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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 20/05/2017 / Regulação aquece mercado de drones


Regulação aquece mercado de drones ...  

Fabricante DJI estuda criação de escritório no País e empresas veem alta na demanda ...  

Fabricantes e empresários do setor de drones estão otimistas com o mercado brasileiro após a publicação da regulamentação do setor pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no início deste mês. Com a norma, o uso comercial e recreativo de aeronaves não tripuladas está permitido no Brasil, desde que as obrigações estabelecidas pela agência e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) sejam obedecidas.

Para a chinesa DJI, maior fabricante de drones do mundo, a regulamentação era um passo necessário para o País se consolidar como um dos grandes consumidores de drones. Após a aprovação, a companhia já começou a estudar a abertura de um escritório no Brasil, que deve acontecer até 2018.

De acordo com Manuel Martínez, diretor da DJI na América Latina, além da aprovação da legislação, a empresa ainda tenta quantificar a demanda para uso de drones em segmentos como agronegócio, indústria e transmissão de energia. “Já sentimos mudanças na feira Agrishow, no início de maio”, diz Martínez. “O nível de conhecimento e procura por drones cresceu consideravelmente em relação ao ano anterior.”

Como setores importantes da economia brasileira têm potencial para usar esses equipamentos para serviços de inspeção, por exemplo, o País pode se tornar o principal mercado da América Latina para a DJI. Hoje, o Chile e o México estão na dianteira e já têm lojas da marca chinesa. Segundo Martínez, esses países foram escolhidos para o início da operação na América Latina porque têm situação socioeconômica mais sólida e maior demanda por drones do que o Brasil no momento.

Volume. A falta da regulamentação atrapalhava as empresas que comercializam drones a fechar vendas em grandes volumes para o mercado corporativo. Como não existiam normas para uso comercial, o compliance de grandes empresas não aprovava as compras, já que a atividade poderia ser considerada ilegal pelas autoridades.

Segundo Luis Neto Guimarães, fundador da loja de drones Dronestore, a empresa espera retomar as negociações com grandes clientes. “Cheguei a receber pedidos enormes de empresas do setor de gás, energia e construção civil, mas a maior parte delas optou por comprar somente um produto para estudos enquanto aguardava a aprovação da regulamentação”.

Já Leonardo Minucio, sócio da empresa de serviços Futuriste Drones, afirma que a regulamentação vai ajudar a consolidar o crescimento do setor, que já registra alta demanda desde o início de 2017. A empresa, fundada em 2014 apenas para prestar serviços de filmagem de eventos e inspeção industrial, hoje atua também com treinamentos para operadores. “Uma semana após a publicação da Anac, já registramos um aumento de 30% na procura por treinamentos”, conta o empresário.

Contrabando. Outro benefício da regulação será a redução do contrabando de drones, já que a legislação brasileira exige nota fiscal para o registro na agência reguladora. “Todo mês, 1 milhão de drones chegam ao Brasil ilegalmente”, diz Ulf Bogdawa, presidente executivo da fabricante SkyDrones.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Mercado político especula possíveis candidatos à Presidência


Igor Gielow

O manto da incerteza cobre não só o futuro de Michel Temer à frente da Presidência, mas também as opções de saídas eleitorais no caso de sua queda: eleição direta ou indireta, como prevê a Constituição?
Enquanto isso, o mundo político especula nomes, em especial no cenário indireto.
Emergem, entre outros, a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Cármen tem conversado com alto empresariado e políticos. Mineira, ela já mostrou que pode jogar além dos limites institucionais estreitos em episódios como no apaziguamento de um Renan Calheiros que havia desobedecido à Justiça.
A vantagem óbvia: é um nome do "partido da toga", longe dos rolos da Lava Jato. A desvantagem: o que esperar dela em termos de condução de política econômica. Irá se comprometer com reformas desejadas pela mesma elite que agora contempla se abandona Temer?
  Aqui o nome de Meirelles (PSD) ganha força, pois poderia se vender como o "homem das reformas" e acalmar o mercado que prevê o Apocalipse a cada crise. Seria impopular, como Temer, mas o mandato é tampão.
O problema é que, tendo sido presidente do conselho da holding que controla a JBS e outras empresas até 2016, há dúvidas na classe política e entre empresários sobre o que poderia ser dito sobre ele pelos irmãos delatores.
Até aqui, ele escapou da Lava Jato, tendo deposto como testemunha de defesa de Luiz Inácio Lula da Silva.
Fosse realizada eleição direta, nenhum deles poderia ser candidato porque Cármen não é filiada e Meirelles teria de ter deixado do cargo seis meses antes do pleito.
Ocorre que, se a disputa for indireta, as regras ainda terão de ser determinadas, provavelmente pelo Supremo, como ocorreu nos impeachments de 1992 e 2016.
No caso de o rito para eleições diretas valer, ganha alguma força o deputado Maia. Ele tem bom trânsito na enorme base aliada de Temer, embora pese contra si uma delação na Lava Jato. Ele nega, mas o selo de "enrolado" na operação parece ser uma sentença de morte nesses dias.
Outros nomes nos últimos dias, antes do agravamento da crise, eram os do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e do ex-ministro Nelson Jobim (PMDB). Aos 85 anos, FHC parece fora do páreo, e Jobim é associado à defesa de réus da Lava Jato, além de ter o maior programa que tocou como ministro da Defesa de Lula, a compra de submarinos franceses, na mira da operação.
Todos esses cenários descontam a demanda por um pleito direto, que depende de uma improvável aprovação de emenda constitucional ou uma releitura de regras do Tribunal Superior Eleitoral caso ele casse a chapa Dilma-Temer em junho. E, claro, de mobilização nas ruas.
Aqui, o que se tem é uma replicação das pesquisas eleitorais recentes, com Lula à frente, seguido de Marina Silva (PV) e Jair Bolsonaro (PSC).
O PSDB, que buscava ganhar tempo para definir quem seria seu candidato no ano que vem, hoje quase certamente teria de ser o prefeito paulistano João Doria, único nome graúdo do partido fora do escopo da Lava Jato.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Para auxiliares diretos e aliados, situação de Temer continua grave

