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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 19/04/2017 / Ex-funcionário conta em livro a história da companhia aérea Varig


Ex-funcionário conta em livro a história da companhia aérea Varig ...  


Jornalista Mário de Albuquerque, que atuou de 1954 a 1993 na empresa, lançará em maio obra que conta os anos dourados da empresa ...

Fernanda Da Costa ...

Nos quase 40 anos em que trabalhou para a Varig, o jornalista Mário de Albuquerque reuniu histórias sobre os bastidores da empresa. Com 400 páginas, o livro Berta: Os Anos Dourados da Varig tem lançamento marcado para o dia 11 de maio, quatro dias depois da primeira companhia aérea brasileira completar 90 anos de fundação. Em 2007, a empresa foi comprada pela Gol.

Nessas quatro décadas, o ex-funcionário também colecionou todo tipo de material sobre a Viação Aérea Rio-Grandense, desde itens simples, como chaveiros, calendários e jogos americanos, até objetos cobiçados por amantes da aviação, como partes de aviões, réplicas de aeronaves (expostas a cada compra de um novo modelo pela companhia) e fotos históricas. Entre as imagens, estão retratos de várias fases da vida de Ruben Berta (1907-1966), presidente da empresa de 1942 a 1966, um ídolo de Albuquerque:

— Esse cara era fantástico, foi a pessoa mais importante da aviação comercial.

Para escrever o livro, no entanto, o autor afirma que se distanciou da admiração por Berta e não fechou os olhos a polêmicas:

— Ele é meu ídolo, mas isso não tirou de mim a ideia do jornalista investigativo.

Albuquerque entrou na Varig em 1954, quando tinha 20 anos, para atuar no setor de Controle de Serviços da Manutenção (CSM).

— Lá tinha um quadro enorme com os prefixos de todos os aviões. Naquele tempo, as aeronaves paravam em função das horas voadas, porque o motor tinha um determinado tempo para entrar em revisão. Então, a nossa responsabilidade era escalar os aviões em função disso. Era um verdadeiro jogo de xadrez — lembra.

Três anos depois, Albuquerque ganhou de Berta uma bolsa de estudos para a terceira turma de Jornalismo da PUCRS, formação que o fez atuar na divulgação da empresa depois. O jornalista conta que participou da criação de revistas da Varig, itens que também coleciona. Em seu acervo, ainda possui uma pasta com os anúncios publicitários da marca, organizados em ordem cronológica.

O volume de itens é tão grande que Albuquerque montou uma espécie de museu particular na garagem da casa onde vive. Localizada no bairro São João, ao lado do aeroporto Salgado Filho, a residência tem como "música ambiente" o som de pousos e decolagens, o que intensifica o ar saudoso do local pela aviação.

Entre as fotos históricas que conserva, estão registros de Berta ao lado de presidentes da República, principalmente Getúlio Vargas, de quem foi amigo pessoal. Há imagens de eventos oficiais e de visitas particulares de Berta a Vargas, na fazenda do presidente em São Borja.

Motor Rolls Royce ganhou disputa
O livro também aborda como a Varig venceu o episódio conhecido como a guerra "David x Golias" da aviação. O caso envolve a disputa da empresa brasileira com a concorrente Pan Am (Pan American World Airways), dos EUA, por um voo sem escalas do Rio de Janeiro para Nova York. A vitória da Varig ocorreu porque a companhia escolheu um motor inglês (Rolls Royce) para o Boeing 707, enquanto a Pan Am, segundo Albuquerque por questões de patriotismo, optou por um modelo fabricado nos Estados Unidos. Com a potência do equipamento inglês, a Varig conseguiu voar sem paradas, enquanto a rival tinha de fazer escala no Peru.

— Esse voo direto foi amplamente divulgado pela mídia. A Varig sabia fazer marketing muito bem — acrescenta o autor.

Albuquerque não se atém à aviação. Também fala sobre política, descrevendo como era a relação da Varig com os governos, principalmente de Getúlio Vargas a Itamar Franco, quando o jornalista deixou a empresa.

Um dos orgulhos de Albuquerque data de 1961. Ele conta ter sido um dos personagens do apoio da companhia à Campanha da Legalidade — ainda no setor de Controle de Serviços da Manutenção, foi o responsável por escalar o avião Caravelle que buscou João Goulart em Montevidéu, em um voo que entrou para a história:

— O governo tinha deflagrado a Operação Mosquito, em que a FAB (Força Aérea Brasileira) deveria derrubar qualquer avião que estivesse voando à noite. Os caras vieram com um Caravelle em voo noturno, com todas as luzes apagadas, voando baixinho para fugir dos radares. Era um risco, mas (o avião) chegou, foi um sucesso.

Mário da Varig
O jornalista Francisco Mário de Andreassi de Albuquerque, mais conhecido como Mário da Varig, passou 39 dos seus 83 anos trabalhando para a empresa, de 1954 a 1993. Na Varig, foi responsável pelas revistas Rosa dos Ventos, Revista do Museu Varig e Revista de Bordo Ícaro. Também foi membro do Colégio Deliberante da Fundação Ruben Berta por 20 anos e organizador do Museu Varig.

Entre as revelações do livro está uma foto inédita de Getúlio Vargas, que não poderia ser divulgada pela imprensa da época, conforme Albuquerque. Isso porque a imagem mostra como o presidente de aproximadamente 1m60cm de altura parecia, nas fotos oficiais, ter os cerca de 1m80cm de Ruben Berta.

Antes de ser fotografado ao lado do empresário, Vargas subia em uma espécie de estrado carregado por seus seguranças. Por isso, as fotos oficiais nunca mostravam os pés do presidente, como na imagem do acervo de Albuquerque.

As fotos são de 1952, quando Berta foi condecorado por Vargas pelas bodas de prata da Varig, recebendo uma medalha de Honra ao Mérito no Dia do Trabalho, 1º de maio.

