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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 28/07/2017 / Governo está "preparado" para assumir Viracopos, diz ministro


Governo está "preparado" para assumir Viracopos, diz ministro ...  

Maurício Quintella, dos Transportes, disse, porém, que espera que a concessionária resolva problemas financeiros e se mantenha à frente do aeroporto de Campinas ...  

Guilherme Mazui / Alessandra Modzeleski ...  

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, afirmou nesta quinta-feira (27) que o governo está "preparado" para assumir o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), caso a concessionária, Aeroportos Brasil, decida devolver a concessão.

Quintella disse, porém, que espera que a concessionária resolva os problemas financeiros para permanecer à frente do terminal.

"Viracopos está em aberto. O governo está fazendo aquilo que o contrato determina: executou a garantia, a seguradora ainda está no prazo para fazer o pagamento e, até lá, nós estamos aguardando e torcendo para que a concessionária consiga resolver os seus problemas, e também preparados para, em qualquer eventualidade, assumir Viracopos ou qualquer outra concessão que venha a ter problema", afirmou o ministro.

O ministro fez a declaração após uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em que foi anunciada para esta sexta (28) a assinatura do contrato de concessão dos aeroportos de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, leiloados em março.

Dificuldades
De acordo com o jornal "Valor Econômico", a Triunfo e a UTC, que detém participação na concessionária que opera Viracopos, avaliam devolver a concessão em razão das dificuldades financeiras e da frustração com a perspectiva de futuro do negócio.

A Aeroportos Brasil deixou no ano passado de pagar R$ 173 milhões da outorga, um valor anual devido ao governo pelo direito de explorar o aeroporto. Por causa disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) executou o seguro garantia.

Questionado por repórteres, o ministro evitou fazer prognósticos sobre a devolução ou não da concessão do aeroporto de Campinas e pontuou que os atuais administradores "não apresentaram nada neste sentido."

A renegociação de contrato ou a devolução da concessão, citadas por Quintella, são possibilidades previstas em uma medida provisória aprovada pelo Congresso.

O ministro afirmou que a concessionária do Galeão aderiu ao "reperfilamento" do contrato e que a do aeroportos de Guarulhos pediu recentemente a adesão à reestruturação do vínculo.

"Quem sabe Viracopos tenha essa opção", disse Quintella.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL UOL


Ministro da Defesa quer "golpear" de surpresa comando do crime no Rio - Notícias


Giovani Lettieri

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta quinta-feira (27) que o plano contra a violência no Rio de Janeiro contará com operações, cujo objetivo será "golpear" o crime organizado. Para isso, afirmou ele na sede do Comando Militar do Leste, região central da capital fluminense, lançará mão de efetivos da polícia em ações de inteligência. Segundo ele, o "efeito surpresa" é importante para o sucesso da estratégia.
Ele participa hoje da 1ª reunião do Estado-Maior Conjunto para operações integradas no Rio, órgão de coordenação e planejamento criado para apoiar o Plano Nacional de Segurança definido pelo governo federal que atuará no Rio até o fim do próximo ano.
"Vamos golpear o crime organizado, as operações não serão anunciadas, só quando forem deflagradas. O que vai presidir as operações é a inteligência. A palavra-chave é inteligência. Queremos chegar no comando do crime. O sucesso das Olimpíadas foi por conta do binômio integração e inteligência. Vamos trabalhar junto com centros de comando e controle, com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Marinha, Exército e Aeronáutica."

