem fazer estragos em um raio de 150 km ...  


Igor Gielow ...  



Dois dias depois de os EUA terem operado bombardeiros no ponto mais próximo da costa norte-coreana neste século, Pyongyang anunciou que poderá derrubar aviões hostis mesmo que estejam fora de seu espaço aéreo.

“Todo o mundo deve lembrar claramente que foram os EUA que primeiro declararam guerra contra o nosso país”, disse o chanceler RiYong-ho, citando tuítes agressivos do presidente Donald Trump contra o regime do ditador comunista Kim Jong-un.

Washington chamou a acusação de “absurda”. “Nós não declaramos guerra à Coreia do Norte”, disse Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca. O chanceler norte-coreano está nos EUA para a Assembleia-Geral da ONU.

O sobrevoo de bombardeiros B-1B Lancer, oriundos da ilha americana de Guam, ocorreu no sábado (23), com escolta de caças americanos F-15 baseados no Japão.

O local exato da ação não foi divulgado, mas os EUA dizem que ocorreram em espaço aéreo internacional. “Nós temos o direito de voar, navegar e operar em todos os lugares onde é legalmente permitido”, disse o porta-voz do Pentágono, Robert Manning.

DEFESA AÉREA
O conceito é algo vago. Cerca de 20 países do mundo delimitam Zonas de Identificação de Defesa Aérea fora de suas fronteiras. Ali, o país se reserva o direito de agir contra aviões que considere hostis, mas isso não é regido por convenções internacionais.

A Coreia do Norte tem uma, mas seus limites são incertos. Ela fica espremida entre as zonas oficiais japonesa, que corre entre 200 km e 300 km da costa norte-coreana, e a sul-coreana, que é uma linha horizontal acompanhando a fronteira mar adentro.

A zona não deve ser confundida com a FIR (Região de Informação de Voo, na sigla inglesa) de Pyongyang, maior e de formato mais irregular.

Nesta, o regime controla o tráfego aéreo civil, em acordo com normas internacionais, mas a maioria das empresas aéreas a evitam por causa de eventuais mísseis.

Os EUA podem considerar espaço aéreo internacional qualquer coisa que não esteja sobre o território da Coreia do Norte. Neste caso, a ameaça dos norte-coreanos pode ser levada a sério.

Embora detenha uma constelação de antigos mísseis de defesa antiaérea de desenho soviético e chinês, nos últimos sete anos Kim tem desenvolvido localmente o modelo Pongae-5, ou KN-06.

Ele é uma versão nacionalizada do venerando S-300 russo, que talvez não tenha as capacidades dos mais modernos modelos de Moscou, mas que poderia fazer um estrago sensível num raio de aproximadamente 150 km.

Tudo depende do tipo de míssil a ser usado no lançador, que é móvel e mais difícil de ser localizado para um ataque preventivo. Não se sabe quantas unidades estão à disposição do país. O Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, de Londres, conta 38 unidades do lançador soviético S-200, com alcance de até 180 km, mas com tecnologia dos anos 1960.

Para a defesa sobre o território, a situação norte-coreana não é melhor: são 180S-75, mais 133S-125 e vários modelos de lançamento portátil. Há cerca de 11 mil peças de artilharia antiaérea, de baixa eficácia.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Rocinha amanhece com escolas fechadas e nenhum registro de tiroteio


A madrugada desta segunda-feira (25) foi sem tiros na Rocinha, favela em São Conrado, na zona sul do Rio, que entrou no quarto dia de operações policiais em conjunto com as Forças Armadas.
As nove escolas da região, no entanto, não abriram as portas e 3.344 alunos ficaram sem aula. O objetivo é evitar que crianças fiquem na linha de tiro caso os confrontos recomecem.
Militares fazem o patrulhamento nos acessos do morro, numa espécie de cerco, enquanto policiais fazem incursões na parte alta da favela em busca de traficantes dos bandos que entraram em guerra na semana passada. Há a suspeita que parte do bando de Rogério Avelino, o Rogério 157, estaria na mata ou escondido em casas no alto da favela.
A sensação na comunidade é de que a qualquer momento o conflito pode eclodir novamente. A polícia busca homens, armas e drogas da facção ADA (Amigos dos Amigos), que rachou dando início ao conflito no domingo (17).
Escolas particulares como a Escola Americana e a Escola Parque, de classe média alta, também suspenderam aulas nesta segunda. As unidades ficam na Gávea, bairro da zona sul que fica do lado oposto da encosta onde fica a favela.
Na sexta-feira (22) e no sábado (23), a polícia entrou em confronto com criminosos que tentavam escapar do cerco pela mata no topo da favela, que dá acesso à estrada da Gávea, local próximo às escolas.
Parte dos traficantes tentou fugir pela Floresta da Tijuca, que circunda a Rocinha e dá acesso a bairros da zona sul e zona norte. No sábado, por exemplo, houve troca de tiros no Alto da Boa Vista e também em regiões da Tijuca, zona norte, próximas às saídas da floresta.
Os últimos tiros registrados na Rocinha ocorreram na tarde deste domingo. Desde então, não há registro de confrontos.
O balanço de uma semana de operação tem sete mortos, 16 prisões e 2 detenções de menores. Foram apreendidos 22 fuzis, oito granadas, duas bombas de fabricação caseira, duas pistolas, 84 carregadores e 2.151 munições. Ainda não foram encontradas quantidades significativas de drogas.

Moradores "refugiados" retornam à Rocinha após final de semana tenso

O conflito na Rocinha, no Rio de Janeiro, fez moradores da favela saírem das suas casas para se refugiar em outros pontos da cidade, além de mudar a rotina de cariocas em diferentes bairros.