Presidente passa o dia reunido com colaboradores próximos no dia em que STF aceita pedido para investigá-lo

Tânia Monteiro

O presidente Michel Temer dedicou boa parte de sua agenda desta sexta-feira, 19, a reuniões com auxiliares diretos e políticos aliados. Buscava meios de reduzir os danos a seu governo causados pela delação do dono da JBS, Joesley Batista, que colocou em risco o seu governo.
Temer começou o dia com seu advogado, Antônio Mariz, e auxiliares no Palácio do Jaburu. Pensou inicialmente em fazer um novo pronunciamento para rebater as acusações. Por causa dessa reunião, transferiu para o final da tarde o encontro que havia marcado com os comandantes militares.
No Planalto, Temer teve reuniões com peças-chave de seu governo: o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Secretaria-Geral, Moreira Franco; das Relações Institucionais, Antônio Imbassahy; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, além dos líderes da Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Temer foi convencido de que não deveria fazer novo pronunciamento, como pretendia, mas ainda defendia que alguma coisa precisava ser respondida. Por isso decidiu-se pela nota oficial, que foi divulgada nesta noite.
Ao se referir a Joesley, sem citar o nome do empresário, chegou a usar adjetivos pouco lisonjeiros. Quando o assunto chegou a seu ex-assessor, deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), Temer se disse "muito penalizado" com a situação dele. Mas reiterou que não havia "nada a fazer", repetindo o discurso que ele deveria responder por seus atos.
De assessores e colaboradores, ouviu a avaliação de que a situação estava "mais amena" e "arrefecendo". Um deles advertiu que, "não era exatamente assim" porque todos estavam aguardando a divulgação das próximas delações e não se sabia o que estaria neste novo material. A situação, de qualquer maneira, continua sendo considerada "grave".
Em um dado momento, a possibilidade de edição da conversa com Joesley voltou à tona. O governo quer fazer perícia da gravação, mas o procedimento só deverá ser adotado no início da semana que vem.
No encontro com os militares, ouviu novamente a defesa do estrito cumprimento de todos os ritos constitucionais. A ideia dos comandantes é de manterem-se calados, para demonstrar que estão afastados de questões políticas. Eles apenas acompanham a situação, atentamente, mas sem qualquer tipo de interferência.

Um teste para o Brasil

O País vive o seu momento de maior instabilidade política desde a promulgação da Constituição de 1988

O País vive o seu momento de maior instabilidade política desde a promulgação da Constituição de 1988. À instabilidade e à incerteza quanto ao futuro que dela advém, soma-se ainda o clima anuviado, urdido – não é demais lembrar – pela incessante campanha petista pela cisão dos brasileiros entre “nós” e “eles”. Quando o salutar debate de ideias perde força porque os interlocutores são tratados como inimigos em potencial, está formado o meio de cultura ideal para o florescimento dos arautos do caos e da irresponsabilidade.
Os afoitos que propugnam a destituição de um governo antes que estejam reunidas as provas para além de qualquer dúvida razoável quanto à sua correção não atentam apenas contra um presidente, um partido ou a sociedade – o que já seria grave o bastante –, atentam contra a própria Constituição.
É importante resgatar uma lição de nossa História. A última gambiarra constitucional feita sob uma atmosfera de instabilidade política deu duramente errado. O arremedo de parlamentarismo instituído em 1961 – como solução de compromisso para viabilizar a posse de João Goulart após a renúncia do presidente Jânio Quadros – durou pouco mais de um ano. João Goulart articulou a volta do presidencialismo a fim de recuperar seu protagonismo político, o que ocorreu, de fato, em 1963. Sabe-se o que veio depois.
Não há a mais remota chance de uma intervenção militar nos dias de hoje. O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército Brasileiro, veio a público – por meio de uma rede social – dizer que “a Constituição há de ser sempre solução a todos os desafios institucionais do País. Não há atalhos fora dela”. Portanto, este risco de quebra da ordem constitucional, felizmente, o País não corre mais. Mas há outros. Paira o risco dos messiânicos e dos salvadores da pátria. Paira o risco do populismo. Saídas extravagantes e casuísticas começam a ser discutidas ante a eventual hipótese de descontinuidade do governo do presidente Michel Temer.
Qualquer irresponsável que propuser ou defender uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altere os termos do artigo 81 e institua eleições diretas em caso de vacância da Presidência e da Vice-Presidência a menos de dois anos do término do mandato estará propondo, na verdade, um golpe à ordem constitucional. Estará propondo, em última análise, um golpe contra a sociedade que se organizou em torno da Carta Magna em vigor, por meio de representantes legitimamente eleitos para um dos mais altos desígnios em um regime democrático. No caso de os termos do citado preceito constitucional não mais se coadunarem com os anseios da sociedade, eles podem e devem ser revistos, mas em um momento livre das paixões e dos interesses que, por ora, turvariam a visão daqueles designados para redigir sua alteração.
Em caso de um eventual afastamento do presidente Michel Temer, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, deve assumir a Presidência da República e Eunício Oliveira, presidente do Senado, deve convocar o Congresso Nacional para, em até 30 dias, eleger um novo presidente, que deverá governar o País até o dia 1.º de janeiro de 2019. É precisamente o que determina a Constituição.
Embora o noticiário dê conta de que o Estado foi tomado de assalto por interesses corporativos e a corrupção foi alçada a método de governo, não será o recurso a soluções esdrúxulas e milagreiras que propiciará o avanço institucional do País.
Este especial momento por que passa o Brasil representa um grande teste, não apenas para a vitalidade da Constituição, mas sobretudo para a própria disposição da sociedade brasileira de viver sob um regime constitucional democrático, de absoluto respeito aos ditames mais caros à democracia que a Carta Política apregoa, ainda que a ela se possa, pontualmente, fazer reparos. Afastar-se deste compromisso de observância coletiva aos mandamentos constitucionais significa o perigoso afastamento da própria essência da democracia em nome de soluções casuísticas, irrefletidas e, portanto, perigosas.