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Nem tudo merece medalha


João Luiz Rosa E Chico Santos

Filho de pai judoca e mãe nadadora, Arthur Nory Mariano foi protagonista de alguns dos minutos mais dramáticos da Olimpíada no Rio. Nono lugar nas eliminatórias para a prova de solo, o ginasta brasileiro seguiu para a final porque havia três japoneses entre os oito mais bem colocados, um a mais que o permitido. Não era, portanto, um favorito ao pódio. Mas depois de uma apresentação inspirada, ele se agachou e esperou, com a cabeça escondida entre os braços, o resultado dos três competidores que o sucederam - e que poderiam tirar sua chance de medalha. A espera valeu a pena: a nota de 15.433 pontos garantiu a medalha de bronze a Nory e o tornou um dos atletas favoritos do público. Isso foi em agosto do ano passado. Agora, perto de os Jogos completarem um ano, ele continua a morar na mesma casa, em São Paulo, a treinar seis horas por dia e a cursar educação física à noite. Também permanece com o mesmo número de patrocinadores individuais: nenhum.
Fiz uns “freelances” de publicidade [depois da Olimpíada] e fui convidado para desfilar na São Paulo Fashion Week, afirma Nory, o esportista mais buscado pelos brasileiros no Google em 2016, à frente do nadador americano Michael Phelps e do velocista jamaicano Usain Bolt. Sou muito grato aos apoios que recebo, diz ele ao Valor, no intervalo de um treino, numa manhã de sol em São Paulo. Os apoios incluem um contrato com o Esporte Clube Pinheiros, renovado até 2020; uma bolsa do governo federal e a participação no programa de alto rendimento das Forças Armadas. Sem isso, não teria como participar do esporte.
Não se trata de vitimizar os atletas brasileiros. A maior parte do pelotão de elite nacional ganha o suficiente para treinar e viver bem, dizem profissionais do setor, o que já ocorria antes dos Jogos do Rio. A Olimpíada proporcionou a esses atletas a chance de se apresentar em casa, no maior espetáculo esportivo do mundo, e aproximou o público de modalidades a que se dava pouca atenção, como salto com vara e canoagem, que também levaram brasileiros ao pódio.
São virtudes inegáveis dos Jogos. O que a Rio 2016 não conseguiu, porém, foi provocar uma onda capaz de modificar as bases do esporte olímpico no país e fazer com que mais atletas em formação - e que continuam a enfrentar duras condições de vida - tenham condições de alcançar o topo olímpico, rumo à esperada estabilidade financeira. É um problema estrutural que impede mais talentos de amadurecer e coloca nas costas de um pequeno grupo de atletas a pressão por medalhas.
Confesso que, no início, por ter a referência de outras olimpíadas, fiquei um pouco preocupado [com a organização dos Jogos no Rio], diz Thiago Braz, medalha de ouro no salto com vara, com a marca de 6,03 metros, um recorde olímpico. Depois, me surpreendi. Houve problemas técnicos, mas que foram solucionados. Foi “top”, afirma o atleta ao Valor.
Abandonado pelos pais quando tinha dois anos de idade, Braz foi criado pelos avós, em Marília, no interior de São Paulo. Desde 2014, ele vive em Fórmia, na Itália, onde treina com o ucraniano Vitaly Petrov, o técnico de heróis olímpicos como Sergey Bubka, outro ucraniano, e a russa Yelena Isinbayeva.
Fã de aeromodelismo, Braz continua com os dois patrocinadores que já tinha antes dos Jogos no Rio - a Caixa Econômica Federal e a Nike. Eu não posso reclamar, diz, sobre suas condições atuais, mas ainda não tenho estabilidade financeira. A vida na Itália, afirma, proporciona tranquilidade quanto à rotina de treinos. Fico completamente focado. O lado ruim é a saudade de casa, principalmente da família, da comida e de falar português. A gente sempre tem saudades da terrinha, diz o recordista.
A judoca Rafaela Silva, primeira medalha de ouro do Brasil na Rio 2016, também tem motivos para sentir saudade de casa, embora continue a morar no Rio. Desde o fim dos Jogos, ela viajou para França (onde ficou em 5º lugar no Grand Slam de Paris), Geórgia (prata no Grand Prix de Tbilisi), Panamá (foi derrotada na primeira luta do Pan-Americano) e Rússia (bronze no Grand Slam em Ecaterimburgo). O próximo destino é Budapeste, na Hungria, que vai sediar o campeonato mundial. É a competição-alvo deste ano, diz a atleta.
Rafaela cresceu na Cidade de Deus, a favela carioca que ganhou fama mundial depois de ser retratada pelo diretor Fernando Meirelles no filme homônimo, indicado a quatro Oscar em 2004. Na Olimpíada de 2012, em Londres, a judoca foi alvo de críticas racistas nas redes sociais, depois de ser desclassificada por causa de um golpe irregular numa adversária. A onda de ódio digital foi tão forte que ela precisou buscar ajuda psicológica para não desistir do esporte.
O ouro no Rio ajudou a enterrar esse passado. Fui recebida de uma forma diferente pelas pessoas nas redes sociais e nas ruas, diz. Hoje, qualquer coisa que eu poste, mil pessoas curtem, comentam. Mudou muito. Ganhei muitos seguidores. São mais de 300 mil no Instagram. Essa disputa eu ganho do Teddy Riner [judoca francês de 2,04 metros e bicampeão olímpico que, no Rio, completou 112 lutas sem perder].
Na Olimpíada de 2016, Rafaela contou com patrocínios pessoais da construtora e incorporadora Fernandes Araujo e da Embratel, além de outras fontes de apoio, como o Instituto Reação. Após os Jogos apareceram algumas oportunidades pontuais com outras empresas. Consegui manter os patrocínios anteriores e fechei um acordo com a Nike, conta. A renda é complementada por palestras em empresas. [A vida] melhorou bastante. Já consegui comprar uma casa para mim e ajudar minha família.
Formar atletas olímpicos é, em grande parte, uma questão de planejamento. No Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, esse processo funciona como uma pirâmide. No topo, estão entre 280 e 300 atletas de alto desempenho, incluindo Nory, Braz e o nadador Cesar Cielo, considerado o melhor da modalidade na história olímpica brasileira, embora tenha ficado fora da Rio 2016. A faixa seguinte é composta por 1,2 mil pessoas, entre 14 e 19 anos, que também participam de competições. Na base ficam entre 2,5 mil e 3 mil crianças e pré-adolescentes de 4 a 14 anos, que participam de escolinhas em diversas modalidades. Na Olimpíada do Rio, o Pinheiros respondeu por 64 atletas, ou 20% da delegação brasileira, e 10% das medalhas conquistadas.
O orçamento destinado pelo clube à prática esportiva é de mais de R$ 200 milhões por ano. Um quarto desse montante vai para o esporte olímpico. Dessa fatia de R$ 50 milhões, cerca de R$ 30 milhões têm origem na contribuição dos 39 mil associados do Pinheiros e os demais R$ 20 milhões vêm de patrocinadores e projetos baseados em leis de incentivo, o que inclui recursos públicos.
A direção do clube tem feito reuniões com o Comitê Olímpico Brasileiro e as diversas confederações esportivas para mapear os vencimentos dos atletas de ponta. Mesmo com a redução das verbas em alguns programas após a Olimpíada, a maioria desses esportistas é bem paga, diz Arnaldo Queiroz, diretor de esportes do Pinheiros. Dependendo do caso, a renda pode chegar a R$ 30 mil mensais ou ir além disso, contando com ajuda dos clubes, bolsas do governo, patrocínio de confederações e participação em outras iniciativas.
Os Jogos representam uma influência positiva para as próximas gerações, em aspectos como a melhoria da formação dos profissionais e da autoestima dos esportistas, diz Queiroz sobre a Rio 2016. Isso não significa, porém, um salto automático na formação de atletas de alto nível.
O Brasil não foi mal no Rio. Pelo contrário, registrou seu melhor desempenho desde que passou a concorrer nos Jogos de Antuérpia, na Bélgica, em 1920. Apesar dessa melhora, os resultados ficaram abaixo da meta do Comitê Olímpico Brasileiro, de acabar entre os dez primeiros lugares. Com 19 medalhas, sete de ouro, o país ficou em 13º. Na classificação histórica, desde os primeiros Jogos da era moderna, em Atenas, 1896, ocupa o 35º posto, com 30 medalhas de ouro. Chegar aos 10 primeiros lugares vai exigir um enorme esforço. A extinta Alemanha Oriental, na 10 ª posição, chegou a reunir 153 medalhas douradas. Os EUA, maior vencedor, detêm 1022.
O que falta ao Brasil é fazer com que as políticas educacional e de esportes caminhem lado a lado. Os dois ministérios deveriam trabalhar em conjunto, afirma Queiroz. Os americanos, diz ele, incentivam a prática do esporte dentro da escola, a partir da high school, o equivalente ao ensino médio no Brasil. A ênfase prossegue nas universidades, convertidas em um bolsão de talentos para as ligas esportivas profissionais.
É uma questão quantitativa, afirma o dirigente. Times olímpicos nacionais são definidos basicamente por provas seletivas. Em países como os EUA, com um contingente amplo e homogêneo de atletas, se uma estrela não vai bem e fica de fora, é grande a chance de que outra, do mesmo nível, a substitua. No Brasil, onde as chances de medalhas se concentram em um pequeno número de nomes, a ocasional ausência de um deles é mais sentida porque não há tantas opções de substituição. Por causa da miscigenação étnica, o brasileiro é muito veloz, flexível, tem força. Se fizéssemos esse direcionamento [associando educação e esportes], teríamos condições de chegar a ser a terceira ou quarta potência olímpica em uma década, afirma o diretor do Pinheiros.
Na falta dessa política unificada, a formação dos atletas é suprida, em grande parte, por clubes e projetos esportivos, muitos deles destinados a pessoas de baixa renda. O canoísta Isaquias Queiroz, primeiro brasileiro a vencer três medalhas em uma única edição dos Jogos, começou em um projeto social da Associação Cacaueira de Canoagem em sua cidade natal, Ubaitaba, no sul Bahia. Rafaela Silva teve sua formação no Instituto Reação, um projeto do judoca Flávio Canto, com seis polos no Rio. Quanto mais projetos assim tivermos, mais crianças carentes terão oportunidade de mudar de vida e, quem sabe, novas Rafaelas surgirão, diz a medalhista.
As Forças Armadas emergiram da Rio 2016 como um agente importante do esporte olímpico. Da delegação brasileira de 465 atletas, 145 eram militares. E das 19 medalhas conquistadas, 13 vieram de atletas militares. A meta original era enviar 100 atletas e conquistar dez pódios. Hoje, contamos com 627 atletas militares. Não houve redução no nosso programa e já começamos o planejamento do próximo ciclo olímpico, diz o almirante Paulo Zuccaro, diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa.
O Programa de Atletas de Alto Rendimento começou em 2008, depois de o Brasil ter sido escolhido para sediar, em 2011, os Jogos Mundiais Militares. O objetivo era incorporar esportistas de ponta para melhorar o desempenho do país no torneio. Até então, o Brasil costumava ficar entre o 30º e o 35º lugares na competição. Na primeira edição após a adoção do programa, o país ficou em primeiro lugar. O resultado confirmou o acerto [da iniciativa], diz o almirante Zuccaro.
A Marinha deu início ao programa, seguida pelo Exército e a Força Aérea. Periodicamente, cada força publica um edital para selecionar atletas militares. Os escolhidos não precisam comparecer regularmente aos quartéis ou seguir a rotina de soldado. A maioria ingressa com a patente de terceiro-sargento e um salário mensal de R$ 3,5 mil. Eles contam com os benefícios de qualquer militar - férias, 13º salário, adicionais etc - e podem treinar nas instalações militares. O programa conta com um orçamento anual na faixa de R$ 23 milhões, com recursos vindos dos ministérios da Defesa e dos Esportes.