Lançamento da obra

O que: Lançamento do livro Berta: os anos dourados da Varig, do jornalista Mário de Albuquerque.
Quando: dia 11 de maio, a partir das 18h30min
Onde: Boulevard Laçador (Avenida dos Estados, 111 — bairro São João)
Como comprar: a obra poderá ser adquirida no evento ou, depois, nas livrarias da rede Cameron




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Seminário discute perspectivas no aniversário de cinco anos da Lei de Acesso à Informação


Por ocasião do aniversário de cinco anos, a Lei de Acesso à Informação (LAI) no país é tema de um seminário, que ocorrerá em 15 de maio, com participação da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e das organizações civis Artigo 19, Conectas e Transparência Brasil.
O evento “Uma Lei de Acesso à Informação para o Brasil de Amanhã” será realizado na Escola de Direito da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas), com entrada grátis. Nele, haverá apresentação de projetos e relatórios desenvolvidos com o uso da LAI. Além disso, especialistas discutirão a aplicação da regra e qual a perspectiva de uso dela nos próximos anos.
O seminário também convida entidades civis e cidadãos a compartilhar projetos ou outros materiais realizados a partir das informações obtidas com LAI. A inscrição para os interessados em apresentar suas realizações vai até o dia 30 de abril e pode ser feita por meio de fomulário online.
No evento, a Artigo 19 trará seu relatório anual sobre a implementação da lei. A Abraji e a Transparência Brasil apresentarão o projeto “Achados e Perdidos”, que se trata de um banco online com o registro dos pedidos de acesso a informações e as respostas oferecidas pelas órgãos públicos brasileiros.
A LAI, lei 12.527/2011, entrou em vigor em 16 de maio de 2012. A regra regulamenta o direito ao acesso à informação no Brasil, reafirmando o que diz o artigo 5º da Constituição Federal, que determina que todos possuem o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, coletivo ou geral.
De acordo com os organizadores do seminário de cinco anos da legislação, apesar de o texto dela ser bastante avançado, a implementação da lei na prática pelos poderes Executivo, Legislativo e, especialmente, Judiciário está longe de atingir o nível de transparência esperado.
Serviço
“Uma Lei de Acesso à Informação para o Brasil de Amanhã”
Auditório da FGV Direito SP
Rua Rocha, 233 – Bela Vista
15 de maio, às 19 horas
Entrada gratuita

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Exército vai permitir importação de revólveres, espingardas e pistolas

Mudanças no regulamento sobre o comércio de armamentos foram aprovadas pelos militares e agora serão confirmadas pela Defesa, que deverá autorizar a compra de armas

Leonardo Cavalcanti/ Natália Lambert

Uma revolução no comércio brasileiro de armas está prestes a sair do papel. Criado ainda na década de 1930, o regulamento militar sobre o controle de armamentos será alterado em vários capítulos pelo governo Michel Temer. O ponto mais sensível do novo texto — e que ao longo dos últimos 90 anos sofreu pressão do lobby da indústria nacional — vai permitir a importação de revólveres, espingardas e determinados tipos de pistolas, como a .380 ou até mesmo as .40 e a .45, de calibres com maior poder de fogo para órgãos de segurança pública. O documento altera, de maneira histórica, o comércio de produtos controlados no Brasil.
A mudança no artigo 190 do R-105, como é chamado o regulamento para produtos controlados, foi definida pelo Exército e, neste momento, está sendo discutida entre o Ministério da Defesa e a Casa Civil. Militares da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) alteraram o texto permitindo a importação de armamentos que não tenham “uso finalístico das Forças Armadas”, o que abre definitivamente a importação das chamadas armas leves, como espingardas, revólveres e determinados tipos de pistolas. A novidade foi encaminhada ao Departamento de Produtos de Defesa do ministério, que, na prática, estuda agora a definição de quais armamentos entram na liberação.
Apesar de ter força de lei há décadas, o veto à importação de armas no Brasil não é claro na legislação. A proibição vem de uma junção do artigo 190, que afirma que “o produto controlado que estiver sendo fabricado no país, por indústria considerada de valor estratégico pelo Exército, terá a importação negada ou restringida”, e do artigo 5º da portaria 620/06, que define que a compra do exterior será negada quando existirem produtos similares fabricados por indústria brasileira. O Comando do Exército é o responsável por definir os critérios.
Monopólio
De acordo com o presidente da Confederação de Tiro e Caça do Brasil (CTCB), Fernando Humberto Fernandes, a proibição é uma questão de interpretação. “Não existe isso no texto nem em lugar nenhum. É pura interpretação subjetiva do Exército, que não deixa claro quais são os critérios para se definir o que é ‘similar’”, comenta. A questão da “similaridade” também gerou polêmica, em 2004, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Estatuto do Desarmamento com um artigo que determinava a restrição. O episódio ficou conhecido como a “emenda Taurus”.
A Forjas Taurus é a maior fabricante de armas da América Latina. Pertencente à Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) desde 2014, o grupo tem, praticamente, o monopólio do mercado no Brasil, vendendo artigos, principalmente, para os órgãos de segurança pública. Nos últimos 10 anos, entre 2006 e 2016, as empresas receberam pagamentos do governo federal de R$ 82 milhões e R$ 129 milhões, respectivamente. Enquanto a CBC exporta uma caixa de munição 9x19mm, com 50 tiros, por U$ 6 (R$ 18,62), vende o mesmo produto para as Forças Armadas no Brasil por R$ 123.
Além do sobrepreço, outra motivação fez com que militares antecipassem a conclusão do documento: as forças de segurança passaram a questionar a qualidade dos produtos após frequentes falhas em pistolas que travavam ou disparavam sozinhas ao cair no chão. Por causa da quantidade de acidentes, mais de 90 registrados desde 2005, foi criada a Associação das vítimas por disparos de arma de fogo sem acionamento do gatilho (Avida), conhecida como As Vítimas da Taurus. As denúncias fizeram com que o Exército determinasse a averiguação dos equipamentos e, em outubro do ano passado, a comercialização do modelo PT-24/7 chegou a ser proibida. Em nota no site, a empresa alegou que perícias negaram a existência de defeitos, mas, mesmo assim, realiza periodicamente revisões e manutenções nos equipamentos.
Restrições
No Brasil, o Estatuto do Desarmamento restringe a compra e o porte de armas para pessoas físicas, exigindo a comprovação de necessidade por atividade profissional de risco ou ameaça à integridade física, além de outras limitações. Tramita na Câmara dos Deputados um projeto que pretende revogá-lo e criar o Estatuto de Controle de Armas de Fogo, que, entre outras medidas, permite o acesso a qualquer cidadão maior de 21 anos. Segundo dados do Mapa da Violência 2015, mais de 880 mil pessoas morreram no Brasil vítimas de armas de fogo de 1980 a 2012.
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JORNAL ZERO HORA