Regulação aquece mercado de drones

Fabricante DJI estuda criação de escritório no País e empresas veem alta na demanda

Fabricantes e empresários estão no setor de drones estão otimistas com o mercado brasileiro após a publicação da regulamentação do setor pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no início deste mês. Com a norma, o uso comercial e recreativo de aeronaves não tripuladas está permitido no Brasil, desde que as obrigações estabelecidas pela agência e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) sejam obedecidas.
Para a chinesa DJI, maior fabricante de drones do mundo, a regulamentação era um passo necessário para o País se consolidar como um dos grandes consumidores de drones. Após a aprovação, a companhia já começou a estudar a abertura de um escritório no Brasil, que deve acontecer até 2018.
De acordo com Manuel Martínez, diretor da DJI na América Latina, além da aprovação da legislação, a empresa ainda tenta quantificar a demanda para uso de drones em segmentos como agronegócio, indústria e transmissão de energia. “Já sentimos mudanças na feira Agrishow, no início de maio”, diz Martínez. “O nível de conhecimento e procura por drones cresceu consideravelmente em relação ao ano anterior.”
Como setores importantes da economia brasileira têm potencial para usar esses equipamentos para serviços de inspeção, por exemplo, o País pode se tornar o principal mercado da América Latina para a DJI. Hoje, o Chile e o México estão na dianteira e já têm lojas da marca chinesa. Segundo Martínez, esses países foram escolhidos para o início da operação na América Latina porque têm situação socioeconômica mais sólida e maior demanda por drones do que o Brasil no momento.
Volume. A falta da regulamentação atrapalhava as empresas que comercializam drones a fechar vendas em grandes volumes para o mercado corporativo. Como não existiam normas para uso comercial, o compliance de grandes empresas não aprovava as compras, já que a atividade poderia ser considerada ilegal pelas autoridades.
Segundo Luis Neto Guimarães, fundador da loja de drones Dronestore, a empresa espera retomar as negociações com grandes clientes. “Cheguei a receber pedidos enormes de empresas do setor de gás, energia e construção civil, mas a maior parte delas optou por comprar somente um produto para estudos enquanto aguardava a aprovação da regulamentação”.
Já Leonardo Minucio, sócio da empresa de serviços Futuriste Drones, afirma que a regulamentação vai ajudar a consolidar o crescimento do setor, que já registra alta demanda desde o início de 2017. A empresa, fundada em 2014 apenas para prestar serviços de filmagem de eventos e inspeção industrial, hoje atua também com treinamentos para operadores. “Uma semana após a publicação da Anac, já registramos um aumento de 30% na procura por treinamentos”, conta o empresário.
Contrabando. Outro benefício da regulação será a redução do contrabando de drones, já que a legislação brasileira exige nota fiscal para o registro na agência reguladora. “Todo mês, 1 milhão de drones chegam ao Brasil ilegalmente”, diz Ulf Bogdawa, presidente executivo da fabricante SkyDrones.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Temer Resiste