A ação das Forças Armadas despertou críticas durante a Rio 2016. A reclamação era que os militares chamavam para suas fileiras atletas já formados, como uma forma de propaganda. Mas nem todos os atletas militares chegam preparados ou vêm de fora dos quartéis, afirma o almirante. O [pugilista] Robson Conceição entrou para a Marinha sete anos antes de se tornar campeão olímpico e, em muitos momentos, dependeu exclusivamente disso. Conceição, que ganhou uma medalha de ouro, tornou-se profissional depois dos Jogos. Desde então, venceu as quatro lutas de que participou, três por nocaute.
Em paralelo ao programa de alto rendimento, funciona outra iniciativa. É o Programa Forças no Esporte, dedicado à iniciação esportiva de crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos. Atualmente, são atendidas 22 mil crianças em 160 unidades militares espalhadas pelo país. A meta é chegar a 30 mil até o fim do ano. Os núcleos têm 100 participantes e contam com um professor de educação física para as aulas, duas refeições por dia e atividades extras, como música, dependendo da unidade onde estão. É um plano de inclusão social, mas começamos a usá-lo para revelar talentos olímpicos. Quem nos critica é porque não conhece o programa, diz o almirante.
A herança esportiva propriamente dita não é a única questão que se impõe passado um anos desde os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, iniciados em 5 de agosto e encerrados em 18 de setembro. Outros pontos vitais são os reflexos na economia e infraestrutura.
Como se temia, os principais parques olímpicos - localizados na Barra da Tijuca e em Deodoro, na zona oeste do Rio - viraram desertos assim que a tocha olímpica se apagou, no Maracanã. Desde então, a missão de dar uso às instalações vem abrindo espaço para pequenos eventos regionais, mas esse expediente tem se mostrado insuficiente para superar a forte ociosidade.
Ao todo, a Olimpíada de 2016 consumiu mais de R$ 41 bilhões. Só as instalações esportivas custaram R$ 7,23 bilhões, com 58,6% dos recursos de origem privada, segundo a mais recente versão da Matriz de Responsabilidades dos Jogos. O valor seria suficiente para construir 18 instalações similares à Arena das Dunas, o estádio para mais de 42 mil espectadores construído para a Copa do Mundo de 2014 em Natal (RN), ao custo de R$ 400 milhões. A conta também inclui mais de R$ 9 bilhões gastos pelo comitê organizador e R$ 24,6 bilhões investidos em obras de infraestrutura e mobilidade na cidade do Rio de Janeiro.
Para o ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB), que governou a cidade de 2009 (ano em que o Rio ganhou o direito de sediar os Jogos) até o ano passado, muitos ganhos de infraestrutura e mobilidade não teriam sido obtidos sem a pressão gerada pela condição de cidade-sede. Na lista, cita Paes, estão a Linha 4 do metrô, a revitalização da região portuária, obras contra enchentes, a construção de dois corredores exclusivos para ônibus articulado e de um sistema ainda incompleto de veículo leve sobre trilhos.
Mas segundo o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), essas obras já deveriam ter sido executadas nos últimos anos, sob um planejamento que não era novo. O esforço concentrado, entende Rocha, acabou contribuindo para agravar o endividamento do Estado. Mesmo considerando que mais de metade das obras foram financiadas com recursos privados, a mais cara delas - a Linha 4 do Metrô - custou R$ 10,4 bilhões e ficou a cargo do governo estadual.
Paes, que está morando nos Estados Unidos desde o término do seu mandato, em dezembro do ano passado, diz que a Olimpíada não tem nada a ver com a crise do Estado. Ele ressalta que somente em 2016 o Estado do Rio recebeu do governo federal R$ 2,9 bilhões para fazer frente aos compromissos olímpicos. Segundo o ex-prefeito, mesmo o Metrô foi pago em parcelas, majoritariamente com financiamento via BNDES, cujos empréstimos para a obra foram de quase R$ 8 bilhões.
Se a contribuição dos Jogos para as crises fluminense e carioca é passível de discussão, é unânime que a crise tem sido um elemento essencial para o até agora pífio resultado colhido pela cidade como bônus da competição. A Olimpíada foi um sucesso na realização e gerou uma boa imagem do brasileiro, seja em termos de marca global, seja em termos de atração potencial de turismo, diz o economista José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). O problema, afirma, é que as crises política e econômica atuais ofuscaram o legado e não permitiram o aproveitamento dos ganhos.
Em particular, a vocação turística do Rio foi comprometida. [O turismo poderia disparar depois da boa imagem da Olimpíada, [mas] não há como crescer [o turismo] com serviços como segurança e saúde às portas do colapso, diz Afonso.
Para o economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV) e ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o tema sobre o legado olímpico não vai gerar nem uma história só de fracassos e nem só de sucessos. Segundo ele, os estudos socioeconômicos do CPS mostram que desde a década de 70 a cidade do Rio já vinha perdendo espaço em relação à sua própria região metropolitana em indicadores como renda, educação e condições sanitárias. Após o anúncio da conquista dos Jogos, houve uma inversão dessa tendência. Para Neri, os Jogos deram um horizonte futuro que foi retirado pela crise.
O pesquisador da FGV também considera que houve erros estratégicos graves, como a decretação do estado de calamidade financeira pelo Estado do Rio em junho de 2016, menos de dois meses antes da abertura dos Jogos. Quando você faz um evento é para melhorar sua marca. Nós aproveitamos essa janela para afundar de vez.
Para Pedro De Lamare, presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do município do Rio, a situação está tão ruim que a Olimpíada parece distante. Ele diz que houve avanços na mobilidade urbana, mas que não há como falar em legado neste momento. Paralelamente à queda dos negócios - as vendas do comércio fluminense caíram 6,1% no primeiro trimestre, contra 3% no país inteiro -, houve um recrudescimento exponencial da violência em um Estado quebrado cujo funcionalismo, elemento importante na engrenagem dos negócios, deixou de comprar porque os salários estão atrasados. Como fazer um calendário de eventos para uma cidade com tantos problemas?, pergunta o empresário.
Alfredo Lopes, presidente regional do Rio de Janeiro da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, tem uma visão mais otimista. Vencida a crise e o período de transição, diz ele, o Rio ainda vai desfrutar do ganho histórico de 25% que as cidades que sediaram a Olimpíada tiveram no fluxo turístico após o evento. O Rio aumentou sua rede hoteleira de 30 mil quartos em 2009 para 58 mil em 2016 e está mais preparado para atrair grandes eventos, afirma Lopes. Os números mostram que de janeiro a junho o índice de ocupação da rede hoteleira do Rio foi de 51,33%, contra 60,67% no mesmo período do ano passado. No período, houve um acréscimo de 5,2 mil unidades na oferta de quartos.
A ocupação das instalações esportivas não tem mostrado sinais muito melhores que os da economia, apesar de esforços recentes, como a criação da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), no fim de março. Com a nova organização, que substituiu a Autoridade Pública Olímpica, o governo federal assumiu a gestão de quatro das principais instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca: a Arena Carioca 1 e a 2, o Velódromo Olímpico e o Centro Olímpico de Tênis.
De acordo com Paulo Márcio Dias Mello, presidente da Aglo, a estimativa de gastos com a manutenção dessas instalações é de R$ 45 milhões por ano. O velódromo, por exemplo, precisa ficar com o ar-condicionado ligado 24 horas ininterruptas para não afetar a madeira usada na construção da pista. Por causa disso, a conta de luz chegava facilmente a R$ 320 mil por mês. Com medidas de economia, diz Mello, o valor foi reduzido para R$ 180 mil.
O presidente da Aglo se diz otimista com a perspectiva de construir um calendário de eventos para ocupar as arenas em curto e médio prazos. Como a Aglo tem existência prevista somente até 30 de junho de 2019, a meta é conseguir dar sustentação ao uso das instalações também no longo prazo, com soluções que podem incluir parcerias com o setor privado. O fundamental é entender que elas não podem virar elefantes brancos, afirma.
Até o início de julho, diz Mello, estavam confirmados dez eventos, além de 35 outros pedidos, nem todos na área esportiva. Nos dias 8 e 9 de julho, a Arena Carioca 1, com capacidade para 6,5 mil pessoas, recebeu uma etapa do Circuito Interestadual de Tênis de Mesa. A lista de programação prevê eventos de tênis, judô, jiu jitsu, ciclismo, badminton e outras modalidades.
O pinho da Sibéria que reveste a pista do velódromo enfrentou a ameaça de uma goteira nas chuvas fortes de junho, mas resistiu sem sequelas, diz Mello. Às terças e quintas-feiras, ciclistas de vários níveis treinam na pista.
Apesar dos esforços, quem chega em um dia de semana às proximidades do Parque Olímpico da Barra vê um imenso depósito de arenas gigantes. Poderia ser pior, não fosse a crescente movimentação de caminhões levando material para a montagem das instalações do Rock in Rio, que, neste ano, se transferiu da Cidade do Rock, também na Barra da Tijuca, para o pátio do Parque Olímpico. O evento será em setembro. Foram vendidos 700 mil ingressos para as sete noites de apresentações.
Integrando o conjunto, cuja gestão é dividida entre a Aglo e a Prefeitura do Rio, a Arena do Futuro, que sediou o handebol olímpico, e o conjunto das piscinas olímpicas aguardam desmonte, ainda sem cronograma. A Arena Carioca 2 virou um galpão sem arquibancadas, que será utilizado como centro de treinamento olímpico de várias modalidades. A Arena Carioca 3, sob gestão da prefeitura, vem sendo utilizada em parceria com federações de diversos esportes.
Distante alguns quilômetros da Barra, o Parque Olímpico de Deodoro não vive dias melhores. O Parque Radical, onde foram disputadas modalidades como canoagem e ciclismo BMX, está fechado desde dezembro. A gestão das instalações também está a cargo da prefeitura e não há prazo para reabertura. As demais instalações, localizadas em área da Vila Militar, estão sob gestão do governo federal, por intermédio do Exército.
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro vem cobrando medidas para efetivar o legado olímpico. O procurador Leandro Mitidieri afirma que tem um olhar crítico em relação ao que vinha sendo feito, mas diz que com a divulgação do Plano do Legado pela Aglo, em meados de junho, é preciso aguardar o desenrolar dos acontecimentos para saber como as coisas vão caminhar.
Crítico da realização de grandes eventos esportivos sem consulta prévia aos cidadãos, o procurador destaca o caso recente de Boston, nos Estados Unidos, cuja população rejeitou a disputa pelos Jogos de 2024 após desvendar os verdadeiros custos do evento e avaliar a relação custo-benefício. Além de Boston, desistiram de concorrer as cidades de Oslo (Noruega), Hamburgo (Alemanha) e Budapeste (Hungria).
Entre atletas e dirigentes, os olhos já estão voltados para Tóquio, sede dos Jogos de 2020. Parece longe, mas no meio olímpico não há tempo a perder. É legal os patrocinadores perceberem que a preparação começa agora e não dois anos antes. Precisamos de muita ajuda para estar preparados quando estiver faltando apenas um ano e, então, competir nos Jogos, afirma Braz.
Aos 23 anos, Nory espera continuar no esporte mesmo depois de parar de competir. Mas isso vai demorar. Ele ainda quer participar de mais duas olimpíadas. O caminho é repetir os exercícios à exaustão para manter a regularidade dos resultados e garantir apresentações como a que levantou público no Rio. O esporte é imprevisível, diz ele.

