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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 08/05/2016 / Crise na aviação força pilotos a buscar alternativas


Crise na aviação força pilotos a buscar alternativas ...


Com empresas aéreas cortando voos e frota, aviadores ficam sem emprego; caminho é mudar de carreira, voar no exterior ou esperar ...

Marina Gazzoni ...

O gaúcho Cássio Ávila, de 39 anos, tem licença de piloto comercial, foi instrutor de voos no aeroclube do Rio Grande do Sul e acumula mais de 1,2 mil horas de voo, uma experiência que o habilitaria a uma vaga de copiloto nas grandes empresas aéreas brasileiras. Mas só não está na lista de desempregados porque trabalha por conta própria, fazendo sites para empresas. Deixou pela metade a faculdade de Economia para investir no sonho de ser aviador – e chegou a gastar em torno de R$ 3 mil por mês para pagar pelo treinamento. “A promessa de emprego era ótima. Falavam que ia faltar piloto no Brasil. Mas não tem vaga.”

Ávila está no grupo de pilotos recém-formados, que precisam de uma primeira oportunidade para entrar na aviação. Muitos começam na aviação executiva e depois viram copilotos de linhas aéreas – e dentro da empresa crescem até chegar a comandante. “Até na aviação executiva está difícil. Os donos de aviões particulares pararam de voar para economizar”, diz. Outro caminho é trabalhar como instrutor de aeroclube, uma função com remuneração “simbólica”, mas que é interessante para acumular horas de voo e tentar ingressar diretamente em uma companhia aérea. “Achava que o problema era comigo, mas dos 12 que terminaram o curso comigo, só um trabalha na aviação”, diz Ávila.

A estudante Laura Falkowski, de 20 anos, espera, neste momento, por uma vaga de instrutora de voo. Ao estudar aerodinâmica na faculdade de Física, se apaixonou por aviação. Mudou a graduação, para Letras-Inglês, e passou a dedicar mais tempo ao curso de formação de pilotos. Do primeiro voo ao simulador de jatos foram dois anos de dedicação e um investimento em torno de R$ 100 mil. “Por causa da crise, vários instrutores estão sem emprego e o aeroclube não pode absorver todo mundo. Estou na fila”, disse. Para ficar próxima da aviação, Laura trabalha voluntariamente na área de manutenção do aeroclube do Rio Grande do Sul.

A aviação brasileira reverteu um processo de crescimento acentuado e deve ter em 2016 a primeira retração desde 2003. Para se ajustar à uma demanda menor, as empresas estão cortando voos e reduzindo sua frota. Só a Gol e a Azul pretendem reduzir neste ano, cada uma, cerca de 20 aviões da frota. Em meio a esse processo, vão sobrar pilotos e comissários.

No fim do ano passado, 5.935 pilotos estavam empregados nas empresas aéreas brasileiras, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil. São 21 posições a menos do que em 2014 e 458 abaixo de 2011, último ano em que o setor registrou expansão de dois dígitos.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), foram demitidos cerca de 150 pilotos desde o início do ano e há cerca de 400 pilotos desempregados. O número de demissões só não é maior porque as três maiores empresas – TAM, Gol e Azul – abriram programas de licença não remunerada para pilotos. Muitos profissionais vão tentar trabalhar em empresas estrangeiras.

O presidente do SNA, Adriano Castanho, ressaltou que mesmo quem está empregado foi prejudicado pela crise. O motivo é que cerca de 50% da remuneração dos pilotos é atrelada às suas horas de voo. “As empresas sempre voam menos na baixa temporada. Mas, neste ano, a retração foi o dobro do usual. O salário chegou a cair 30% em alguns casos”, afirmou.

O presidente da Azul, Antonoaldo Neves, diz que a empresa ficou com um excesso de pilotos quando a crise se agravou e obrigou a companhia a reduzir sua oferta de voos para não perder dinheiro. “A estimativa é um corte de 7% a 8% (em assentos) neste ano. O excedente de pilotos é proporcional”, explicou. Em vez de demitir, Neves diz que a Azul lançou um programa de intercâmbio para uma empresa aérea chinesa do grupo HNA, que é dono de 23,7% da Azul, para cem pilotos. “Eles vão ficar fora por até três anos e quando voltarem terão emprego garantido na Azul. A crise vai passar”, disse.