Ex-funcionário conta em livro a história da companhia aérea Varig

Jornalista Mário de Albuquerque, que atuou de 1954 a 1993 na empresa, lançará em maio obra que conta os anos dourados da empresa

Fernanda Da Costa

Nos quase 40 anos em que trabalhou para a Varig, o jornalista Mário de Albuquerque reuniu histórias sobre os bastidores da empresa. Com 400 páginas, o livro Berta: Os Anos Dourados da Varig tem lançamento marcado para o dia 11 de maio, quatro dias depois da primeira companhia aérea brasileira completar 90 anos de fundação. Em 2007, a empresa foi comprada pela Gol.
Nessas quatro décadas, o ex-funcionário também colecionou todo tipo de material sobre a Viação Aérea Rio-Grandense, desde itens simples, como chaveiros, calendários e jogos americanos, até objetos cobiçados por amantes da aviação, como partes de aviões, réplicas de aeronaves (expostas a cada compra de um novo modelo pela companhia) e fotos históricas. Entre as imagens, estão retratos de várias fases da vida de Ruben Berta (1907-1966), presidente da empresa de 1942 a 1966, um ídolo de Albuquerque:
— Esse cara era fantástico, foi a pessoa mais importante da aviação comercial.
Para escrever o livro, no entanto, o autor afirma que se distanciou da admiração por Berta e não fechou os olhos a polêmicas:
— Ele é meu ídolo, mas isso não tirou de mim a ideia do jornalista investigativo.
Albuquerque entrou na Varig em 1954, quando tinha 20 anos, para atuar no setor de Controle de Serviços da Manutenção (CSM).
— Lá tinha um quadro enorme com os prefixos de todos os aviões. Naquele tempo, as aeronaves paravam em função das horas voadas, porque o motor tinha um determinado tempo para entrar em revisão. Então, a nossa responsabilidade era escalar os aviões em função disso. Era um verdadeiro jogo de xadrez — lembra.
Três anos depois, Albuquerque ganhou de Berta uma bolsa de estudos para a terceira turma de Jornalismo da PUCRS, formação que o fez atuar na divulgação da empresa depois. O jornalista conta que participou da criação de revistas da Varig, itens que também coleciona. Em seu acervo, ainda possui uma pasta com os anúncios publicitários da marca, organizados em ordem cronológica.
O volume de itens é tão grande que Albuquerque montou uma espécie de museu particular na garagem da casa onde vive. Localizada no bairro São João, ao lado do aeroporto Salgado Filho, a residência tem como "música ambiente" o som de pousos e decolagens, o que intensifica o ar saudoso do local pela aviação.
Entre as fotos históricas que conserva, estão registros de Berta ao lado de presidentes da República, principalmente Getúlio Vargas, de quem foi amigo pessoal. Há imagens de eventos oficiais e de visitas particulares de Berta a Vargas, na fazenda do presidente em São Borja.
Motor Rolls Royce ganhou disputa
O livro também aborda como a Varig venceu o episódio conhecido como a guerra "David x Golias" da aviação. O caso envolve a disputa da empresa brasileira com a concorrente Pan Am (Pan American World Airways), dos EUA, por um voo sem escalas do Rio de Janeiro para Nova York. A vitória da Varig ocorreu porque a companhia escolheu um motor inglês (Rolls Royce) para o Boeing 707, enquanto a Pan Am, segundo Albuquerque por questões de patriotismo, optou por um modelo fabricado nos Estados Unidos. Com a potência do equipamento inglês, a Varig conseguiu voar sem paradas, enquanto a rival tinha de fazer escala no Peru.
— Esse voo direto foi amplamente divulgado pela mídia. A Varig sabia fazer marketing muito bem — acrescenta o autor.
Albuquerque não se atém à aviação. Também fala sobre política, descrevendo como era a relação da Varig com os governos, principalmente de Getúlio Vargas a Itamar Franco, quando o jornalista deixou a empresa.
Um dos orgulhos de Albuquerque data de 1961. Ele conta ter sido um dos personagens do apoio da companhia à Campanha da Legalidade — ainda no setor de Controle de Serviços da Manutenção, foi o responsável por escalar o avião Caravelle que buscou João Goulart em Montevidéu, em um voo que entrou para a história:
— O governo tinha deflagrado a Operação Mosquito, em que a FAB (Força Aérea Brasileira) deveria derrubar qualquer avião que estivesse voando à noite. Os caras vieram com um Caravelle em voo noturno, com todas as luzes apagadas, voando baixinho para fugir dos radares. Era um risco, mas (o avião) chegou, foi um sucesso.
Mário da Varig
O jornalista Francisco Mário de Andreassi de Albuquerque, mais conhecido como Mário da Varig, passou 39 dos seus 83 anos trabalhando para a empresa, de 1954 a 1993. Na Varig, foi responsável pelas revistas Rosa dos Ventos, Revista do Museu Varig e Revista de Bordo Ícaro. Também foi membro do Colégio Deliberante da Fundação Ruben Berta por 20 anos e organizador do Museu Varig.
Entre as revelações do livro está uma foto inédita de Getúlio Vargas, que não poderia ser divulgada pela imprensa da época, conforme Albuquerque. Isso porque a imagem mostra como o presidente de aproximadamente 1m60cm de altura parecia, nas fotos oficiais, ter os cerca de 1m80cm de Ruben Berta.
Antes de ser fotografado ao lado do empresário, Vargas subia em uma espécie de estrado carregado por seus seguranças. Por isso, as fotos oficiais nunca mostravam os pés do presidente, como na imagem do acervo de Albuquerque. As fotos são de 1952, quando Berta foi condecorado por Vargas pelas bodas de prata da Varig, recebendo uma medalha de Honra ao Mérito no Dia do Trabalho, 1º de maio.
Lançamento da obra

O que: Lançamento do livro Berta: os anos dourados da Varig, do jornalista Mário de Albuquerque.
Quando: dia 11 de maio, a partir das 18h30min
Onde: Boulevard Laçador (Avenida dos Estados, 111 — bairro São João)
Como comprar: a obra poderá ser adquirida no evento ou, depois, nas livrarias da rede Cameron

