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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 07/12/2017 / Aé­re­as mu­dam de tá­ti­ca pa­ra em­pla­car acor­do com EUA



Aé­re­as mu­dam de tá­ti­ca pa­ra em­pla­car acor­do com EUA ...  


Li­vre mer­ca­do. No­va re­gra eli­mi­na­ria li­mi­tes pa­ra ofer­ta de tre­chos en­tre Bra­sil e EUA ...  


Hélvio Ro­me­ro ...  


O acor­do de “céus aber­tos” é apoi­a­do por vá­ri­as com­pa­nhi­as – com ex­ce­ções, co­mo a Azul – e por en­ti­da­des de clas­se. Foi as­si­na­do em 2011 pe­los pre­si­den­tes da épo­ca, Dil­ma Rous­seff e Ba­rack Oba­ma. Já pas­sou por Ca­sa Ci­vil e Mi­nis­té­rio de Re­la­ções Ex­te­ri­o­res, mas es­pe­ra apre­ci­a­ção pe­la Câ­ma­ra há um ano. Em­bo­ra já te­nha pas­sa­do por vá­ri­as co­mis­sões es­pe­ci­ais, a mu­dan­ça de­pen­de ain­da da ra­ti­fi­ca­ção nos ple­ná­ri­os da Câ­ma­ra e do Se­na­do pa­ra en­trar em vi­gor.

A ideia do Mo­vi­men­to Céus Aber­tos, ago­ra, é ten­tar dei­xar mais cla­ros os be­ne­fí­ci­os à eco­no­mia que a con­cre­ti­za­ção do acor­do po­de tra­zer. “Ten­ta­mos mu­dar a ma­nei­ra co­mo es­ta­mos ata­can­do o te­ma, por­que ele já es­tá na me­sa há vá­ri­os anos”, dis­se ao Es­ta­dão / Bro­ad­cast o pre­si­den­te da La­tam Bra­sil, Je­ro­me Ca­di­er. O exe­cu­ti­vo ad­mi­te, po­rém, que a pro­xi­mi­da­de das elei­ções e a agen­da de re­for­mas po­dem ser um em­pe­ci­lho pa­ra que o te­ma se­ja apre­ci­a­do no cur­to pra­zo pe­lo Con­gres­so.

As em­pre­sas já se mo­vi­men­tam vi­san­do a de­ci­são fa­vo­rá­vel do Con­gres­so. La­tam Bra­sil e Ame­ri­can Air­li­nes fir­ma­ram no ano pas­sa­do um acor­do de ope­ra­ção con­jun­ta ro­tas en­tre Bra­sil e EUA. En­tre­tan­to, por cau­sa de uma de­ter­mi­na­ção do go­ver­no ame­ri­ca­no, a par­ce­ria de­pen­de da ra­ti­fi­ca­ção das no­vas re­gras no Bra­sil pa­ra po­der en­trar ple­na­men­te em vi­gor.

O ar­gu­men­to das aé­re­as é que a re­du­ção das amar­ras pa­ra o se­tor au­men­ta­ria o co­mér­cio en­tre os paí­ses e po­de­ria tam­bém re­du­zir o va­lor co­bra­do pe­las pas­sa­gens nos tre­chos en­tre o Bra­sil e os EUA, e vi­ce-ver­sa.

A As­so­ci­a­ção In­ter­na­ci­o­nal de Trans­por­te Aé­reo (Ia­ta, na si­gla em in­glês) es­ti­ma que o nú­me­ro de pas­sa­gei­ros em ro­tas in­ter­na­ci­o­nais com ori­gem ou des­ti­no no Bra­sil po­de­rá au­men­tar 47% após a ra­ti­fi­ca­ção do céus aber­tos. Ou­tro es­tu­do, da pró­pria Ame­ri­can Air­li­nes, pre­vê que a ofer­ta de as­sen­tos en­tre Bra­sil e Es­ta­dos Uni­dos au­men­ta­rá 13% nos cin­co anos se­guin­tes à as­si­na­tu­ra do acor­do.

O di­re­tor re­gi­o­nal de ven­das da Ame­ri­can Air­li­nes, Dil­son Ver­ço­sa, diz acre­di­tar que exis­te uma “bre­cha” pa­ra o te­ma vol­tar a ga­nhar for­ça. “Já ve­mos uma me­lho­ra na eco­no­mia. E o ‘céus aber­tos’ po­de be­ne­fi­ci­ar bas­tan­te a eco­no­mia, com au­men­to de flu­xo de pas­sa­gei­ros en­tre os dois paí­ses.”

O exe­cu­ti­vo lem­bra que, na se­ma­na pas­sa­da, fo­ram apro­va­dos acor­dos de ser­vi­ços aé­re­os en­tre Bra­sil e os go­ver­nos de Cu­ba, Ucrâ­nia e Ín­dia. “O mo­vi­men­to des­ses paí­ses jun­tos não che­ga a 10% do que é o trá­fe­go de pas­sa­gei­ros com Es­ta­dos Uni­dos. En­tão acha­mos que es­sa é uma opor­tu­ni­da­de.”

Con­tra. En­tre as aé­rea con­trá­ri­as ao mo­vi­men­to de aber­tu­ra aé­rea en­tre o Bra­sil e os Es­ta­dos Uni­dos, a mais vo­cal tem si­do a Azul. “Se­ría­mos fa­vo­rá­veis se ti­vés­se­mos as mes­mas re­gras pa­ra os dois la­dos”, afir­ma o pre­si­den­te da Azul, John Rod­ger­son.

Pa­ra ele, o pro­ble­ma é que pi­lo­tos ame­ri­ca­nos po­dem vo­ar mais ho­ras do que os pro­fis­si­o­nais bra­si­lei­ros, de mo­do que as em­pre­sas na­ci­o­nais per­de­ri­am com­pe­ti­ti­vi­da­de nas ro­tas en­tre as du­as na­ções. “Te­ría­mos que mu­dar as re­gras pa­ra jo­gar com as mes­mas fer­ra­men­tas.”



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Aeroporto de São Carlos vira internacional para fazer manutenção


Marcelo Toledo

Para atender a demanda de aeronaves que buscam o centro de manutenção de aviões da Latam em São Carlos (a 232 km de São Paulo), o aeroporto da cidade –que não tem voos regulares– foi transformado em internacional.
O aeroporto Mario Pereira Lopes ganhou a designação de internacional por meio da portaria 3.998, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.
A permissão é por tempo indeterminado e o período de abertura ao tráfego aéreo internacional se dará em caráter eventual, a pedido, de acordo com a portaria.
O primeiro voo internacional deve chegar a São Carlos em fevereiro, proveniente do Chile, conforme Alexandre Peronti, diretor do centro de manutenção da Latam.
Hoje, para um avião ser levado para manutenção em São Carlos, é preciso que ele passe antes por um aeroporto brasileiro que seja internacional para, só depois, voar para a cidade do interior. O processo, de acordo com Peronti, pode levar até dois dias. Agora, com a permissão para que façam o trajeto sem "escala", será reduzido a meio dia.
"Pode imaginar o que são dois dias de avião indisponível para a aviação, prejudicava a competitividade do nosso negócio em São Carlos. Perdíamos alguns aviões, algumas revisões de aviões para outros países, como México e El Salvador."
A previsão dele é a de que os novos negócios atraídos com a internacionalização representem R$ 63 milhões por ano para a economia local.
Para receber aviões oriundos de outros países, será necessário agendamento prévio com a Receita Federal, a PF (Polícia Federal), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.
O aeroporto de São Carlos não tem voos regulares de passageiros desde 2007, quando a então OceanAir oferecia rotas para São Paulo e Brasília.
O aeroporto tem pista de 1.720 m x 45 m, maior, por exemplo, que a pista principal do aeroporto de Congonhas, que tem 1.640 m x 45 m. O aeródromo de São Carlos dista 14 quilômetros do centro da cidade.
A autorização recebida é exclusiva para atender a demanda da Latam, pois as operações internacionais estão restritas, conforme a portaria, a "serviços aéreos privados destinados à entrada ou saída de aeronaves procedentes do exterior ou a ele destinadas, para serem submetidas à prestação de serviços de manutenção e reparo".
Não há autorização para serviços regulares de transporte de cargas ou de passageiros.
Segundo o prefeito de São Carlos, Airton Garcia (PSB), a internacionalização será importante para atrair investimentos para a economia regional e por ter sido obtida antes de outros municípios que também querem aeroporto internacional, como Ribeirão Preto.
A região Central do Estado tem concentrado empresas ligadas ao setor aéreo. Além da Latam, Gavião Peixoto abriga uma unidade da Embraer e a própria São Carlos ganhou um curso de engenharia aeronáutica oferecido pela USP (Universidade de São Paulo).