A empresa abriu também um programa de licença não remunerada, que teve adesão de 208 pilotos e comissários. A Gol, que já tinha um programa de licenças, ampliou o prazo de dois para cinco anos. A TAM, que tem um programa permanente, disse que está avaliando os impactos da retração da oferta no seu pessoal. Já a Avianca está com a oferta de voos estável e não prevê mudanças no quadro de funcionários.

Previsão de contratar, nenhuma empresa tem. “Hoje é quase impossível para um piloto recém-formado conseguir emprego”, disse Castanho.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Crise na aviação força pilotos a buscar alternativas

Com empresas aéreas cortando voos e frota, aviadores ficam sem emprego; caminho é mudar de carreira, voar no exterior ou esperar

Marina Gazzoni

O gaúcho Cássio Ávila, de 39 anos, tem licença de piloto comercial, foi instrutor de voos no aeroclube do Rio Grande do Sul e acumula mais de 1,2 mil horas de voo, uma experiência que o habilitaria a uma vaga de copiloto nas grandes empresas aéreas brasileiras. Mas só não está na lista de desempregados porque trabalha por conta própria, fazendo sites para empresas. Deixou pela metade a faculdade de Economia para investir no sonho de ser aviador – e chegou a gastar em torno de R$ 3 mil por mês para pagar pelo treinamento. “A promessa de emprego era ótima. Falavam que ia faltar piloto no Brasil. Mas não tem vaga.”
Ávila está no grupo de pilotos recém-formados, que precisam de uma primeira oportunidade para entrar na aviação. Muitos começam na aviação executiva e depois viram copilotos de linhas aéreas – e dentro da empresa crescem até chegar a comandante. “Até na aviação executiva está difícil. Os donos de aviões particulares pararam de voar para economizar”, diz. Outro caminho é trabalhar como instrutor de aeroclube, uma função com remuneração “simbólica”, mas que é interessante para acumular horas de voo e tentar ingressar diretamente em uma companhia aérea. “Achava que o problema era comigo, mas dos 12 que terminaram o curso comigo, só um trabalha na aviação”, diz Ávila.
A estudante Laura Falkowski, de 20 anos, espera, neste momento, por uma vaga de instrutora de voo. Ao estudar aerodinâmica na faculdade de Física, se apaixonou por aviação. Mudou a graduação, para Letras-Inglês, e passou a dedicar mais tempo ao curso de formação de pilotos. Do primeiro voo ao simulador de jatos foram dois anos de dedicação e um investimento em torno de R$ 100 mil. “Por causa da crise, vários instrutores estão sem emprego e o aeroclube não pode absorver todo mundo. Estou na fila”, disse. Para ficar próxima da aviação, Laura trabalha voluntariamente na área de manutenção do aeroclube do Rio Grande do Sul.
A aviação brasileira reverteu um processo de crescimento acentuado e deve ter em 2016 a primeira retração desde 2003. Para se ajustar à uma demanda menor, as empresas estão cortando voos e reduzindo sua frota. Só a Gol e a Azul pretendem reduzir neste ano, cada uma, cerca de 20 aviões da frota. Em meio a esse processo, vão sobrar pilotos e comissários.
No fim do ano passado, 5.935 pilotos estavam empregados nas empresas aéreas brasileiras, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil. São 21 posições a menos do que em 2014 e 458 abaixo de 2011, último ano em que o setor registrou expansão de dois dígitos.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), foram demitidos cerca de 150 pilotos desde o início do ano e há cerca de 400 pilotos desempregados. O número de demissões só não é maior porque as três maiores empresas – TAM, Gol e Azul – abriram programas de licença não remunerada para pilotos. Muitos profissionais vão tentar trabalhar em empresas estrangeiras.
O presidente do SNA, Adriano Castanho, ressaltou que mesmo quem está empregado foi prejudicado pela crise. O motivo é que cerca de 50% da remuneração dos pilotos é atrelada às suas horas de voo. “As empresas sempre voam menos na baixa temporada. Mas, neste ano, a retração foi o dobro do usual. O salário chegou a cair 30% em alguns casos”, afirmou.
O presidente da Azul, Antonoaldo Neves, diz que a empresa ficou com um excesso de pilotos quando a crise se agravou e obrigou a companhia a reduzir sua oferta de voos para não perder dinheiro. “A estimativa é um corte de 7% a 8% (em assentos) neste ano. O excedente de pilotos é proporcional”, explicou. Em vez de demitir, Neves diz que a Azul lançou um programa de intercâmbio para uma empresa aérea chinesa do grupo HNA, que é dono de 23,7% da Azul, para cem pilotos. “Eles vão ficar fora por até três anos e quando voltarem terão emprego garantido na Azul. A crise vai passar”, disse.
A empresa abriu também um programa de licença não remunerada, que teve adesão de 208 pilotos e comissários. A Gol, que já tinha um programa de licenças, ampliou o prazo de dois para cinco anos. A TAM, que tem um programa permanente, disse que está avaliando os impactos da retração da oferta no seu pessoal. Já a Avianca está com a oferta de voos estável e não prevê mudanças no quadro de funcionários.
Previsão de contratar, nenhuma empresa tem. “Hoje é quase impossível para um piloto recém-formado conseguir emprego”, disse Castanho.

