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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 02/02/2017 / Conheça os meios aéreos que combatem os incêndios no Chile

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Conheça os meios aéreos que combatem os incêndios no Chile ...  


São Helicópteros, Aviões Médios e Aviões Pesados, alguns estrangeiros, que estão a combater as dezenas de incêndios que atingem as zonas centro e sul do Chile

Daniel Rocha

O grande número de incêndios que atinge o Chile motivou a utilização de um imenso número de recursos nacionais e internacionais nunca visto no país.

Dentro destes recursos, destacam-se os 41 meios aéreos (39 aeronaves de várias entidades chilenas – Conaf, Marinha, Exército, Força Aérea e Onemi – mas também dois “superaviões” estrangeiros – o “SuperTanker” e o “Ilyushin”.

Durante o dia, o Governo Chileno divulgou a seguinte nota que detalha os meios aéreos que se encontram nos vários Teatros de Operações.

O Portal Bombeiros.pt sabe que, apesar deste número elevado, os meios aéreos têm sido insuficientes e o Governo chileno, através da Corporação Nacional Florestal (CONAF), irá reforçar ainda esta semana o número de aeronaves disponíveis. Para este fim, a CONAF já adquiriu à empresa Erickson o helicóptero Sikorsky S-64 SkyCrane, um helicóptero pesado e um dos que possui maior capacidade de transporte de água a nível mundial.

Este helicóptero tem uma capacidade de transporte de 10 mil litros, com um sistema ventral, um sistema de mangueira para reabastecer em qualquer espaço, mesmo que tenha pouca profundidade. Possui dupla turbina, sendo tripulado por dois pilotos e um observador. Tem uma velocidade de cruzeiro de 170 km/h e uma autonomia de voo de 2 horas e meia.

Para além do anterior, mais quatro helicópteros foram alugados à empresa Helicópteros Express e levados para o Chile, desde os Estados Unidos da América, pelo avião Antonov An-124. Falamos de 3 Bell 205 A1+++ e um K-Max 1.200.

O Bell 205 A1 tem uma capacidade de água a rondar os 1.600 litros, usando o “bambi bucket”. Um destes helicópteros está equipado com um sistema de voo nocturno.

O K-Max 1200 transporta cerca de 2.700 litros, usando também o “bambi bucket”.

Há também negociações a decorrer entre os serviços de Protecção Civil (CONAF) do Chile para a integração nas acções de combate de dois helicópteros pesados Kamov Ka-32, bem conhecidos em Portugal.

Os helicópteros Kamov têm uma capacidade de descarga de aproximadamente 5.000 litros.

Também os aviões, e vários modelos, têm sido importantes nas operações de combate. Sendo de salientar o trabalho efectuado pelos também bem conhecidos em Portugal Air Tractor.

Este tipo de avião, Air Tractor AT-802F, possui uma capacidade de descarga de 3.000 litros, sendo considerado um avião médio. Também o Dromader, há alguns anos muito comum em Portugal, tem trabalhado no Chile.

A capacidade de descarga deste tipo de avião médio é um pouco inferior à do Air Tractor. Porém, o Dromader ainda consegue transportar aproximadamente 2.000 litros de água.

A grande atenção dos meios de comunicação social está, no entanto, concentrada nos aviões de grande porte – aviões pesados. E neste campo a “grande estrela” do combate tem sido o avião americano “SuperTanker”.

O avião pesado Global Super Tanker, financiado pela Fundação Ventos do Sul, é um Boeing 747-400, construído pela Boeing, que foi propositadamente desenhado para combater grandes incêndios. Possui uma capacidade de descarga de 75 mil litros de água e um tempo de recarga no solo de cerca de 30 minutos. Segundo dados de vários órgãos de comunicação social internacional, terá sido recargado no Chile num tempo record: menos de 13 minutos.

No apoio a este “super-avião”, tem trabalhado o Gulfstream G-IV, avião da Força Aérea Chilena.

Este avião, tripulado por militares do Grupo de Aviación N.° 10 da Força Aérea Chilena, tem como função optimizar o trabalho do SuperTanker ao fazer um reconhecimento prévio e ao funcionar como guia.

Nos ares chilenos já está, também, o gigante russo Ilyushin IL-76.

Esta aeronave, de envergadura menor do que o Super Tanker, transporta um total de 40 mil litros de água e pode fazer descargas em altitudes entre os 50 e os 100 metros.

Do Brasil chegou a ajuda aérea com o Lockheed C-130 Hercules, um modelo utilizado em Portugal pela Força Aérea.

Conhecido simplesmente como “Hércules”, é um avião de grande capacidade para o transporte de equipas militares e que pode conter um kit de descarga de água capaz de conter cerca de 12 mil litros.

No apoio às operações, nomeadamente na movimentação e posicionamento de equipas terrestres, a Força Aérea Chilena tem utilizado o helicóptero UH – 60 “Black Hawk”.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL UOL


Cargueiro gigante leva quatro helicópteros para combater incêndio no Chile


Todos A Bordo

O Chile tem recebido o que há de mais moderno na tecnologia aeronáutica para o combate a grandes incêndios. O país sofre com queimadas em diversas regiões, que já destruíram 374 mil hectares de florestas, equivalente a cerca de 37 mil campos de futebol
Nesta terça-feira (31), chegou ao Chile um avião Antonov-124, o segundo maior cargueiro do mundo atrás apenas do Antonov An-225, com quatro helicópteros a bordo desenvolvidos para esse tipo de missão. O Antonov partiu do aeroporto de Atlanta, nos Estados Unidos, em um voo direto com destino a Santiago.
Os quatro helicópteros somados terão capacidade de até 7.500 litros de água. O maior deles é um K-MAX 1200, capaz de despejar com precisão em um foco de incêndio cerca de 2.700 litros de água. Os outros três helicópteros são do modelo Bell 205A1, com capacidade para 1.600 litros cada.
Entre os helicópteros, o maior reforço foi o Sikorsky S-64 SkyCrane, um dos maiores do mundo. O modelo terá capacidade para até 10 mil litros de água. Conhecido como helicóptero guindaste, ele será equipado com diversos tanques e uma mangueira capaz de coletar água de diversas fontes.
O Chile conta com uma colaboração internacional para auxiliar no combate aos incêndios florestais. No último final de semana, o Brasil enviou dois aviões Hércules C-130 e 28 militares. Eles se somam ao avião russo Ilyushi Il-76 e ao americano Boeing 747-400 Supertanker.
Já são cerca de 40 aeronaves trabalhando no combate aos incêndios florestais no país. O diretor-executivo da Conaf (Corporação Nacional Florestal), Aarón Cavieres, afirmou que o órgão deve receber outros reforços nos próximos dias. Segundo ele, no total deverão ser cerca de 50 aeronaves trabalhando para acabar com as queimadas.
Os aviões têm tanques enormes instalados dentro do compartimento de cargas. Eles são abastecidos em solo. Ao sobrevoar a área do incêndio, a água é descarregada sob pressão em poucos segundos, criando um rastro de chuva. Os helicópteros, por outro lado, podem pegar água de rios e lagos e despejam a água sobre uma área mais concentrada.
Os aviões-tanque
O maior avião-tanque em operação é o Boeing 747-400 Supertank. Com capacidade para 75 mil litros, tem dois sistemas independentes de tanques, que levam água, gel e espuma. O tempo de reabastecimento em solo leva aproximadamente 30 a 35 minutos.
O avião chegou no Chile na semana passada e nos primeiros dias já conseguiu acabar com mais de 50% dos focos de incêndio nas áreas para onde foi destinado. No entanto, como a situação continua crítica em diversas regiões, ainda não há previsão para o encerramento de suas operações no país.
O avião russo Ilyushin IL-76 percorreu mais de 15 mil km para ajudar no combate aos incêndios florestais do Chile. O avião tem capacidade para cerca de 42 mil litros de água de uma vez. Quando despejada em voo, a água cobre uma área total de 48 mil metros quadrados, com 800 metros de comprimento e 60 de largura.
A ajuda brasileira
Os dois Hércules C-130 da FAB chegaram ao Chile no último domingo e realizaram as primeiras missões na segunda-feira (30). As equipes brasileiras operam a partir do aeroporto de Carriel Sur, na cidade de Talcahuano, região metropolitana de Concepción, segunda maior cidade chilena e capital da região, no centro-sul do país.
Dos dois aviões enviados ao Chile, somente um atua diretamente no combate aos incêndios. Segundo a FAB, o segundo avião transporta materiais de suporte, piscinas para abastecer de água a aeronave e equipamentos de manutenção.
No primeiro dia da missão, o avião da FAB realizou quatro voos para combater os incêndios em uma área de colina a 24 km do aeroporto de Carriel Sur, o que equivale a cerca de 5 minutos de voo. A cada decolagem, 12 mil litros de água são lançados sobre a floresta.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Em documento interno, militares rejeitam inclusão na Reforma da Previdência