PORTAL G-1


Governo está "preparado" para assumir Viracopos, diz ministro

Maurício Quintella, dos Transportes, disse, porém, que espera que a concessionária resolva problemas financeiros e se mantenha à frente do aeroporto de Campinas.

Guilherme Mazui E Alessandra Modzeleski

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, afirmou nesta quinta-feira (27) que o governo está "preparado" para assumir o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), caso a concessionária, Aeroportos Brasil, decida devolver a concessão.
Quintella disse, porém, que espera que a concessionária resolva os problemas financeiros para permanecer à frente do terminal.
"Viracopos está em aberto. O governo está fazendo aquilo que o contrato determina: executou a garantia, a seguradora ainda está no prazo para fazer o pagamento e, até lá, nós estamos aguardando e torcendo para que a concessionária consiga resolver os seus problemas, e também preparados para, em qualquer eventualidade, assumir Viracopos ou qualquer outra concessão que venha a ter problema", afirmou o ministro.
O ministro fez a declaração após uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em que foi anunciada para esta sexta (28) a assinatura do contrato de concessão dos aeroportos de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, leiloados em março.
Dificuldades
De acordo com o jornal "Valor Econômico", a Triunfo e a UTC, que detém participação na concessionária que opera Viracopos, avaliam devolver a concessão em razão das dificuldades financeiras e da frustração com a perspectiva de futuro do negócio.
A Aeroportos Brasil deixou no ano passado de pagar R$ 173 milhões da outorga, um valor anual devido ao governo pelo direito de explorar o aeroporto. Por causa disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) executou o seguro garantia.
Questionado por repórteres, o ministro evitou fazer prognósticos sobre a devolução ou não da concessão do aeroporto de Campinas e pontuou que os atuais administradores "não apresentaram nada neste sentido."
A renegociação de contrato ou a devolução da concessão, citadas por Quintella, são possibilidades previstas em uma medida provisória aprovada pelo Congresso.
O ministro afirmou que a concessionária do Galeão aderiu ao "reperfilamento" do contrato e que a do aeroportos de Guarulhos pediu recentemente a adesão à reestruturação do vínculo.
"Quem sabe Viracopos tenha essa opção", disse Quintella.

Forças Armadas vão atuar auxiliando operações policiais no RJ até o final de 2018

Anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann. Ele prometeu ações sociais durante a atuação do Exército no Rio.

Nicolás Satriano

Tempos difíceis e extraordinários requerem medidas difíceis e extraordinárias." A frase foi dita pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, para resumir como as Forças Armadas irão atuar no Rio de Janeiro até o último dia de 2018. Segundo ele, não será uma forma "clássica" de ocupação, como é previsto nos decretos de garantia da lei e da ordem, GLO, alguns deles assinados no período das olimpíadas.
"[O objetivo é] Golpear o crime organizado. E para isso, temos que fazer coisas que não são usuais. Essas operações não serão anunciadas. Não serão divulgados efetivos, custos e locais. Só após a deflagração da operação", detalhou Jungmann.
O comunicado foi feito nesta quinta-feira (27) na sede do Comando Militar do Leste, no Centro do Rio. Durante o anúncio, Jungmann também prometeu ações sociais durante a atuação das forças armadas no estado.
"Não vamos realizar aquilo que se chama GLO [Garantia da Lei e da Ordem] clássica. A nossa operação, que irá até o último dia do atual governo, no fim de 2018, tem uma série de inovações", explicou Jungmann.
Mais cedo, Jungmann participou da primeira reunião do Estado-Maior Conjunto para Operações Integradas no Rio de Janeiro. Trata-se de um órgão de coordenação e planejamento criado para apoiar o Plano Nacional de Segurança, definido pelo governo federal, que atuará no RJ até o fim do próximo ano.
Omitir as informações sobre o que venha a ser feito será fundamental para garantir o "elemento surpresa", garantiu Jungmann. As atuações irão focar em desarticular arsenais do crime, rotas do tráfico de drogas e armas.
Uma das justificativas para a mudança no emprego de militares foi a longa permanência do Exército no Complexo da Maré. De acordo com Jungmann, foram gastos R$ 400 milhões durante 1 ano e meio de ocupação no conjunto de comunidades e, atualmente, o crime organizado voltou a dominar as favelas.
O ministro explicou ainda que esta ação, pela primeira vez, também terá efeito social. Jungmann informou que isso será feito com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social. Segundo o ministro, já há um pacote de propostas e soluções sobre o que deverá ser feito nas comunidades.

PAC perde R$ 7,48 bilhões; governo remaneja recursos para áreas essenciais

Planejamento confirma corte adicional de R$ 5,9 bilhões e anuncia remanejamento de R$ 2,2 bilhões para atender a áreas essenciais. Ministro diz que obras do PAC não serão suspensas.