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Aé­re­as mu­dam de tá­ti­ca pa­ra em­pla­car acor­do com EUA.

Li­vre mer­ca­do. No­va re­gra eli­mi­na­ria li­mi­tes pa­ra ofer­ta de tre­chos en­tre Bra­sil e EUA

Hélvio Ro­me­ro

O acor­do de “céus aber­tos” tam­bém é apoi­a­do por vá­ri­as ou­tras com­pa­nhi­as – com ex­ce­ções, co­mo a Azul – e por en­ti­da­des de clas­se. Foi as­si­na­do em 2011 pe­los pre­si­den­tes da épo­ca, Dil­ma Rous­seff e Ba­rack Oba­ma. Já pas­sou por Ca­sa Ci­vil e Mi­nis­té­rio de Re­la­ções Ex­te­ri­o­res, mas es­pe­ra apre­ci­a­ção pe­la Câ­ma­ra há um ano. Em­bo­ra já te­nha pas­sa­do por vá­ri­as co­mis­sões es­pe­ci­ais, a mu­dan­ça de­pen­de ain­da da ra­ti­fi­ca­ção nos ple­ná­ri­os da Câ­ma­ra e do Se­na­do pa­ra en­trar em vi­gor.
A ideia do Mo­vi­men­to Céus Aber­tos, ago­ra, é ten­tar dei­xar mais cla­ros os be­ne­fí­ci­os à eco­no­mia que a con­cre­ti­za­ção do acor­do po­de tra­zer. “Ten­ta­mos mu­dar a ma­nei­ra co­mo es­ta­mos ata­can­do o te­ma, por­que ele já es­tá na me­sa há vá­ri­os anos”, dis­se ao Es­ta­dão/ Bro­ad­cast o pre­si­den­te da La­tam Bra­sil, Je­ro­me Ca­di­er. O exe­cu­ti­vo ad­mi­te, po­rém, que a pro­xi­mi­da­de das elei­ções e a agen­da de re­for­mas po­dem ser um em­pe­ci­lho pa­ra que o te­ma se­ja apre­ci­a­do no cur­to pra­zo pe­lo Con­gres­so.
As em­pre­sas já se mo­vi­men­tam vi­san­do a de­ci­são fa­vo­rá­vel do Con­gres­so. La­tam Bra­sil e Ame­ri­can Air­li­nes fir­ma­ram no ano pas­sa­do um acor­do de ope­ra­ção con­jun­ta ro­tas en­tre Bra­sil e EUA. En­tre­tan­to, por cau­sa de uma de­ter­mi­na­ção do go­ver­no ame­ri­ca­no, a par­ce­ria de­pen­de da ra­ti­fi­ca­ção das no­vas re­gras no Bra­sil pa­ra po­der en­trar ple­na­men­te em vi­gor.
O ar­gu­men­to das aé­re­as é que a re­du­ção das amar­ras pa­ra o se­tor au­men­ta­ria o co­mér­cio en­tre os paí­ses e po­de­ria tam­bém re­du­zir o va­lor co­bra­do pe­las pas­sa­gens nos tre­chos en­tre o Bra­sil e os EUA, e vi­ce-ver­sa.
A As­so­ci­a­ção In­ter­na­ci­o­nal de Trans­por­te Aé­reo (Ia­ta, na si­gla em in­glês) es­ti­ma que o nú­me­ro de pas­sa­gei­ros em ro­tas in­ter­na­ci­o­nais com ori­gem ou des­ti­no no Bra­sil po­de­rá au­men­tar 47% após a ra­ti­fi­ca­ção do céus aber­tos. Ou­tro es­tu­do, da pró­pria Ame­ri­can Air­li­nes, pre­vê que a ofer­ta de as­sen­tos en­tre Bra­sil e Es­ta­dos Uni­dos au­men­ta­rá 13% nos cin­co anos se­guin­tes à as­si­na­tu­ra do acor­do.
O di­re­tor re­gi­o­nal de ven­das da Ame­ri­can Air­li­nes, Dil­son Ver­ço­sa, diz acre­di­tar que exis­te uma “bre­cha” pa­ra o te­ma vol­tar a ga­nhar for­ça. “Já ve­mos uma me­lho­ra na eco­no­mia. E o ‘céus aber­tos’ po­de be­ne­fi­ci­ar bas­tan­te a eco­no­mia, com au­men­to de flu­xo de pas­sa­gei­ros en­tre os dois paí­ses.”
O exe­cu­ti­vo lem­bra que, na se­ma­na pas­sa­da, fo­ram apro­va­dos acor­dos de ser­vi­ços aé­re­os en­tre Bra­sil e os go­ver­nos de Cu­ba, Ucrâ­nia e Ín­dia. “O mo­vi­men­to des­ses paí­ses jun­tos não che­ga a 10% do que é o trá­fe­go de pas­sa­gei­ros com Es­ta­dos Uni­dos. En­tão acha­mos que es­sa é uma opor­tu­ni­da­de.” Con­tra. En­tre as aé­rea con­trá­ri­as ao mo­vi­men­to de aber­tu­ra aé­rea en­tre o Bra­sil e os Es­ta­dos Uni­dos, a mais vo­cal tem si­do a Azul. “Se­ría­mos fa­vo­rá­veis se ti­vés­se­mos as mes­mas re­gras pa­ra os dois la­dos”, afir­ma o pre­si­den­te da Azul, John Rod­ger­son.
Pa­ra ele, o pro­ble­ma é que pi­lo­tos ame­ri­ca­nos po­dem vo­ar mais ho­ras do que os pro­fis­si­o­nais bra­si­lei­ros, de mo­do que as em­pre­sas na­ci­o­nais per­de­ri­am com­pe­ti­ti­vi­da­de nas ro­tas en­tre as du­as na­ções. “Te­ría­mos que mu­dar as re­gras pa­ra jo­gar com as mes­mas fer­ra­men­tas.”

Aeroporto de São Carlos Vira Internacional


José Maria Tomazela

Por­ta­ria da Agência Na­ci­o­nal de Avi­a­ção Ci­vil pu­bli­ca­da on­tem tor­nou in­ter­na­ci­o­nal o Ae­ro­por­to Es­ta­du­al Pe­rei­ra Lo­pes, em São Carlos (SP), mas só pa­ra ser­vi­ços de re­pa­ro e ma­nu­ten­ção. O ter­mi­nal não tem vo­os re­gu­la­res.
A me­di­da é uma res­pos­ta à de­man­da de ae­ro­na­ves vin­das do ex­te­ri­or que pro­cu­ram o prin­ci­pal cen­tro de ma­nu­ten­ção de aviões da La­tam Air­li­nes, que fi­ca em área con­tí­gua ao ter­mi­nal.
Se­gun­do o se­cre­tá­rio de Trans­por­tes e Lo­gís­ti­ca do Es­ta­do, Lau­ren­ce Ca­sa­gran­de Lou­ren­ço, a in­ter­na­ci­o­na­li­za­ção eli­mi­na­rá a ne­ces­si­da­de de na­ci­o­na­li­za­ção pa­ra vo­os “fer­ry” (não co­mer­ci­al), que obri­ga­va a ae­ro­na­ve com des­ti­no ao cen­tro da La­tam a fa­zer mais um pou­so em ou­tro ae­ro­por­to in­ter­na­ci­o­nal.
Pa­ra Lou­ren­ço, o cres­ci­men­to des­sas ati­vi­da­des vai for­ta­le­cer a po­si­ção da re­gião co­mo po­lo re­le­van­te da in­dús­tria ae­ro­náu­ti­ca bra­si­lei­ra.