Luiz Carlos Azedo

A ordem no Palácio do Planalto é resistir em todas a frentes. O presidente Michel Temer comanda pessoalmente a tentativa de esvaziar as denúncias dos irmãos Joesley e Wesley Batista contra ele. A linha de argumentação é a seguinte: o diálogo mantido entre Temer e o dono da JBS Joesley Batista foi induzido e a sua gravação seria uma grande armação. O presidente é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nos áudios da conversa, de ter avalizado o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha em troca de seu silêncio na Lava-Jato. O inquérito foi aberto a pedido da Procuradoria-geral da República, com autorização do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.
Temer pediu ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para periciar os áudios, a fim de verificar se houve alguma trucagem.
Seu objetivo é anular a gravação feita clandestinamente, durante encontro reservado com Joesley no Palácio do Jaburu. Qualquer indício de edição dos áudios prejudica todo o teor da conversa, que é a maior dor de cabeça do presidente da República, porque o empresário lhe relatou vários fatos que podem ser considerados obstrução de justiça e corrupção.
Ontem, Temer reuniu-se com os comandantes militares e o ministro da Defesa, Raul Jungmann. A conversa estava marcada para a manhã, mas foi adiada para o final da tarde. A permanência do ministro do PPS no cargo, mesmo depois da saída de do presidente do PPS, Roberto Freire (SP), do Ministério da Cultura, faz parte da estratégia de redução de danos do Palácio do Planalto. Até agora, as Forças Armadas têm evitado manifestações sobre a situação política. Na quinta-feira, pelo Twitter, o comandante do Exército, general Eduardo Villas-Boas, reiterou sua posição de princípio: “A Constituição Federal Brasileira há de ser sempre solução para os desafios institucionais do país. Não há atalhos fora dela!”. Pra bom entendedor, é um recado de que a saída da crise é responsabilidade dos políticos.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, também togou água fria na crise, em conversa com os jornalistas: “Preocupados com o Brasil nós estamos o tempo todo. O papel do poder Judiciário, no que a democracia ajudar, nós estamos fazendo, temos que continuar, as instituições estão funcionando, o Brasil está dando uma demonstração acho que de maturidade democrática. Os percalços fazem parte das intempéries”, afirmou. Cármem Lúcia é a terceira na linha de sucessão de Temer, caso o presidente venha a renunciar ou se afastado do poder.
Ontem o ministro Luís Roberto Barroso negou o pedido de habeas corpus impetrado pelo advogado Samuel José Orro Silva no Supremo Tribunal Federal, para derrubar a investigação de Temer pela Lava-Jato. Formalmente, o advogado não integra a defesa de Temer junto ao STF nem representa a Presidência da República. No pedido, ele argumentava que o ministro Edson Fachin, que autorizou a abertura do inquérito, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu a investigação, agiram com “ilegalidade”, “açodamento” e “parcialidade”.
Vídeos
O bombardeio contra Temer, porém, continua. Ontem, com autorização do ministro Fachin, foram divulgados os vídeos das delações premiadas da JBS, com revelações estarrecedoras sobre o mundo político, inclusive novas denúncias contra Michel Temer. Como acontece em todas as delações premiadas, as acusações precisam ser corroboradas com provas robustas, apresentadas pelos delatores. No caso, são movimentações financeiras, áudios e muitos vídeos feitos pela Polícia Federal, como os que flagraram a entrega de dinheiro de propina para o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o executivo da holding J&F Ricardo Saud afirmou ter “certeza absoluta” de que o suborno foi destinado a Temer.
Loures foi gravado por agentes federais saindo de uma pizzaria, na zona sul de São Paulo, carregando uma mala com dinheiro repassada pelo dono da JBS para que o peemedebista defendesse interesses da empresa em um processo em tramitação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo a PF, dentro da mala havia R$ 500 mil. O dono da JBS contou aos investigadores da Lava Jato que a Empresa Produtora de Energia (EPE), pertencente ao Grupo J&F, estava perdendo cerca de R$ 1 milhão por dia em razão do monopólio da Petrobras na área de gás natural. Para quebrar o monopólio, o acordo era pagar R$ 500 mil por semana durante 20 anos ao parlamentar do PMDB. Esse é o período do contrato da termelétrica com a Petrobras. Afastado do cargo por Fachin, o parlamentar é uma das dores de cabeça para Temer, mas seu pedido de prisão não foi aceito por Fachin.

COLUNA BRASÍLIA - DF


Denise Rothenburg

Apoio à República I
A intervenção militar como solução para a crise política pode até povoar o imaginário de alguns brasileiros. Porém, não é o que os comandos militares desejam. Em reunião ontem com o presidente Michel Temer, os comandantes das Forças Naval, almirante Eduardo Bacellar; da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato; e do Exercito, general Villas Bôas, deixaram claro a intenção de que os desafios no país sejam superados seguindo a Constituição e a ordem institucional vigente. Aliás, a decisão do ministro da Defesa, Raul Jungmann, em permanecer no cargo, foi, inclusive, um pedido dos militares.
Apoio à República II
Os comandantes, no entanto, fizeram questão de expôr à Temer as preocupações com a cirse e procuraram tirar a limpo a avaliação do presidente sobre a real situação do quadro político. Ouviram que o governo resistirá.

Áudio comprova livre acesso de Joesley Batista ao Palácio do Jaburu

Dono do grupo JBS diz, nas gravações, que "gostou" da forma como teve acesso ao Palácio do Jaburu: "Fui chegando, eles viram a placa do carro, abriram e entrei. E pronto"

A gravação divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (19/5) mostra que o dono do grupo JBS, Joesley Batista, e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR) tinham livre acesso ao Palácio do Jaburu para conversar com o presidente Michel Temer (PMDB).