PORTAL G-1


Destroços de helicóptero que caiu em Itacoatiara aparecem na areia da praia

Primo da ex-governadora Rosinha Garotinho pilotava a aeronave e morreu no acidente

Renan Almeida/ Leonardo Sodré

Militares do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos fotografam a aeronave - Leo Martins / Agência O Globo
NITERÓI - Parte do helicóptero particular que caiu no mar de Itacoatiara, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, na semana passada, foi encontrada na manhã desta terça-feira na praia. No acidente morreu o tenente do Corpo de Bombeiros Fábio Pestana de Barros, de 47 anos, que era primo da ex-governadora Rosinha Garotinho. O bombeiro da reserva Paulo Roberto de Andrade Costa, que também estava a bordo do helicóptero, sobreviveu à queda e conseguiu nadar até a praia.
Militares do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa 3) e equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acompanham a retirada dos destroços do local.
Após o trabalho de perícia no local, os objetos serão removidos da praia e transportados pela empresa responsável pela aeronave, a Heli-Rio. O material será levado para a sede da Cenipa 3, na Ilha do Governador.
Como o piloto morreu no acidente, a 81ª DP (Itaipu), delegacia responsável pela área, está investigando o caso.
— Os peritos da polícia civil já foram acionados. A primeira perícia é feita no solo mesmo, na praia. Havendo necessidade, será feita a segunda perícia complementar, no galpão — informou o delegado Lauro Rangel, da 81ª DP.
Frequentadores da praia relataram forte cheiro de querosene vindo do helicóptero. A queda da aeronave aconteceu no começo da noite de quarta-feira. O corpo de Fábio só foi encontrado no início da madrugada de quinta-feira e estava preso à aeronave. Já Paulo Roberto foi encaminhado para o Hospital estadual Azevedo Lima, também em Niterói, foi atendido e recebeu alta na mesma noite.
Fábio Pestana tentou pousar duas vezes antes do acidente, de acordo com testemunhas. Em relatos colhidos pelo delegado Lauro Rangel, da 81ª DP (Itaipu), que investiga o caso, moradores da região disseram ter visto o piloto fazer manobras de pouso próximo à faixa de areia e, em seguida, em cima do mar, onde a aeronave acabou caindo.

AGÊNCIA SENADO


Mulheres podem ter direito a escolher o alistamento militar


Aline Guedes

O alistamento militar, que hoje é obrigatório para homens que completam 18 anos, poderá se tornar facultativo para as mulheres. Ou seja, a participação feminina no Exército, na Marinha ou na Aeronáutica só deve acontecer se for espontânea no ano em que completarem 18 anos. É o que prevê projeto da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), em análise final na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Se aprovada na CRE, a proposta (PLS 213/2015), que altera a Lei do Serviço Militar (Lei 4.375/1964), deve seguir para votação na Câmara dos Deputados. Para Vanessa, trata-se de uma proposta de ação afirmativa, proporcionando às mulheres a oportunidade de seguir a carreira militar.
Embora as Forças Armadas já incorporem mulheres em suas fileiras, a senadora lembra que há restrição para o serviço de combatente. Hoje as mulheres podem entrar nas Forças como militares apenas por meio de concurso público para oficial, sargento ou profissional de diferentes áreas (como médica, engenheira, bibliotecária, advogada ou assessora de imprensa, por exemplo).
Vanessa justifica que sua iniciativa observa a Constituição, uma vez que o artigo 5º do texto iguala homens e mulheres em direitos e obrigações.
— É importante entender que nossa sociedade não é apenas composta por homens e mulheres, mas é construída por ambos. Assim, está muito atrasado o procedimento das Forças Armadas de impedir o exercício do serviço militar pelas mulheres — disse.
A proposta tem parecer favorável da relatora, Lídice da Mata (PSB-BA), que incluiu uma emenda sobre o impacto orçamentário da medida. A emenda determina que as despesas serão custeadas com recursos específicos. Além disso, a senadora acolheu manifestação do Ministério da Defesa, que informou sobre a necessidade de adaptações dos órgãos de recrutamento para a admissão das mulheres, como a construção de alojamentos e vestiários apropriados e design de vestimenta específica.
Também pela adequação orçamentária, a relatora sugeriu que haja um prazo de dois anos (730 dias) a partir de uma futura sanção da lei para que as mulheres possam, efetivamente, alistar-se.
O diretor do Centro de Comunicação Social do Exército em Brasília, coronel Alcides, lembra que as mulheres também têm ingressado no Exército brasileiro como militares temporárias, tanto como oficiais e sargentos, em diferentes áreas profissionais, exceto como combatente.
Rotina
O jovem incorporado em umas das mais de 500 organizações militares do Exército brasileiro tem atividade diária intensa. De modo geral, o recruta participa de sessões diárias de educação física e instrução militar e, depois, segue para a formação de combatente básico.
Em seguida, ele passa por um período de qualificação, quando recebe instrução específica das armas de infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia e comunicações, quadro de material bélico, serviço de intendência e serviço de saúde, de acordo com a organização militar onde foi incorporado.
Finalmente, vem o período de adestramento, quando o jovem aprende como atuar dentro de sua arma, quadro ou serviço. Durante o ano, são realizados exercícios de campo, nas diferentes fases da instrução, para a aplicação do conhecimento adquirido em sala de aula.
O serviço militar inicial tem duração de 12 meses, podendo ser acrescido de dois até seis meses, dependendo do interesse das partes. Em caso de interesse nacional, como guerras, por exemplo, o tempo de serviço militar poderá ir além dos 18 meses já previstos, dependendo de autorização do presidente da República.
Seleção
Participar do serviço militar é um sonho para muitas jovens brasileiras. Essas meninas precisam se destacar para conseguir uma vaga na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), única porta de entrada da linha bélica.
No Exército, as mulheres são admitidas como militares de carreira desde 1992, quando a então Escola de Administração do Exército, atual Escola de Formação Complementar do Exército, com sede em Salvador, matriculou a primeira turma de 49 mulheres em áreas como magistério, administração e jornalismo.
Em 1997, o Instituto Militar de Engenharia, com sede no Rio de Janeiro, matriculou a primeira turma de dez alunas no Quadro de Engenheiros Militares. Em 2001, a Escola de Saúde do Exército, também do Rio de Janeiro, permitiu a inscrição de mulheres para participar de concurso público, realizado naquele ano. A partir de 2017, mulheres ingressaram na EsPCEx sediada em Campinas (SP), para seguirem carreira de oficiais combatentes e, na Escola de Sargentos de Logística, para se formarem sargentos combatentes, na área técnico-logística.
Para o consultor do Senado Joanisval Gonçalves, embora seja um avanço haver mulheres atuando em áreas historicamente masculinas, como pilotos de caças aéreos, a participação feminina como combatente ainda é um processo que passa por mudanças no Brasil. Segundo ele, o fato de as Forças Armadas evitarem colocar mulheres na linha de frente de combate não deve ser encarado como machismo. Gonçalves afirma que esta postura é justificável porque a psicologia do soldado muda, quando há presença de mulheres em áreas de conflito.
— A própria natureza feminina desperta no homem o instinto do cuidado, podendo gerar instabilidade na tropa — explicou.
Combate
Segundo o Ministério da Defesa, o Exército brasileiro tem mais de 222 mil pessoas em seu contingente. As mulheres, que atualmente ocupam cargos administrativos e de saúde, correspondem a 4,32%. São apenas 9,6 mil soldados do sexo feminino.
De acordo com levantamento socioeconômico da EsPCEx, estabilidade de renda não é a principal razão para o ingresso na instituição, uma vez que a remuneração de soldado é de cerca de R$ 956 e a de aspirante a oficial, pouco mais de R$ 6,2 mil. O estudo constatou que a maior parte dos ingressados na EsPCEx — 88% — afirmaram estar satisfeitos com a farda por simples vocação.
Admiradora do Exército e da farda, a policial militar Keliane Soares, de 27 anos, sempre se interessou pelo serviço de combatente, como forma de desafiar limites e superar desafios. Mesmo ciente da baixa remuneração e do treinamento pesado, que inclui desde rastejar na lama a usar a mata como banheiro, dormir pouco e ter horários apertados, ela teria se alistado, caso fosse permitido à época em que ela completou 18 anos. Como não era, ela optou pela carreira na segurança pública.
Para Keliane, o ambiente considerado machista dos quartéis não deve ser temido. Mesmo com características e capacidade física diferentes do homem, ela acredita que a mulher consegue desempenhar qualquer papel com destreza, caso queira.
— Não importa se ela almeja a diretoria de uma empresa ou o comando das Forças Armadas. A mulher cabe em todos os lugares, então vale a pena lutar, se esse for o seu sonho — declarou.
Carreira
Oriunda do Colégio Militar de Curitiba e ex-oficial do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro, a jornalista Sabrina Mancio, de 34 anos, quis seguir a carreira desde a adolescência e ainda lembra da emoção ao vestir a farda pela primeira vez, aos 21 anos.
Embora a profissão exija sacrifícios como mudanças constantes de cidade e horários indefinidos, Sabrina aconselha outras meninas a irem em busca dos seus sonhos.
— É admirável a postura de uma mulher fardada. Uma carreira que nos enche de orgulho e nos ensina muito sobre o respeito à hierarquia e a valores como a lealdade e o companheirismo, além do culto aos símbolos nacionais — declarou.