REVISTA ÉPOCA


Os segredos do presidente do Google Brasil


Andressa Basilio

O lançamento acontece nesta quarta-feira, às 18h, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Época NEGÓCIOS teve acesso ao perfil de Fabio Coelho, vice-presidente do Google Inc. e presidente do Google Brasil. No relato, ele conta como um rapaz tímido saído de Vitória (ES) passou por empresas como Gillette, Citibank e AT&T até conquistar o título de um dos melhores CEOs do país, no maior cargo da gigante de tecnologia.
Confira abaixo o capítulo do livro sobre o executivo:
Fabio Coelho: Inspiração para pessoas e empresas melhores
Por Camila Balthazar
Já faz três anos que o vice-presidente da Google Inc. e presidente do Google Brasil, Fabio Coelho, figura na lista da Forbes Brasil dos 10 melhores CEOs do país. A empresa de tecnologia também ganha consecutivos prêmios de melhor lugar para trabalhar. Por trás do escritório moderno e descolado na Avenida Faria Lima, em São Paulo, que oferece de estúdio de música a salas coloridas de relaxamento e refeições gratuitas para os colaboradores, há bastante trabalho e dedicação. O executivo, que está à frente da operação desde 2011, é fruto de uma determinada estratégia de sucesso: Fabio cresceu em Vitória, virou engenheiro civil no Rio de Janeiro, estudou em Harvard e conquistou o primeiro cargo de presidente de empresa nos Estados Unidos. Mesmo afirmando ter um perfil mais introspectivo, ele lidera e inspira pessoas pelo exemplo.
Livro BIO 50 CEO´s (Media Onboard, 2017, R$ 49,90) reúne relatos de grandes nomes do mercado brasileiro
Fabio Coelho abre o YouTube e procura pelo nome “Ivana Coelho”, menina poliglota de 11 anos que possui o canal “Cenoritas”, com mais de 130 mil seguidores. Desde que a filha caçula do presidente do Google Brasil foi semifinalista do reality show de culinária MasterChef Júnior, exibido pela Band em 2015, ela virou a celebridade da família. “Ela é uma youtuber famosa”, comenta Fabio, orgulhoso da trajetória das filhas. Na sequência, ele abre o Facebook para mostrar as outras duas filhas, de 20 e 19 anos, que estudam em Nova York, nos Estados Unidos: uma é cantora de ópera e a outra estuda mídia e entretenimento na economia digital.
Da sua sala no escritório do Google, em São Paulo, rodeado de quadros coloridos na parede e pequenos brinquedos espalhados pela mesa, Fabio volta aos tempos de infância, resgatando cada uma das etapas que o levaram a chegar aonde está hoje – e mostrando fotos suas no início da carreira. Enquanto compartilha os bastidores da sua vida pessoal e profissional, ele garante que a timidez sempre o acompanhou. “Quem me conhece sabe que meu perfil é mais introvertido”, diz Fabio, que entrou no Google Brasil em 2011 para assumir a presidência. “Até hoje, com 53 anos, sofro para subir no palco ou dar uma entrevista.”
Esse traço da personalidade foi trabalhado ao longo do tempo, com a mesma determinação que ele planejou como conquistar uma carreira de sucesso. O primeiro exemplo veio de casa. “Meus grandes ídolos são meus pais”, conta Fabio. “Eu olhava e pensava: ‘não acredito que eles sejam tão bacanas e generosos.’” Sem muitos recursos, vindo de uma família de 12 irmãos, o pai saiu de uma pequena cidade do interior de Pernambuco e chegou a Vitória de carona em um avião da Força Aérea Brasileira, que seguia rumo ao Rio de Janeiro. A aeronave teve um problema, parou no meio do caminho e ele ficou lá, sendo a primeira pessoa de Araripina a cursar uma faculdade de engenharia. “Já minha mãe era filha de um médico famoso da elite de Vitória. Eles estão casados há 56 anos.”
O casal teve quatro filhos, entre eles Fabio, mas também educou vários sobrinhos vindos de Pernambuco para estudar. “Sempre tinha uns ¬primos mais velhos morando em casa. Tem características importantes aí: a generosidade, a noção de servir ao próximo e a persistência”, destaca o capixaba, admirando não apenas o passado, como também o presente dos pais. “Meu pai trabalhou por 30 anos na Vale do Rio Doce, se aposentou aos 60 anos e montou um negócio na área de engenharia. Aos 85 anos, está implantando a primeira fábrica de transformação de pneus inservíveis para produção de energia do Brasil, além de investir na exploração de bagaço de cana para produção de energia. Ele trabalha até hoje”, relata Fabio. “Já minha mãe se formou em teologia e, se mulheres pudessem ordenar missas no Brasil, ela poderia.”
A família sempre foi seu espelho. Aos 13 anos e estudante de uma escola salesiana, Fabio viu o primo ser aprovado no concorrido ITA. “Foi uma excelente referência para mim. Eu vi que, se você se dedicar e estudar, pode conquistar coisas grandes.” Para repetir o feito do primo, ele pegava um ônibus para o Rio de Janeiro, comprava as apostilas de colégios, como Anglo e Objetivo, e estudava os exercícios do cursinho por conta própria. “Isso é para você ter uma ideia de como eu era ‘CDF’”, ri Fabio. “Eu era um ótimo aluno. E eu não era o mais inteligente de todos, não. Mas eu era extremamente dedicado e focado.”
Com apenas 16 anos, o estudante de Vitória foi aprovado no curso de engenharia civil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Era mais ou menos uma repetição da história do meu pai. Cursar engenharia, entrar em uma empresa pública para fazer coisas legais pelo país e, ao mesmo tempo, ter estabilidade financeira”, afirma. Mas a primeira oportunidade de estágio foi na iniciativa privada. “Entrei para a Dolfim Engenharia. Não sei se a empresa ainda existe. Depois vou dar um Google”, diz Fabio, que ficou responsável pelos cálculos das obras portuárias.
Outra cena determinante para sua carreira aconteceu na primeira semana do novo emprego. “Vi uma pessoa chorando porque havia sido mandada embora e estava sem dinheiro e cheia de dívidas. Para mim, aquilo era algo como ‘meu Deus do céu, isso existe?’, lembra o executivo, decidindo naquele momento que construiria competências para ter mais controle e autonomia sobre a sua trajetória, sem precisar depender de chefe ou dos humores do mercado. “Também falei para mim mesmo que nunca teria uma dívida na vida, gastaria pouco e trabalharia e aprenderia muito.”
Após quatro anos na Dolfim Engenharia, ele voltou para a vida acadêmica, a fim de fazer um MBA na UFRJ em tempo integral. “Fiz isso com o objetivo de ser cada vez mais dono do meu destino e ser empregável ou poder empreender um dia. O MBA me deu conhecimentos mais amplos, para eu não ser ‘apenas’ engenheiro”, observa Fabio. “Quando eu estava me formando, em 1988 e com 24 anos, aconteceu uma coisa incrível. A Gillette anunciou um processo seletivo para ser trainee internacional em Boston, nos Estados Unidos.”
Para Fabio, alguns fatores o levaram a ser o escolhido para embarcar com outros 16 trainees do mundo inteiro. E viver um ano e meio trabalhando na Gillette e estudando em Harvard. “Fui muito bem na entrevista. Consegui mostrar que eu tinha brilho no olho, vontade de fazer as coisas acontecerem”, analisa o executivo. “Talvez eu não estivesse tão preparado quanto outros concorrentes, mas dava para ver até aonde eu tinha chegado com meus recursos. Hoje sou muito sensível a valorizar o esforço de pessoas que vieram de lugares mais humildes porque sabemos a dificuldade que é competir com quem vem de escola de elite. O ponto de partida é diferente.”
Dos 17 trainees internacionais, apenas Fabio concluiu o período proposto de 18 meses. A maratona de trabalho, de segunda a sexta-feira das 8h às 17h, seguida de aulas até as 22h30 de segunda a quinta-feira, levava muitos a desistirem. Mas a volta para o Brasil ainda reservava mais um teste de persistência. Em vez de assumir um cargo na sede do escritório, a proposta foi a seguinte: “Fabio, você passou um ano e meio em Boston. Parabéns. Agora queremos que você saia para vender.” Com um carro adesivado com a marca Gillette na porta, ele começou a visitar supermercados para retirar pedidos dos lojistas.
“Engoli meus medos e fui vender. Eu era muito tímido e encarei o desafio como uma forma de me desenvolver. Saber vender é útil para tudo”, observa Fabio, que chegou ao final de mais 18 meses recebendo elogios por sua abordagem comercial. “Eles sabiam que eu tinha potencial e determinação para alcançar o objetivo. Fui promovido duas vezes.” Já na posição de gerente de produto sênior da Gillette, o executivo recebeu uma ligação de um headhunter propondo a mudança do Rio de Janeiro para São Paulo para assumir a gerência de marketing da Quaker Oats e lançar o Gatorade no Brasil, em 1993.
“Foi um sucesso”, comenta Fabio, assumindo a direção de marketing da Quaker três anos depois, aos 32 anos. “Perceba que fiquei até os 26 anos entre trainee e vendas. Formei uma base muito forte e rapidamente levantei voo”, conta o capixaba, que despertou a atenção de outras empresas, inclusive do Citibank. “Sabemos que você lançou o Gatorade no Brasil e queremos conversar para você ser diretor de marketing do Citibank no Brasil”, ele ouviu de um executivo do banco. “Falei que não tinha a menor noção do que era o setor financeiro, mas eles disseram que era isso que buscavam: alguém interessado em aprender coisas novas”, lembra.
Foram quase três anos de Citibank, até ele assumir o cargo de vice-presidente de marketing da BCP, no ano 2000. “Esse foi o primeiro passo de uma carreira de nove anos que me levou para Atlanta, nos Estados Unidos, onde cheguei a vice-presidente para América Latina, em 2004”, diz. A BCP foi vendida e ele foi convidado a presidir a divisão de internet da AT&T, que também fazia parte do grupo. De todo o time que estava sob sua gestão, 65% dos colaboradores eram afro-americanos. Fabio era o único latino – e ocupava a cadeira de presidente. “Por que as pessoas me admirariam e me ouviriam? O que eu poderia fazer para ser relevante e inspirá-las?”, pensou o executivo na época.
“Resolvi ser um líder ainda mais servidor. Levei todo o corpo diretivo para a minha casa para uma discussão sobre perspectiva de vida. Eu queria ouvir qual era o grande sonho da vida deles”, diz Fabio, escutando as motivações genuínas de cada um, fosse pagar a educação dos filhos ou virar cantor. O presidente conseguiu engajar a equipe, indicar o caminho que seria traçado e qual era a perspectiva dos colaboradores diante das conquistas. Somente no primeiro ano, a operação cresceu 65%. “À medida que eu promovia várias pessoas de dentro, eles viam que eu estava falando a verdade. Formamos um time muito forte”, conta.
Parte desse crescimento vinha das parcerias que Fabio havia estabelecido para o negócio das “páginas amarelas” da AT&T. “Visitei Yahoo, MSN e Google, que ainda era bem pequenininho. Tinha uma página branca na web e uma barra de buscador escrito Google embaixo. Isso foi 2004”, comenta. Durante a visita à empresa fundada por Larry Page e Sergey Brin, em Mountain View, o brasileiro ficou impressionado com o que viu. “Era de outro mundo, um sonho. Mas nunca consegui trabalhar no Google dos Estados Unidos. Fiz alguns processos seletivos, mas na hora ‘H’ um americano mais preparado do que eu assumia a posição. Entendi que aquilo era normal, fazia parte do jogo.”
A história começou a mudar em 2009, quando ele voltou para o Brasil para presidir o portal iG. Ao lado da esposa colombiana e das três filhas, ele veio ficar mais perto dos pais, que até hoje moram em Vitória. “Eu não queria vê-los apenas uma vez por ano”, afirma. Demorou oito meses para o Google descobrir que Fabio estava no Brasil – e mais nove meses para ele mudar de emprego outra vez. “Me chamaram para uma entrevista e ganhei a vaga. Estou aqui há seis anos, feliz da vida, sempre buscando aprender coisas novas, tratar todos com educação, valorizar as pessoas”, diz.
Certo de que “presidente” é apenas um cargo, e “líder” um estado de espírito, seu estilo de gestão é pautado em quatro pilares: transmitir esperança e apresentar um caminho melhor para as pessoas, estabelecer relações de confiança, demonstrar estabilidade emocional e reconhecer os outros, e ter compaixão. “Quando você junta tudo isso, você tem um perfil de liderança que inspira outros a dizerem: ‘É com essa pessoa que quero trabalhar’”, avalia o vice-presidente da Google Inc. e presidente do Google Brasil.
Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão de quase cem integrantes que assessoram a presidência da república, ele também se dedica ao papel do Google na inclusão digital dos brasileiros – 70 milhões ainda não têm acesso à internet. E abraça a oportunidade de estar em uma empresa considerada uma das melhores para trabalhar no Brasil e ser um líder que aparece com frequência na lista da Forbes Brasil dos melhores CEOs do país. “Estou ajudando uma empresa que é referência no mercado a passar valores sólidos para construir uma sociedade melhor. O que me dá mais satisfação pessoal hoje em dia é usar o exemplo do que construí para mostrar para os outros que é possível. Se eu fizer isso, o que mais posso esperar da vida?”