Alexandro Martello

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, informou nesta quinta-feira (27) que o governo vai bloquear e remanejar recursos em um valor total de R$ 8,1 bilhões com o objetivo de cumprir a meta fiscal do governo, que é fechar o ano com um déficit de R$ 139 bilhões.
Oliveira confirmou o bloqueio de R$ 5,9 bilhões em gastos, anunciado na semana passada, e informou que serão remanejados para outras áreas R$ 2,2 bilhões, o que totaliza os R$ 8,1 bilhões, dos quais R$ 7,48 bilhões serão retirados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O ministro do Planejamento afirmou que o bloqueio de recursos do PAC não deve resultar, de imediato, na suspensão de obras públicas.
"A expectativa é de recomposição dos limites ao longo do ano. Pode haver atraso nos empenhos, mas isso poderá ser recuperado se conseguirmos reaver receitas", declarou o ministro.
Na lei orçamentária deste ano, aprovada pelo Congresso Nacional, os recursos para o PAC somavam R$ 36,07 bilhões. Com os cortes realizados até agora, o valor caiu quase pela metade: para R$ 19,68 bilhões.
Além do PAC, o governo também vai remanejar recursos de emendas parlamentares.
Segundo Oliveira, o governo procura reaver R$ 2,1 bilhões em precatórios não sacados por seus beneficiários; R$ 2,5 bilhões com a outorga de aeroportos; e R$ 1 bilhão com a privatização da Lotex.
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Áreas essenciais
Entre as áreas consideradas essenciais pelo ministro do Planejamento e que serão contempladas pelo remanejamento de R$ 2,2 bilhões, estão:
- fiscalização de trabalho escravo;
- defesa civil;
- Polícia Rodoviária Federal;
- Polícia Federal;
- sistema de controle do espaço aéreo;
- agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Levantamento realizado pelo G1 mostra que o corte de verba restringiu a atuação de vários órgãos e setores dependentes do governo federal.
Além do bloqueio adicional de R$ 5,9 bilhões em gastos no orçamento federal anunciado na semana passada, o governo também subiu a tributação sobre os combustíveis.

O objetivo do governo, ao elevar tributos e bloquear gastos no orçamento, é tentar cumprir a meta fiscal de 2017, fixada em um déficit (despesas maiores que receitas) de R$ 139 bilhões. A conta não inclui as despesas com pagamento de juros da dívida pública.
A arrecadação neste ano tem ficado abaixo da esperada pelo governo. No ano passado, quando estimou as receitas com impostos e tributos em 2017, o governo previa que a economia brasileira estaria crescendo em um ritmo mais acelerado, o que não ocorreu.
Com o orçamento apertado e os gastos limitados pela regra do teto, que começou a valer neste ano, o governo já reduziu investimentos e sofre para manter alguns serviços. Para analistas, as restrições devem continuar nos próximos meses.
Apesar dos esforços da equipe econômica, economistas das instituições financeiras estimam que o rombo das contas do governo ficará em 145,26 bilhões. O valor está acima da meta fiscal fixada para 2017, que é de um resultado negativo de até R$ 139 bilhões.

PORTAL R7


Avião sofre pane nos freios e capota na Grande São Paulo

Acidente ocorreu ao lado de escola. Piloto e passageiro saíram ilesos

Uma aeronave de pequeno porte, Cessna 182 Skylane (matrícula PT-IYB), capotou durante o pouso nesta quinta-feira (27) no Aeródromo Nascimento, em Cotia, na Grande São Paulo. O acidente ocorreu por volta das 15h50. O aeroporto fica na avenida Prefeito Ivo Mario Isaac Pires, 1200.
Próximo ao local do acidente há uma escola municipal, que não foi atingida. O piloto e o passageiro, que estavam a bordo, não sofreram ferimentos e se recuperam do acidente.
A reportagem da Agência Record localizou o piloto do avião, Paulino Nascimento, de 72 anos. Por telefone, Nascimento relatou que estava com um ocupante a bordo, realizando o procedimento de pouso quando houve uma falha no equipamento de freios da aeronave.
O avião derrapou na pista e, em seguida, capotou em um declive. Apesar da gravidade do acidente, ninguém se feriu e ambos se recuperam do susto. O piloto possui 22 anos de experiência e informou que a aeronave está em situação regular.
A Polícia Militar permanece no local. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas, como não houve vítimas foi dispensado.

AGÊNCIA BRASIL


Governo receberá R$ 1,4 bilhão à vista por concessão de aeroportos


Yara Aquino - Repórter Da Agência Brasil

O presidente Michel Temer disse hoje (27) que as concessões dos aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis mostram o esforço de modernização feito pelo governo e a confiança dos investidores no Brasil. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Temer, ministros e empresários celebraram a concessão dos aeroportos, que terão os contratos assinados nesta sexta-feira (28), na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com as assinaturas, o governo recebe, à vista, R$ 1,4 bilhão. O leilão que definiu as concessões foi realizado em março.
"Essa cerimônia mostra o esforço de modernização do governo para colocar o Brasil no século 21. As concessões desses aeroportos são as primeiras já dentro do novo modelo de concessão, que é mais racional, mais previsível e mais seguro”, disse Temer.
O governo vai arrecadar, no total, R$ 3,7 bilhões em outorgas com a concessão dos aeroportos. Os grupos vão pagar ao governo, à vista, 25% do valor mínimo da outorga mais o ágil ofertado, o que totaliza os R$ 1,4 bilhão.
Os prazos dos contratos de concessão são de 30 anos, exceto o aeroporto de Porto Alegre, que é de 25 anos. Os contratos podem ser prorrogados por mais cinco anos.
Os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre serão operados pelo grupo Fraport AG Frankfurt Airport Services, de origem alemã. O de Salvador ficou com a francesa Vinci Airports, e o de Florianópolis com a Zurich International Airport AG, da Suíça. As três empresas têm experiência na administração de aeroportos em diversos países.
O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, destacou a importância da aviação para a integração nacional e o desenvolvimento do turismo e reforçou que a cerimônia de hoje é “a prova de que o Brasil é um lugar rentável e seguro para investimentos”.
Quintella lembrou que para esses novos contratos foi preciso reformular o modelo anterior de concessões, que não se mostrou sustentável. Segundo o ministro, o governo já estuda novas concessões para o setor. “É preciso olhar para o futuro e continuar avançando. Já estamos estudando novas concessões para o setor aeroportuário, preservando a modelagem que deu certo e garantindo a sustentabilidade da Infraero, que precisa ser recuperada e preservada”, disse.
Investimentos
Os grupos terão que investir R$ 6,6 bilhões nos quatro terminais. Os investimentos serão em áreas como a ampliação dos terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e de estacionamentos. No aeroporto de Salvador, há exigência de construção de uma nova pista de pouso e decolagem e, no de Florianópolis, será preciso construir um novo terminal de passageiros e um estacionamento.
As concessionárias também deverão fazer melhorias imediatas nos terminais, como revitalização e atualização de sinalizações e de sistema de iluminação, oferta de internet gratuita de alta velocidade, além de melhorias de banheiros e fraldários, sistemas de climatização, escadas e esteiras rolantes.
Dados do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil mostram que os quatro terminais respondem por 11,6% dos passageiros que circulam no país, por 12,6% das cargas e por 8,6% das aeronaves do tráfego aéreo brasileiro.