Informe contesta "soluções simplistas, genéricas ou que contenham apenas o viés contabilista"

Leonardo Cavalcanti /hamilton Ferrari

Os militares elevaram o tom quanto a possíveis alterações no sistema de aposentadoria. Diante da chance de as Forças Armadas serem incluindas nas regras gerais da reforma da Previdência, o Centro de Comunicação Social do Exército publicou ontem um informe interno que contesta as "soluções simplistas, genéricas ou que contenham apenas o viés contabilista".
O documento diz que medidas desse tipo não podem ser aplicadas à atividade militar. O documento afirma que o Governo Federal se comprometeu com as Forças Armadas, "afiançando reconhecer as peculiaridades da carreira militar e tratando-as de maneira diferenciada".
O texto destaca ainda que grupos de trabalho, integrados por militares das três Forças, têm realizado estudos técnicos para mudar o sistema de aposentadoria dos militares, com reestruturação de carreira e a remuneração do pessoal. “Destaca-se que o militar recebe salário médio muito menor que outras profissões de Estado, dedica-se exclusivamente à carreira e não possui os direitos assegurados a qualquer trabalhador, como, por exemplo, direito de greve, remuneração por horas extras, FGTS etc”, elenca o informe.
O documento destaca que as "soluções simplistas", se aproadas, causarão “danos irreversíveis aos alicerces que fundamentam o comportamento e o estado de permanente prontidão das Forças Armadas”.

Militares se unem para ficar fora da reforma


Alessandra Azevedo, Leonardo C. E Hamilton F.

Intocados pela proposta de reforma na Previdência divulgada em dezembro pelo presidente Michel Temer, os militares começam a se preocupar com a possibilidade de terem que se submeter a algumas das regras que começarão a ser votadas pelo Congresso Nacional este mês. Entre elas, a idade mínima de 65 anos para aposentadoria e benefício máximo de R$ 5.578. Em informe divulgado na última terça-feira, os militares, que costumam ser discretos quando o assunto é Previdência, deixaram clara a necessidade de discutir essa diferenciação com a sociedade.
“Nossa maior preocupação é inserir a discussão na sociedade sobre a importância das Forças Armadas e como funciona o sistema”, explicou o general Otávio Santana do Rêgo Barros, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército. Segundo o informe, assinado por ele, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e as Forças Armadas montaram grupos de trabalho com o objetivo de defender a necessidade de haver um regime separado do dos civis. A ideia é usar estudos técnicos sobre o assunto para esclarecer as peculiaridades da atividade, “inclusive com a interlocução com vários órgãos públicos”, disse Rêgo Barros.
Para ilustrar essa relação, ele citou a conclusão de um estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV), que considera “a inclusão das Forças Armadas na PEC da reforma da Previdência seria um grave erro”. Opinião compartilhada pelo coronel Elizeo Ferraz Forquim, presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (AMAI), que define a ideia como “uma grande injustiça”. “Essa decisão não deve ser baseada apenas em números, precisa ser também capaz de fazer justiça aos militares. O governo não pode impor as mesmas condições que os trabalhadores civis. As Forças Armadas não vão permitir que isso aconteça”, declarou Forquim.
Entre as justificativas para a necessidade de regras próprias, o coronel lembrou que os policiais militares trabalham, no mínimo, 60 horas semanais, alcançando 80 em alguns casos. Além das condições de trabalho serem diferentes, os direitos garantidos a eles não são os mesmos propostos aos civis. “O militar recebe salário médio muito menor que outras profissões, dedica-se exclusivamente à carreira e não possui os direitos assegurados a qualquer trabalhador, como, por exemplo, direito de greve, remuneração por horas extras, FGTS etc”, listou Rêgo Barros. “Soluções simplistas, genéricas ou que contenham apenas o viés contabilista não podem ser aplicadas à atividade militar”, defendeu.
Incluir a categoria nas regras gerais causaria, segundo os militares, “irreversíveis danos aos alicerces que fundamentam o comportamento e o estado de permanente prontidão das Forças Armadas”. Além disso, o presidente da Associação Nacional dos Militares do Brasil (ANMB), Marcelo Machado, ressaltou que a medida não faria diferença no deficit da Previdência. “O rombo vai continuar, porque não são os militares que causam, mas os que não contribuem e recebem o benefício, como, por exemplo, pessoas da aposentadoria rural”, disse.
Só faria sentido incluir a classe nas mesmas regras se os direitos também fossem equiparados, afirmou Machado. “Se tiver benefícios como FGTS, auxílio periculosidade, hora extra, certamente nenhum militar se importaria com a equiparação”, disse. “Se o governo insistir em nos colocar nas mesmas regras, vamos brigar para ter os mesmos direitos dos trabalhadores civis por meio das nossas associações”, anunciou o presidente da ANMP.
Oficial
Incluir os militares na reforma não foi o combinado com o governo federal, que reforçou várias vezes, desde que propôs a reforma, que elaborará uma lei específica para lidar com o problema previdenciário da carreira militar. Afinal, as Forças Armadas são responsáveis por 44% do deficit dos servidores da União, embora sejam apenas um terço dos funcionários públicos federais — fatia que correspondeu a R$ 34 bilhões em 2016. O problema é que os policiais federais e civis também demandam tratamento diferenciado. Alegando também ter peculiaridades na carreira, a União dos Policiais do Brasil (UPB), que inclui várias entidades de classe dos profissionais de segurança pública do Brasil, já se organizam para manifestações nacionais a partir da semana que vem.
Ao Correio, o ministério da Defesa negou que esteja sendo discutida a possibilidade de incluir as Forças Armadas na Proposta de Emenda à Constituição nº 287/2016, que trata da reforma da Previdência. O informe que trata do assunto teria sido apenas “mais um” para reiterar que os militares não se encaixam nas mesmas regras. “O governo federal comprometeu-se com as Forças Armadas, afiançando reconhecer as peculiaridades da carreira e tratando-a de maneira diferenciada”, disse Rêgo Barros, no informe. Apesar de defenderem a manutenção do regime específico de Previdência, os militares não negam a necessidade de mudanças . “Nós entendemos que é preciso uma reforma de caráter geral nas Forças Armadas”, disse o general.
A gestão do sistema de proteção social, no entanto, foi definida como objetivo principal de 2017 pelas Forças Armadas, que pretendem alocar “todos os recursos para a solução deste assunto, tão caro aos militares”, reforçou o comunicado da terça-feira.
* Estagiário sob supervisão de Rozane Oliveira

PORTAL G-1


Sistema que orienta aeronaves será desligado no aeroporto Salgado Filho

ILS 2 ficará inativo entre março e junho para recolocação de antenas. Equipamento facilita pousos e decolagens em dias de neblina no aeroporto.

Do G1 Rs

O equipamento que facilita pousos e decolagens em dias de neblina no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, vai ser desligado a partir de março. O desligamento será feito para realização de obras de recolocação de um novo abrigo para as antenas instaladas ao lado da pista.
A alteração é para atender normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O ILS 2, que fica localizado na lateral da pista e indica o ângulo correto para as aeronaves, foi instalado em 2014.
Conforme a Aeronáutica, a obra foi planejada para este período porque as condições climáticas são favoráveis e não prejudicam a visibilidade do aeroporto.
O sistema deve ficar desligado até junho, enquanto durarem os trabalhos. A previsão é que obra esteja concluída e os equipamentos religados até a chegada de dias em que há maior incidência de neblina.