OUTRAS MÍDIAS


GUIAGLOBAL.COM.BR


Xadrez do governo Temer e o fator militar

Este são apenas alguns dos fantasmas que surgem no horizonte político, a partir da consolidação do chamado golpe parlamentar.
Peça 1 – o contexto civil
Tem-se de um lado a completa desarticulação das instituições civis, uma irresponsabilidade ampla e generalizada em relação ao cargo de presidente. Enfraquecida, a presidência passa a ser atacada por enxames de aves predadoras até estar prestes a ser apeada do poder, em favor de um vice-presidente de escassa legitimidade, com a falência dos sistemas de mediação, a começar do STF (Supremo Tribunal Federal).

Esse vácuo de poder cria uma corrida das corporações públicas para ampliar seu espaço no Estado. Ministério Público e Tribunais de Conta ampliam em cima da missão do combate à corrupção. O Poder Judiciário amplia porque é poder.

É nesse quadro que se insere a corporação militar. Com a diferença, que é uma corporação armada e precisa encontrar um tema legitimador.

Nos últimos anos, beneficiadas pelos ventos favoráveis da economia e quando parecia que o país começava a desenvolver um projeto autônomo, as Forças Armadas pareciam ter encontrado o lugar de suas congêneres em todas as médias potências. De um lado, avançaram em projetos de aperfeiçoamento tecnológico, desde o reaparelhamento da Força Aérea ao submarino nuclear, de mísseis a sistemas de radares. E a missão parecia claramente delineada em defender a Amazônia verde, a chamada Amazônia azul e as fronteiras.

Agora, o jogo começa a mudar. A crise fiscal e o desmonte da estrutura de empresas associadas acenam com a escassez de verbas. A geopolítica, por trás da Lava Jato e do projeto PMDB-PSDB, remete de novo para o papel de potência auxiliar da diplomacia norte-americana.
Mas com o vale-tudo corporativo instituído, começam a aparecer os planos de devolver algum protagonismo político às Forças Armadas, a exemplo do ativismo atual do MPF, do TCU e das demais corporações de estado. Com a diferença que se trata de uma corporação armada.
Mas qual a missão legitimadora nesses novos-velhos tempos?

Peça 2 – o governo Michel Temer

Consumado o golpe, Michel Temer assumiria a presidência em um quadro de ampla instabilidade política, agravado pela perda de seu mais eficiente operador, Eduardo Cunha.
Não haverá como se apresentar à opinião pública com um ministério de notáveis. Por outro lado, para dar conta dos compromissos firmados com o mercado, terá que recorrer a medidas fiscais drásticas, ampliando a reação dos movimentos sociais e o mal-estar geral. E não terá recursos para manter os programas de renovação das Forças Armadas.

É aí que se junta a Peça 3 com a Peça 2: identificação de um novo inimigo interno e externo que justificasse a volta do protagonismo político.
Do lado de Temer, uma das maneiras de desviar o foco das críticas seria a criação do inimigo interno. Nos últimos anos, uma certa imprensa de ultradireita recriou versões tupininquins da Guerra Fria, com pirações de toda ordem – como a invasão das FARCs, a aliança com as forças bolivarianas. A tentativa de recriação da legitimidade política das Forças Armadas passa por aí.
Peça 3 – as cassandras de volta aos quarteis

A maneira dos militares voltarem para a política seria através da recriação de uma estrutura militar de controle no governo federal, mas diferente do extinto GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) e mais próximo do SNI (Serviço Nacional de Informações) e da segurança presidencial.