Antes de se despedir do presidente, Joesley diz "eu gostei desse jeito aqui", se referindo à forma como se encontraram. Ele declarou que “funcionou bem”. Temer concordou posteriormente: “melhor, então”. 
O presidente disse: “você vem, se identifica, ou o Rodrigo [Rocha Loures] se identifica”, porém Joesley afirma que não precisou dar o nome para entrar no Palácio. “Fui chegando, eles viram a placa do carro, abriram e entrei. E pronto”.
A Polícia Federal (PF) cumpriu um madado de busca e apreensão em imóvel do deputado peemedebista. Na delação da JBS, Rodrigo Rocha Loures teria sido indicado por Temer para receber propina.
Confira como foi a conversa:
J: “Eu gostei desse jeito aqui”
M: “Desse jeito aqui (inaudível)”
J: “Eu vim dirigindo. Não vim com motorista. Eu não (inaudível)”
M: (Inaudível) “Você vem se identifica, ou o Rodrigo se identifica”
J: “Eu tinha acordado de vir com ele”
M: “Ah, você veio sozinho?”
J: “Eu vim sozinho. Mas eu liguei para ele eram dez e meia, então por isso eu atrasei uns cinco minutinhos. Aí deu nove e cinquenta eu mandei uma mensagem para ele. Aí ele não respondeu. Deu dez e cinco eu liguei e (inaudível): ‘po, doutor, estou num compromisso aqui. Vai lá’. Eu passei a placa do carro. Fui chegando e eles abriram, nem dei meu nome.
M: (inaudível)
J: “Fui chegando, eles viram a placa do carro, abriram e entrei. E pronto”
M: “Melhor, então”
J: “Funcionou super bem. Você vai se mudar para o outro [Palácio da Alvorada]?”
M: “Eu mudei para o outro e não aguentei. Fiquei uma semana lá (Inaudível)”
J: “Hm”

PORTAL G-1


Militar atropela irmãs com carro da corporação no DF; Exército apura acidente

Motorista não apresentou indício de bebida no corpo, segundo PRF. Atropelamento ocorreu por volta das 6h30, na BR-020.

Por G1 Df

Um militar do Exército atropelou duas irmãs, de 15 e 13 anos, na manhã desta sexta-feira (19) enquanto dirigia um carro da corporação na BR-020, próximo ao viaduto do Colorado. A jovem de 13 anos foi levada ao hospital com suspeita de fratura em uma das pernas. A outra apresentou traumatismo craniano grave, foi intubada e resgatada inconsciente, com ajuda do helicóptero dos bombeiros.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o militar não apresentava índice de álcool no corpo ao fazer o teste do bafômetro. O acidente aconteceu por volta das 6h30 e acabou engarrafando o trânsito para quem seguia em direção ao Plano Piloto.
O Exército informou ao G1 que abriu um processo administrativo para apurar o contexto do acidente. "O Exército está dando assistência legal à família."
Pelo relato do militar, de 21 anos, o carro da frente freou bruscamente, e ele teve que virar para o acostamento a fim de tentar desviar. Assim, acabou acertando as duas meninas.

HC-UFTM faz transplantes de rins após captação em paciente que teve morte encefálica

Doações foram autorizadas pela família do homem, de 32 anos. Coração foi levado para hospital de Brasília.

G1 Triângulo Mineiro

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) fez, no dia 17 de maio, a captação de um coração e dois rins. 
As doações foram autorizadas pela família de um paciente, de 32 anos, que teve a morte encefálica confirmada pela equipe médica. Ele era natural do estado de Alagoas e morava em Iturama, no Triângulo Mineiro.
O coração foi levado por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que pegou o órgão em Uberaba e o levou até o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), em Brasília.
Já os rins beneficiaram um paciente de Uberaba e outro de Uberlândia, que foram transplantados no próprio Hospital das Clinicas do Triângulo.

AGÊNCIA BRASIL


Temer se reúne com Forças Armadas para tratar da conjuntura atual


Marcelo Brandão

O presidente Michel Temer se reuniu ontem (19) com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e os comandantes das Forças Armadas para discutir “a conjuntura atual”. No encontro, que durou cerca de 1 hora e meia, falou-se do Exército, Marinha e Aeronáutica no contexto constitucional. O encontro com Jungmann estava marcado para a parte da manhã na agenda de Temer, mas foi remarcada para às 17h. De manhã, Temer recebeu no Palácio do Jaburu a visita do advogado Antonio Cláudio Mariz, seu amigo pessoal.
Em nota divulgada pelo Centro de Comunicação Social do Exército, o general Villas Bôas, Comandante do Exércio, disse que “a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade”.
“Convocados pelo ministro da Defesa, os três comandantes de Força compareceram a uma audiência com o presidente da República, em que foi discutida a conjuntura atual. No encontro foi destacada a unidade de pensamento das Forças e a subordinação perene aos ditames constitucionais. O general Villas Bôas, Comandante do Exército, reafirma que a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade”, diz a nota.
Além de Jungmann e os representantes das Forças Armadas, Temer também recebeu aliados políticos no Palácio do Planalto. A assessoria do presidente, no entanto, não divulgou informações sobre nenhuma das reuniões.
O clima de alívio visto no Palácio do Planalto após a divulgação do áudio do empresário Joesley Batista – onde não ficou confirmada a acusação de que Temer teria comprado o silêncio o ex- deputado Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro – durou só a noite de ontem. O surgimento de novas denúncias na manhã de hoje deixou o presidente e os assessores em reuniões na maior parte do dia.

AGÊNCIA SENADO


Socorro aos estados e crise na política foram destaques na semana


Recursos para defesa aérea
Os cortes de verbas e restrições orçamentárias que atingem o controle de tráfego aéreo nos últimos anos já afetam a confiabilidade do sistema no Brasil. O alerta foi feito pelo comandante da Aeronáutica, tenente brigadeiro-do-ar Nivaldo Luiz Rossato, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). De acordo com o comandante, os recursos são contingenciados apesar de serem oriundos de tarifas com destinação específica para o setor, não provenientes do Tesouro Nacional. Ele também pediu atenção urgente para a necessidade de modernizar a frota de aviões-radares, que fazem a vigilância das fronteiras. A quantidade desses instrumentos também vem caindo devido à falta de investimentos, informou.