Marina Estarque

Nesta segunda-feira (25), após uma madrugada sem confrontos, moradores da comunidade começaram a retornar para suas casas, mas ainda apreensivos. Na sexta-feira (22), uma intensa troca de tiros provocou pânico na cidade e culminou com o cerco do Exército à favela.
A maranhense A.P., 21, que prefere não revelar seu nome com medo de represálias, ficou mais de uma semana com o marido e os dois filhos na casa de uma amiga, na parte baixa da Rocinha, perto da estação de metrô São Conrado.
"A gente mora na mata, no alto. Não dava para subir pelo toque de recolher e ficamos com medo. Estamos voltando para casa só hoje. Enquanto a polícia estiver aqui, não tem tranquilidade, porque o confronto pode acontecer de novo a qualquer momento", diz.
Receosa, A.P. olhava frequentemente para os lados ao dar a entrevista. "Aqui é um mundo totalmente diferente do resto lá fora, fico preocupada até de estar falando com você aqui na rua."
Funcionária de uma loja, ela diz que conseguiu chegar ao trabalho, já que estava perto do metrô. A filha, de seis anos, mesmo estudando em bairro próximo, o Leblon, não conseguiu ir para a aula. "O ônibus escolar não rodou porque eles ficaram com medo."
A ascensorista Cinthia Oliveira de Sousa, 26, também retornou para a Rocinha. Ela ficou na casa da mãe, na comunidade Gardênia Azul, em Jacarepaguá, entre sexta e domingo. "Meu marido precisou ficar na Rocinha, ficamos separados no fim de semana. Então ontem decidi voltar, mas o clima está muito pesado. A qualquer hora pode ter tiroteio de novo."
A cozinheira Ivonete Silva, 66, se refugiou com o neto em um apartamento em Bangu, na zona oeste, na sexta-feira passada. Os dois voltaram para a Rocinha nesta segunda. "Meu neto tem só 16 anos, fiquei preocupada com ele. Toda hora tinha tiroteio e tem muita polícia e Exército aqui."
LOCAL DE PASSAGEM
O conflito também afetou a rotina de moradores de outros bairros do Rio, uma vez que a Rocinha fica em uma região de passagem, no caminho entre as zona sul e oeste. A bancária Maria Clara Maximiano, 20, deixou o carro em casa, na Barra da Tijuca (oeste), e passou a usar o metrô para chegar ao trabalho, em Ipanema (sul).
"É mais seguro. E, nos últimos dias, tantas ruas e acessos foram fechados que o trânsito ficou horrível. Então de metrô também é mais rápido. No banco muitas pessoas chegaram atrasadas. Mesmo quem não mora na Rocinha é afetado, porque é caminho para todo mundo."
A médica Fabiana Polinelli, 32, precisa fazer o mesmo trajeto de Maria Clara diariamente, mas no sentido oposto. Ela trabalha na Barra e mora no Leblon, na zona sul. Na última sexta-feira, ao sair do plantão, pediu que o marido pegasse o metrô e fosse encontrá-la no hospital.
A médica cita a experiência do marido com esse tipo de situação, uma rotina em um Estado em grave crise financeira e de segurança pública.
"Eu estava de carro, mas estava com medo de passar sozinha pela região da Rocinha. Ele trabalha em São João de Meriti [na Baixada Fluminense] e pega a linha vermelha todo dia, que é muito tensa. Então ele sabe dirigir na contramão, se tiver tiroteio e precisar voltar. Ele já passou por isso várias vezes", explica.
RESTAURANTES VAZIOS
Dona de dois restaurantes na zona sul, um no Leblon e outro em Copacabana, Carolina Caldas, 60, decidiu ficar em casa na última sexta-feira. Moradora de uma área nobre de São Conrado, a cinco minutos da favela, a empresária está habituada a ouvir do seu apartamento os tiroteios na Rocinha. "Acho terrível dizer isso, mas eu me acostumei, durmo mesmo com o barulho. Só que nos últimos dias foi muito pior, os tiroteios foram muito intensos e fecharam várias ruas", disse ela.
De folga na última sexta-feira, Carolina cancelou todas as outras atividades programadas para o dia: um exame de saúde, a caminhada habitual, as compras no supermercado. Nos restaurantes, remanejou as equipes para que os funcionários da Rocinha pudessem voltar mais cedo. Os clientes também preferiram ficar em casa. "Na sexta-feira o Leblon estava vazio. Acho que tivemos só metade do movimento normal", conta.
Nos dias seguintes, Carolina tentou retomar a rotina. "Não dá para ficar refém do medo, a vida segue."

Coreia do Norte fala em guerra e ameaça aviões dos Estados Unidos

Para ditadura, tuítes de Trump são declaração de conflito; Casa Branca pode ter bombardeiros na mira de mísseis. Regime de Kim Jong-un tem desenvolvido projéteis que podem fazer estragos em um raio de 150 km

Igor Gielow

Dois dias depois de os EUA terem operado bombardeiros no ponto mais próximo da costa norte-coreana neste século, Pyongyang anunciou que poderá derrubar aviões hostis mesmo que estejam fora de seu espaço aéreo.
“Todo o mundo deve lembrar claramente que foram os EUA que primeiro declararam guerra contra o nosso país”, disse o chanceler RiYong-ho, citando tuítes agressivos do presidente Donald Trump contra o regime do ditador comunista Kim Jong-un.
Washington chamou a acusação de “absurda”. “Nós não declaramos guerra à Coreia do Norte”, disse Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca. O chanceler norte-coreano está nos EUA para a Assembleia-Geral da ONU.
O sobrevoo de bombardeiros B-1B Lancer, oriundos da ilha americana de Guam, ocorreu no sábado (23), com escolta de caças americanos F-15 baseados no Japão.
O local exato da ação não foi divulgado, mas os EUA dizem que ocorreram em espaço aéreo internacional. “Nós temos o direito de voar, navegar e operar em todos os lugares onde é legalmente permitido”, disse o porta-voz do Pentágono, Robert Manning.
DEFESA AÉREA
O conceito é algo vago. Cerca de 20 países do mundo de limitam Zonas de Identificação de Defesa Aérea fora de suas fronteiras. Ali, o país se reserva o direito de agir contra aviões que considere hostis, mas isso não é regido por convenções internacionais.
A Coreia do Norte tem uma, mas seus limites são incertos. Ela fica espremida entre as zonas oficiais japonesa, que corre entre 200 km e 300 km da costa norte-coreana, e a sul-coreana, que é uma linha horizontal acompanhando a fronteira mar adentro.
A zona não deve ser confundida com a FIR (Região de Informação de Voo, na sigla inglesa) de Pyongyang, maior e de formato mais irregular.
Nesta, o regime controla o tráfego aéreo civil, em acordo com normas internacionais, mas a maioria das empresas aéreas a evitam por causa de eventuais mísseis.
Os EUA podem considerar espaço aéreo internacional qualquer coisa que não esteja sobre o território da Coreia do Norte. Neste caso, a ameaça dos norte-coreanos pode ser levada a sério.
Embora detenha uma constelação de antigos mísseis de defesa antiaérea de desenho soviético e chinês, nos últimos sete anos Kim tem desenvolvido localmente o modelo Pongae-5, ou KN-06.
Ele é uma versão nacionalizada do venerando S-300 russo, que talvez não tenha as capacidades dos mais modernos modelos de Moscou, mas que poderia fazer um estrago sensível num raio de aproximadamente 150 km.
Tudo depende do tipo de míssil a ser usado no lançador, que é móvel e mais difícil de ser localizado para um ataque preventivo. Não se sabe quantas unidades estão à disposição do país. O Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, de Londres, conta 38 unidades do lançador soviético S-200, com alcance de até 180 km, mas com tecnologia dos anos 1960.
Para a defesa sobre o território, a situação norte-coreana não é melhor: são 180S-75, mais 133S-125 e vários modelos de lançamento portátil. Há cerca de 11 mil peças de artilharia antiaérea, de baixa eficácia.

TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Após quatro dias de cerco à Rocinha, chefe do tráfico continua foragido

Acessos da facela estão patrulhados, mas criminosos têm saído pela mata. Mais de cinco mil alunos de escolas públicas particulares estão sem aulas.

No Rio de Janeiro, o cerco à favela da Rocinha completou quatro dias. Milhares de alunos estão sem aulas e a polícia ainda tenta prender o chefe do tráfico, Rogério Avelino da Silva.
Soldados do Exército no alto da favela e nas principais entradas da comunidade. A presença maciça das tropas federais deveria dar uma sensação de segurança aos moradores. Mas, no quarto dia do cerco dos militares, muita gente ainda tem medo de falar da situação.
Mesmo com os riscos de tiroteio, um grupo de turistas estrangeiros visitou a favela nesta segunda-feira (25) à tarde. A alemã disse que não teve medo, mas também que não entendia muito bem o que estava acontecendo ali.
Apesar dos acessos da favela estarem patrulhados e das constantes revistas, bandidos têm saído da Rocinha. Forças especiais da polícia tentam localizar criminosos que estariam escondidos na mata. A ação tem o apoio de helicópteros da Força Aérea.
A fuga de traficantes também preocupa os bairros vizinhos. Escolas que ficam no alto da Gávea, na Zona Sul, não abriram nesta segunda. Mais de cinco mil alunos de escolas públicas e escolas particulares ficaram sem estudar.
“Agora eu vou ter que levar ele para o trabalho. É o que está acontecendo com a maioria das mães tendo que levar para o trabalho”, disse a mãe de um aluno Jaqueline Ferreira.
Muitos colégios já avisaram aos pais que nesta terça-feira (26) também não vai ter aula. “Nós não queremos arriscar de nenhuma maneira a vida dos nossos alunos, nossos funcionários e nossos professores também”, afirmou a diretora de escola Glória Fátima Nascimento.
De manhã, polícias entraram no Morro do Turano, na Zona Norte, que fica a mais de sete quilômetros de distância da Rocinha. Eles estavam atrás de bandidos que teriam fugido de lá e estariam escondidos na favela. Houve troca de tiros, mas ninguém foi ferido ou preso.
Na Rocinha, os traficantes também mostram o domínio sobre a comunidade ao impor regras. Muitos moradores têm relatado que estão proibidos de fazer vídeos ou fotos de dentro da favela.
Ameaçados, os moradores têm medo de ajudar a polícia. “É muito importante que a população contribua trazendo informações que só a comunidade tem. E informações que são valiosas para polícia que dão uma linha de trabalho para ela. O sigilo é garantido e a pessoa pode então tranquilamente trazer informações que ajudem à polícia”, afirma Zeca Borges, coordenador Disque-Denúncia.
Desde o início da operação, seis pessoas morreram, cinco ficaram feridas e nove foram presas em flagrante. A polícia apreendeu 14 fuzis e 25 granadas. Nesta segunda-feira (25), mais um suspeito foi preso.
O Ministério da Defesa diz que a movimentação das tropas acabou com os tiroteios entre traficastes rivais dentro da Rocinha. Mas ainda há troca de tiros entre policiais e bandidos como aconteceu nesta segunda-feira cedo. Não houve feridos.
A bandeira pendurada na sacada de um apartamento dentro da favela é mais um pedido silencioso do que esperam os moradores.

Ministério da Defesa promete propôr força-tarefa contra tráfico no Rio

Governo quer que a força-tarefa atue nos moldes da Lava Jato. Jungmann falou com Raquel Dodge sobre instalação de parlatórios.

O Ministério da Defesa prometeu apresentar ainda nesta semana a proposta de uma força-tarefa contra o tráfico no Rio.
O governo quer que a força-tarefa atue nos moldes da Lava Jato. Mas ainda falta combinar com a Procuradoria-Geral da República. Raquel Dodge está à espera da proposta. O ministério da Defesa quer atacar pontos de corrupção que facilitam o tráfico de drogas.
O ministro Raul Jugmann disse que incluirá o ministério da Justiça, a Polícia Federal e o gabinete de Segurança Institucional da Presidência no esforço e que o grupo vai trabalhar em coordenação com as forças que já atuam no Rio na repressão ao tráfico.
Na sexta-feira (22), depois de se reunir com a procuradora Raquel Dodge, Jungamnn disse que outro assunto discutido foi a instalação de parlatórios, quando o visitante fala com o preso por telefone, através de um vidro, nas penitenciárias, e citou os presídios federais.
Houve reação da Ordem dos Advogados do Brasil. O presidente, Cláudio Lamachia, disse que OAB é contra qualquer possibilidade de violação do sigilo da conversa entre advogado e cliente. Ele disse que o sigilo é a essência do estado democrático de direito, e que não há solução para o combate ao crime e à criminalidade fora da lei.
Em nota, o Ministério da Defesa disse nesta segunda-feira (25) que "o propósito é ampliar os controles de segurança contra ações do crime organizado” e que os parlatórios "serão utilizados com respeito ao livre exercício da advocacia e aos direitos individuais do detento”.
O ministro Raul Jungmann disse que se referia a todos os presídios, incluindo as cerca de 1.400 penitenciárias estaduais.
O Departamento Penitenciário Nacional informou que nos quatro presídios federais - em Porto Velho, Campo Grande, Mossoró e Catanduvas - já existem parlatórios e que todas as conversas de presos com advogados são gravadas em áudio e vídeo, e monitoradas.
A polícia do Rio diz que a invasão da Rocinha foi ordenada de dentro da cadeia por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem - que está no presídio federal de Porto Velho.
O Depen ainda investiga o caso de Nem. O departamento informou que ele não recebe visitas íntimas desde maio. Só conversou com advogados nos parlatórios e essas conversas foram gravadas em áudio e vídeo. O material já foi analisado e, segundo o Depen, não foi encontrado nada suspeito.
No entanto, Nem recebe visitas sociais de parentes. E, nessas visitas, é permitido o contato físico. Mas o Depen afirma que nesses momentos há sempre a presença de agentes penitenciários e o monitoramento por câmeras.