Peritos interrompem investigação sobre avião que caiu em cemitério

Acidente aconteceu no dia 5 de dezembro de 2016, em Cruz Machado. Voos de aeronaves experimentais são por conta de operador, diz Seripa.

Do G1 Pr, Com Informações Da Rpc

Peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 5) decidiram interromper, na segunda-feira (31), as investigações sobre a queda de um avião no cemitério de Cruz Machado, no sul do Paraná. O acidente foi em dezembro de 2016.
Segundo o Seripa, as investigações foram interrompidas porque os voos são por conta e risco do operador no caso de acidentes envolvendo aeronaves experimentais – que são menores e únicas e, geralmente, só levam piloto e passageiro.
Sendo assim, o trabalho do Seripa funciona com o objetivo de prevenir novos acidentes com as mesmas características. Os peritos acreditam que, com essa queda, não seria possível obter novos conhecimentos.
Eles fizeram a investigação inicial e, após a análise preliminar, interromperam a investigação porque o avião não tinha manual e nem caixa-preta. Como não existe outra aeronave igual, o estudo não pode ser usado para prevenir outro acidente, por exemplo.
O acidente
O acidente aconteceu no fim da manhã do dia 5. Era por volta de meio-dia quando a aeronave de pequeno porte caiu no cemitério e pegou fogo, no Centro. Duas pessoas estavam no voo.
O piloto Louis Fernando Chinkevicz, de 34 anos, morreu na hora. Já Clodoaldo Marques Gomes, de 46 anos teve apenas ferimentos leves e recebeu alta do hospital no dia seguinte. Ele fazia fotos aéreas da cidade momentos antes do acidente aéreo
"Foi muito rápido. Só deu tempo de falar "Jesus, me salva". Eu vi onde a gente ia cair. Ele [o piloto] puxou o comando do avião, mas o avião não obedeceu", relatou Clodoaldo.
A aeronave saiu do aeroporto de União da Vitória, também no sul, para fazer imagens aéreas de Cruz Machado, a 50 quilômetros. Segundo relatos de testemunhas, o avião começou a voar bem baixo e caiu na Capela Mortuária do cemitério.
Em seguida, pegou fogo. O jardineiro Bruno Iurkewicz Júnior presenciou tudo. O funcionário também viu que, antes da aeronave pegar fogo, o fotógrafo conseguiu retirar o corpo do piloto dos destroços.
"Ele [o fotógrafo] disse: "Meu Deus, meu Deus. Arrastei meu companheiro para não pegar fogo". Aí, veio ao meu encontro, estava desesperado", contou.
Louis era piloto havia cinco anos e era bastante conhecido onde morava, em União da Vitória, mesma cidade de Clodoaldo.

Homem é preso no AM com munições restritas das Forças Armadas

Suspeito foi preso após denúncias anônimas; ele escondia foragido. Caso ocorreu nesta quarta-feira (1º), Zona Norte de Manaus.

Um homem de 20 anos foi preso, nesta quarta-feira (1º), com cerca de 50 munições de uso restrito das Forças Armadas, no bairro Novo Israel, na Zona Norte de Manaus. Ele foi preso após denúncias anônimas. Dois homens que estavam no local - entre eles um foragido do sistema prisional - conseguiram fugir da abordagem policial.
A denúncia recebida via 181 relatava a localização de um fugitivo, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
Equipes da Secretaria Executiva-Adjunta de Operações Integradas (Seaop) realizaram a abordagem no endereço indicado, na Rua São Zeferino.
No local, a SSP encontrou três homens, entre eles o foragido citado na denúncia. Ele e outro sujeito, ainda não identificado, conseguiram fugir. O suspeito de 20 anos foi capturado com diversos materiais ilícitos.
Foram apreendidas 50 munições nove milímetros de uso restrito das Forças Armadas, 300 porções de oxi, duas pedras da mesma substância, um pino de cocaína, além de uma balança de precisão, um colar de prata e dois aparelhos celulares.
O suspeito foi encaminhado ao 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde será registrado o flagrante.

AGÊNCIA SENADO


Veja como será a abertura do ano legislativo no Congresso nesta quinta


Da Redação

A abertura do ano legislativo no Congresso Nacional, marcada para quinta-feira (2), seguirá um roteiro bem definido. De acordo com o planejamento, as atividades começarão às 14h30, com a chegada dos militares que participarão da cerimônia, e seguirão com a recepção das autoridades até às 16h, quando o novo presidente do Congresso Nacional, eleito no dia 1º de fevereiro, chegar ao Plenário da Câmara dos Deputados.
Às 14h30, os militares chegarão ao Palácio do Congresso Nacional para se organizarem em suas marcações. O efetivo militar estará disposto externamente com 48 Dragões da Independência na rampa; 40 militares da Marinha, 40 do Exército e 40 da Aeronáutica; 40 militares da Banda da Guarda Presidencial para executar o hino nacional; 18 militares da Guarda Bandeira; e 30 militares da Bateria histórica Caiena para execução da salva de tiros de canhão no gramado.
Os militares também estarão no interior do Congresso Nacional, com 40 homens da Força Aérea Brasileira no Salão Negro e no Salão Nobre do Senado; 40 homens da Marinha irão compor a ala do Salão Verde ao Plenário da Câmara dos Deputados e 32 da Banda do Corpo de Fuzileiros Navais vão executar o hino nacional no interior do Plenário da Câmara.
Até às 15h25, o dispositivo militar deverá estar pronto. Nesse momento, serão recepcionados na chapelaria do Congresso Nacional e conduzidos ao salão nobre do Senado a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia, e o representante do Executivo. A presença do presidente da República Michel Temer está confirmada.
Os secretários-gerais das Mesas e diretores-gerais da Câmara e do Senado seguirão, às 15h35, em direção a rampa do Congresso Nacional, onde aguardarão a chegada do presidente do Senado (que também é o presidente do Congresso Nacional) e do presidente da Câmara dos Deputados.
Às 15h40, o carro conduzindo os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados chegará pela lateral esquerda do gramado do palácio do Congresso até o início da calçada de acesso à rampa, próximo ao mastro da bandeira nacional da Câmara dos Deputados. Depois disso, o comandante da Guarda de Honra conduzirá o inicio da revista à tropa, feita pelo presidente do Senado. Ao passar em frente à bandeira nacional, o parlamentar fará uma reverência ao mesmo.
Durante a revista à tropa, haverá a Salva de Gala de 21 tiros de canhão e logo após a execução do hino nacional e o hasteamento das bandeiras do Brasil e do Mercosul. Às 15h50, o presidente do Senado deverá virar-se para a tropa e o comandante da Guarda de Honra o cumprimentará, dando por encerrada a revista. Nesse momento, o presidente da Câmara seguirá em direção a rampa do Palácio do Congresso Nacional para encontrar-se com o presidente do Senado.
Na rampa, os presidentes das duas Casas serão recepcionados pelos secretários-gerais e diretores-gerais da Câmara e do Senado. Depois, seguirão em direção ao Salão Negro, onde já estarão os representantes do Executivo e do Judiciário, os integrantes da Mesa do Congresso Nacional, líderes partidários da Câmara e do Senado e demais parlamentares. Todos se dirigirão juntos ao Plenário da Câmara dos Deputados.
A sessão solene terá início às 16h, momento em que as tropas perfiladas diante do Congresso e os militares que estão na parte interna se retirarão. Na sessão, que marca a retomada dos trabalhos do Legislativo, será lida a mensagem do presidente da República ao Congresso Nacional. Em seguida, a presidente do Supremo Tribunal Federal faz a sua apresentação para o ano de 2017. A sessão será encerrada com o discurso do presidente do Congresso.

