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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 15/10/2017 / Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h



Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h ...  


Vinícius Casagrande ...


A remota ilha de Santa Helena, território ultramarino britânico no Atlântico Sul, conhecida por ter sido o exílio de Napoleão Bonaparte, não podia ter voos comerciais por causa de seus ventos fortes de até 90 km/h.

Isso muda neste sábado, e com a ajuda de um avião brasileiro. A única aeronave que provou ter condições de fazer essa ligação comercial com segurança foi o E190, da fabricante brasileira Embraer.

O aeroporto de Santa Helena foi concluído em meados do ano passado após investimentos de 285 milhões de libras esterlinas (R$ 1,2 bilhão). No entanto, logo após a entrega das obras, ele chegou a ser chamado de “o aeroporto mais inútil do mundo”.

Neste sábado (14), a ilha de Santa Helena recebeu o primeiro voo da companhia aérea Airlink, uma subsidiária da South African Airways, com um avião Embraer 190. A rota parte de Johannesburgo, na África do Sul, e faz uma escala em Windhoek, na Namíbia.

Aeroporto foi considerado inseguro por causa dos ventos
Nos primeiros testes realizados com um Boeing 737-800 da companhia aérea Comair, uma subsidiária da British Airways, as fortes rajadas de vento próximas à cabeceira da pista fizeram com que a companhia desistisse de voar para a ilha. Os pilotos do voo de teste tiveram de fazer três arremetidas até conseguirem pousar somente na quarta tentativa.

No relatório apresentado, os pilotos afirmaram que o aeroporto local não apresentava as condições mínimas de segurança para a operação de voos comerciais regulares.

A pista de 1.950 metros foi construída no alto de uma montanha entre dois rochedos. Isso faz com que a área final da aproximação para o pouso tenha fortes rajadas de vento, que mudam constantemente de direção e velocidade e podem chegar a mais de 90 km/h.

Pilotos brasileiros decidiram desafiar os ventos
Os pilotos brasileiros da Embraer, no entanto, avaliaram que o jato produzido pela fabricante brasileira tinha condições de operar com segurança na ilha. O comandante Guilherme de Miranda Cará, diretor de treinamento e operações de voo da Embraer, decidiu utilizar o primeiro protótipo do Embraer 190 para fazer testes na ilha. “A gente sabia que tinha o avião ideal para voar ali”, afirma.

Antes de decolar rumo à ilha de Santa Helena, toda a equipe de testes fez diversos voos nos simuladores do avião, reproduzindo as mesmas condições que encontrariam no local. Depois de concluir o treinamento, a equipe do comandante Cará partiu de Recife (PE) com destino à ilha de Santa Helena.

O avião utilizado estava equipado com diversos sensores para captar todos os dados necessários para uma análise precisa sobre as condições de pouso no aeroporto local. Durante os testes, foram feitos 12 pousos. Algumas arremetidas foram feitas apenas para coleta de dados.

“Fomos muito bem preparados, e os dados coletados mostraram que é possível operar com segurança. Provamos com dados, e deixou de ser apenas uma opinião dos pilotos. Mas, realmente, é um aeroporto que exige uma condição especial”, afirma o comandante Cará.

Antes dos testes feitos pela Embraer, a Airlink não tinha nenhum avião Embraer 190, apenas do modelo Embraer 145. Com a possibilidade de voar para a ilha de Santa Helena, a empresa adquiriu 13 aviões do modelo 190, que também serão utilizados em outras rotas da empresa. “Mas, com certeza, isso foi um diferencial importante”, afirma Cará.

Um avião “esportivo”
O comandante afirma que as operações com o avião brasileiro foram possíveis em virtude de algumas características particulares do Embraer 190. “Nosso avião é extremamente fácil de operar e com muita performance e potência disponível. Ele tem uma pilotagem que eu diria que é quase esportiva”, diz.

Os aviões devem pousar sempre com o vento de frente. Com ventos traseiros, há diversas restrições, pois os aviões devem se aproximar com velocidade maior em relação ao solo e têm mais dificuldade para frear. Nessas condições, normalmente, os ventos não podem ser superiores a 18 km/h. No caso do Embraer 190, o avião pode pousar com ventos traseiros de até 28 km/h.