PORTAL DEFESANET


Senado propôs debate de assuntos de defesa nacional


Agência Asp Cristiane Dos Santos

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, participou, nesta quinta-feira (18/05), de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, para tratar dos projetos estratégicos da Força.
Entre os temas abordados, o Comandante da Aeronáutica falou sobre o controle de tráfego aéreo, defesa aérea e integração do país, que são as principais áreas de atuação da Força Aérea Brasileira. O Tenente-Brigadeiro Rossato destacou, ainda, que a Força Aérea é essencial para um país, “por conta do alcance e dos resultados que ela consegue ter”.
No âmbito da defesa aérea, o Comandante enfatizou a interceptação de aeronaves suspeitas que chegam pelas fronteiras do Brasil. “Estabelecemos a obrigatoriedade de entrarem voos apenas por corredores definidos. Também colocamos aviões radares e radares móveis para coibir a entrada de aeronaves ilícitas”. Para esta atividade, o Comandante destacou a integração com outros órgãos, como o setor de inteligência da Polícia Federal e do Exército Brasileiro.
Segundo o comandante, a dificuldade atual são os cortes orçamentários. “Os aviões precisam ser modernizados, melhorados para combater o tráfico de drogas, por exemplo. Para isso, é necessário ter meios, recursos financeiros apropriados. Esta parte de defesa é fundamental e exclusiva da Força Aérea”, explicou.
O presidente da Comissão, Senador Fernando Collor, reconheceu a importância da FAB. “É uma questão de soberania nacional, de termos acesso a novas tecnologias e desenvolver aquelas que já possuímos, para que o Brasil possa ser equiparado a congêneres”, declarou.
Os projetos estratégicos foram discutidos no dia 17 de maio na Câmara dos Deputados. A proposta é debater a situação das Forças Armadas e os planos de desenvolvimento tecnológico para garantir a soberania nacional.

OUTRAS MÍDIAS


SPUTINIK INTERNATIONAL


Sweden´s Defense Ministry Has Six Items on its Wish List

As a result of dramatic cuts in Sweden"s military budget that started the early 1990s, the Swedish Defense Ministry sees itself as being in dire need of materiel and new equipment. Swedish researchers expect the peak to be reached a few years into the 2020s.
Swedish politicians stopped cutting defense spending long ago due to their current narrative of a "deterioration of the security situation in Europe," in which they typically attempt to incriminate Russia. However, the hunger for materiel is still strong in the Swedish Armed Forces.
Sweden has hiked its defense budget recently; these funds are expected to be earmarked the recruitment of soldiers of sailors. However, Swedish politicians don"t think this is enough, and Swedish defense companies may safely look forward to new orders to plug the widening defense gaps. Even though heavy machinery like airplanes, tanks, radar systems have a long life, sooner or later, they have to be replaced, which is why Sweden is facing major investments, Peter Nordlund of the Defense Research Institute told the Swedish daily Svenska Dagbladet, while reviewing Sweden"s military "wish list."
1) Fighter jets
First and foremost, the Swedish Air Force needs to replace its current fleet of Gripen fighter aircraft with 60 Gripen E, which are expected to take to the skies around 2023. For Sweden, this is a huge investment, and aircraft manufacturer Saab received a mammoth order of around 40 billion SEK ($4.6bln). Many politicians and military experts made it clear, though, that an additional 10 fighters may be needed.
2) Air Defense
The exact number of Gripens needed is dependent on the country"s air safety. Today, Sweden is hesitating between using a US-made Patriot air defense network and its European counterpart SAMP/T. In addition to an estimated cost of around 10 billion SEK ($1.14bln), the problem is the ultimate choice between the US and the European Union as partner.
3) Submarines
Saab, which is currently building two submarines for the Swedish Navy in its shipyard in Karlskrona, has also been commissioned to develop two new A26 submarines. In total, the orders have reached about 10 billion SEK, but there has been talk about buying at least one more submarine.
4) Transport aircraft
The Swedish Air Force has long used the 1960s Hercules C-130 as its main transportation plane, and today the need for an upgrade is dramatic. At present, the choice is between a more modern version of the Hercules, Brazilian Embraer"s KC-390, and Airbus"s A400M.
5) Training aircraft
For a long time, Swedish pilots have undergone basic flight training using the SK60, which has been stamped as "outdated." The alternatives are schooling pilots in another country, such as the US, buying planes from a foreign manufacturer or make use of the new trainer developed by Saab and Boeing for the US Air Force. Initially, it was slated to replace the SK60 by 2020, but the government has asked the Armed Forces to consider continued use until 2025.
6) Corvettes
The Gävle and the Sundsvall, two Gävle-klass corvettes, have been in service since the early 1990s and are starting to become partly outdated. For instance, the corvettes are in need of a new radar array, a better wiring system and communications equipment.
The Swedish Armed Forces have been waning in size ever since the end of the Cold War era, in lockstep with shrinking military budgets. Today, the Swedish Armed Forces only numbers 20,000 men, as opposed to 180,000 in the 1980s. Additionally, Sweden"s defense budget has shrunk from 3.1 percent of the country"s GDP in 1981 to only 1.1 percent in 2016.