AGÊNCIA CÂMARA


Ano legislativo de 2017 promete ser o das reformas no plenário da Câmara

Na pauta estão reformas da Previdência, trabalhista, política e tributária

Ginny Morais

2017 promete ser o ano das reformas no plenário da Câmara dos Deputados. A promessa é que passem por ali mudanças profundas na lei sobre aposentadoria, sobre contratação com carteira assinada, sobre como escolhemos nossos representantes políticos e até sobre como é feita a cobrança de impostos.
A primeira das grandes polêmicas do ano deve ser a reforma da Previdência. A proposta do Governo cria uma idade mínima para aposentadoria, que passa a ser de 65 anos. E aumenta o tempo mínimo de contribuição: de 15 para 25 anos. Isso valeria para todos os trabalhadores, inclusive os servidores públicos. Só os militares ficariam de fora. Para o cientista político David Fleischer, é urgente alterar as regras previdenciárias.
"O Brasil entrou nessa de ter muito mais gente para se aposentar e menos nascimentos. Menos gente contribuindo e mais gente recebendo benefícios. Aprovou o teto de gastos, mas vai ficar sem efeito se não mudar a Previdência."
As alterações na Previdência ainda estão em discussão, mas, se as regras ficarem como o governo quer, vão atingir diretamente os planos do delegado da polícia civil Ronney Matsui.
"Com essa mudança pretendida na Previdência, eu teria que trabalhar 19 anos a mais para ter direito não à paridade, mas a 100% da média da contribuição. Ou seja, em vez de me aposentar com 51 anos de idade, eu teria que me aposentar aos 70 anos de idade”.
Mudanças na relação entre patrão e empregado também estão por vir. Entre as propostas do governo que já estão no Congresso Nacional, a mais polêmica é a que permite que acordos coletivos valham mais que a CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho - isso para alguns pontos, como o parcelamento das férias. A jornada de trabalho também poderia ser negociada, não podendo passar de 12 horas por dia - 48 horas por semana, contando com as horas extras.
Iracema Vieira, que trabalha numa padaria, fala das expectativas que têm sobre essas mudanças.
"Acho interessante, desde que a classe patronal seja justa, seja honesta, que haja realmente esse acordo entre patrão e empregado. Hoje eu confiaria, mas a gente fica com o pé atrás, porque a gente sabe que o sindicato nem sempre é confiável."
Já o patrão dela, o empresário Lázaro Guimarães, apoia a proposta de colocar as negociações acima da CLT.
"É de grande valia não ter intervenção do Estado. Então, nada melhor do que o próprio empregado e o próprio empregador, que sabem o que é melhor para eles."
Também há previsão de alterações na cobrança de impostos, a chamada reforma tributária. A ideia é que o texto final de uma comissão especial de deputados seja apresentado ainda em fevereiro, além de propostas do Governo que estão para chegar ao Congresso.
Já a reforma política tem prazo para acontecer. As alterações precisam virar lei até outubro para valer nas eleições do ano que vem. Por isso, uma comissão especial de deputados corre contra o tempo, negociando novas regras para pontos como financiamento de campanha, sistema de votação, fim da reeleição e do voto obrigatório. E a Câmara ainda precisa analisar as mudanças já aprovadas no fim do ano passado no Senado, que acabam com as coligações nas eleições proporcionais - ou seja, de vereadores e deputados - e cria a chamada cláusula de barreira, que restringe o acesso ao dinheiro do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na TV para os partidos que tiverem no mínimo 2% dos votos válidos em todo o país, distribuídos pelo menos em 14 estados.
O desafio é grande, porque essas reformas causam muita divergência, por isso não conseguem avançar há anos.
O vice-líder do governo, Carlos Marun (PMDB-MS), diz que o governo Michel Temer tem o apoio da maioria dos deputados para aprovar as mudanças.
"O governo nunca imaginou que teria vida fácil. Temos um presidente, hoje, disposto a enfrentar questões a princípio impopulares para que o Brasil tenha condição de promover mudanças que possam levar o nosso país ao que desejamos, um crescimento real e sustentável. Talvez outros presidentes não tivessem essa coragem. O presidente Temer, até pelo fato, talvez, de não ser um candidato à reeleição, ele está disposto."
Mas para isso, o governo vai ter que enfrentar a já declarada oposição de partidos como o PT, como resume o líder, o deputado Carlos Zarattini (SP).
"Nossa proposta neste momento é enfrentar todo tipo de arbitrariedade que o governo vem fazendo, seja no campo da retirada de direitos dos trabalhadores, como essa reforma previdenciária, como nas mudanças das leis trabalhistas, e todo tipo de tentativa de reduzir as liberdades democráticas em nosso país, como a gente vem assistindo, ações violentas no sentido de impedir o povo de se manifestar."
Também na lista de assuntos urgentes, estão mais de 20 medidas provisórias editadas pelo governo e que até agora não foram avaliadas pelo plenário da Câmara. Elas precisam ser votadas ainda no primeiro semestre para não perder a validade.

PORTAL EXAME.COM


O que você precisa saber sobre as eleições no Senado

Nesta quarta-feira escolhe-se apenas o presidente. Na terceira sessão do ano serão eleitos os demais membros da Mesa Diretora

Valéria Bretas

São Paulo – Está marcada para as 16 horas desta quarta-feira (1) a eleição para o novo presidente do Senado Federal, que também comandará os trabalhos do Congresso Nacional.
Diferente do processo eleitoral da Câmara dos Deputados, que elege seus integrantes de uma só vez, a eleição dos membros da Mesa do Senado acontece só após a escolha do presidente da Casa. Os demais membros da Mesa Diretora serão eleitos na terceira sessão do ano.
Tire suas dúvidas sobre o processo de eleição no Senado e sobre sua importância abaixo.
Quem será eleito?
Nesta quarta-feira escolhe-se apenas o presidente.
Cabe a ele convocar e presidir as sessões, designar os projetos que serão votados em plenário (chamada Ordem do dia), dar posse aos senadores, desempatar votações e ser o porta-voz das decisões do Senado Federal. Está nas mãos dele o poder de revisar as propostas aprovadas pela Câmara dos Deputados.
Depois de eleito, o presidente passa a ter algumas regalias, como: morar em uma mansão na Península dos Ministros, localizada na capital federal; fazer uso de um veículo com motorista e combustível ilimitado; ter acesso ao jato da Força Aérea Brasileira (FAB); ter as todas as despesas pagas da residência oficial (comida, energia elétrica, telefone, água, etc.); e ter direito a uma equipe de funcionários comissionados exclusivos para a presidência.
Além disso, pela configuração atual, o parlamentar passa a ser o segundo na linha sucessória da Presidência da República.
O que faz a Mesa Diretora?
A Mesa Diretora é responsável por convocar e conduzir as sessões plenárias, cuidar de eleições internas, votações secretas e identificação de senadores.
Em termos práticos, cabe a Mesa administrar o funcionamento da Casa, dirigir os trabalhos legislativos e definir a agenda de pautas que serão deliberadas em plenário.
Além da presidência, ela é composta por dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretários. No total, as eleições definirão 11 cargos.
Quem são os cotados à presidência?
Dois candidatos devem disputar o pleito na tarde de hoje. São eles: Eunício Oliveira (PMDB-CE) e José Medeiros (PSD-MT).
Eunício, que tem o apoio da base peemedebista e de outros partidos, é o candidato favorito ao cargo. Se eleito, ele ficará no cargo até 2019 e o partido somará 12 anos seguidos à frente da casa.
Como funciona a votação?
De acordo com a assessoria do Senado, as candidaturas podem ser protocoladas até o dia da votação. Logo na abertura da sessão, o atual presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), perguntará se há candidatos. Caso haja mais de um, a votação é secreta.
O quórum mínimo para dar início à eleição é de 41 senadores (metade mais um do total) no Plenário.
A votação deve ocorrer em urna eletrônica e a vitória fica com o parlamentar que alcançar a maioria simples dos votos. Como, tradicionalmente, o presidente é escolhido por consenso, sequer há previsão regimental para segundo turno.