Quem está à frente dessas articulações é o general Sérgio Etchegoyen, chefe do Estado Maior do Exercito Brasileiro e de uma família que faz parte da própria história do Exército.

O meio campo com o governo Temer está sendo articulado pelo filósofo Denis Rosenfield, articulista do Estadão e colaborador do Instituto Milenium. Denis é amigo de Etchegoyen, provavelmente devido à mesma origem gaúcha, foi indicado assessor de Temer e há indícios de que mantem contatos com governos estrangeiros.

No dia 22 de abril, por exemplo, encontrou-se com Etchegoyen no Centro Brasil 21, em Brasília. Dois dias antes, a pedido de Etchegoyen, agendou jantar na residência do general com os comandantes da Marinha e da Aeronáutica. A intenção era montar uma frente que forçasse Temer a assumir compromisso de nomear um militar para o Ministério da Defesa. O indicado seria o general Joaquim Silva e Luna, Secretário Geral do Ministério do Exército.

Além disso, se tentaria arrancar de Temer o compromisso de assegurar a permanência dos comandantes em seus postos, recriar o Gabinete de Segurança Nacional, sob a chefia do general Etchegoyen, e colocar Denis na Secretaria de Comunicação da Presidência. Para o lugar de Etchegoyen iria o General Mourão, de pensamento similar.

Antes do jantar, Denis vazou para o Estadão matéria sobre a manutenção dos três comandantes, criação do GSI e controle da inteligência. A intenção foi criar um fato consumado para Temer.

Segundo oficiais críticos da proposta, nem Marinha em Aeronáutica compactuaram com a ideia de retorno ao cenário político.

No último domingo Etchegoyen encontrou-se com Temer, para tentar impor a criação do gabinete. Os argumentos de pressão são os riscos de perda de controle dos movimentos sociais, ameaças bolivarianas de governos vizinhos. Na terça passada, foi a vez do general Eduardo Villas Bôas visitar o vice no palácio Jaburu.

Há relatos de consultas a alguns governos estrangeiros, visando ganhar apoio para a proposta. Provavelmente, entra aí o fator Boeing, a anulação da compra de jatos da Suécia

Peça 4 – a indicação do Ministro da Justiça.

A Lava Jato conseguiu afastar do Ministério da Justiça o criminalista Antônio Mariz de Oliveira, um militante histórico da humanização das prisões. Para seu lugar está cotado Alexandre de Moraes, o truculento Secretário de Segurança de São Paulo.

Moraes surfou por vários partidos. Sob seu comando, aumentaram as denúncias de violência da Polícia Militar e caíram as punições.

É a mais radical vocação autoritária que passou por São Paulo desde o infausto Secretário Saulo de Castro Abreu.

Conclusão

Este são apenas alguns dos fantasmas que surgem no horizonte político, a partir da consolidação do chamado golpe parlamentar. Se não houver um mínimo de bom senso nos próximos dias, o país ingressará em uma aventura política de final imprevisível. 

PORTAL R3 (SP)


Eventos para a juventude movimentam Santuário Nacional

Da Redação, com Santuário Nacional
O Santuário Nacional de Aparecida realiza entre hoje (8) e 15 de maio uma série de atividades em que os jovens são o centro da evangelização. De apresentações artísticas a esportes radicais, a devoção a Nossa Senhora será expressa de diferentes maneiras.
Na manhã do próximo domingo (8), a Casa da Mãe Aparecida será sede do Arena Show, um evento que levará para o pátio do Santuário demonstrações de skate e slackline e exibições de atletas de judô e de BMX. Tudo acontecerá com apresentações musicais e de dança simultâneas.
Antes das atividades na área externa, os jovens serão motivados a participar com suas mães da celebração da Missa das 10h na Basílica de Nossa Senhora. Um coral formado por 100 jovens cantará com a banda Expresso HG a música Direito de Nascer, como homenagem ao Dia das Mães.
As atividades deste domingo serão encerradas com o salto de paraquedistas da Força Aérea Brasileira, que descerão até a área sagrada do Santuário Nacional trazendo bandeiras em defesa da vida.
O Arena Show abre a Semana da Juventude, um tempo em que o Santuário Nacional pretende proporcionar reflexão aos jovens através de apresentações teatrais e aprofundamento da Palavra de Deus.



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