PORTAL SPUTNIK BRASIL


Especialista sobre missão em Haiti: "são 13 anos de dor, de sofrimento, de ocupação"


O anúncio sobre o fim da missão de paz mantida pela ONU no Haiti foi bem recebido por vários setores do país. Segundo Camille Chalmers, professor universitário, foram 13 anos de "sofrimento" e "violação dos direitos básicos do povo".
O economista debateu no programa "Telescopio" da Spunik Mundo sobre os motivos manifestados pelo secretário geral da ONU, António Guterres, ao finalizar em outubro de 2017, a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na siga em francês). O analista haitiano se expressou a favor da medida, exigida por vários setores da sociedade "há muito tempo".
"São 13 anos de dor, de sofrimento, de uma ocupação que não atingiu os objetivos fixados… São 13 anos de violação dos direitos básicos do povo do Haiti. O importante é que a ONU reconheça sua culpa nos danos e feitos e entre em um processo de reparação pagar suas dívidas aos haitianos, assim que saudamos essa decisão. É importante ressaltar o balanço negativo desta missão. Agora uma redefinição completa das relações com Haiti", afirmou Chalmers.
Para o entrevistado, a Minustah teve "ingerência permanente" nas últimas eleições realizadas no país insular, "tratando de controlar os comícios, os resultados e influenciar na designação das autoridades". Para o acadêmico, "o povo tem vivido com muita frustração, cólera e indignação", os sentimentos que se vê refletiram na "participação muito baixa" da cidadania nas eleições de novembro de 2016.
A consulta eleitoral, disse, se desenvolveu "em um clima desfavorável para a credibilidade das instituições democráticas". "Isso significa que estamos em um processo de consolidação de construção de uma relação de confiança entre o povo e o Estado".
Chalmers considerou que "é importante que os militares saiam", mas "não é o elemento final porque há muitos outros mecanismos de controle externos". O professor disse que o país está seguindo "políticas neoliberais" devido ao interesse de outros países. Por isso, a opinião que a nação deve "tomar consciência de todo o [aspecto] negativo" que viveu nos 13 anos "para entrar em um verdadeiro e autêntico processo de recuperação da soberania nacional".
Economicamente, o panorama não é o melhor: como explicou o especialista, nos últimos três anos, a moeda nacional se desvalorizou em 60%, o que provocou uma queda da metade dos salários reais. Os rendimentos dos haitianos caíram e não houve aumento. 57% da população vive com US $ 1,9 (cerca de R$ 5,90) por dia, praticamente em situação de miséria. O furacão Matthew arrasou com os recursos de subsistência de boa parte da população.
Os jovens do país que têm a oportunidade abandonam a ilha em busca de melhores perspectivas, sobre todos os outros países latino-americanos como o Chile, Equador o Brasil. Este êxodo não se deve unicamente pela frágil conjuntura econômica, mas também pela situação política.
"As últimas eleições foram ganhas pelos setores de direita que têm certa nostalgia quanto a restabelecer um sistema autoritário" como o que regeu o país durante o mandato de [Jean-Claude] Duvalier (Baby Doc)". Isso se traduziu em novas leis que conduziram, ao entender do entrevistado, "ao restabelecimento de um apoio do clima repressivo apoiado por setores da comunidade internacional". Estas normas abrem caminho para favorecer "a dependência da economia nacional do serviço de transnacionais norte-americanas".
Por um longo tempo, a composição principalmente latino-americana das trocas da Minustah foi destacada por expoentes da região. Para Chalmers, "as forças de ocupação, independentemente da sua origem, ferem os povos e são uma afronta à dignidade nacional". O economista disse que "as forças latino-americanos foram usadas e manipuladas dentro de um projeto imperial controlado pelos EUA e a União Europeia".