PORTAL IG -ÚLTIMO SEGUNDO


Entenda como funciona a investigação de acidentes aeronáuticos no Brasil

Relatório de investigações feitas pelo Cenipa não aponta culpados por acidente, mas apresenta recomendações para que ocorrência não se repita

Com Informações Da Força Aérea Brasileira

Nos últimos meses, o Brasil testemunhou duas grandes tragédias aeronáuticas. Em novembro, o time de futebol, Chapecoense, foi vítima de um acidente a caminho da Colômbia e, em janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki faleceu enquanto viajava para Paraty, no Rio de Janeiro. Em momentos como esses, fica em evidência a investigação de acidentes aeronáuticos. Muita gente acaba questionando como ela realmente funciona?
 Prevenção em primeiro lugar
O foco principal do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) é impedir que acidentes aconteçam. Afinal, por mais que o órgão também trabalhe na investigação , é ainda mais importante entender quais fatores levaram a qualquer tipo de incidente, a fim de impedir que se repitam em circunstâncias semelhantes futuramente.

Sempre alerta
Os passageiros também podem colaborar para que o voo ocorra bem. Ao notar qualquer indicação de algo está fora da normalidade, qualquer pessoa pode - e deve - avisar à tripulação para que a situação seja verificada. De acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica, “qualquer pessoa que tiver conhecimento de uma ocorrência aeronáutica no território brasileiro deverá alertar a autoridade pública mais próxima”.
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Reprodução/Força Aérea Brasileira

Uma vez avisadas, as autoridades alertarão o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). Existem sete unidades espalhadas pelo País. Elas atuam de forma regional, porém não seguem a divisão convencional de regiões brasileiras.
Etapas de investigação
Caso aconteça um acidente, o Cenipa atuará em três etapas. Primeiro, a ocorrência deverá ser notificada e confirmada. Em seguida, as informações da notificação podem ser complementadas ou confirmadas. Na terceira etapa, as informações da ocorrência passam por autenticação.
Como o principal objetivo das investigações é prevenir futuros acidentes, a investigação pode ser interrompida a qualquer momento caso o órgão constate que não haverá benefícios neste sentido em próximas ocorrências.
Primeira ação
Quando a ocorrência é processada como acidente aeronáutico, o primeiro passo é verificar o local onde ocorreu. Nessa visita, o Cenipa preserva os indícios, coleta novos dados e confirma as informações já recebidas e verifica danos à aeronave ou provocados por ela. Assim, poderá designar o Seripa para esse primeiro reconhecimento.
O responsável pela ação inicial recebe acesso irrestrito à aeronave, aos destroços e a qualquer material que considere relevante. Um exame detalhado deverá ser feito logo após as operações de resgate.

Caixa Preta
O centro de investigações da Aeronáutica também é responsável pelos dados de gravação do voo armazenados na caixa-preta. A decodificação é feita no Laboratório de Leitura e Análise de Gravadores de Voo (LABDATA) em Brasília. Em algumas ocasiões, os gravadores poderão ser enviados para laboratórios credenciados ou para o laboratório do fabricante.
Destroços
Depois que a coleta de todas as informações essenciais é feita e a cena do acidente é liberada pelo responsável para a investigação policial, o operador ou proprietário da aeronave fica encarregado da remoção de objetos e destroços e limpeza do local. É importante que nenhum objeto seja retirado da aeronave, exceto em casos de resgate. Todos os indícios podem colaborar para que a investigação seja feita com detalhes exatos.
Relatório
O final da investigação é marcado por um relatório com o objetivo de prevenir futuras ocorrências. Este documento não aponta culpados e é recomendado que não seja utilizado em processos criminais. Os relatórios podem ser acessados no site do Cenipa.
Recomendação
A partir dos aprendizados retirados da investigação do acidente, é formulada uma recomendação de segurança, com sugestões de como evitar futuras tragédias. Emitida pelo centro, essa recomendação é enviada ao órgão competente para colocá-las em prática.

JORNAL O DIA


Militar terá regra civil para aposentar

Reforma da Previdência implementará idade mínima de 65 anos e teto de R$ 5.531 para Forças Armadas

Martha Imenes

Os militares das Forças Armadas seguirão as mesmas regras previdenciárias dos demais trabalhadores previstas na Reforma da Previdência. Eles também ficarão atrelados ao teto de R$5.531,31 — valor máximo pago pelo INSS —, idade mínima de 65 anos e tempo mínimo de contribuição de 25 anos.
As mudanças nas aposentadorias e pensões dos militares serão encaminhadas via projeto de lei ao Congresso até março, informou o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, segundo a revista Congresso em Foco. O PL também introduzirá melhorias salariais e outros incentivos aos militares. “A carreira deles ficou defasada”, disse Padilha.
Conforme o O DIA publicou em 24 de outubro do ano passado, as mudanças ficariam de fora da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que muda as regras de aposentadoria de servidores e trabalhadores do setor privado, mas seguiriam em separado.
Na época, Paulo Tafner, especialista em Previdência e economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ponderou que havia razões técnicas para que os militares não entrassem na PEC. “A tramitação é diferente. A mudança na Previdência dos militares é feita de forma intraconstitucional”, disse.
Ainda segundo o especialista, existiam outras particularidades que estavam sendo avaliadas pela equipe técnica do secretário da Previdência, Marcelo Caetano, a respeito dos militares.
“Entre todas as carreiras do serviço público, a militar é distinta em vários aspectos. Um servidor civil, por exemplo, não tem que mudar de endereço ao longo da vida funcional, alguns têm escritório, outros trabalham no mesmo lugar até aposentar. Isso não acontece com o militar”, explicou Tafner.
E parece que suas ponderações foram levadas em conta pelo governo. No projeto de lei que será enviado ao Congresso, também estariam incluídos salários e outros incentivos à carreira dos militares.
Para justificar a mudança, Padilha comparou o vencimento de um general em fim de carreira (R$ 20 mil) ao de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 33,7 mil, que serve de teto para o funcionalismo, sem levar em conta as vantagens extras como auxílio-moradia, diárias e vale-alimentação. Com os acréscimos o vencimento de um ministro do Supremo chega a R$ 48 mil. A diferença de salários foi um dos tópicos apontados por Tafner para defender a correção da carreira dos militares.
Mesmo na reserva, militares podem voltar à ativa
Hoje o trabalhador da iniciativa privada pode se aposentar de duas formas: por idade, sendo 65 anos (homens) e 60 (mulheres), com contribuição mínima de 15 anos. A outra é por tempo de contribuição — sem idade mínima. Neste caso, são 35 anos de recolhimento para o INSS (homens) e 30 anos (mulheres).
Na PEC 287, a regra será igual para todos, com idade mínima de 65 anos e tempo mínimo de contribuição de 25 anos. As particularidades da carreira foram apontadas pela advogada Cristiane Saredo, do escritório Vieira e Vieira Consultoria e Assessoria Jurídica Previdenciária. “Uma diferença fundamental é que militares não se aposentam, entram para reserva. Assim, podem ser chamados de volta à atividade a qualquer momento”, explica Cristiane Saredo.
O militar contribui em média 62 anos para a pensão militar com 7,5% de suas remunerações. Este valor não é utilizado para custear sua aposentadoria, mas as pensões as quais os familiares têm direito em caso de morte.
Para Cristiane, a discussão em torno da mudança das regras deveriam ser pautadas pela transparência. “Os militares farão pressão para não perder as condições atuais. Como a contribuição diferenciada em relação aos civis”, avalia.
Filho deixa pensão do INSS para mãe
Em meio às propostas do governo Temer para mudar as regras da cumulatividade de pensão do INSS, a Justiça reafirma o direito das mães de receberem o benefício devido à morte do filho. Se forem dependentes financeiramente, os pais têm direito ao benefício em caso de morte do descendente.
Com esse entendimento, o desembargador Gilberto Jordan, da 9ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), concedeu tutela para que o INSS pague o benefício à mãe de um homem de 38 anos, solteiro e sem filhos que morreu em acidente de carro.
“Caso a Reforma da Previdência, em tramitação no Congresso, seja aprovada na íntegra, se a beneficiária receber pensão ou aposentadoria, terá que optar por uma delas”, alerta o presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB/Barra, Herbert Alencar.