PORTAL UOL


Democracia é desafiada por crescimento de "posições totalitárias", diz Dodge


Felipe Amorim

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou nesta segunda-feira (25) que a democracia brasileira está sendo desafiada pelo fortalecimento de "posições totalitárias" e que é papel do Ministério Público aumentar a confiança das pessoas nas instituições.
"Estudos apontam que em todo mundo, e também no Brasil, a democracia está sendo desafiada pelo crescimento do número de apoiadores de posições totalitárias. Diminui a confiança nas instituições, apontam pesquisadores", disse.
A procuradora fez a afirmação em discurso na cerimônia de posse de conselheiros do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), órgão com atribuições administrativas e de fiscalização sobre promotores e procuradores de todo o país.
"O fortalecimento do Ministério Público, papel deste conselho, deve contribuir para aumentar a confiança na democracia e nas instituições de Justiça, como nos incumbiu a constituições repudiando quaisquer cogitações de retrocesso", acrescentou Dodge.
Raquel Dodge tomou posse no cargo na última segunda-feira (18), substituindo o ex-procurador-geral Rodrigo Janot.
A declaração de Dodge foi feita pouco mais de uma semana após o general do Exército Antonio Hamilton Mourão afirmar, em uma palestra, que uma "intervenção militar" poderia ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência aos casos de corrupção.
Após a declaração de Mourão ser revelada pela "Folha de S.Paulo", a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão divulgou uma nota pública afirmando que, de acordo com a Constituição Federal, as Forças Armadas agem subordinadas ao poder civil, dependendo sempre de decisão do presidente da República.
A Procuradoria dos Direitos do Cidadão afirmou ainda que a iniciativa para uma intervenção militar seria crime inafiançável e imprescritível. "Não há no ordenamento jurídico brasileiro hipótese de intervenção autônoma das Forças Armadas, em situação externa ou interna, independentemente de sua gravidade", diz a nota, divulgada na última quarta-feira (20).

REVISTA VEJA.COM


Coreia do Norte explode aviões e navios americanos em propaganda

Imprensa estatal norte-coreana divulgou vídeo que simula a destruição de caças e um porta-aviões dos Estados Unidos

Um dia antes de a Coreia do Norte afirmar, nesta segunda-feira, que as declarações recentes de Donald Trump equivalem a uma declaração de guerra contra o país asiático e ameaçar derrubar caças americanos, mesmo que estejam no espaço aéreo internacional, a imprensa estatal norte-coreana divulgou um vídeo em que aviões e navios de guerra americanos são destruídos por mísseis de Kim Jong-un.
Os efeitos especiais do vídeo, que tem cerca de um minuto de duração, são bastante rudimentares, mas a ameaça de Pyongyang com a propaganda é clara: se atacar a Coreia do Norte, os Estados Unidos serão “enviados ao túmulo”.
O vídeo apresenta o presidente americano Donald Trump como um “homem louco” e mostra, com explosões criadas por computador, mísseis Pukguksong 2, de médio alcance, destruírem um caça F35 Raptor e um bombardeiro Lancer. Em seguida, outra simulação mostra um míssil disparado de um submarino detonar o porta-aviões USS Carl Vinson.
A montagem foi divulgada no domingo pelo site de notícias estatal RPDC Today, apenas algumas horas depois que bombardeiros B-1B da Força Aérea dos Estados Unidos voaram próximos à Coreia do Norte, em uma demonstração de força. “Isso é o mais longe ao norte da zona desmilitarizada que já voaram um caça ou um bombardeiro dos Estados Unidos sobre a costa da Coreia do Norte no século XXI”, disse então a porta-voz do Pentágono, Dana W. White, em comunicado.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Cemitério de satélites se expande e companhias tentam pôr ordem no céu


Por Ivone Santana | De São Paulo

Depois de cumprir 13 anos de serviços, o satélite Amazonas 1, o primeiro da Hispamar, recebeu da Terra, no dia 19 de junho, a última missão: realizar sua própria "cerimônia fúnebre". O satélite deslocou-se da posição em que se encontrava, a 36 mil quilômetros da Terra, e subiu mais 300 km até chegar ao ponto de seu descanso final: a chamada órbita cemitério.
O Amazonas 1 viajou durante quatro dias até alcançar seu destino. De lá, transmitiu seus últimos dados para finalmente "morrer". Sem combustível nem bateria, foi desligado e se juntou a outros satélites inativos e milhares de objetos que gravitam o planeta.
Há várias organizações que se encarregam de monitorar objetos no espaço. A mais conhecida é a agência Space Command, da Força Aérea Americana, que rastreia o trajeto dos satélites. A agência fornece um serviço público, gratuito, sobre a localização de objetos que possam causar riscos à navegação.
Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), nos últimos 15 anos, entre metade e dois terços de todos os satélites que operam na órbita geoestacionária (GEO) foram encaminhados à órbita cemitério.
Na órbita GEO existem entre 350 e 400 satélites ativos, além de 1,5 mil objetos de grande proporção catalogados, que vão de satélites desativados a fragmentos de lixo espacial, de acordo com Mark Dickinson, vice-presidente de operações de satélites da Inmarsat e presidente da Space Date Association (SDA), uma organização privada sem fins lucrativos.