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


O ataque da Saab


Amauri Segalla

A companhia sueca Saab, responsável pela fabricação de 36 caças para a Força Aérea Brasileira, poderá adquirir participação em empresas fornecedoras locais para garantir a saúde financeira de todos os envolvidos no projeto.
Neste ano, a Saab já comprou 25% das ações da brasileira Akaer, especializada no desenvolvimento de sistemas aeronáuticos. O projeto Gripen inclui mais de 30 empresas locais. A Saab, por questão estratégica, disse que não revela seus planos.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Latam anuncia planos para expandir malha internacional a partir do NE


Por João José Oliveira

O Grupo Latam Airlines, resultado da fusão em 2012 da brasileira TAM com a chilena LAN, anunciou planos de operar novos voos internacionais a partir da região Nordeste do Brasil. O pacote de investimentos prevê novas rotas conectando o país à América do Norte e à América do Sul, a partir de Fortaleza, Salvador e Recife.
Todos os voos a serem lançados devem ser operados pela Latam Airlines Brasil, que ainda aguarda a aprovação das autoridades para confirmar os lançamentos.
Fortaleza será a cidade com o maior volume de investimentos, com uma nova rota para Orlando e aumento das operações para Miami, ambos destinos nos Estados Unidos.
Outras rotas novas previstas são a Salvador-Miami e a transformação do voo temporário Salvador-Buenos Aires em operação regular. A Latam planeja ainda ampliar as operações nas rotas Recife-Miami e Recife-Buenos Aires.
"O Nordeste brasileiro ocupa posição estratégica na expansão da nossa malha aérea global, muito além de ser apenas um simples ponto de conexão com parceiros do exterior", disse o presidente da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier. "Quando confirmados, esses lançamentos vão fortalecer a nossa parceria com a região e representarão apenas o início de negociações para outros futuros investimentos", afirmou.
A Latam disse que mais detalhes sobre todas as novas operações internacionais da companhia no Nordeste brasileiro e o início das vendas de passagens aéreas serão comunicados oportunamente, após a aprovação das autoridades.
O Grupo Latam oferece atualmente serviços aéreos para cerca de 140 destinos em 25 países, além de atuar em seis mercados domésticos da América Latina - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru.
As três outras companhias aéreas brasileiras também têm explorado aeroportos no Nordeste para o lançamento de novos voos internacionais.
A Gol e a Air France-KLM, grupo franco-holandês que detém 1,5% do capital da aérea brasileira, anunciaram em setembro a criação de um hub em Fortaleza (CE). A partir de maio de 2018, a capital cearense receberá cinco voos semanais da holding franco-holandesa, enquanto a aérea brasileira vai ampliar a oferta de voos em 35% nesse destino.
A Azul tem ampliado a oferta de voos partindo do Recife para os Estados Unidos e América do Sul, enquanto a Avianca lançou neste ano rotas ligando Salvador, Recife e Fortaleza a Bogotá (Colômbia).

Anac eleva aeroporto de São Carlos (SP) a internacional "restrito"


João José Oliveira

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reconheceu com a categoria internacional o aeroporto Estadual Mário Pereira Lopes de São Carlos (SP), no interior de São Paulo. O terminal é administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), que é usado, principalmente, pela companhia aérea Latam. A empresa tem na cidade o maior centro de manutenção do grupo, o MRO Latam, com capacidade para receber mais de dez aeronaves simultaneamente, incluindo modelos de grande porte, como os Boeing 777.
A portaria publicada nesta quarta-feira (6) no "Diário Oficial da União" (DOU) passa a permitir operações internacionais de maneira restrita à entrada ou saída de aeronaves para serem submetidas a serviços de manutenção e reparo, ficando vedadas as operações de serviço aéreo regular de transporte de passageiros e postal.
A transformação do aeroporto doméstico de São Carlos em internacional é uma demanda antiga da Latam e de representantes políticos do interior paulista desde 2013, pelo menos. Como a transformação em pista internacional depende de alfândega -- que demanda estrutura e funcionários públicos federais --, essa autorização dependia do sinal verde de entes como o Ministério da Agricultura, a Polícia Federal, a Anvisa, a Aeronáutica e a Receita Federal.
"Fizemos investimentos marginais para adequação física do terminal para atender demandas, como termos um local de acesso restrito, por exemplo, para que a estrutura de alfândega possa funcionar dentro dos padrões", disse o secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, Laurence Casagrande Lourenço.
Segundo ele, com a abertura do aeroporto de São Carlos, a expectativa é que a Latam aumente o fluxo de aeronaves passando por manutenção no MRO da companhia.
A companhia faz, na cidade, a manutenção de 40% da frota, enviando os outros 60% para procedimentos na Cidade do México e em Santiago. Isso acontece porque como o aeroporto de São Carlos não tem alfândega, todo avião internacional tem que passar antes por terminais que possuem posto alfandegado -- como Galeão, Viracopos, ou Cumbica --, onde são realizados os processos de importação temporária. Essa escala extra dura dois dias na entrada e mais dois dias na saída, encarecendo em até 15% um serviço de manutenção.
Como São Carlos agora terá alfândega, essa escala extra deixa de ser necessária, e o centro de manutenção da Latam ganha competitividade. "Nossa informação é que a Latam eleve em 15% a quantidade de serviços em São Carlos. Isso deve gerar renda para a cidade, fortalecendo o cluster de aviação na região, que já tem unidades da Embraer", disse o executivo, citando a cidade de Gavião Peixoto (a 74 km de São Carlos), onde funciona a unidade de Defesa & Segurança da Embraer.
Além das aeronaves da própria Latam, o MRO recebe, ainda, Airbus da Avianca e vai começar a receber modelos Embraer, da Azul.