Países da América Latina se tornam cada vez mais militarizados


A Sputnik falou com Carlos Hernández, advogado venezuelano e especialista em desenvolvimento econômico e integração na América Latina a respeito da situação armamentista nos diferentes países da região.
A América Latina está aumentando as compras de equipamentos militares de diferente natureza, observou Carlos Hernández em uma entrevista à Sputnik Mundo, adiantando que este fenômeno se observa em todos os países, tanto nos grandes como nos pequenos.
"Até nas nações menores há um aumento do investimento militar. Cuba, por exemplo, uma nação muito reservada em seus gastos militares, celebrou ultimamente acordos com a Rússia e a China. Com o Vietnã o país tem projetos para o biênio 2017-2019", assegurou Hernández, que também é coordenador para a região latino-americana do portal espanhol especializado Infodefensa.com.
Esta realidade se estende inclusive às áreas pouco monitoradas como o Caribe insular. Trinidad e Tobago, por sua vez, realizou um programa de reequipamento naval "muito importante". Bahamas está desenvolvendo um projeto naval de "grande envergadura", assinalou o especialista e resumiu que este país adquiriu nove navios de pequeno e médio porte como complemento à construção de bases navais.
Hernández assinalou também os "grandes investimentos" na defesa da Argentina, do Uruguai e do Brasil, os projetos navais do Peru e da Colômbia, bem como os projetos da Força Aérea, Armada e Exército chilenos.
"O Brasil, com todas suas dificuldades políticas e econômicas que está atravessando, continua com grandes programas como o da construção do seu primeiro submarino nuclear. A Venezuela, outro país com desafios sérios, estabeleceu contato com o vice-ministro chinês da Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional e representantes da área de armamentos, eletrônica, Força Aérea e Naval", indicou.
Hernández considerou que a Venezuela e o Brasil sejam os países melhor equipados na região, e que a Argentina os segue de perto, destacando também os programas navais e aéreos uruguaios.
"Não se pode deixar de lado o fato do presidente da Guiana [David Granger] ser um brigadeiro-general aposentado que esteve à frente das forças de defesa. Este senhor elaborou um plano de defesa nacional bastante amplo", assinalou.
Para o analista, a defesa antiaérea venezuelana, implementada com assistência russa, é única na região. "Conseguiu a ativação de até oito brigadas dotadas de míssil S-300 de longo alcance. Depois se implementou o Pechora, um sistema conhecido já há décadas, mas modernizado, e outro sistema russo de médio alcance. Tudo isso combinado com os radares móveis chineses. Inicialmente, eles adquiriram 10 e há uma entrega pendente de mais 31 radares. Por coisas como estas, ao menos no papel, o sistema antiaéreo venezuelano é o mais sofisticado da região", explicou.
No que se trata da esfera naval, aqui é o Brasil quem toma a liderança. "Os brasileiros estão aumentando sua capacidade com novos submarinos, inclusive um nuclear, e novas construções de navios de patrulhamento oceânico. Além disso, estão fortalecendo sua aviação naval", ressaltou.

JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE


Após leilão, Fraport faz 1ª visita ao CE no dia 24

A empresa alemã tem encontro marcado com o governador Camilo Santana e também vai visitar o Aeroporto

Por Armando De Oliveira Lima - Repórter

A primeira visita oficial da Fraport ao Ceará após arrematar o Aeroporto Internacional Pinto Martins por R$ 1,5 bilhão já tem data marcada: 24 de abril de 2017. A empresa alemã virá retribuir as visitas do governador Camilo Santana e do prefeito Roberto Cláudio - ambos estiveram na Alemanha desde o certame - e também conferir as instalações do terminal cearense.
O diretor de projetos sênior Andreas Montag e os diretores de projeto Klaus Jeschcke, Cecil White e Leonardo Carnielle devem desembarcar em Fortaleza por volta das 8h30 da próxima segunda-feira (24), de acordo com informações repassadas pelo governo do Estado. Todos têm retorno previsto para a quarta-feira seguinte, dia 26. A presença do vice-presidente sênior Cristoph Nanke é a única da comitiva da Fraport ainda indefinida.
Ao chegar, a expectativa é de que eles aproveitem a oportunidade para conferir algumas instalações do aeroporto. Porém, até o fim da tarde de ontem (17), a Infraero - estatal ainda responsável pela administração do terminal - afirmou que não foi solicitada nenhuma visita oficial. No entanto, a assessoria informou que "a Fraport vai ser a próxima operadora do Aeroporto de Fortaleza e uma visita pode acontecer a qualquer momento".
Informações do governo dão conta ainda de que os membros da comitiva vão visitar ainda pontos turísticos do Estado.
Assuntos a tratar
Em seguida, os quatro - ou cinco - membros da comitiva devem ir até o Palácio da Abolição, sede do governo estadual, para reunião com o governador Camilo Santana. A pauta do encontro ainda não foi revelada. O contato com a empresa alemã foi feito inicialmente no leilão de concessão, ao qual o chefe do Executivo cearense esteve presente.
Esta será a primeira oportunidade para que as duas partes ainda possam aprofundar a discussão de um ponto bastante mencionado pelo governador e seus secretários: aliar interesses - da empresa e do Estado - em prol do desenvolvimento do Ceará em vários setores produtivos.
O objetivo declarado do governo estadual deve permear todos os já conhecidos interesses do Ceará para com o Aeroporto. Trata-se de tornar o equipamento como o maior do tipo no Nordeste, tornando Fortaleza uma porta de entrada no Brasil para turistas das américas Central e do Norte, Europa e África.
Além disso, outra pauta deve ser o fortalecimento do transporte de cargas, o qual deve favorecer setores importantes da economia cearense - e nordestina - cujo tempo levado pelo transporte marítimo prejudica as garantias dadas à qualidade da produção, como frutas e flores.
Hub e Latam
Entre todos os assuntos, um deve tomar mais tempo na conversa entre Camilo e a comitiva da Fraport: o hub da Latam. O centro de conexões de voos da companhia área para o Nordeste é cobiçado pelo Estado e também a prefeitura de Fortaleza desde o anúncio da empresa em investir cerca de R$ 1,5 bilhão para montar o equipamento.
Na semana passada, quando estiveram com a presidente da Latam, Cláudia Sender, os governantes retomaram os trabalhos para promover mais ações que tornem a Capital cearense a cidade ideal para abrigar o equipamento - desbancando assim Recife (PE) e Natal (RN) na disputa - e ainda saíram com uma informação positiva: Cláudia Sender disse que a própria Latam entrará em contato com a Fraport. Resta saber se isso já foi feito, e alinhar os objetivos.