Mas existem cerca de 750 mil objetos entre 1 cm e 10 cm orbitando a Terra, e mais de 166 milhões de 1 mm a 1 cm. Em torno de 18 mil objetos já foram catalogados e são monitorados por sistemas de vigilância. Com velocidade de 40 mil quilômetros por hora, o impacto desses objetos errantes com os satélites em operação provoca explosões, com danos severos aos equipamentos, que são responsáveis por serviços relevantes no dia a dia como localização por GPS, comunicação, entretenimento, segurança, vigilância, meteorologia e estratégia militar.
Já houve também colisões entre os próprios satélites, como a registrada em 2009 entre o americano Iridium-33 e o russo Cosmos-2251, gerando milhares de fragmentos. Mas isso foi na órbita circular de baixa altitude (LEO, em inglês). De acordo com a agência europeia, cerca de 24% dos objetos catalogados são satélites (dos quais, menos de um terço está operando) e 18% são partes do foguete e itens relacionadas à missão.
Para tentar pôr ordem no caos, evitar que o lixo espacial continue a crescer descontroladamente e maximizar seus investimentos, organizações globais, operadoras e governos criaram regras de convivência no céu. A órbita cemitério, regulamentada em 2002, é uma dessas iniciativas.
A União Internacional das Telecomunicações (UIT) faz as recomendações para a retirada do satélite da órbita, estabelecendo os parâmetros. Os órgãos reguladores de cada país ou blocos econômicos endossam as medidas e podem até acrescentar exigências. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) orienta as operadoras com base nas regras da UTT.
Antes de ser criada uma regulamentação que abrangesse operadoras de todo o mundo, as empresas simplesmente abandonavam em órbita seus satélites que chegavam ao fim da vida, disse Luiz Otávio Vasconcelos Prates, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Sindisat). Há 15 satélites operacionais sobre o Brasil, segundo o Sindisat.

Nos últimos anos, centenas de satélites transformaram o céu num grande olho digital, o que levou as nações mais desenvolvidas a investirem em monitoramento dos objetos que estão gravitando.
Foi o interesse nesses incidentes espaciais que uniu três grandes operadoras globais de satélite - Inmarsat, Intelsat e SES - em 2009, resultando na criação da Space Data Association. As empresas decidiram também assumir o papel de monitoramento, prevenção e controle de colisões de equipamentos e objetos em órbita. Mais tarde, outra grande operadora, a Eutelsat juntou-se ao grupo. Hoje, a organização conta com 35 membros que representam 62% dos satélites em atividade, diz Dickinson.
Em 2010, a Analytical Graphics (AGI) conseguiu um contrato para projetar e operar o sistema de alerta da SDA, com o objetivo de reduzir riscos de colisões e interferência em frequências. A AGI fornece um software que define o padrão para analisar e visualizar os objetos no espaço e no tempo. Todos eles são identificados, catalogados e posicionados no mapa com a trajetória que seguem e em que ponto cruzarão com a órbita de um satélite.
Dados fornecidos pelo governo americano e outras instituições também são catalogados. As informações são transmitidas às operadoras, que manobram seus satélites, afastando-os das rotas de colisão, a partir de controle em terra.
A SDA fez um acordo com a AGI para atualizar seu serviço de gerenciamento de tráfego no espaço. A nova versão permitirá a seus membros acessarem um catálogo independente e exato de objetos espaciais maiores de 20 cm que estão no arco geoestacionário, ou atravessando-o. O sistema será alimentado pela Commercial Space Operations Center (ComSpOC), da AGI, que tem um catálogo espacial e cruzará os dados das empresas com sua rede global de sensores.
Embora a UIT recomende a distância de 300 km da órbita GEO para o cemitério, agências espaciais, órgãos reguladores e governos podem ter limites próprios. Há satélites que falham antes de alcançar a altura correta e ficam na fronteira do cemitério ou pouco acima da GEO. Segundo Dickinson, a orientação da UIT foi criada para que os satélites não desçam do cemitério para órbitas mais baixas por ao menos 200 anos.
PORTAL G-1


Acidentes e mortes a custo do tráfico: ação indicia e prende por atentado a segurança de voo

Investigação em MS aponta que piloto comandava organização criminosa e polícia ainda busca foragidos. Apreensões de drogas e interdições já causaram prejuízo de R$ 12 milhões ao grupo, diz delegada.