AGÊNCIA SENADO


Medida provisória institui programa de demissão voluntária para servidores


Da Redação

A Medida Provisória (MP) 792 que trata do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) no âmbito do Poder Executivo Federal está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (27). Ela foi assinada na quarta (26) pelo presidente Michel Temer e tem como objetivo reduzir as despesas com a folha de pagamento dos servidores públicos federais.
A MP, que começará a ser discutida pelo Congresso Nacional a partir de agosto, propõe, entre outros pontos, indenização correspondente a 125% da remuneração mensal do servidor, na data de desligamento, multiplicada pelo número de anos de efetivo exercício.
Um funcionário que, por exemplo, está no serviço público há 20 anos e ganha R$ 5 mil ao mês receberá R$ 6,250 mil por cada ano que trabalhou caso decida aderir ao PDV. O total da indenização nesse caso seria R$ 125 mil reais.
O trabalhador que optar pela demissão voluntária ficará isento de pagar Imposto de Renda e contribuição previdenciária sobre o valor da indenização do PDV. A forma de pagamento dessa indenização será definida pelo Ministério do Planejamento e poderá ser feita de uma só vez ou em parcelas. Quem aderir ao programa perderá o vínculo com a administração pública e, portanto, deixará de participar do Regime Próprio de Previdência Social.
Terão preferência os servidores com menor tempo de exercício no serviço público federal e os que estão em licença para tratar de assuntos particulares.
Mas nem todos os servidores públicos federais poderão aderir ao programa. É vedada a adesão, por exemplo, daqueles que estejam em estágio probatório e os que tenham cumprido os requisitos legais para aposentadoria. Também não poderão participar aqueles que, na data de abertura do processo de adesão ao PDV, estejam habilitados em concurso público para ingresso em cargo público federal, dentro das vagas oferecidas no certame.
Também haverá limite de vagas por órgão. Caso as inscrições ultrapassem o limite de vagas, terá prioridade quem solicitar antes a adesão.

Jornada reduzida
A MP também prevê a possibilidade de redução de jornada de trabalho de 8 horas diárias e 40 semanais para 6 ou 4 horas diárias e 30 ou 20 horas semanais, respectivamente, com remuneração proporcional, calculada sobre o total da remuneração. Como incentivo à redução da jornada, o governo oferece o pagamento adicional correspondente a meia hora diária.
O servidor que trabalhar em horário reduzido poderá, no período em que não estiver a serviço da administração pública, exercer outra atividade, pública ou privada, desde que não haja conflito de interesses entre as duas atividades.
Terão preferência na concessão da jornada de trabalho reduzida os servidores com filho de até seis anos de idade ou responsáveis pela assistência e pelos cuidados de pessoa idosa, doente ou com deficiência elencadas como dependentes.

Licença sem remuneração
O governo também cria com a MP a licença incentivada sem remuneração. Nesse caso, o servidor poderá ficar afastado do serviço público por três anos e vai receber como incentivo um valor correspondente a três vezes seu salário.
Pela proposta, o servidor que optar pela licença sem remuneração não poderá interromper o afastamento. A licença sem remuneração poderá ser prorrogada por mais três anos a pedido do servidor ou por interesse do serviço público.
Não será concedida a licença incentivada aos servidores que se encontrem regularmente licenciados ou afastados, ou àqueles que retornarem antes de decorrido o restante do prazo estabelecido no ato de concessão da licença para tratar de interesses particulares, diz a MP.
O governo não tem uma estimativa de quantos servidores vão aderir ao PDV, uma vez que a adesão é voluntária. No último PDV, realizado no governo de Fernando Henrique Cardoso, houve cerca de 5 mil adesões ao plano. Caso esse número se repita, o impacto de economia da medida seria de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano conforme o governo.

Tramitação
A MP 792 será analisada primeiramente por uma comissão mista de deputados e senadores. Depois, passará por votações nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado em até 120 dias (60 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período).

PORTAL BAND


Transporte de órgãos dispara após FAB manter aeronave à disposição

Decreto foi assinado em junho de 2016 e índice cresceu mais de 2.000%

O número de órgãos humanos transportados pela Força Aérea Brasileira (FAB) subiu mais de 2.000% desde o decreto que obriga a entidade a manter sempre uma aeronave à disposição para o traslado. A medida foi assinada pelo presidente Michel Temer (PMDB) em junho de 2016.
O índice passou de apenas três entre janeiro e março do ano passado para 66 no primeiro trimestre de 2017, uma alta de 2.100%. Os principais destinos dos órgãos foram Distrito Federal, Pernambuco e São Paulo e nos três primeiros meses deste ano, a FAB transportou, entre outros, 30 fígados, 20 corações e 10 rins.
A secretária de Atenção à Saúde, Maria Inez Gadelha, responsável pelo Sistema Nacional de Transplantes, explica que a Força Aérea Brasileira tem um papel muito importante, sobretudo, em casos de urgência.
Maria Inez esclarece que alguns órgãos precisam ser transportados em um curto espaço de tempo. “Principalmente nos casos daqueles órgãos que se deterioram rapidamente. O coração, por exemplo, tem um tempo de isquemia de quatro horas”, afirma.
Em janeiro, a FAB lançou um vídeo em que apresentava um balanço do decreto:(disponível em http://www.band.uol.com.br/m/conteudo.asp?id=100000868817&programa=cidades)
Transporte de equipes
A secretária deixa claro que, em regiões mais distantes, não só os órgãos são transportados, mas também as equipes que fazem a retirada. Ela explica que as empresas aéreas também têm um papel relevante no transporte de órgãos no Brasil, segundo Maria Gadelha.
“A maior parte dos transporte se dá pelas empresas aéreas. É um trabalho muito bonito, gratuito e que tem um atendimento de primeiríssima responsabilidade e compromisso”, diz. Entre janeiro a março, as empresas aéreas transportaram 330 órgãos.
Atualmente, o Brasil tem o maior sistema público de transplante de órgãos.
Voos de ministros
Nesta semana, a reportagem da BandNews FM também mostrou com exclusividade que o número de voos da FAB feitos por ministros e outras autoridades para ir e voltar para casa aumentou 40% no governo Temer.
Assista à reportagem do Brasil Urgente sobre o caso: (disponível em http://www.band.uol.com.br/m/conteudo.asp?id=100000868817&programa=cidades)

PORTAL BRASIL


Mudança regulatória da aviação é prioridade para segundo semestre

Aumento do capital estrangeiro em empresas aéreas e redução do ICMS do querosene estão entre as prioridades na agenda legislativa, diz secretário nacional de Aviação Civil

Após impulsionar a concessão de aeroportos brasileiros com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o governo federal também aposta em mudanças legislativas para modernizar e deixar o setor aéreo mais competitivo. Propostas como a redução de alíquota de imposto no querosene de aviação e a ampliação do limite de investimento estrangeiro em companhias de aviação são vistas como propostas essenciais pelo Executivo.
Em entrevista ao Portal Brasil, o secretário nacional da Aviação Civil, Dario Lopes, acredita que as propostas vão beneficiar tanto as empresas, com maior competitividade, quanto os consumidores, com tarifas mais baratas. “Essa agenda de mudança regulatória visa exatamente a você explorar esse enorme potencial. Você só consegue explorar o potencial de um serviço aumentando as condições de competitividade”, afirmou.
Um dos temas prioritários para o setor no Congresso Nacional é a aprovação do projeto de lei que reduz o teto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação, que hoje aguarda análise do Senado Federal. Segundo ele, o imposto prejudica empresas aéreas, já que o querosene é o maior custo operacional delas.
Hoje, o imposto varia de 3% a 25%, dependendo da unidade da federação. A ideia é levar o teto para 12%. Na prática, elas aliviam o custo operacional das companhias e podem gerar descontos significativos nas passagens. “Nós estamos falando de imposto que só tem no Brasil e que incide no principal custo da empresa. Isso é uma maneira de realmente você criar condições para um grande desenvolvimento da aviação civil”, avaliou.
Capital estrangeiro
Além de tentar acabar com as diferenças no ICMS, o governo também trabalha pela aprovação do projeto que acaba com o limite de capital estrangeiro nas empresas áreas brasileiras. Atualmente, o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) permite que as companhias tenham até 20% de investimento internacional. A ideia é acabar com essa restrição.
Na visão do secretário de Aviação Civil, a medida é essencial para criar mais oportunidade de voos ao exterior, uma vez que as empresas trabalham com o princípio da reciprocidade – no qual as companhias apenas investem no país se houver o mesmo aceno em contrapartida.
Junto ao fim do limite ao capital estrangeiro, o governo quer conjugar a aprovação da política de céus abertos com os Estados Unidos, projeto parado na Câmara dos Deputados desde 2011.