PORTAL G-1


Aeroporto de São Carlos, SP, se torna internacional após 10 anos de espera

O tráfego é restrito a aeronaves que serão submetidas à manutenção e a reparos; não é permitido o embarque ou desembarque de passageiros.

O aeroporto Estadual Mário Pereira Lopes de São Carlos (SP) se tornou internacional com a publicação da portaria nº 3.998 no Diário Oficial da União (DOU), desta terça-feira (6).
A medida foi assinada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil no dia 1º deste mês. O pedido foi feito há cerca de 10 anos pela Prefeitura.
Uso para manunteção e reparos
O uso é restrito a aeronaves que serão submetidas à manutenção e a reparos assim que chegar do exterior ou antes de uma viagem internacional ou ainda em trânsito pelo espaço aéreo brasileiro.
É proibido, pela portaria, o transporte de passageiros e de carga, ou seja, não é permitido o embarque ou desembarques de passageiros.
De acordo com a portaria, a abertura ao tráfego aéreo internacional se dará em caráter eventual, desde que haja agendamento com a Secretaria da Receita Federal ou Polícia Federal ou Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A internacionalização do aeroporto de São Carlos foi pedido há uma década pela Prefeitura e empresários da cidade. Para eles, o processo pode estimular o crescimento da indústria na região. Em setembro de 2013, a Latam anunciou investimento de R$ 50 milhões em um hangar para manutenção de aviões de outros países.

Pista de aeroporto de Navegantes é interditada após aeronave ter problemas ao pousar

Segundo Infraero, cinco voos atrasaram e um, que pousaria em Navegantes, foi desviado para Florianópolis.

A pista do aeroporto de Navegantes, no Litoral Norte catarinense, precisou ser interditada por cerca de três horas nesta quarta-feira (6) após uma aeronave ter problemas no momento do pouso. Segundo a Infraero, a pista foi liberada para pousos e decolagem às 12h55.
A pista foi fechada às 9h50 quando a aeronave apresentou problemas no pouso. A equipe de manutenção da Infraero foi acionada. Conforme a assessoria de imprensa da Infraero, quatro aeronaves tiveram a decolagem atrasada e duas não puderam pousar.
Uma delas é o avião em que está o passageiro Marcello Faria. Segundo ele, seu voo seria o primeiro a deixar o aeroporto e, por isso, os passageiros aguardavam dentro do avião às 10h50. O voo dele estava previsto para 10h20. Às 11h15 os passageiros foram instruídos a deixar o avião.
"Todos estão na sala de embarque remarcando voos ou aguardando instruções. Está um caos aqui", informou enquanto aguardava pela liberação da pista.
Conforme a Infraero, o avião que teve problemas foi retirado com auxílio de um guincho. Por volta das 14h o último voo dos quatro que atrasaram, estava decolando. Um voo com saída de Guarulhos foi desviado para Florianópolis e outro com saída em Congonhas aguardou a liberação em Navegantes.

AGÊNCIA SENADO


Uso de drones na segurança pública é aprovado na CCJ e vai à Câmara


Redação

O uso dos veículos aéreos não tripulados (VANTs), popularmente conhecidos como drones, em ações de segurança pública está mais perto de ser regulamentado. Projeto com esse objetivo foi aprovado em decisão final nesta quarta-feira (6) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.
Os drones, denominação americana, no Brasil são classificados de duas formas, de acordo com seu uso: aeromodelos, para lazer, esporte, hobby ou competição; e VANTs, para fins comerciais, de pesquisa ou experimentos, no qual se encaixa o uso pelas forças policiais brasileiras.
Pelo texto (PLS 167/2017), que segue para a Câmara dos Deputados, os VANTs poderão ser utilizados em situações como as ações de inteligência policial, monitoramento ambiental, de trânsito ou de fronteiras, no acompanhamento de alvos e no apoio a operações policiais, pois permite a visualização remota de áreas perigosas, extensas ou de difícil acesso, substituindo helicópteros ou a presença física de policiais, de modo mais barato, rápido e seguro.
O autor, senador Wilder Morais (PP-GO), se preocupou com os danos à vida, à integridade física, à intimidade, à privacidade e à imagem das pessoas que o uso de VANTs pode ocasionar. Por isso, deixou explícito que, sempre que o uso do veículo por agentes de segurança pública violar a vida ou a integridade física das pessoas, será assegurada a imediata prestação de assistência e socorro médico aos feridos, assim como direito à indenização por danos morais e materiais
Também fica proibido o emprego de VANTs dotados de armamento ou totalmente autônomos. E os cursos de formação e capacitação dos agentes de segurança pública deverão incluir conteúdo programático que os habilite a operar VANTs, diz o texto.
Autorização
A relatora, senadora Simone Tebet (PMDB-MS) modificou o texto para retirar a imposição ao Poder Público de dotar os órgãos de segurança pública de VANTs. Com a emenda que apresentou, é facultado aos Estados o uso de drones, obedecidos os requisitos de regulamentação e fornecimento em quantidade e qualidade suficientes. Outra emenda da senadora modificou a entrada em vigor da lei decorrente da aprovação do projeto. Em vez de 180 dias depois, a lei passa a valer no momento de sua sanção.
Simone também acatou emenda do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) determinando a regulamentação técnica das Agências Nacionais de Aviação Civil e Telecomunicações (Anac e Anatel) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Conforme o texto, para que qualquer drone voe, mesmo de segurança pública, ele deverá, entre outros requisitos, ter seu radiotransmissor homologado pela Anatel, ter autorização da Anac para operar e ter autorização de voo do Decea.

Doação às forças de segurança de arma apreendida em operação policial pode virar lei

O autor do projeto, senador Wilder Morais (PP-GO), argumenta que, sem entrar em conflito com norma em vigor do governo federal, a proposição legislativa tornará política de Estado o que é uma decisão passível de suspensão a qualquer momento

As armas apreendidas em operações policiais deverão ser destinadas às polícias Federal, Rodoviária e civis e militares dos estados e do Distrito Federal. É o que determina o projeto de lei do Senado (PLS) 285/2016, do senador Wilder Morais (PP-GO), aprovado em decisão final pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nesta quarta-feira (6).
O texto prevê que as armas de fogo apreendidas, após a elaboração do laudo pericial, quando não mais interessarem ao processo de investigação, apuração e julgamento, serão encaminhadas ao Exército. No prazo máximo de 48 horas, elas deverão ser repassadas às Forças Armadas e aos órgãos de segurança pública da União, dos estados e do Distrito Federal, sempre passando por laudo para atestar seu perfeito funcionamento.
Do total das armas apreendidas que estejam aptas para uso, 70% serão reservados às polícias civis e militares da unidade da Federação onde foi recolhida. As de valor histórico, obsoletas, inservíveis, sem numeração original ou artesanais, serão doadas para museus das Forças Armadas ou dos órgãos de segurança pública da União, dos estados e do DF. Se não houver interesse na sua conservação, deverão ser destruídas, sob supervisão do Exército, a quem já cabe a tarefa hoje.
A relatora da proposição, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), afirma que o texto contribuirá para o aparelhamento das forças de segurança, dando mais eficiência às polícias, que hoje fazem uso de armas de fogo convencionais, enquanto o crime organizado dispõe de armas sofisticadas. Ela apresentou emenda apenas para deixar explícita a possibilidade de doação também para o DF.
Simone esclarece que hoje, em regra, as armas apreendidas permanecem em depósitos judiciais de fóruns criminais até o fim do processo penal. Como as ações levam anos, esses locais ficam abarrotados de armas e são alvo de assaltos ou desvios. O destino final é o Exército, que destruiu mais de 73 mil armas em 2015. As doações a órgãos de segurança pública são a exceção e dependem de autorização expressa do juiz, medida a ser alterada com a proposta, que modifica o Estatuto do Desarmamento.
- O projeto modifica o Estatuto para desburocratizar o uso das armas apreendidas no crime. Dados mostram que hoje apenas 5% das armas são reutilizadas devido à burocracia – justificou a senadora.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) declarou seu voto contrário ao texto por acreditar que haverá uma “anarquia geral na distribuição de armas e calibres”, o que, em sua opinião, poderá dificultar a identificação dos agentes de segurança que cometerem algum crime ou ato ilegal utilizando esses equipamentos.
Números
De acordo com os dados da 11ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados em 30 de outubro de 2017, foram apreendidas 112.708 armas de fogo do Brasil, sendo 104.875 (93,1%) pelas secretarias de segurança pública ou defesa social, 6.270 (5,6%) pela Polícia Federal e 1.563 (1,4%) pela Polícia Rodoviária Federal.
“Supondo que, dessas armas apreendidas, 50 mil tivessem numeração original e estivessem aptas a atirar, e que seu preço médio fosse R$ 1 mil, a economia anual para os cofres públicos seria de R$ 50 milhões”, frisou Simone Tebet.
Política de Estado
A proposta foi apresentada em julho de 2016, mas, em dezembro do mesmo ano, o governo federal editou norma com teor semelhante. De acordo com o Decreto 8.938, “as armas apreendidas serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército, no prazo máximo de 48 horas, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas”. O autor do projeto, senador Wilder Morais, argumenta que, sem entrar em conflito ou ser desnecessária, a proposição legislativa, ao ser aprovada, tornará política de Estado o que é uma decisão de governo passível de suspensão a qualquer momento.