Graziela Rezende

O número de aeronaves interditadas e adulteradas ultrapassa 50. Após dois anos de buscas, o artigo 261 do Código Penal, pela primeira vez no país, resultou em indiciamentos e prisões preventivas, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A ação começou com um boletim de ocorrência, informando sobre furto de peças de aviões, porém, as buscas evoluíram até oficinas clandestinas, lavagem de dinheiro, falsificações e acidentes aeronáuticos com mortes a custo do tráfico de drogas.
“Estes combates e o estreitamento da Polícia Civil com as agências reguladoras, como a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], Cenipa [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos], Cindacta [Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo] e a Força Aérea, somam forças para coibir acidentes e prevenir atos criminosos em todo o país”, afirmou a delegada Ana Cláudia Medina, titular da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco).
Com a apreensão de documentos e complexidade das ações, a polícia fala que desvios praticados por algumas oficinas homologadas foram a grande descoberta.
“Estes estabelecimentos são credenciados pela Anac e possuem a confiabilidade da clientela. Os criminosos se usavam de oficinas para fazer um serviço clandestino e beneficiar a manutenção dos aviões voltados ao tráfico de drogas”, avaliou o agente de segurança de voo e piloto policial Roberto Marques Medina, lotado na seção de operações aéreas da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras).
Mentor dos crimes
Um piloto de 35 anos foi o primeiro a ser preso e considerado o chefe da organização criminosa. Além dele, em agosto de 2017, o proprietário de uma empresa de informática foi flagrado durante a fase Narcos, da operação Ícaro.
“Este suspeito utilizava código de outros pilotos, já que é possível informar os planos de voo por telefone. A informação que temos é que ele se envolveu em ao menos quatro acidentes aeronáuticos, todos com a suspeita de alteração. Os aviões tinham tanques extras para ter mais autonomia de voo e levarem drogas para outros estados”, comentou Medina.
Entre os diversos casos que apontam a participação do piloto, está um acidente ocorrido no dia 20 de janeiro de 2017.
“A polícia interceptou uma aeronave carregada saindo do Amazonas e que seguia para Mato Grosso. O piloto recebeu ordem de parada, mas ele desobedeceu a ordem e fez um pouso forçado. Quando desceu, o piloto ateou fogo na droga e na aeronave e fugiu”, explicou a delegada.
Com a chegada da perícia ao local, os agentes constaram que cerca de 700 kg de cocaína haviam sido incendiados. Desse total, a polícia conseguiu recuperar 96 kg.
“Durante muito tempo, esta aeronave permaneceu "hangarada" em um local pertencente ao pai deste piloto preso. Nos casos envolvendo este suspeito, a investigação conseguiu o plano de voo, no qual ele informa esta viagem. O radar o flagrou no momento em que ele fazia um voo a baixa altura, tentando não ser detectado. Tempos depois, tentaram clonar esta aeronave, para dificultar as investigações”, ressaltou Ana Cláudia.
Meses antes, no dia 21 de novembro de 2016, houve outro acidente aéreo e um mecânico não homologado, de acordo com a polícia, estava pilotando a aeronave. Ele está desaparecido. Além dele, um jovem de 18 anos estava no avião e morreu.
“O piloto que está preso é o proprietário desta aeronave Baron e a mantinha em nome de uma empresa de fachada. Temos testemunhas que dizem que ele hospedou os envolvidos em um hotel de Campo Grande, algumas horas antes do acidente. Na madrugada, por volta das 5 horas, ele as levou para o aeroporto e eles então seguiram para a Bolívia”, comentou a delegada.
Fuga e indiciamentos
Fora dos padrões e voando abaixo do radar, ainda conforme a polícia, os envolvidos abasteceram esta aeronave com nove galões contendo 50 litros de combustível e, em seguida, ocorreu o acidente. No mesmo dia, o homem que está foragido retornou ao hotel, retirou todas as bagagens e sumiu.
“Na ocasião, o piloto que está preso foi ao local, pagou a conta dos hóspedes, inclusive do menino de 18 anos que morreu. Todos vão responder por homicídio com dolo eventual, porque mexeram na aeronave, com uma manutenção irregular totalmente fora dos padrões e então houve o acidente”, ressaltou.
Houve o interrogatório e o piloto preferiu permanecer em silêncio. Nas buscas, a polícia brasileira e a nacional boliviana localizaram o corpo do jovem de 18 anos.
Ao todo, já são seis volumes de inquéritos, mais de 1 mil fotos e material suficiente para o indiciamento dos envolvidos por homicídio, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, atentado à segurança de voo – simples e qualificado e falsa comunicação de crime. As penas somadas ultrapassam a 30 anos de prisão.
Este último indiciamento é o que ajudou a polícia a desvendar os crimes, já que, no mesmo mês deste último acidente, o piloto compareceu na polícia e informou o desaparecimento desta aeronave.
“A intenção dele era despistar a nossa investigação, registrando um boletim de ocorrência de sumiço desta aeronave. O aeroporto no qual ele informou é um local seguro e, desde o início, suspeitei de algo errado com esta suposta denúncia. Mesmo assim, mantive contato com ele por telefone até o momento da intimação. Outras testemunhas também ajudaram muito”, reforçou a delegada.
A polícia também conseguiu imagens e placas do carro usado pelo suspeito, para levar pessoas ao aeroporto e iniciar adulterações.
“Uma aeronave estava sendo adulterada em seu prefixo e também na pintura, para ficar igual à do acidente. “As tentativas de apagar provas foram inúmeras, mas apreendemos inclusive partes da aeronave envolvida no acidente, bem como a perícia encontrou resquícios de cocaína. Entre os envolvidos, também descobrimos até um estrangeiro que circulava com uma documentação falsa adquirida pelo piloto preso”, falou Medina.
Nova fase
Diante a tantas provas e com autorização judicial em mãos, homens da Deco iniciaram a fase Narcos, realizando uma ação simultânea em Campo Grande, São Gabriel do Oeste e Ponta Porã, onde o piloto de 35 anos foi preso.
Na capital sul-mato-grossense, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão, condução coercitiva e vasculharam uma suposta empresa de informática, denominada Dínamo Empreendimentos. O local, na região central da cidade, mantinha escondidas partes da aeronave envolvida no acidente.
“Ele foi detido e, na delegacia, declarou que não tinha dinheiro nem para colocar gasolina no seu carro. O pedreiro trabalhou na empresa dois meses e depois os suspeitos a colocaram no seu nome, declarando inclusive uma aeronave que ultrapassa R$ 1 milhão em seu nome. Nós constatamos que ele possivelmente estava recebendo algo ou até mesmo nem sabia, mas era laranja. Os antigos proprietários, a contadora e o atual dono também prestaram depoimento”, comentou a delegada.
No dia 14 de agosto, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. "Vamos continuar as buscas por aeronaves e foragidos. Esta é uma ação complexa e que ainda temos muita coisa a esclarecer, incluindo o desaparecimento de um piloto do Paraná. Ao todo, desde o início, já houve a interdição de cerca de 50 aeronaves", disse a delegada.
Prejuízo
Com a apreensão de drogas, interceptação e interdição de aviões, a polícia já avalia um prejuízo de R$ 12 milhões para a organização criminosa. Hélices, cubos, motores e outras peças foram periciadas e continuam apreendidas. Neste período, os peritos e técnicos da Anac mantiveram contato com fabricantes dos Estados Unidos e constataram o grau de desempeno, que é de 30%. Aqui, ainda de acordo com a polícia, a tentativa ocorria em peças destruídas em praticamente 90%.
Neste período, além de buscas e indiciamentos, o setor da aviação brasileira ganhou com a criação da Superintendência de Ação Fiscal da Anac, sob o comando de Cláudio Beschizza Ianelli.
“A intenção é fortalecer ainda mais a aviação civil, pois a tentativa de ilícitos sempre ocorre. E também, em decorrência da operação, é que criamos o setor de fiscalização, em agosto de 2016. Antes, desde 2012, tínhamos a gerência de ação fiscal, posteriormente transformada em superintendência. Toda a parte criminal é de competência dos órgãos de segurança e, no nosso caso, fica a parte administrativa. Por isso, é de suma importância ter uma ação conjunta como esta que está ocorrendo da Ícaro”, ressaltou.
Entre diversas medidas administrativas, a superintendência pode suspender a carteira de um piloto e acompanhar a documentação da aeronave.
“Neste momento também estamos passando por algo inédito, como a prisão, com indícios suficientes, de um piloto pelo artigo 261 do Código Penal. “Outros envolvidos em investigações neste sentido já tentaram fazer o enquadramento, porém, neste caso houve uma completude muito grande dos fatos e a jurisprudência pode ser aplicada”, explicou Ianelli.
Acidentes
Em outubro do mesmo ano, ao menos três acidentes aéreos foram registrados no estado, com uma morte. Segundo a Anac, em 2014, foram seis acidentes aéreos, sendo dois fatais. O levantamento não considera ocorrências que envolveram atos ilícitos, aeronaves experimentais, operações policiais ou aeronaves de matrícula estrangeira.
O primeiro deles em 21 de janeiro de 2015, na capital sul-mato-grossense, ocorreu durante voo de instrução. Em 12 de fevereiro, outra aeronave sofreu acidente, em Chapadão do Sul, onde uma pessoa morreu. No dia 4 de abril, um acidente aconteceu em Corguinho. No dia 23 de abril, outro acidente foi registrado em Taquarussu. Em junho, no dia 7, o baixo nível de combustível provocou acidente em Nova Andradina, na região sudeste do estado. Em 6 de dezembro, outra colisão foi registrada em Campo Grande, quando mais um óbito foi registrado.
Entenda o caso
A Deco deflagrou, no dia 29 de outubro de 2015, em Campo Grande, a operação Ícaro, que tem por objetivo verificar a utilização de peças furtadas em aeronaves civis e a segurança de voos. Além da Polícia Civil, especialistas da Anac trabalharam as buscas. Segundo a polícia, a ação foi motivada por uma denúncia de furto e graves acidentes aéreos registrados recentemente. Dezenas de mandados de busca foram cumpridos, sendo em oficinas, empresas e residências de suspeitos.
Panorama
De acordo com a Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (Abear) O transporte aéreo embarca anualmente no Brasil quase 110 milhões de passageiros, movimentando 126 aeroportos nacionais conectados a outros 70 destinos no exterior. Nosso mercado doméstico, ainda conforme a associação, é um dos três maiores do planeta. São mais de 2.700 decolagens diárias realizadas por companhias aéreas brasileiras e estrangerias, representando 3% do tráfego mundial de passageiros.
Em 2015, viajaram de avião quase U$ 44 bilhões do comércio internacional brasileiro e, como resultado destas atividades, a aviação foi responsável pela adição de R$ 312 bilhões a economia brasileira. A Abear ainda ressaltou que o setor gera mais de R$ 6 milhões de postos de trabalho, com o pagamento de quase R$ 60 bilhões em salários e mais de R$ 25 bilhões em impostos.
Estes números, embora importantes, são apenas um pedaço do que esta atividade possibilita a sociedade global. Além de criar empregos e gerar riquezas de forma direta e indireta, o transporte aéreo conecta pessoas e ideias; fomenta o turismo e os negócios locais; estimula investimentos e a integração as cadeias globais de produção e comércio; integra comunidades pequenas e remotas de forma sustentável, fornecendo acesso a recursos sociais e de saúde; fornece alívio e ajuda rápida em situações emergenciais.
Controle aéreo no Brasil
Em todo o país, desde a criação da superintendência, foram realizadas 27 operações em 15 estados distintos conforme a Anac. As ações foram realizadas para identificar e coibir ilícitos relacionados ao transporte irregular de passageiro (táxi-aéreo pirata), manutenção irregular e clonagem de aeronaves.
Nestes casos, as ações ocorreram em conjunto com diversos órgãos, entre eles: Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Policias Civil, Federal e Militar, além do apoio do Ministério Público Federal e Ministério Público.
O último balanço, do mês de agosto deste ano, apontou a fiscalização em 559 aeronaves, sendo 213 destas suspensas cautelarmente e 10 pilotos que tiveram suas habilitações suspensas cautelarmente. Já com relação a Ícaro, conforme a Anac, foram interditadas 45 aeronaves em seis estados: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Tocantins, Goiás, Paraná e Minas Gerais.