NOTÍCIAS DO DIA (SC)


Bolsonaro diz que controle da corrupção passa pela extinção e transferência de estatais

Em Florianópolis para a realização de palestras, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse que não será candidato a presidente em caso de eleição indireta, porque o seu eleitorado não é o parlamento
Michael Gonçalves, Florianópolis
Em sua sétima legislatura, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), militar da reserva do Exército, afirmou que não será candidato a presidente em caso de uma eleição indireta e coloca o seu nome à disposição do partido para 2018. Bolsonaro desembarcou no Aeroporto Hercílio Luz, na manhã de quinta-feira (18), para um ciclo de palestras em Florianópolis, Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau. Sobre o momento político do Brasil, ele afirmou que a solução para conter a onda de subornos é reduzir a máquina do Estado, com a extinção e a transferência à iniciativa privada de estatais.
Elogiado e criticado ao mesmo tempo, o deputado confirmou que na Câmara dos Deputados quase tudo é votado a preço de ouro. “Temos que abrir a barriga deste corpo apodrecido que basicamente representa a política nacional. Eu sei como funcionam as coisas na Câmara, onde tudo é votado a preço de ouro, com apoio político, e isso mais cedo ou mais tarde iria acontecer”, desabafou.
O deputado defende uma investigação dos empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) – vários deles estão com o carimbo de confidencialidade. Segundo Bolsonaro, isso acontece porque algumas ditaduras receberam aportes financeiros. Apesar de ter votado a favor da reforma trabalhista, ele se manifestou contrário à reforma da Previdência, da maneira pela qual o governo apresenta, e acredita que os militares estão mais preparados para governarem o país.
ENTREVISTA: Jair Bolsonaro (PSC-RJ), deputado federal
Cenário político
Temos que realmente abrir a barriga deste corpo apodrecido que basicamente representa a política nacional. E partir daí pode acontecer algo de bom na eleição de 2018. Gostaria que nada estivesse acontecendo, mas já que está, eu sei como funcionam as coisas na Câmara, onde tudo é votado a preço de ouro e apoio político, e isso mais cedo ou mais tarde iria acontecer.
Oferta de corrupção
Quando o PT assumiu a presidência, em 2003, foi me oferecida a Superintendência do Aeroporto Santos Dumont. Só a cantina rendia R$ 200 mil/mês. Isso eu botei para fora algumas semanas depois na Comissão de Constituição e Justiça.
BNDES
Não é só a JBS que está dentro do BNDES. Mesmo sem garantias, a JBS pegou R$ 9 bilhões em empréstimos e matou os outros abatedouros pequenos do Brasil. E o compromisso de liberar o empréstimo era em torno de 5% em doações partidárias, em 2014, a chamada propina legal. Não aceitei R$ 200 mil que foi colocado em minha conta via partido e devolvi a quantia. Em 2014, a JBS doou R$ 362 milhões para fundos partidários. Se foram pegar empréstimo é porque tinha problema e então por que fizeram essas doações? A festa continuou como comprovam as gravações.
Vice de Aécio
Se você pegar a origem dessa informação foi um jornal de São Paulo, que está me fuzilando por assuntos absurdos que aconteceram há 30 anos. Mesmo se fosse verdade em 2014, para mim não tem problema, porque nada tinha contra o Aécio Neves naquele momento.
Candidato à presidência
A hipocrisia da lei eleitoral te impede de responder essa pergunta, porque se eu falo que sim o TCE vai me multar, se falo que não estaria traindo a minha consciência. Estou andando pelo Brasil e se o meu partido achar que no futuro eu possa representá-lo em uma disputa presidencial eu quero estar em condição.
Eleições indiretas
Não pretendo disputar, porque o meu eleitorado da eleição indireta, que é o parlamento brasileiro, não tem o meu perfil.
Disciplina militar
Sem hierarquia e disciplina não atingiremos ordem e progresso. Acusam-me de indisciplinado, porque eu cometi sim uma indisciplina em 1986. A situação salarial era péssima e como capitão do Exército fiz uma matéria com revista nacional e fui preso por 15 dias. No ano seguinte aconteceu outra besteira. Uma jornalista me acusou de ser o Carlos Lamarca. Aconteceu exatamente o contrário, porque ajudei a combater o Lamarca, em 70, mas matas do Rio Ribeiro de Iguapé, porque eu era da região. Isso foi dois anos após João Baptista Figueiredo ter saído da presidência. Fui julgado pelo Superior Tribunal Militar e absolvido, por 9 a 4. A denúncia de hoje é que eu frequentei o garimpo na década de 80, e frequentei sim. É algum crime frequentar o garimpo? Não.
Reforma da Previdência
O que está posto pelo governo na reforma da Previdência eu vou votar contra. No Piauí, a expectativa de vida é de 69 anos, e se você colocar 65 anos para aposentadoria é uma desumanidade. Remendo novo em calça velha. Você tem que começar devagar a reforma da Previdência. Onde aparecem os marajás? Nas incorporações, em especial, no Legislativo e no Judiciário. E não é só em Brasília, nos poderes estaduais e municipais também. Você pode aumentar a idade um pouco e deixar o futuro presidente dar mais um passo, mas tem que combater a fraude também. Tem de trabalhar para que no Brasil se façam negócios internamente e externamente e aí entrará mais dinheiro em caixa na Previdência.
Privado x público
Existe o empresário mau-caráter, o honesto e o chantageado. A primeira parcela quando quer ver os seus interesses atendidos procura o parlamento, como já está comprovado: em vendas de medidas provisórias e projetos de lei.
Remédio para corrupção
É como a cura do câncer, onde você pode ter apenas o controle de alguma coisa. Lamentavelmente, grande parte da minha classe política vive disso. Você precisa diminuir os atrativos. Tem que diminuir a participação do Estado na vida pública. Nas mais das 140 estatais, algumas deveriam ser extintas e outras precisam passar à iniciativa privada. A nomeação da diretoria da Petrobras no meu partido anterior foi dada ao Paulo Roberto Costa e ele fazia o diabo para abastecer o partido com dinheiro. Se pegar a delação do [Alberto] Youssef, ele falou que tinha gente no meu partido que ganhava R$ 250 mil por mês e ganhava em troca o quê? Vendendo o seu voto para o governo. Votando tudo que interessava ao governo. Um parlamentar com essa mesada está preocupado com ética? Ele faz o que o governo quer e não assinará a criação de CPI. Há quanto tempo não se ouve falar em CPI na Câmara? Tem uma série agora da Funai, mas é coisa rara.
Nomeações militares
Se eu for eleito metade dos meus ministros será de militares, sem dúvida. A Dilma Rousseff botou mais da metade de guerrilheiros e de terroristas e ninguém falou nada. Qual a vantagem de trabalhar com militar? É a responsabilidade, a hierarquia e a disciplina. É determinar uma missão e ele cumprir ou dizer o porquê de não cumprir. Hoje, os ministérios são dados para os partidos e o presidente abandona aquele partido, com a missão de suprir os mais variados interesses de um grupo de parlamentares e eles votam de forma incondicional com o presidente. Voto comprado não é democracia.
Drogas
Se o doente fizesse apenas mal para ele tudo bem. Se ele quer cheirar um quilo de pó ou um paralelepípedo de crack tudo bem, mas em razão da abstinência o elemento faz maldade para sustentar o vício. Não podemos ser tão lenientes assim. O consumidor hoje em dia abastece a violência. No Rio de Janeiro se rouba celular com fuzil. Se a lei diz que o usuário terá um certo tipo de punição, que não será a cadeia – que também acho forte, tem de colocar em prática e não tratá-lo como um coitadinho. Afinal de contas, qual é o futuro deste usuário? É ser dependente, mais tarde gastar dinheiro público e não será um bom profissional. Não vejo notícias de quem fuma ou cheira aprende melhor uma matéria na sala. Legalizar maconha e cocaína é um absurdo.
Homossexuais
Minha bronca não é contra o homossexual. Não admito aquele material escolar, conhecido como kit gay, que no governo PT queriam colocar nas escolas. Um menino de seis anos de idade, o piu-piu dele é uma torneirinha, se você começa a estimular o sexo, como no material que tive acesso, está precocemente estimulando a vida sexual. No meu entender é escancarar as portas para a pedofilia, usando o movimento LGBT. Longe de eu acusar o movimento de ter pedófilos, porque pedófilos tem em todo lugar.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC (SP)