Congresso mantém seis vetos de Michel Temer


Senadores e deputados mantiveram nesta quarta-feira (6) seis vetos do presidente Michel Temer a matérias aprovadas pelo Congresso. Cinco vetos destacados para votação em separado devem ser analisados na próxima sessão, marcada para a próxima terça-feira (12), às 14h.
Os parlamentares mantiveram o veto 33/2017, sobre a regularização de servidores concursados de cartórios que mudaram de unidade de 1988 a 1994. O veto mantido impede a legalização de servidores destituídos de função. De acordo com o governo, o artigo poderia trazer “instabilidade administrativa”.
Também foi mantido o veto 34/2017, sobre o julgamento pela Justiça Militar de crimes cometidos por militares contra civis. A lei teria vigência apenas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. Com o veto mantido, ela permanece em vigor indefinidamente.
Outro veto mantido pelos parlamentares (35/2017) trata do chamado PIB Verde. De acordo com a lei parcialmente vetada, o patrimônio ecológico nacional seria calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Michel Temer vetou a utilização pelo IBGE do Índice de Riqueza Inclusiva (Inclusive Wealth Index) elaborado pela Organização das Nações Unidas.
O Congresso manteve ainda o veto 37/2017, sobre a transferência de recursos do Fundo Penitenciário Nacional a estados, Distrito Federal e municípios. O presidente da República vetou o trecho que permitia a reincorporação às Forças Armadas de reservistas convocados para convênios em segurança pública.
Os parlamentares também mantiveram o veto a parte das alterações feitas pelo Poder Legislativo à Medida Provisória (MPV) 782/2017, que alterou a organização administrativa do Poder Executivo. Um dos pontos rejeitados pelo Palácio do Planalto incluía entre as competências da Secretaria Geral da Presidência da República a execução das atividades de cerimonial.
O Congresso manteve ainda veto 40/2017, sobre o atendimento a mulheres em situação de violência. O ponto rejeitado conferia à polícia autoridade para aplicar medidas protetivas. Para o Palácio do Planalto, o artigo invadia competência do Poder Judiciário. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) criticou o veto.
— Cresce assustadoramente o número de feminicídios no Brasil. Muitas mulheres são assassinadas porque infelizmente a Justiça não tem agilidade para a adoção das medidas protetivas — afirmou.
Vetos destacados
Na próxima sessão do Congresso, senadores e deputados devem analisar outros cinco vetos destacados para votação em separado. O veto 25/2017 corta mais de 40 pontos da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2018. Um dos dispositivos suspensos inclui no rol de prioridades do governo o Plano Nacional de Educação e parte do Programa de Aceleração do Crescimento.
O veto 29/2017 rejeita pontos de uma lei aprovada para socorrer as Santas Casas de Misericórdia. O veto impede que as instituições de saúde em dívida com a União tenham acesso ao programa de financiamento.
Senadores e deputados devem analisar ainda o veto 32/2017, que barra pontos da lei sobre o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Um ponto rejeitado obriga provedores de aplicativos e redes sociais a retirar da internet publicação falsa ou que incite o ódio contra partido ou coligação.
Outro veto na pauta é o 36/2017, sobre o Programa Especial de Regularização Tributária. A iniciativa permite o parcelamento com descontos de dívidas com a União. O presidente da República vetou o ponto que permitia o acesso de micro e pequenas empresas optantes pelo Simples.
O veto 38/2017 barra o porte de armas de fogo por agentes de trânsito. De acordo com Michel Temer, o projeto, vetado integralmente, entraria em conflito com os objetivos do Estatuto do Desarmamento.
Orçamento de 2018
Depois dos vetos, o Congresso deve votar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018. Mas, antes disso, senadores e deputados precisam analisar a matéria na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO). Segundo o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira, os parlamentares também votar na terça-feira projetos de lei que abrem crédito para ministérios e órgãos públicos.

PORTAL TERRA


Guilherme Costa bate recorde sul-americano dos 1.500m no Open

Atleta da Unisanta é o primeiro brasileiro a nadar na casa dos 14 minutos. Prova emocionou atletas e técnicos na piscina da UNIFA

O brasileiro Guilherme Costa, da Unisanta, marcou seu nome na história das provas de fundo da natação brasileira. O cachorrão, como é conhecido o garoto de 19 anos, quebrou nesta quarta-feira a barreira dos 15 minutos e estabeleceu o novo recorde sul-americano dos 1.500m livre, com o tempo de 14m59s01. A marca deu a ele também o novo recorde brasileiro e de campeonato.
O feito foi conquistado no primeiro dia de competições do Campeonato Brasileiro Sênior, Campeonato Brasileiro Júnior e Torneio Open, na piscina da Universidade da Força Aérea, no Rio de Janeiro. Essa foi a quarta vez neste ano que Guilherme bateu seu próprio recorde Sul-Americano.
Nos últimos 100m, Guilherme apertou o ritmo para conseguir a marca histórica.
- Fico muito feliz com essa marca que venho perseguindo há bastante tempo. Há algumas semanas, foi por pouco, mas hoje consegui. Agradeço a todos que torceram por mim. Ali na piscina as vezes é difícil de ouvir, mas com certeza lá no fundo a gente sente a energia positiva da galera que estava fora - disse.
Outro destaque foi Poliana Okimoto. Não apenas pela medalha de bronze na prova dos 800m livre, mas por disputar sua última competição de piscina da carreira. Ela vai se aposentar após a disputa da Travessia Rei & Rainha do Mar, no próximo domingo. Viviane Jungblut conquistou a medalha de ouro e Aline Rodrigues a prata.
"Estou tentando aproveitar cada momento e deixar um legado para os atletas que estão vindo. Além disso, quero pontuar para a Unisanta que é um dos objetivos aqui. Queria ter nadado um pouco melhor, mas estou feliz em viver esse momento - falou Poliana.
Com um dos melhores tempos do mundo nos 50m borboleta em 2017, Nicholas Santos, da Unisanta, brilhou mais uma vez na prova que é sua especialidade. O nadador de 37 anos, conquistou o ouro ao completar a prova com o tempo de 22s95.
- Meu ano foi muito positivo, com uma medalha de prata no Mundial de Budapeste e tempos que me deixaram muito feliz. O objetivo aqui é ajudar a Unisanta a pontuar e subir no quadro geral da competição - explicou o campeão.
Completaram o pódio Henrique Martins, do Minas Tênis Clube, e César Cielo, do Pinheiros.
- Queria ter nadado um pouco mais rápido os 50m borboleta, mas acho que vou conseguir melhorar um pouco mais meu desempenho nas provas de crawl que treinei mais. Estou feliz por estar aqui, a piscina é ótima - disse Cielo, campeão olímpico de 2008 nos 50m livre.

JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE


Latam cria rota Fortaleza-Orlando e amplia número de voos para Miami - Negócios

Orlando está entre os destinos preferidos dos brasileiros. A Latam disse que "mais detalhes sobre as novas operações serão comunicados oportunamente"

Ingrid Coelho

Após Fortaleza ser escolhida para receber o hub do grupo franco-holandês Air France-KLM e da parceira da companhia aérea no Brasil, a Gol, a Latam Airlines anunciou ontem (5) uma nova rota partindo da Capital cearense com destino a Orlando, além da ampliação das operações para Miami (EUA). A companhia preferiu não dar mais detalhes sobre data de início da operação ou quantidade de voos, mas deixou claro que Fortaleza receberá o maior volume de investimentos entre todas as cidades nordestinas onde companhia opera.
"Fortaleza será a cidade com o maior número de investimentos, com uma nova rota para Orlando (EUA) e aumento das operações para Miami (EUA). Outras novidades previstas são o lançamento da rota Salvador-Miami e a transformação do voo temporário Salvador-Buenos Aires em operação regular. A companhia planeja ainda ampliar as operações nas rotas Recife-Miami e Recife-Buenos Aires", acrescentou a Latam Airlines, em nota enviada à imprensa.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os voos ainda não constam em nenhuma das tabelas que abrigam os processos de autorização de voos regulares. A companhia aérea não confirmou se as solicitações de voos já foram realizadas ou informou quando estas foram feitas, mas disse que "mais detalhes sobre todas as novas operações internacionais da Latam no Nordeste brasileiro e o início das vendas de passagens aéreas serão comunicados oportunamente, após a aprovação das autoridades".
Rapidez
Para o titular da Secretaria do Turismo do Estado do Ceará (Setur), Arialdo Pinho, a implementação dos voos deve acontecer de forma rápida. "As companhias aéreas são muito rápidas. Acho que vai ser rápido, mas a companhia vai dizer quando os voos forem confirmados pela Anac", destacou.
Os investimentos do Grupo Latam Airlines fazem parte do plano da companhia de operar novos voos próprios internacionais na região Nordeste. Apesar de Fortaleza estar no alvo principal dos aportes da Latam, a empresa informou que os investimentos da companhia não têm relação com o centro de conexões de voos da companhia e que a decisão de implantar um hub no Nordeste do Brasil "segue no plano de investimentos do Grupo Latam Airlines".
A novidade, bem como a chegada do hub da Air France-KLM e Gol, devem dar novo fôlego ao fluxo de turistas internacionais no Ceará para o ano que vem. O Estado, que recebe, em média, 300 mil passageiros de fora, deve receber incremento de mais 65 mil turistas no ano que vem, segundo o titular da Pasta.
Para o secretário do Desenvolvimento do Estado, Cesar Ribeiro, "o anúncio já era esperado". "Com a Fraport e o hub Air France-KLM Gol, o Ceará se estabeleceu em um patamar extremamente competitivo", disse, citando ainda que entre os fatores que contribuem para isso estão "Estado forte, localização e grandes projetos no Ceará".
Entretanto, Cesar Ribeiro destacou que ainda é cedo para relacionar os investimentos ao hub que a Latam pretende instalar no Nordeste. "Em relação ao hub da Latam, É cedo para comentários", disse o secretário do Desenvolvimento Econômico.
Pedidos
Levando em consideração os dados da Base de Resultados e Monitoramento de Slots - direito de pousar ou de decolar em um aeroporto - da Anac, uma fonte técnica do setor aéreo disse que "há pedidos de “alocação” para Miami a partir do início de maio e Orlando a partir do início de julho. Esses pedidos sugerem que os voos teriam início nessas datas, com aumento da frequência para Miami e criação de novo voo para Orlando".
Confirmando-se as datas de slots e horários, o primeiro voo da Latam para Orlando seria realizado em cinco de julho, saindo do Aeroporto Internacional Pinto Martins na quinta, às 02h15. Já o primeiro voo das novas operações entre Fortaleza e Miami pela Latam teria início no dia 1º de maio do ano que vem, saindo de Fortaleza às 14h30.
Impacto
Os executivos da Air France-KLM e Gol discutirão, no próximo dia 12, às 14 horas, no Grand Hotel Stella Maris Urban Resorts & Conventions, em Salvador, os impactos do hub das duas companhias aéreas. O foco do evento serão as novas malhas aéreas das companhias e o impacto do hub da Air France-KLM e Gol em toda a região Nordeste, Norte e também no Centro-Oeste.
Opinião
Notícia anima setor turístico do Estado
Essa notícia (do anúncio dos novos voos da companhia aérea Latam entre Fortaleza e os Estados Unidos) é mais uma coisa boa para o nosso Estado, porque são novos voos vindo para o Ceará, trazendo um número maior de passageiros, novos turistas. A expansão dos voos internacionais da Latam no Aeroporto de Fortaleza só tende a incrementar a nossa cadeia turística, que inclui hotelaria, comércio, viagens. Isso importa para todos os setores da economia local relacionadas ao turismo no Estado do Ceará. Nós, da hotelaria, estamos com uma expectativa muito boa para 2018, em relação à a economia. O humor das pessoas está melhor e já estamos vendo sinais de uma recuperação depois da crise, então esperamos um ano melhor para o setor, já começando a partir do mês de janeiro. E esses voos novos são uma boa notícia, de fato para nós aqui no Ceará. Então, isso vai ser bem interessante.

REVISTA EXAME


Polícia prende traficante Rogério 157 na zona norte do Rio

Rogério é responsável pela guerra na Rocinha e lidera parte do tráfico na comunidade

São Paulo – As forças de segurança do Rio acabam de prender na favela do Arará, zona portuária do Rio, um dos traficantes de drogas mais procurados da cidade, Rogério Avelino de Souza, o Rogério 157, da favela da Rocinha, na zona sul.
Há dois meses, ele provocou uma guerra na comunidade, depois de deixar a quadrilha de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha.
Com essa atitude, Nem deu ordens de dentro de um presídio federal fora do Rio, onde está preso desde 2011, para que integrantes de sua quadrilha invadissem a Rocinha com o apoio de homens de outras comunidades, ligados à mesma facção criminosa, o que resultou em uma verdadeira guerra.
Depois de várias tentativas de ocupar a comunidade, o governador Luiz Fernando Pezão pediu apoio ao presidente Michel Temer que enviou tropas das Forças Armadas, do Exército, Marinha e Aeronáutica. Elas ocuparam a comunidade no dia 22 de setembro, logo após a ordem do governo federal para a atuação das Forças Armadas no Rio.
Rogério 157 foi preso na comunidade do Arará, onde estava escondido. A favela vive uma guerra pelo tráfico de drogas há mais de um mês.
Recentemente, bandidos armados tentaram furar um bloqueio em frente ao Arsenal de Guerra do Exército, na zona portuária, e quatro deles acabaram mortos no confronto com os militares.
A barricada com mais de 100 homens do Exército foi montada no local para evitar que traficantes tentassem invadir o paiol de armas e munições do Exército.
Em outra ação mais recente, homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar mataram sete criminosos no Arará e apreenderam 14 fuzis.
Rogério 157 está sendo levado para a Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, onde será apresentado pela Polícia Civil, que vai detalhar como chegou ao traficante.

PORTAL GLOBO.COM


Aeroporto de Congonhas fecha por 12 minutos por causa de aves na pista

Operação foi suspensa para pousos e decolagens das 13h49 até as 14h01 para a vistoria do local.

O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, ficou momentaneamente fechado para pousos e decolagens devido a presença de aves na pista na tarde desta quarta-feira (6), informou a Infraero.
A operação foi suspensa das 13h49 até as 14h01. De acordo com a Infraero, as aves se aproximaram da pista e a operação foi suspensa por precaução para verificação e retirada dos animais.
A Infraero informou ainda que esse tipo de vistoria é de rotina e ocorre periodicamente para garantir a segurança dos usuários do aeroporto.

JORNAL DIÁRIO CATARINENSE


Aeronave tem problema no pouso e interdita pista do Aeroporto de Navegantes


Dagmara Spautz

Um problema durante o pouso de uma pequena aeronave levou ao fechamento da pista do Aeroporto de Navegantes. Desde 9h50min estão suspensos novos pousos ou decolagens.
Segundo informações preliminares da Infraero, o avião é um bimotor turboélice particular, e tinha quatro pessoas a bordo: piloto, copiloto e dois passageiros. Ninguém se feriu.
Extraoficialmente, há informações de que o problema teria ocorrido com o trem de pouso _ o que ainda não foi confirmado pela Infraero. Imagens mostram que a aeronave está rente ao chão.
O fechamento da pista ocorreu devido à possibilidade de haver peças da aeronave na pista, o que colocaria em risco outros voos. Até 11h30min quatro voos estavam atrasados, aguardando autorização para decolagem.