JORNAL O VALE (S.J. DOS  CAMPOS -SP)


São José quer concentrar a produção do Gripen

Com estrutura pronta, Akaer defende que cidade centralize a construção dos caças da Força Aérea

Marcos Eduardo Carvalho São José Dos Campos

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A Akaer, empresa do setor tecnológico de São José dos Campos que vai desenvolver peças da fuselagem do caça Gripen NG, fabricado pela sueca Saab, defende que toda a produção do avião da Força Aérea Brasileira seja concentrada na cidade da região.
A ideia foi exposta pelo presidente da empresa, Cesar Augusto Andrade e Silva, durante uma palestra ministrada anteontem na sede da regional da Ciesp São José (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Atualmente, a empresa sueca prevê a construção de um parque aeronáutico em São Bernardo do Campo, no Grande ABC.
A Saab, inclusive, adquiriu na semana passada mais 10% das ações da Akaer e, agora, totaliza 25% sobre a empresa. Durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o país fez um acordo para a compra de 36 caças, no valor de US$ 5,4 bilhões, além da construção da fábrica no ABC. Ontem, nenhum representante da Akaer foi localizado para falar sobre o assunto.
Apoio. O secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São José, Alberto Mano Marques, que esteve na palestra, também defende que as peças do caça sejam produzidas na cidade. “A Prefeitura de São José vem acompanhando todo o processo e faz esforços para aquecer o mercado local”, disse ontem ao O VALE.
“A Saab adquiriu mais 10% da Akaer na semana passada. Ou seja, tem interesse na empresa, que tem toda a estrutura pronta na cidade. Não faz o menor sentido que seja produzido em outro lugar que não seja aqui”, afirmou Mano, que prevê a geração de 200 a 500 empregos na cidade. “São três pontos importantes. Primeiro, que a Saab é parceira da Akaer. Segundo, que a empresa tem a estrutura pronta na cidade. E, terceiro, que toda a cadeia produtiva de aviação está em São José”.

PORTAL BRASIL


Brasil e Colômbia firmam acordo de combate ao narcotráfico na fronteira

Ministros da Defesa dos dois países anunciaram reforço nos 1,4 mil km de fronteira entre os dois países para combater crimes na região

Portal Brasil, Com Informações Do Md

Os ministros da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, e da Colômbia, Luís Carlos Villegas, firmaram acordo, nessa terça-feira (31), em Manaus (AM), para combater ações de quadrilhas que atuam entre os dois países.
As autoridades informaram que haverá reforço nos 1,4 mil km de fronteira, para não permitir que dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ajam na região.
Segundo os ministros, os dois países vão implantar mecanismos de cooperação e combate aos crimes transfronteiriços, bem como o apoio das Forças Armadas brasileiras no processo de desminagem de parte do território colombiano.
“Como complemento a isso tudo, vamos combater a imigração ilegal, pois os imigrantes ilegais servem para o transporte da droga”, contou Jungmann.
As resoluções foram resultado de reunião que se estendeu por mais de duas horas entre Jungmann e Villegas, proposta pelo ministro brasileiro. O encontro ocorreu nessa terça-feira (31), em Manaus (AM).
Jungmann explicou que as ações das forças de segurança brasileiras e colombianas serão pautadas pelo serviço de inteligência. Ele explicou que a parceria vai combater, também, o crime de garimpo ilegal, que resulta em lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
O ministro colombiano assegurou que o acordo de paz entre o governo colombiano e as Farc não será motivo de preocupação ao Brasil, prometeu combate intenso contra dissidentes da facção e assegurou que não permitirá associação com grupos criminosos brasileiros.
No encontro, os ministros também decidiram que a Colômbia deve informar ao Brasil sobre armas depostas pelas Farc, para que seja efetivado o maior controle deste arsenal e impeça que esses equipamentos cheguem às mãos de criminosos brasileiros.


PORTAL DEFENSA.COM (Espanha)


Brasil envía dos Hercules equipados para combatir incendios a Chile


Javier Bonilla

ImagemLa Fuerza Aérea Brasileña (FAB) envió dos aviones C-130 Hercules para ayudar a combatir los incendios forestales en Chile. Las dos aeronaves operadas por el Primer Grupo de Transporte de Tropas (1º. GTT), partió desde Río de Janeiro hacia Santiago, llevando una dotación de 28 militares y equipamiento especial para la misión. Chile decretó la emergencia debido a una de las peores secuencias de incendios en su historia.
Uno de los Hercules trasladó el sistema llamado MAFFS (Modular Airbone Fire Fighting System). El otro C-130 transportó materiales de soporte a la operación. El MAFFS se integra con cinco tanques de agua. Dos tubos sobresalen de la puerta trasera del C-130 y, a una altitud promedio de 150 pies (unos 46 metros), vierten agua sobre zonas predeterminadas. Por razones de seguridad, los equipos de bomberos y los bomberos que trabajan sobre el terreno, evacuarán la zona antes de dispersar el agua. Una liberación de toda la carga se puede llevar a cabo, llegando a los 12.000 litros de agua, o con tres descargas menores.
En enero de 2014, Chile también solicitó ayuda a Brasil para luchar contra los incendios. Otro C-130 Hércules FAB fue enviado entonces para ayudar a combatir un incendio forestal que alcanzó los municipios de Florida y Temuco. Alrededor de 30 soldados brasileños participaron en aquella misión.

MINISTÉRIO DA DEFESA


Força Aérea Brasileira continua combate ao fogo no Chile


Ascom Md, Com Informações Da Agência Força Aérea

A ajuda internacional, prestada pelos Ministérios de Relações Exteriores e da Defesa à situação de emergência causada por um dos piores incêndios na história do Chile, continua nesta quarta-feira (01), por meio do avião C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB), equipado para a projeção de água sobre as áreas previamente determinadas.
A FAB, em contato com a Corporación Nacional Forestal (Conaf), que coordena a ajuda internacional, recebe informações sobre os focos de incêndio que deverão ser combatidos. Segundo o adido aeronáutico do Brasil, coronel aviador Paulo Cesar Andari, a Força Aérea vai atuar dentro das solicitações desse órgão. “A ideia é atender o dia todo, com as tripulações se revezando. A FAB irá onde os brigadistas não chegam”, afirmou.
O avião C-130 Hércules iniciou o combate aos incêndios no Chile, na região de Bío-Bío, na tarde de segunda-feira (30). A equipe que opera a partir do aeroporto de Carriel Sur, na cidade de Talcahuano, região metropolitana de Concepción, segunda maior cidade chilena e capital da região, conseguiu realizar quatro saídas para combater os incêndios em uma área de colina (cerro), a 24 km do local, o que equivale a cerca de 5 minutos de voo. A cada decolagem, 12 mil litros de água foram lançados sobre a floresta.
A aeronave da FAB é equipada com o sistema MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System). São dois tubos que projetam-se pela porta traseira do C-130 e, a uma altitude média de 150 pés (cerca de 46 metros de altura), despejam a água nas áreas indicadas.
Ajuda internacional
De acordo com o gerente do aeroporto Carriel Sur, Daniel Aravena Ojeda, o local é usado como base de operações da FAB e também pelos brigadistas da Conaf, para atuar em emergências no sul do Chile. “As operações do aeroporto foram transformadas para a recepção de toda colaboração e ajuda dos países, como Brasil, Colômbia e Espanha”, afirmou.
Na avaliação de Daniel Ojeda, a colaboração internacional, por meio do uso de aviões equipados, torna as ações contra o fogo mais efetivas. “Por meio da atuação da aeronave da Força Aérea do Chile e das aeronaves da Força Aérea Brasileira podemos ter uma melhor ação contra o fogo. A ajuda das aeronaves que estão decolando de Santiago, como o SuperTanker 747 e o Ilyushin IL-76, também são um grande apoio”, concluiu.