REVISTA EXAME


Lei modificará aposentadoria de militares, diz Temer

O presidente acredita que, após as mudanças feitas, a reforma será aprovada pelos parlamentares

São Paulo – O presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta segunda-feira, 17, que o projeto de lei com mudanças nas regras das aposentadorias de militares, não incluídos na reforma da Previdência, será encaminhado até maio ao Congresso.
Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, do jornal SBT Brasil, o peemedebista afirmou que a matéria segue em elaboração pelo Executivo.
Temer disse estar confiante de que a reforma da Previdência será aprovada pelos parlamentares após as mudanças feitas na proposta.
Entre elas, destacou que o prazo de contribuição que permitirá acesso ao valor integral do benefício foi reduzido dos polêmicos 49 anos para 40 anos.
“Acabou a história de ter que trabalhar 49 anos para poder se aposentar”, afirmou o presidente.
Ele comentou que o relator da reforma percorreu todas as bancadas da Câmara para discutir o texto e trouxe “observações pertinentes”.
O presidente destacou, porém, que a “espinha dorsal” da reforma é a fixação dos 65 anos de idade mínima para que se tenha direito à aposentadoria.
A ideia é que esse piso seja alcançado após um período de transição de 20 anos.

PORTAL DEFESANET


FAB inicia especialização de pilotos de combate

Futuros pilotos de combate da FAB iniciam cursos de especialização em Natal (RN). Aspirantes terão um ano de instruções nas aviações de caça, transporte e asas rotativas antes de seguirem para unidades operacionais.

Ten Juliana Lopes/ Ten Jussara Peccini

Para os Aspirantes a Aviador da Força Aérea, formados pela Academia da Força Aérea no ano passado, a sensação que paira neste momento é de ansiedade e expectativa pelo desconhecido. O grupo está em Natal (RN) para o programa de especialização operacional na aviação de combate escolhida, seja caça, asas rotativas, transporte, patrulha ou reconhecimento. Após um ano, os Aspirantes a Oficial Aviador serão formados pilotos de combate da FAB, a preparação necessária para integrar as unidades operacionais espalhadas pelo Brasil.
O PESOP é coordenado pela Ala 10 e realizado pelo Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE) e pelas três unidades aéreas sediadas em Natal: Esquadrão Joker (2º/5º GAV), que prepara os pilotos da aviação de caça; Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), que capacita os pilotos de transporte, patrulha e reconhecimento; e o Esquadrão Gavião (1º/11º GAV), responsável pela formação dos pilotos de asas rotativas.
De janeiro a março, os estagiários passam pelo Curso de Tática Aérea no GITE, em que aprendem os princípios e orientações teóricas necessárias para atuar em combate. Em seguida, inicia-se o treinamento prático nas unidades aéreas. Os voos de instrução iniciaram na primeira semana de abril, após os alunos aprenderem noções teóricas sobre a aeronave e as missões que desempenharão na aviação que escolheram.
Os primeiros voos de instrução
Operando o helicóptero H-50 Esquilo, os Aspirantes Albuquerque e Josué estrearam o primeiro bloco de voos, na quinta-feira (06/04), no Esquadrão Gavião (1º/11º GAV). “A gente olha o helicóptero ali e não imagina como é que ele voa, como que eu vou para frente, como vou para o lado”, afirmou o Aspirante Josué Marcos Coelho Gonçalves, antes de dirigir-se para a inspeção externa da aeronave e, enfim, alçar voo.
“Tudo que é novo assusta, mas a gente espera muito pra chegar aqui. A ansiedade e a vibração que sinto agora são por fazer aquilo que eu quis toda a minha vida”, completa. Depois de cerca de 20 missões, o militar espera estar pronto para o voo solo a bordo do Esquilo. Para o Comandante do Esquadrão Gavião e um dos instrutores nessa primeira missão dos dois aspirantes, Tenente-Coronel Alexandre de Carvalho Ribeiro, a unidade fica muito feliz em receber os novos alunos e começar a atividade aérea.
“Nós nos preparamos para apresentar para os alunos uma máquina que não tem um T, não é de treinamento, mas sim de emprego real. O helicóptero é a máquina mais versátil do campo de batalha e é isso que queremos que eles sintam”, afirmou o Tenente-Coronel.
No dia seguinte, sexta-feira (07/04), foi a vez dos alunos do Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), da aviação de transporte, iniciarem o voo. Para o Aspirante a Aviador Alan Oliveira de Melo a missão bem definida e o trabalho em grupo é o que torna o primeiro voo nesta aviação diferente e interessante.
“Na Academia da Força Aérea, o tipo de aviação não é definida, então a gente não tem muita expectativa de como vai ser. Mas agora acredito que vai ser um pouco mais direcionado. Com o CRM (doutrina de cabine que padroniza o trabalho em grupo) acredito que vai ser bem dinâmico e bastante interessante”, finalizou.
Os voos dos futuros pilotos de caça da Força Aérea, alunos do Esquadrão Joker (2º/5º GAV), iniciaram na segunda-feira (10/04). Segundo o Comandante da unidade, Tenente-Coronel Gustavo Pestana Garcez, a primeira experiência operacional na aviação escolhida é um momento que marca a vida do aviador militar, que deve ser orientado de forma responsável e cuidadosa pelo instrutor de voo.
“Esse momento é muito importante, porque é quando o aluno estuda todos os sistemas, se adapta e de fato conhece a aeronave e o seu comportamento em voo. Esse conhecimento é que lhe dará subsídio para prosseguir no curso de uma maneira eficiente“, explica o oficial.
Aprendendo a ser piloto de combate
Os voos de instrução se iniciam após os alunos aprenderem noções teóricas sobre a aeronave e as missões que desempenharão na aviação que escolheram. Além disso, para as aviações de caça e transporte os alunos devem, ainda, passar nos testes de simulador antes de realizarem os voos reais.
Para cada missão aérea há um cuidadoso processo de preparação que deve fazer parte da rotina do piloto e que é ensinado e avaliado durante as instruções aéreas. Tudo se inicia pelo briefing, que ocorre com a equipe que integra o voo e é comandado pelo instrutor da missão.
Após isso, os pilotos devem se equipar e realizar o aceite da aeronave e briefing com a tripulação. Já no pátio são feitas as inspeções externa e interna da aeronave e então é iniciada a comunicação com os órgãos de controle de tráfego aéreo para autorização da decolagem. Após a aterrissagem, ocorre o debriefing, quando é feita a avaliação do piloto em instrução.
Os próximos desafios serão o voo solo e a adaptação às missões específicas de cada aviação. Somente após serem aprovados em todas essas etapas, eles poderão ser considerados pilotos de combate da Força Aérea Brasileira.