OUTRAS MÍDIAS


AVIAÇÃO BRASIL


Sitaonair e Decea unidos para estender ATS no Brasil

Para aprimorar a segurança e eficiência da aviação no espaço aéreo brasileiro, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) está trabalhando com a SITAONAIR para expandir os serviços de Tráfego Aéreo ATS para os principais aeroportos no Rio de Janeiro e São Paulo.
Após o sucesso das implantações de datalink anteriores, o DECEA está expandindo os serviços de tráfego aéreo ATS para autorização de decolagem (Departure Clearance; DCL) e Serviço Automático de Informação de Terminal (ATIS digital) para as torres de controle dos aeroportos de Santos Dumont e Campinas.
O anúncio marca um passo importante do país como o pioneiro de datalink regional, além de desempenhar um papel central no programa mais amplo de transformação e modernização que está sendo realizado no espaço aéreo brasileiro e na infraestrutura aeroportuária.
O último programa de atualização segue a introdução bem-sucedida da SITAONAIR da tecnologia de datalink em 23 aeroportos brasileiros durante a preparação para a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio. Desde então, companhias aéreas brasileiras, como a TAM, a GOL e a Azul, lideram a utilização dos serviços, representando quase 91% do tráfego total gerado. No total, mais de 3,5 milhões de mensagens d-ATIS e DCL são transmitidas todos os anos.
O Brigadeiro Luis Ricardo Nascimento, Chefe de Operações do DECEA, diz: “Após o grande sucesso de nossos serviços de datalink existentes no aeroporto, estamos satisfeitos por trabalhar com a SITAONAIR novamente para ampliar os serviços em importantes centros de aviação regionais e internacionais como os aeroportos Santos Dumont e Campinas.
Nosso relacionamento com a SITA, e agora com a SITAONAIR, remonta à implantação de um sistema ACARS VHF, em 1985, e estamos muito felizes em continuar usando a vasta experiência de aviação da SITAONAIR hoje.
A mais recente expansão dos serviços ATS com a SITAONAIR destaca a força do nosso relacionamento e nosso compromisso de tornar o voo no Brasil ainda mais seguro, confiável e eficiente”.
François Bardin, diretor de Soluções de Tráfego Aéreo da SITAONAIR, acrescenta: “A SITAONAIR tem o prazer de trabalhar com o DECEA à medida que continua seu programa de transformação. E esperamos que isso encoraje outros provedores de serviços de navegação aérea da região a adotar uma estratégia similar.
Além dos benefícios para o próprio DECEA, o último anúncio marca outro passo importante na revolução da aeronave conectada na região, permitindo que companhias aéreas e passageiros no Brasil tenham um nível ainda maior de segurança e eficiência.
Ao melhorar a precisão de suas comunicações e permitir que a informação seja transmitida em qualquer etapa do voo, as cargas de trabalho para os controladores de tráfego aéreo e os pilotos serão reduzidas – oferecendo um serviço melhor para o volume cada vez maior de passageiros na região”.

REPÓRTER DIÁRIO


RenovaBio é estratégico

Por Fernando Calmon
Um projeto de lei importante para manter sob controle – ou mesmo diminuir – as emissões de gases de efeito estufa foi aprovado há uma semana pela Câmara dos Deputados. Acredita-se que a tramitação pelo Senado do chamado RenovaBio será tranquila e, finalmente, o País terá um mecanismo moderno para limitar a liberação de CO2 na atmosfera.
Os meios de transporte (terra, mar e ar) respondem por cerca um quarto das emissões totais deste gás capaz de provocar mudanças climáticas, segundo a grande maioria dos cientistas. Há os que discordam, porém está bem difícil convencer os seus pares do contrário, ou seja, considerar o gás carbônico de efeito neutro sobre o clima do planeta.
RenovaBio é um programa estratégico bem estruturado e recebeu aperfeiçoamentos em sua tramitação. Uma das mudanças desconsiderou metas anuais obrigatórias de adição de etanol à gasolina ou de biodiesel ao diesel, para aliviar pressões oportunistas. Estas mais atrapalham do que ajudam. O Brasil assumiu diretrizes de descarbonização dos transportes previstas na Conferência Mundial do Clima. Precisava mesmo de legislação sem subsídios ou renúncia fiscal para biocombustíveis.
A ideia teve inspiração nas leis do estado americano da Califórnia. Para cumprir as metas cria-se o comércio de créditos de carbono (CBios). As grandes emissoras (petrolíferas, em essência) compram créditos dos produtores de biocombustíveis. Estes são estimulados a buscar máxima produtividade e assim gerar mais Cbios. Fabricantes de veículos também se sentiriam estimulados a investir em motores mais eficientes.
Na verdade, essa é uma tendência em curso e só precisava de um empurrão estratégico. Desde 2014, Unicamp, USP, ITA e Instituto Mauá de Tecnologia receberam o apoio do Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e Opel) e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para fundar o Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) Professor Urbano Ernesto Stumpf. O nome homenageia o cientista falecido em 1998, considerado o pai do motor a etanol no Brasil.
Com o RenovaBio abre-se a possibilidade de autossustentação de CPEs que, além de oferecer resultados práticos, possam absorver riscos ao pesquisar algo inédito e avançado, como já acontece nos EUA, Europa e Japão. Aliás, colaboram com o Centro acima citado cientistas da França, Itália, Inglaterra e Alemanha.
A própria Fapesp promoveu, quinta-feira passada, em São Paulo, o seminário Eficiência Energética e Biocombustíveis. Um dos trabalhos apresentados, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi sobre o desenvolvimento em laboratório de um motor exclusivamente a etanol. Depois de 14 anos, chegou a um resultado surpreendente ao aproveitar todo o potencial e características específicas do biocombustível.
Esse motor turbo de 1 litro entrega 185 cv de potência e seu consumo de etanol é até 10% inferior a um equivalente a gasolina. “O etanol sempre superou a gasolina em termos de eficiência energética. A novidade aqui é a paridade de consumo de combustível”, explicou o professor José Baeta.
A viabilidade comercial dependerá de mais estudos e investimentos, agora viabilizados, em tese, pelo RenovaBio.

Jornal da USP


ImagemAplicativo SOS Chuva alerta para tempestades em tempo real

Com participação de pesquisadores da USP, ferramenta pode ajudar população e agricultura
O início do verão, dia 21 de dezembro, marca a temporada de chuvas e tempestades, principalmente na região Sudeste do País. Informações sobre a meteorologia ajudam a população a se prevenir, os agricultores a planejar suas produções e os pesquisadores a estudar a atmosfera, entre outras aplicações. Um aplicativo – app – está ajudando esses diferentes públicos: é o SOS Chuva. Ele está disponível gratuitamente nas lojas on-line PlayStore (Android) e Apple Store (iOS) e também em site.
“O aplicativo informa a chuva em tempo real, indicando onde está chovendo, naquele momento, com a capacidade de mostrar 20 minutos antes para aonde essa chuva poderá se deslocar. Ou seja, ele traz a previsão imediata de tempestades com base no conhecimento adquirido sobre as propriedades físicas das nuvens”, explicou o professor Felipe Pilau, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba, durante a segunda reunião técnico-científica sobre o projeto SOS Chuva realizada no campus em 1º de dezembro.
Tela inicial do app SOS Chuva – Foto: Reprodução
O desenvolvimento da ferramenta contou com a participação de pesquisadores das três universidades estaduais paulistas: Unicamp, Unesp e USP (Esalq e Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas – IAG).
O aplicativo SOS Chuva é o resultado de um projeto coordenado pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. E conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Ele foi criado a partir das imagens fornecidas por um satélite geoestacionário, o GOES-16, que cobre toda a América do Sul.
“O CPTEC recebe os dados desses instrumentos, processa as informações e disponibiliza os produtos meteorológicos, que podem ser acessados no aplicativo e no site do projeto. Os algoritmos e o conhecimento técnico usados para processamento foram aprimorados ao longo de anos por pesquisadores de excelência do Inpe”, explica Luiz Guarino, coordenador de desenvolvimento de aplicativos do Inpe.
Segundo ele, o conhecimento sobre as propriedades físicas das nuvens permitiu o desenvolvimento da ferramenta.
“A base desta pesquisa é o radar de dupla polarização operando em Campinas por 24 meses, ou seja, duas estações chuvosas, para capturar eventos intensos de precipitação. Esses dados formam os alicerces do estudo dos processos físicos no interior das nuvens, aprimorando a previsibilidade em curto prazo, a detecção de severidade e a estimativa de precipitação com radar e satélite em alta resolução temporal e espacial.”
Além do radar em Campinas, em São Paulo, são usados equipamentos meteorológicos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMET/Unesp).
Com isso, os pesquisadores conseguiram a cobertura parcial dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Por enquanto, apenas os relatos de chuvas podem ser visualizados em todo o Brasil.

Aplicação na agricultura
Durante reunião na Esalq, o pesquisador e coordenador do projeto SOS Chuvas, Luiz Augusto Toledo Machado, do Inpe, contou sobre a importância e os benefícios que o aplicativo trará principalmente na área agrícola. “A aplicação desses dados de radar em precipitação para a agricultura, para auxiliar e fazer balanços hídricos e todas as atividades associadas às diferentes fases de uma atividade agrícola, são ideias que têm evoluído bastante.”
O professor da Esalq Felipe Pilau lembrou ainda do uso do aplicativo para os agrônomos. “Nós fazemos a aplicação de todos esses dados para a agricultura. Entendendo, principalmente, a variabilidade de chuva e como essa variabilidade pode impactar ou ter relação com a produtividade das áreas agrícolas.”



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