OUTRAS MÍDIAS


AMERICAECONOMIA.COM


Chile y ola de incendios: sólo 59 de los 151 focos están controlados

Al momento se registran 1.049 personas albergadas, 3.810 damnificados, 1.103 viviendas destruidas y un total de 11 fallecidos. Se mantienen 12 albergues habilitados en la región del Maule y 31 albergues en la región del Bío Bío.
El Centro Nacional de Alerta Temprana, de acuerdo a información técnica proporcionada por la Corporación Nacional Forestal (Conaf), reportó que de la totalidad de incendios forestales activos que se tienen registro a nivel nacional (151 siniestros), 59 han sido controlados y 83 se encuentran en combate. Durante la jornada de ayer 9 incendios fueron extinguidos.
Al momento se registran 1.049 personas albergadas, 3.810 damnificados, 1.103 viviendas destruidas y un total de 11 fallecidos. Se mantienen 12 albergues habilitados en la región del Maule y 31 albergues en la región del Bío Bío.
En cuanto a los recursos dispuestos, estos ascienden a un total de 47 aeronaves (aviones y helicópteros), de los cuales 42 se encuentran operativos. Lo anterior es reforzado con el apoyo de la empresa privada y por nuevos recursos desde el extranjero.
Se mantienen desplegadas cerca de 20.424 personas trabajando en labores de control y extinción de incendios, incluyendo a funcionarios de las Fuerzas Armadas, brigadistas de Conaf, voluntarios de Bomberos, estamentos del Estado, personal municipal, Gobernaciones, Intendencias y empresas privadas.
Cabe destacar que, los aviones Ilyushin IL-76, Supertanker y Hércules C-130, trabajaron durante la jornada de ayer en las regiones de O’Higgins, Maule y Biobío.
En relación al apoyo de Ayuda Internacional, la Cancillería del Ministerio del Interior informó que al momento han arribado al país un total de 607 brigadistas internacionales, en tanto se mantiene a la espera de confirmación la llegada de 26 brigadistas de Corea del Sur y otros 10 de Bolivia.

EL CIUDADANO (CHILE)


Resumen nacional de la catástrofe incendiaria

Según informa la Onemi y Conaf se reportan a nivel nacional 151 incendios que representan más de 366 mil hectáreas quemadas, de los cuales 59 han sido controlados y 83 aún están siendo combatidos.
Hasta el momento se registran 1.049 personas albergadas, 3.810 damnificados, 1.103 casas destruidas y 11 fallecidos durante la catástrofe que sufre nuestro país.
Con respecto a los recursos que ha dispuesto el Estado, Conaf y ayuda internacional, hay 47 aeronaves, de los cuales 42 están operativas. En labores de control y extinción de incendios, hay 20.424 personas trabajando en el lugar, incluyendo a brigadistas de Conaf, Bomberos voluntarios, personal del Estados y las Fuerzas Armadas, de los cuales 1.351 son brigadistas nacionales, 4.000 son bomberos, 9.144 contingentes militares, 609 personas de apoyo extranjero, 2.923 entre Carabineros y PDI, y 2.397 entre Ministerios y Servicios Públicos.
Los aviones que han llegado desde el extranjero, Ilyushin IL-76 (Rusia), Supertanker (Donación de chilena residente en Estados Unidos) y el Hércules C-130 (Brasil) trabajaron durante la jornada de ayer en las regiones de O’higgins, Maule y Bío Bío, realizando exitosas labores en el combate aéreo del fuego. Actualmente se encuentran declaradas como Estado de Catástrofe las regiones del Maule, Bío Bío y La Araucanía, además de las provincias de Colchagua y Cardenal Caro en la Región de O’higgins. Además en 12 comunas de Chile está declarada Alerta Roja por los incendios forestales.
En la Región de O’higgins hay tres incendios activos, siendo el que afecta la comuna de Navidad el más grave, afectando una superficie de 2.756 hectáreas, en donde ayer los aviones Ilyushin IL-76 y Supertanker realizaron un total de seis descargas de agua en el combate del fuego.
En la Región del Maule se encuentran cinco incendios activos, que han sido los más agresivos y grandes en cuanto a superficie afectada. Más de 266 mil hectáreas se han quemado en la región, el más grave es el incendio “Las Máquinas” que abarca 183.444 hectáreas de vegetación y pino. Durante la jornada de ayer, el avión Supertanker realizó dos descargas sobre este incendio, sin lograr controlarlo debido a su gran dimensión.
La situación en la Región del Bío Bío es de cinco incendios activos y 61.390 hectáreas consumidas por el fuego. En la zona, el avión Supertanker hizo una descarga sobre el incendio “Villa Fresia Dichato” y el avión Hércules C-130 realizó tres descargas en el mismo sector y otras cuatro en los incendios “Caserío Chaimávida” y “Santa Cruz”.

PORTAL BOMBEIROS (PORTUGAL)


Conhece os meios aéreos que combatem os incêndios no Chile

São Helicópteros, Aviões Médios e Aviões Pesados, alguns estrangeiros, que estão a combater as dezenas de incêndios que atingem as zonas centro e sul do Chile.
Daniel Rocha
O grande número de incêndios que atinge o Chile motivou a utilização de um imenso número de recursos nacionais e internacionais nunca visto no país. Dentro destes recursos, destacam-se os 41 meios aéreos (39 aeronaves de várias entidades chilenas – Conaf, Marinha, Exército, Força Aérea e Onemi – mas também dois “superaviões” estrangeiros – o “SuperTanker” e o “Ilyushin”.
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Durante o dia de hoje, o Governo Chileno divulgou a seguinte nota que detalha os meios aéreos que se encontram nos vários Teatros de Operações.
O Portal Bombeiros.pt sabe que, apesar deste número elevado, os meios aéreos têm sido insuficientes e o Governo chileno, através da Corporação Nacional Florestal (CONAF), irá reforçar ainda esta semana o número de aeronaves disponíveis. Para este fim, a CONAF já adquiriu à empresa Erickson o helicóptero Sikorsky S-64 SkyCrane, um helicóptero pesado e um dos que possui maior capacidade de transporte de água a nível mundial.
Este helicóptero tem uma capacidade de transporte de 10 mil litros, com um sistema ventral, um sistema de mangueira para reabastecer em qualquer espaço, mesmo que tenha pouca profundidade. Possui dupla turbina, sendo tripulado por dois pilotos e um observador. Tem uma velocidade de cruzeiro de 170 km/h e uma autonomia de voo de 2 horas e meia.
Para além do anterior, mais quatro helicópteros foram alugados à empresa Helicópteros Express e levados para o Chile, desde os Estados Unidos da América, pelo avião Antonov An-124. Falamos de 3 Bell 205 A1+++ e um K-Max 1.200.
O Bell 205 A1 tem uma capacidade de água a rondar os 1.600 litros, usando o “bambi bucket”. Um destes helicópteros está equipado com um sistema de voo nocturno.
O K-Max 1200 transporta cerca de 2.700 litros, usando também o “bambi bucket”.
Há também negociações a decorrer entre os serviços de Protecção Civil (CONAF) do Chile para a integração nas acções de combate de dois helicópteros pesados Kamov Ka-32, bem conhecidos em Portugal.
Os helicópteros Kamov têm uma capacidade de descarga de aproximadamente 5.000 litros.
Também os aviões, e vários modelos, têm sido importantes nas operações de combate. Sendo de salientar o trabalho efectuado pelos também bem conhecidos em Portugal Air Tractor.
Este tipo de avião, Air Tractor AT-802F, possui uma capacidade de descarga de 3.000 litros, sendo considerado um avião médio. Também o Dromader, há alguns anos muito comum em Portugal, tem trabalhado no Chile.
A capacidade de descarga deste tipo de avião médio é um pouco inferior à do Air Tractor. Porém, o Dromader ainda consegue transportar aproximadamente 2.000 litros de água.
A grande atenção dos meios de comunicação social está, no entanto, concentrada nos aviões de grande porte – aviões pesados. E neste campo a “grande estrela” do combate tem sido o avião americano “SuperTanker”.
O avião pesado Global Super Tanker, financiado pela Fundação Ventos do Sul, é um Boeing 747-400, construído pela Boeing, que foi propositadamente desenhado para combater grandes incêndios. Possui uma capacidade de descarga de 75 mil litros de água e um tempo de recarga no solo de cerca de 30 minutos. Segundo dados de vários órgãos de comunicação social internacional, terá sido recargado no Chile num tempo record: menos de 13 minutos.
No apoio a este “super-avião”, tem trabalhado o Gulfstream G-IV, avião da Força Aérea Chilena.
Este avião, tripulado por militares do Grupo de Aviación N.° 10 da Força Aérea Chilena, tem como função optimizar o trabalho do SuperTanker ao fazer um reconhecimento prévio e ao funcionar como guia.
Nos ares chilenos já está, também, o gigante russo Ilyushin IL-76.
Esta aeronave, de envergadura menor do que o Super Tanker, transporta um total de 40 mil litros de água e pode fazer descargas em altitudes entre os 50 e os 100 metros.
Do Brasil chegou a ajuda aérea com o Lockheed C-130 Hercules, um modelo utilizado em Portugal pela Força Aérea.
Conhecido simplesmente como “Hércules”, é um avião de grande capacidade para o transporte de equipas militares e que pode conter um kit de descarga de água capaz de conter cerca de 12 mil litros.
No apoio às operações, nomeadamente na movimentação e posicionamento de equipas terrestres, a Força Aérea Chilena tem utilizado o helicóptero UH – 60 “Black Hawk”.