JORNAL A CRÍTICA (AM)


Infraero prepara simulação de emergência aeronáutica no Aeroporto de Manaus

Exercício simulará um acidente ocorrido na pista de taxiamento do aeroporto em uma aeronave em pane hidráulica

A Infraero realizará nesta sexta-feira (28/7), das 9h às 11h, o Exercício Simulado de Emergência Aeronáutica (Esea) no Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM). A atividade é parte da atualização do Plano de Emergência (Plem) do aeroporto, seguindo as recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), assim como as normas do Comando da Aeronáutica e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O treinamento é uma mobilização simultânea de todos os órgãos integrantes da Comissão de Emergência do aeroporto, responsáveis pela manutenção do Plem, e tem por objetivo avaliar os processos para atendimento de uma emergência aeronáutica no aeroporto. Para isso, o exercício simulará um acidente ocorrido na pista de taxiamento do aeroporto em uma aeronave em pane hidráulica, com 45 vítimas em variadas situações de risco.
Fazem parte da Comissão de Emergência do Aeroporto de Manaus os comandos da Aeronáutica, Marinha e do Exército, Polícia do Exército, 4º Batalhão de Aviação do Exército, 7º Comar (BINFAe), Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Centro Integrado de Operações, polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Instituto Médico Legal, Secretaria Municipal do Transporte (Manaustrans), Departamento de Imigração da Polícia Federal, Receita Federal (Alfândega), empresas aéreas que operam no terminal, empresas fornecedoras de combustível e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
“O objetivo do Plano de Emergência é estabelecer os procedimentos básicos de resposta a uma emergência e testar a agilidade das medidas tomadas. Após reuniões com os órgãos e empresas envolvidas, chegou o momento de testarmos tudo o que foi planejado. A prática destes exercícios garante a constante atualização e avaliação do Plano de Emergência”, pontuou o gerente de Segurança do Eduardo Gomes, Carlos Santana.
Segundo o superintendente de Manaus, Abibe Ferreira, a simulação busca garantir a agilidade e correção dos procedimentos de salvamento e resgate estabelecidos. “Esta é uma atividade que envolve diversos órgãos e entidades da cidade, sendo uma oportunidade ímpar para testarmos a capacidade de contingência e atendimento às emergências aeronáuticas. É um trabalho em conjunto aos órgãos militares, às secretarias do Governo do Estado e da Prefeitura, às empresas aéreas e demais parceiros da Infraero, que nos permitirá um Plano de Emergência atualizado de acordo com as recomendações das autoridades da aviação civil”, finalizou Abibe.
SERVIÇO
Evento: Exercício Simulado de Emergência Aeronáutica no Aeroporto Internacional de Manaus
Data: 29/7/17
Horário: 9h às 11h
Ponto de encontro: Balcão de Informações da Infraero a partir de 08:30h
Contato: (92) 99225-7336 / 98110-6336 - Salin
E-mail: imprensa@infraero.gov.br

PORTAL DEFESANET


Mestrado e especialização são oportunidades de qualificação para carreira na FAB

Militares farão agora especialização ou mestrado em Ciências Aeroespaciais

Aspirante Timponi

A quarta reportagem da série sobre a reestruturação do ensino da FAB aborda a possibilidade de realização integrada do curso de Mestrado profissional – pertencente ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Aeroespaciais (PPGCA), da Universidade da Força Aérea –, com o Curso de Comando e Estado-Maior (CCEM), da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).
A medida faz parte de um programa maior de formação continuada, determinada pelas diretrizes do Comando da Aeronáutica (COMAER), de modernização do ensino da Força Aérea Brasileira (FAB), e pretende fornecer conhecimento mais aprofundado aos oficiais de carreira em período de pós-formação, para a atuação como gestores.
Entenda como funcionará o mestrado conjugado com o CCEM Na reformulação do ensino da FAB, a criação de duas Vice-Reitorias na UNIFA possibilitou maior continuidade do conteúdo educativo ao longo da carreira.
Na nova divisão, a Vice-Reitoria Acadêmica se responsabiliza por organizar a pós-formação do segmento acadêmico (cursos de stricto sensu, o que inclui os dois mestrados da UNIFA); e a Vice-Reitoria dos Cursos Militares passa a coordenar atividades de pós-formação militares (cursos de lato sensu, que correspondem às especializações e aos cursos de MBA).
A proposta é que os alunos do CCEM realizem no primeiro ano um MBA à distância em Gestão de Processos. No segundo ano, eles realizarão, presencialmente, o novo curso de Especialização em Ciências Aeroespaciais, oferecido pelo PPGCA.
Caso optem pelo mestrado, em vez de realizarem o segundo ano do CCEM, eles cursam as disciplinas do mestrado, juntamente com outros militares e civis que passarem no processo seletivo do PPGCA. “O objetivo dessa novidade é preparar oficiais de formação analítica que vão atuar em funções hierárquicas de alto comando, profissionais de senso crítico apurado, que se embasem na concepção científica acadêmica, dando mais robustez aos projetos desenvolvidos, de forma a trazer benefícios para todo o setor de trabalho”, destacou o Vice-Reitor Acadêmico da UNIFA, Brigadeiro Interino Luiz Tirre Freire.
O PPGCA busca desenvolver estudos e pesquisas, procedimentos, produtos e tecnologias aplicadas na área de Ciência Política e Relações Internacionais, Defesa Nacional e Segurança Internacional, com ênfase no poder aeroespacial. Por ser um mestrado profissional que visa buscar soluções para o Comando da Aeronáutica, pesquisadores, oficiais e professores civis realizam estudos do emprego de aeronaves no emprego da linha de segurança e defesa.
Já o outro mestrado, mais recente, o Programa de Pós-Graduação e Desenvolvimento Humano Operacional (PPGDHO), não fará parte da parceria, por ser um programa novo, ainda em processo de ser sistematizado e remetido, no futuro, para apreciação da Coordenação de Aperfeiçomento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
No PPGDHO, alunos realizam estudos da aplicação de mecanismos para a adaptação do combatente às novas máquinas inseridas no contexto da aviação e da FAB, como estudos da ergonomia do KC-390 e equipagem dos pilotos do Gripen NG para futuras demandas no emprego das aeronaves.
De acordo com o Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Coronel Aviador Hudson Ávila Diniz, a reestruturação não prevê mudanças na metodologia utilizada no curso de mestrado da UNIFA. “Para o PPGCA, apenas reajustamos a agenda em sincronia com o calendário da ECEMAR.
O mestrado não será afetado em termos de estrutura. Porém o maior desafio está na criação do curso de lato sensu, que será ministrado pelos mesmos professores do mestrado, o que acarreta uma reformulação na grade, nos horários e na demanda de trabalho para o PPGCA”, finalizou.

Jungmann participa de reunião de Alto-Comando da Aeronáutica

Perspectivas no campo da Defesa estiveram entre os assuntos abordados

Aspirante Aline Fuzisaki

O Ministro da Defesa Raul Jungmann se reuniu, nesta quarta-feira (26/07), com o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e Oficiais-Generais do Alto-Comando.
“A minha vinda aqui foi para atualizá-los a respeito de questões que dizem respeito à Força Aérea Brasileira, a exemplo de orçamento, do fortalecimento dos projetos estratégicos da Força, além de saber como é que está o processo de modernização e a racionalização de toda a sua infraestrutura. Então, dessa troca de informações, nós vamos mantendo uma relação sinérgica, em que multiplicamos esforços e continuamos num rumo comum, que é a defesa do Brasil e da sua soberania”, afirmou o Ministro.
Jungmann falou, também, sobre as perspectivas no campo da Defesa no que diz respeito à atuação da FAB. “Nós temos o SGDC, nosso satélite que está entrando em funcionamento, e vamos ter a continuidade da Operação Ostium, que já é um sucesso por parte da Força Aérea e tem se revelado extremamente eficaz no sentido de coibir o tráfico de drogas e de armas”, pontuou.
Ainda segundo o Ministro, a continuidade e a consolidação do processo de racionalização das infraestruturas e de toda a logística e governança da FAB são fundamentais para a elevação da sua eficiência e capacidade de atender às necessidades colocadas pelo País.
“A Força Aérea tem um papel crucial de defesa do Brasil, mas tem também um enorme papel em termos de desenvolvimento de tecnologia, de inovação e, obviamente, de apoio à sociedade e ao povo brasileiro”, concluiu o Ministro.