AGÊNCIA BRASIL


Defesa diz que não pretende gravar conversas entre presos e advogados


Sabrina Craide - Repórter Da Agência Brasil

O Ministério da Defesa divulgou hoje (25) uma nota para esclarecer a ideia da instalação de parlatórios nos presídios brasileiros. Segundo o comunicado, em nenhum momento a proposta faz referência à gravação de conversas entre advogados e seus clientes. “Qualquer ilação neste sentido é equivocada”.
A sugestão da instalação de parlatórios foi apresentada durante reunião entre o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na semana passada. A ideia seria restringir a comunicação entre presos e visitantes por cabines divididas por vidros e com telefones para a conversa.
A proposta gerou críticas do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, que defendeu que a gravação de qualquer comunicação entre advogados e clientes é crime.
Segundo o Ministério da Defesa, a proposta do parlatório tem o propósito exclusivo de ampliar os controles de segurança contra as ações do crime organizado. “Tal mecanismo de segurança, como todos os demais controles, serão utilizados com respeito ao livre exercício da advocacia, incluído o sigilo profissional, e aos direitos individuais indisponíveis do detento”.
O Ministério da Defesa também diz que os profissionais da advocacia e a OAB são parceiros imprescindíveis na luta contra a atuação do crime organizado, na preservação da ordem pública e na defesa do estado democrático de direito.
REVISTA EXAME


Espaço aéreo na Rocinha está controlado por medida de segurança

A Força Aérea Brasileira (FAB) está atuando no cumprimento da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), desde a última sexta-feira (22)

O Estado Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública no Rio informou hoje (25) que o espaço aéreo na região da favela da Rocinha, na zona sul da cidade, “está controlado com restrições dinâmicas enquanto houver tropas na região, por razões de segurança”.
De acordo com o Estado Maior Conjunto as Forças Armadas estão atuando em conjunto na Operação da Rocinha e, no total, foram empregados 950 militares e 14 blindados da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
A Marinha do Brasil atua integrada às demais Forças no cerco à comunidade, incluindo áreas urbanas e de mata fechada.

FAB
A Força Aérea Brasileira (FAB) está atuando no cumprimento da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), desde a última sexta-feira (22) junto com as tropas do Exército e da Marinha, na favela da Rocinha, zona sul do Rio.