DEFESA E SEGURANÇA


FAB cede à Telebras território para instalações de apoio ao satélite geoestacionário

Fonte: FAB
O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e o Presidente da Telebras, Antonio Loss, assinaram um termo de cessão de área relacionado à operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que será lançado em 21 de março. Trata-se de uma área de quase quase 70 mil m2 nas cidades de Brasília (DF), Salvador (BA) e Florianópolis (SC) para instalações de apoio ao satélite que, além de atender à área de defesa (banda X), também levará banda larga para todo o território brasileiro (banda Ka).
Segundo explica o vice-presidente executivo da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Coronel José Vagner Vital, são dois terrenos na capital federal, na área onde já está instalada a antena de controle do satélite e outros dois em Florianópolis e Salvador, onde serão construídos os chamados gateways, para comunicação e distribuição de sinal do satélite. “Além da Força Aérea Brasileira, Exército e Marinha também irão ceder áreas militares para o projeto, em Campo Grande (MS) e Rio de Janeiro (RJ), respectivamente”, explica.
De acordo com a FAB, a cooperação da Força Aérea com o projeto de lançar um satélite que tenha uso dual, ou seja, civil e militar, existe desde sua concepção. “Isso porque, pela Estratégia Nacional de Defesa, nós, Aeronáutica, somos os responsáveis por fomentar a área espacial brasileira”, afirma o presidente do CCISE, Major-Brigadeiro Fernando Cesar Pereira Santos.
Para o Comandante da Aeronáutica, esse satélite irá mostrar a importância da questão espacial para o Brasil. Com isso, a população conseguirá entender o que isso representa. “Precisamos mais do que antenas de solo para controlar, por exemplo os quase 17 mil quilômetros de fronteira seca. A melhor solução de que dispomos hoje são os satélites”, disse.
O SGDC está em etapa de finalização de testes em Cannes, na França, onde fica a sede da Thales Alenia Space – empresa fornecedora do equipamento. Dia 14 de fevereiro está prevista a chegada do satélite à cidade de Kourou, na Guiana Francesa, onde está o centro espacial de onde vai acontecer o lançamento, em 21 de março.

FOLHA MILITAR


Temor do pacote do governo provoca debandada recorde de militares do Exército para a reserva

Era de se esperar: em função do temor causado pelo pacote do governo, está ocorrendo uma debandada de militares das Forças Armadas rumo à reserva remunerada, antes do anúncio das medidas.
Adeus às armas!
No Exército, cerca de cem militares colocaram o pijama em dezembro de 2016, o que é considerado normal. Em janeiro, o número saltou para mais de quinhentos. Fevereiro mal iniciou, e os pedidos já passam de trezentos, Quase uma centena de coronéis e cerca de trezentos oficiais do QAO, em sua maioria capitães, decidiram passar para a reserva nesse período.
Quatro estrelas
Um dos mais importantes generais do Exército, íntimo do círculo palaciano, também está pedindo as contas. Essa informação é vista por fontes militares como um indicativo de que o anunciado pacote deve trazer bem mais do que o aumento do tempo mínimo de permanência para trinta e cinco anos.

BRASIL DE FATO (SP)


Base militar dos EUA no Brasil?

Ricardo Gebrim
José Serra, golpista que usurpa o cargo de Ministro das Relações Exteriores, retomou contatos para "oferecer" o Centro de Lançamento de Alcântara no Maranhão aos Estados Unidos. Por sua determinação, o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, iniciou negociações sobre o assunto com o subsecretário de Assuntos Políticos do Departamento de Estado norte-americano, Thomas Shannon, ex-embaixador em Brasília.
Vamos remontar os fatos para compreender a gravidade desta notícia que passou desapercebida pela grande imprensa.
Por sua localização geográfica, próxima à Linha do Equador, a Base de Alcântara assegura que foguetes consigam colocar satélites em órbita mais rapidamente, com economia de combustível e dinheiro.
Os EUA já tentaram isso antes
Ao final do governo Fernando Henrique Cardoso, foi firmado um acordo com os EUA, profundamente lesivo aos nossos interesses nacionais. Longe de assegurar qualquer transferência de tecnologia, os EUA estabeleciam várias proibições ao Brasil, como: lançar foguetes próprios da base, firmar cooperação tecnológica espacial com outras nações, ter acesso à tecnologia que seria usada em Alcântara e direcionar para o desenvolvimento de satélites nacionais o dinheiro obtido como pagamento pelo uso da base. Outra cláusula assegurava que só os técnicos e militares estadunidenses teriam acesso às instalações. E o mais perigoso. Permitia a presença de um contingente militar em nosso território.
A notícia causou profunda indignação popular. Os movimentos e entidades que organizaram o Plebiscito Popular sobre a ALCA, em 2002, incluíram na consulta uma pergunta sobre o acordo da Base de Alcântara. Mais de 10 milhões de brasileiros participaram do maior plebiscito popular que já realizamos em nosso país. 98,59% foram contra o acordo.
Acordo com a Ucrânia
O governo Lula, através do então Ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, corajosamente rompeu o acordo com os EUA, deixando de submetê-lo ao Congresso Nacional. Tomaram a opção de firmar um novo acordo com a Ucrânia, que possibilitava a transferência de tecnologia e não impunha nenhuma das restrições estadunidenses, especialmente a presença de militares. A meta estabelecida previa o lançamento dos foguetes Ciclone-4 a partir do Centro de Alcântara, com a criação de uma empresa binacional.
O WikiLeaks revelou um telegrama escrito em 2009 pelo então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, em que manifesta ao diplomata ucraniano a desaprovação ao acordo, deixando claro que não aceitariam nada que "possibilitasse a transferência de tecnologias de foguetes para o Brasil".
Com o "golpe de novo tipo" na Ucrânia, em 2014, instalando um governo aliado aos EUA, o acordo firmado com o Brasil foi sendo esvaziado, inviabilizando o processo que nos permitiria lançar, com tecnologia própria, um Satélite Espacial Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que seria nossa principal iniciativa de defesa nacional.
Indícios de sabotagem
É necessário recordar ainda outros fatos. Em 1997, foi testado o nosso primeiro protótipo do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1). Explodiu poucos segundos após a decolagem. Em 1999, outro teste e mais uma explosão. Na terceira tentativa, em 22 de agosto de 2003, nem deu tempo de começar a contagem regressiva. O foguete explodiu três dias antes do lançamento, quando estava sendo preparado na Base de Alcântara. Jamais conseguiram provar a sabotagem em nenhum dos casos, mas a suspeita vai além das teorias conspiratórias. A explosão do terceiro VLS matou 21 técnicos e engenheiros altamente especializados, destruindo toda uma geração dos melhores cientistas nesta tecnologia decisiva para nossa defesa.
As linhas estratégicas definidas pelo Comando Conjunto Militar dos Estados Unidos apostam na construção de Bases Militares, utilizando como pretexto a cooperação e parceria tecnológica. Se tropas estadunidenses se instalarem em nosso território, sob qualquer pretexto, estaremos diante da pior traição à Pátria. Um acordo firmado com os EUA pelo governo golpista de Temer é a mais grave ameaça à nossa soberania nacional.




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