OUTRAS MÍDIAS


DIÁRIO DE NOTÍCIAS (Portugal)


Governo autoriza compra de 5 aeronaves militares KC-390

O Governo autorizou hoje, por diploma, o início de negociações com a Embraer para comprar cinco aeronaves militares KC-390, usadas também para combate a incêndios florestais, e pediu uma avaliação da suspensão da modernização das atuais aeronaves C-130H.
A resolução do Conselho de Ministros, hoje publicada em Diário da República, com efeitos imediatos, refere "até cinco aeronaves KC-390, com opção de mais uma", e ainda a respetiva sustentação logística e um simulador de voo (fullflight simulator CAT D), para instalação e operação em território nacional.
"Assim, reforçam-se as atuais capacidades de transporte aéreo, de busca e salvamento, evacuações sanitárias e apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o Continente e os Arquipélagos", lê-se na resolução.
O executivo, naquele documento, explica ainda que esta aquisição vai trazer capacidades adicionais de reabastecimento em voo e de combate a incêndios florestais, possibilitando "que Portugal disponha de aeronaves com funções de duplo uso (civil e militar), que respondem a necessidades permanentes do país".

A salvaguarda dos "interesses essenciais de segurança" do Estado português é outra das razões para a compra das aeronaves militares, defende o Governo, que salienta assegurar assim a capacidade de transporte aéreo "estratégico e tático" das Forças Armadas Portuguesas e "reforçar a capacidade de apoio a missões" de interesse público.
A resolução do Conselho de Ministros determina ainda a elaboração, até finais de outubro, ou no prazo máximo de três meses, de um relatório detalhado que "identifique todos os aspetos relevantes e necessários à introdução do novo sistema de armas KC-390 na Força Aérea, com as possíveis opções para decisão final, incluindo as decorrentes da negociação com a Embraer, respetivos cronogramas, custos associados e com o objetivo de se atingir a Capacidade Operacional Inicial (Initial Operational Capability - IOC) até ao final de 2021".
O ministro da Defesa é, segundo o diploma, quem dirige as negociações com a Embraer e as negociações com outras entidades e quem constitui uma equipa - com representantes nomeados pelo Ministro das Finanças, pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e pelo Ministro da Economia - responsável pelo relatório.
O Conselho de Ministros decide ainda, naquele diploma, "determinar que o Ministro da Defesa Nacional avalie a suspensão da modernização das atuais aeronaves C-130H".
Portugal esteve envolvido no projeto de desenvolvimento e produção do KC-390, um compromisso reforçado em 2011 pelo ministro da Defesa e a Embraer, num acordo visando uma potencial aquisição por Portugal de aeronaves KC-390, nomeadamente mediante o acompanhamento pela Força Aérea do desenvolvimento de configuração da aeronave.

PORTAL AEROFLAP


FAB divulga data dos portões abertos em 2017

A Força Aérea Brasileira divulgou a data dos Portões Abertos em várias cidades para esse ano. Diferente de 2016, neste ano o tradicional evento da FAB ocorrerá entre os meses de julho e novembro e abrangerá mais cidades em comparação com 2016.
Por enquanto não há mais detalhes sobre alguns eventos entre setembro e novembro, como a presença da Esquadrilha da Fumaça em cada Portões Abertos. Por enquanto nossa equipe tem as informações sobre o evento Portões Abertos em Campo Grande, acompanharemos a agenda da Esquadrilha da Fumaça e as novidades divulgadas por cada Ala para atualizar essa postagem.
Como é comum da nossa equipe, nós sempre estamos presentes nas várias edições dos Portões Abertos em diversas cidades pelo Brasil.
Veja mais detalhes sobre o Portões Abertos em Campo Grande, que ocorrerá no dia 30 de julho:
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Algumas Alas ainda estão definindo a data que o evento ocorrerá, então essa postagem pode sofrer alterações nos próximos dias.

PORTAL FOLHA MT NOTÍCIAS


Apresentação da Esquadrilha da Fumaça leva público recorde no Porto do Baé em Barra do Garças

Edevílson Arneiro / Almir Vitória/Joaquim Darui (Secom-BG) e André Halibozek
Uma tarde inesquecível em Barra do Garças, assim pode ser resumida a apresentação da Esquadrilha da Fumaça nesta quarta-feira. Esta foi a terceira vez que o Esquadrilha fez a demonstração na cidade, a primeira foi em 1988, depois em 2015 e agora em 2017 registrando público recorde,que lotou as margens dos rios Garças e Araguaia, segundo a Polícia Militar, sendo a maior concentração na região do Porto do Baé, com a lotação das arquibancadas próximo a rampa e da Arena.
Os sete "super tucanos" iniciaram as manobras às 16h35 levantando a multidão ao delírio, o momento mais aplaudido foi uma homenagem dos pilotos desenhando no ar com a fumaça um coração. A sincronia perfeita do narrador, apoio e pilotos, manteve o público presente atento a cada movimento, surpreendendo a cada manobra. A apresentação encantou os moradores de Barra do Garças, Aragarças e Pontal do Araguaia e os turistas que ainda permanecem na cidade curtindo a última semana da Temporada de férias e de praia.
A comitiva da esquadrilha permanece na cidade até sexta-feira e no sábado se apresentam em Rondonópolis. A Prefeitura Municipal de Barra do Garças organizou a estrutura e segurança para público e a comitiva do EDA, com o apoio da Câmara Municipal, Exército Brasileiro (58º), Aeronáutica (DTCEA), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
“Agradecemos toda a população que prestigiou a apresentação e queremos registrar o empenho do deputado federal Valtenir Pereira e do deputado estadual Max Russi que não mediram esforços para que fosse possível a vinda da esquadrilha da Fumaça”, destacou o Prefeito Roberto Farias.
O vice-prefeito Weliton Marcos esteve presente e elogiou a apresentação, “É uma honra receber a Esquadrilha da Fumaça, um belíssimo espetáculo”.

PORTAL FOLHA VITÓRIA (ES)


Marinha vai investigar causas do naufrágio com pescadores de Itapemirim

Três tripulantes foram resgatados com vida na tarde da última quarta-feira (26), e chegaram ao Porto de Itaipava no início da manhã desta quinta-feira (27). 
A Marinha do Brasil instaurou um Procedimento Administrativo para apurar as causas do acidente e as responsabilidades no naufrágio com seis tribulantes de Itapemirim, a cerca de 80 milhas da costa de São João da Barra, no Rio de Janeiro. Três pescadores ainda estão desaparecidos.
Na tarde da última quarta-feira (26), a embarcação pesqueira "Lavínia II" resgatou três dos seis pescadores que estavam na embarcação "Kairós", naufragada durante a madrugada. Os tripulantes resgatados desembarcaram no início da manhã desta quinta-feira (27), no Porto de Itaipava, em Itapemirim, e foram encaminhados para o Hospital Menino Jesus, onde foram atendidos e, em seguida, receberam alta.
A operação de busca e salvamento aos demais tripulantes desaparecidos continua sendo realizada pelo Navio-Patrulha "Macaé", com o apoio de uma aeronave C-130 Hércules pertencente à Força Aérea Brasileira, além da embarcação offshore “Elizabeth C”.
Os pescadores saíram de Itaipava na manhã da última terça-feira (25) em direção à bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Os três resgatados contaram, ao desembarcar nesta quinta-feira (27), que por volta de meia noite da última quarta-feira (26), perceberam que estava entrando água na embarcação e tentaram vedar, sem saber de onde entrava a água. Por volta de 1h, o barco começou a afundar e eles emitiram o primeiro pedido de socorro para as embarcações e para a estação de rádio do Porto de Itaipava.



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