Força Aérea Brasileira doa aeronaves desativadas para a UFABC 

Nesta sexta-feira (19 de maio), a UFABC recebeu, no Campus São Bernardo do Campo, duas aeronaves desativadas da Força Aérea Brasileira, destinadas ao curso de graduação em Engenharia Aeroespacial. 
O processo de solicitação de doação das referidas aeronaves foi iniciado em 2010, quando a UFABC oficializou seu interesse por tais equipamentos, então disponíveis na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, para fins de doação para exibição pública e apoio à pesquisa e à formação de novos engenheiros aeroespaciais.
A UFABC insere-se no contexto aeronáutico por ser uma das primeiras universidades brasileiras a oferecer uma graduação em Engenharia Aeroespacial – que, na ocasião do primeiro contato com o Comando da Aeronáutica, contava com o maior corpo docente da área no país. Os laboratórios específicos do curso, no entanto, ainda careciam de equipamentos importantes e de difícil aquisição, como aeronaves reais, a partir das quais os alunos podem conhecer sistemas e aspectos práticos de conteúdos imprescindíveis à sua formação, relativos a áreas como aerodinâmica, estruturas, sistemas de propulsão e instrumentação.
Em 2014, o Ministério da Defesa formalizou a possibilidade de doação das duas aeronaves agora recebidas: Bell UH-1H (Iroquois) e Embraer EMB-110. Os equipamentos serão incorporados ao arsenal de instrumentos de ensino e pesquisa da Engenharia Aeroespacial da UFABC e representarão mais um valioso distintivo da qualidade do curso, por contribuírem diretamente para a melhor formação de profissionais aptos à atuação ampla e especializada na estratégica indústria aeroespacial e na aviação militar, de fundamental importância ao desenvolvimento nacional.
O Diretor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas, Prof. Dr. Annibal Hetem Junior, esteve presente na ocasião da recepção das aeronaves. De acordo com ele, "a instalação dessas aeronaves na UFABC elevará o nível de nossos cursos, além colocar a nossa universidade na constelação das instituições de ensino que têm essa classe de instalações – um restrito e privilegiado grupo de universidades. Lembremos ainda do fato de terem sido aeronaves que estiveram na ativa: isso agrega a esses equipamentos um valor histórico e patriótico único e insubstituível. As aeronaves serão utilizadas como laboratórios para a prática de vários temas e disciplinas de nossos cursos regulares. Não podemos esquecer que a simples presença dessas aeronaves em nosso Campus SBC trará ainda mais valor e prestígio para a UFABC".



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