A tropa foi acionada por volta das 11h30 da última sexta-feira (22) e às 11h 45 já estava fazendo o monitoramento das principais vias de acesso à comunidade.
Ao mesmo tempo em que a tropa atuava na Rocinha, uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) sobrevoou a região por 10h, enviando informações para o Comando Conjunto das Forças Armadas, que acompanha toda a operação.
Além do equipamento, um helicóptero também foi acionado para levar 32 soldados do Exército até o topo do morro, na região de mata fechada, em uma região de difícil acesso.
Durante a madrugada de sábado (23) após troca de tiros, os militares apreenderam armas, carregadores e munições na mata. Quatro suspeitos foram presos durante a ação.
No domingo (24), as tropas da Força Aérea Brasileira (FAB) continuaram monitorando as principais vias de acesso à comunidade.
Ao todo, 130 homens de combate da FAB estão atuando na Rocinha e contam com aeronaves de prontidão.

Segurança no ar
Quando as tropas da Aeronáutica são acionadas e suas aeronaves entram em ação, como no caso da Rocinha, o efetivo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) também é acionado para garantir a segurança no céu.
O espaço aéreo, numa área de 13 km, na região da Rocinha fica limitado, devido às ações de helicópteros da FAB, para um voo seguro na região, mas sem prejudicar o tráfego de aviões comercais.
De acordo com a FAB, “esta operação fica mais fácil pela característica única do Brasil de possuir um controle de tráfego aéreo integrado, proporcionando um controle total e efetivo de todo o espaço aéreo, a qualquer momento e em qualquer lugar do país”.

OUTRAS MÍDIAS


JORNAL O NORTÃO (RO)


 Exército e Aeronáutica investem mais de R$ 4 milhões na agricultura familiar

A operação vai ocorrer no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
Quatro chamadas públicas do Exército e da Aeronáutica vão destinar R$ 4 milhões para a compra de alimentos da agricultura familiar nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A operação vai ocorrer no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
Os recursos serão aplicados sobretudo na compra de itens como frutas, legumes, polpa de fruta, arroz, café, queijo, geleias, pães e bolos. As propostas de fornecedores podem ser enviadas até quarta-feira (27). Segundo a coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Hetel Santos, a medida assegura produtos de melhor qualidade às Força Armadas.
“Estamos trabalhando para que os órgãos da União comprem, usando recursos próprios, da agricultura familiar. Esse tipo de compra é mais uma oportunidade para movimentar a economia local. Os alimentos são frescos, de qualidade e produzidos perto de onde serão consumidos”, afirmou.
As chamadas públicas são voltadas para organizações de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores artesanais, indígenas e integrantes de comunidades remanescentes de quilombos rurais e dos demais povos tradicionais que possuam Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).
Modalidade
Na Compra Institucional, os agricultores familiares conseguem comercializar, de forma simplificada, seus produtos. O modelo fortalece a agricultura familiar e promove o acesso da população à alimentação de qualidade. Para os órgãos, é a oportunidade de receber produtos típicos da região, frescos e diversificados, colaborando com o desenvolvimento local.

RONDONIAOVIVO (RO)


Raupp anuncia R$ 4 milhões e 400 mil para monitoramento de fronteira

O senador Valdir Raupp anunciou que o Ministério da Defesa liberou R$ 4 milhões e 400 para implantação do Centro de Monitoramento de Fronteira, em Porto Velho, através do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras(SISFRON), que vai atender aos estados de Rondônia e Acre. Os recursos foram alocados pelo senador, em 2016 quando foi relator da Defesa do Orçamento da União.
Segundo o senador Raupp, os recursos serão administrados pela 17ª Brigada Militar e que após a implantação do Centro de Monitoramento, os serviços de segurança da fronteira entre Rondônia e Acre serão feitos em parceria pelo Ministério da Defesa e as Forças de segurança como Exército, Marinha e Aeronáutica.
Esta ação é mais um passo importante para a segurança na área de fronteira entre os dois estados onde, nos últimos anos, tem aumentado os casos de violência decorrentes do tráfico de drogas, roubos e até mortes. Para liberação desses 4 milhões e 400 mil reais, o senador esteve, por diversas vezes, em audiência, com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em Brasília.

JORNAL MEON (SP)


Embraer e ITA prorrogam inscrições para engenheiros recém-formados

Programa de Especialização em Engenharia busca 30 novos profissionais
A Embraer e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) prorrogaram a data limite das inscrições para o processo seletivo voltado a engenheiros recém-formados com objetivo de atuação na área de desenvolvimento de produtos da empresa. Os interessados podem se inscrever pelo internet, no site do programa, até o dia 28 de setembro.
O projeto, em parceria com o ITA, tem por objetivo selecionar 30 profissionais para participarem do PEE (Programa de Especialização em Engenharia), que tem previsão de início em 19 de fevereiro de 2018, com duração de um ano e meio.
Os candidatos precisam ter inglês avançado e serem graduados entre 2015 e 2017, nas modalidades: aeronáutica, civil, computação, eletrônica, materiais, mecânica, mecatrônica, naval, produção, química ou outras áreas relacionadas. Mais detalhes estão descritos no site do programa.
Programa de Especialização em Engenharia
Em parceria com o ITA, o PEE é um programa corporativo que visa à capacitação de engenheiros e oferece título de mestrado profissional em engenharia aeronáutica, reconhecido pela CAPES / MEC. Todos os cursos e atividades são ministrados em dependências da companhia por profissionais da Embraer e consultores contratados.
O programa combina a carga de especialização técnica com o desenvolvimento de conhecimento multidisciplinar. O projeto está estruturado em três fases distintas com duração de 5 a 6 meses cada (Fundamentos de Aeronáutica, Especialização e “Projeto Avião”).
As aulas são ministradas de segunda a sexta-feira, em período integral das 7h30 às 17h, por professores do ITA, especialistas da Embraer e consultores de diversos países.
Acompanhe os prazos
Inscrições - Até 28 de setembro - www.embraer.com/pee
Testes on line (aderência ao perfil, inglês e lógica) - Até 30 de setembro - e-mail
Convocação para testes presenciais - Até 16 de outubro de 2017 - e-mail
Testes Presenciais - 12 de novembro de 2017 - diversas cidades
Convocação para Dinâmicas de Grupo e Entrevista - Até 20 de novembro de 2017 - e-mail
Dinâmicas de grupo e entrevistas presenciais - 04 a 08 de dezembro de 2017 - Embraer em São José dos Campos
Convocação dos aprovados PEE - 26 até 22 de dezembro de 2017 - e-mail
Início PEE 26 - 19 de fevereiro de 2018 - Embraer em São José dos Campos
*A Embraer se reserva o direito de excluir ou alterar as cidades em razão do número de candidatos.



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