Major-Brigadeiro Mesquita assume direção da Diretoria de Ensino

A Diretoria de Ensino substitui o Departamento de Ensino da Aeronáutica

Agência Força Aérea

A Diretoria de Ensino (DIRENS) foi ativada nesta segunda-feira (17/04), em Brasília, em substituição ao Departamento de Ensino da Aeronáutica (DEPENS), como parte do processo de reestruturação da Força Aérea Brasileira (FAB).
Durante a cerimônia, presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, foi empossado como Diretor da DIRENS o Major-Brigadeiro do Ar Rui Chagas Mesquita, que exercia o cargo de Vice-Diretor do DEPENS.
Diferentemente do DEPENS, que era subordinado ao Comandante da Aeronáutica, a DIRENS passa a ser subordinada ao Comando-Geral do Pessoal (COMGEP) e, a partir de agora, apenas as organizações de ensino ficarão subordinadas. A estrutura é composta por duas subdiretorias e uma coordenadoria de planejamento, orçamento e gestão.
A DIRENS passará a estruturar o seu processo de melhoria através de uma avaliação institucional dedicada a cada uma das suas escolas subordinadas, por meio de um processo contínuo e autônomo de medida de desempenho que objetiva a melhoria da qualidade do nosso ensino”, explicou o Comandante do COMGEP, Tenente-Brigadeiro do Ar Antônio Carlos Moretti Bermudez.
Diretor
O Major-Brigadeiro Mesquita ingressou na FAB em 1980 e foi promovido ao atual posto em 31 de março de 2016. Ele realizou todos os cursos de carreira e, também, pós-graduação em Gestão Pública na Escola Nacional de Administração Pública, Mestrado em Defesa e Segurança Hemisférica e MBA em Gestão de Política e Defesa, entre outros.
Exerceu diversos cargos, como Chefe da Assessoria Parlamentar e Relações Institucionais do Comando da Aeronáutica e Comandante do Sexto Comando Aéreo Regional.
“Para mim é uma honra muito grande ser nomeado o Diretor de Ensino nesse processo de reestruturação e o nosso objetivo é, cada vez mais, dar à Força Aérea um profissional mais preparado e mais qualificado para exercer as suas funções”, ressaltou o oficial-general.

OUTRAS MÍDIAS


JORNAL DIA A DIA (MS)


Pedro Chaves apoia projetos de interesse da Aeronáutica no Senado
 

Ray Santos
O senador Pedro Chaves (PSC/MS) se comprometeu a apoiar os projetos de interesse da Força Aérea Brasileira que tramitam no Congresso Nacional. O compromisso foi assumido nesta terça-feira (18) pelo parlamentar, durante reunião com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, em Brasília.
“A FAB desempenha um papel importantíssimo para a segurança nacional e desenvolve ações que se refletem no dia a dia da população, como o controle do tráfego aéreo e o desenvolvimento das telecomunicações. Sou parceiro da Aeronáutica e tudo farei para que os projetos de interesse da nossa Força Aérea tenham bom encaminhamento no Senado, especialmente nas comissões das quais faço parte, a de Ciência e Tecnologia e a de Relações Exteriores. Vamos marcar audiências públicas para que todos os senadores possam tomar conhecimento dos projetos”, garantiu o senador.
Na quinta-feira (20), a Comissão de Relações Exteriores vai analisar relatório de Pedro Chaves sobre o Projeto de Decreto Legislativo 88/2016, que aprova o texto de ajuste complementar técnico ao acordo firmado em setembro de 2014 pelos governos do Brasil e da Itália, para o desenvolvimento de ações de cooperação nos campos de Defesa e Aerospacial. Desde então, os dois países têm promovido intercâmbio de informações e experiências nas áreas de tecnologia militar e satélites.

PORTAL CAMPOS DO JORDÃO (SP)


Campos do Jordão prepara programação para o feriado de Tiradentes

O feriado de Páscoa foi um sucesso em Campos do Jordão, do jeito que os turistas aguardavam: com o clima gelado. E não será diferente para o feriado de Tiradentes, que conta com uma programação recheada. Além da Festa do Pinhão que inicia no dia 20, a Prefeitura e Força Aérea Brasileira preparam um show de acrobacias aéreas, no dia 22. A apresentação será realizada em comemoração ao aniversário da cidade, que completa 143 anos no dia 29 de abril.
Garanta a sua hospedagem na cidade, o feriado já está chegando e as opções de escolha para hotéis e pousadas estão esgotando. Não fique de fora, aproveite para descansar na Suíça Brasileira e renovar as energias. Confira também as opções de passeios pela cidade e divirta-se.
Venha se hospedar nos hotéis e pousadas de Campos do Jordão para desfrutar desse clima que não tem igual.
SERVIÇO
Festa do Pinhão:
Data: 20 de abril até 1º de maio
Local: Praça do Capivari
Endereço: Av. Macedo Soares, 1 – J Elizabete, Campos do Jordão – SP, 12460-000
Esquadrilha da Fumaça:
Data: 22 de Abril
Horário: 16h15
Local: Pista de Motocross
Endereço: Rod. Monteiro Lobato, 1678 – J Nova Suíça, Campos do Jordão – SP, 12460-000



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