Com isso, caso encontre rajadas de vento muito fortes em uma cabeceira, os pilotos têm mais condições de inverter o sentido da aproximação e pousar pela cabeceira oposta. No caso do aeroporto de Santa Helena, é justamente a cabeceira que tem a predominância dos ventos frontais a que tem mais rajadas de ventos causadas pelo relevo do terreno.

Outro ponto apontado pelo comandante Cará como diferencial do Embraer 190 para pousar no aeroporto de Santa Helena é o sistema de controle de potência dos motores, que permite que os comandos manuais dos pilotos se sobreponham ao controle automático. “Isso permite uma resposta mais rápida e foi fundamental para o avião receber a autorização para pousar em Santa Helena”, afirma.

Mudanças nos procedimentos de pouso
Para pousar na ilha de Santa Helena, os pilotos da companhia aérea Airlink também tiveram de receber um treinamento especial. O aeroporto local é classificado como de categoria C, o que exige uma preparação diferente dos pilotos. Outros aeroportos de categoria C são Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Congonhas, em São Paulo, e London City, em Londres, na Inglaterra.

Para a operação em Santa Helena, os pilotos da Embraer determinaram algumas modificações nos procedimentos de aproximação para pouso. A descida, por exemplo, deve ser realizada com um ângulo maior. “Isso faz com que o avião passe por cima das zonas de turbulência”, afirma o comandante Cará.

Outra mudança está relacionada ao desligamento do piloto automático do avião. Normalmente, ele é desligado somente alguns segundos antes do pouso. Em Santa Helena, a determinação da Embraer é que os pilotos assumam os controles do avião no início do procedimento de aproximação para o pouso, de três a quatro minutos antes do pouso. A intenção é que o piloto não seja pego de surpresa caso tenha de fazer alguma manobra em função das rajadas de vento.

A preparação dos pilotos da companhia aérea Airlink pode ser feita nos centros de treinamento da Embraer em São José dos Campos (SP), em Nashville, nos Estados Unidos, ou em Lisboa, em Portugal. No primeiro semestre do ano que vem, a empresa vai abrir um novo centro de treinamento em Johannesburgo. O projeto está sendo feito em parceria com a própria Airlink.

A ilha de Napoleão
A ilha de Santa Helena é conhecida por ter servido de exílio a Napoleão Bonaparte após ser derrotado na batalha de Waterloo. A casa onde ele morou — com o mobiliário original — é uma das principais atrações turísticas da ilha.

Durante séculos, a ilha viveu isolada do mundo. O único acesso possível era feito pelo navio St. Helena, do Royal Mail, que leva cerca de cinco dias para chegar à ilha. Nas próximas semanas, a ilha também deve ganhar seu primeiro hotel de luxo.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Duas favelas da zona sul do Rio têm mais um dia de tiroteio de traficantes


Do Rio

Duas favelas da zona sul do Rio, área mais nobre da cidade, registraram troca de tiros na manhã deste sábado (14). Houve disparos na Rocinha (São Conrado) e Pavão-Pavãozinho (Copacabana).
A Rocinha tem sido palco frequente de tiroteios há quase um mês, quando traficantes rivais passaram a disputar o território. Desde então, as Forças Armadas têm sido empregadas em operações esparsas no local.
Na manhã deste sábado, a Polícia Militar informou que agentes foram alvos de tiros de bandidos por volta das 9h no beco 199. Não há relato de feridos. Durante a madrugada, a PM afirma que bandidos lançaram uma granada contra uma base da UPP, próximo à estrada da Gávea.
Não há relatos de feridos nas duas ocorrências na Rocinha, segundo a PM.
No Pavão-Pavãozinho, policiais militares trocaram tiros por volta das 7h com criminosos na rua Saint-Roman. De acordo com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), não há registro de presos ou feridos na ação.
Os dois tiroteios ocorrem um dia após duas perseguições a criminosos nas ruas "do asfalto" da zona sul.
Em Laranjeiras, próximo ao Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, três bandidos trocaram tiros e lançaram uma granada contra PMs numa perseguição que vinha desde o Rio Comprido (zona norte).
Na Lagoa, um homem que havia acabado de roubar uma loja de celular em Ipanema trocou tiros com PMs. O suspeito foi ferido de raspão e preso. Um comparsa conseguiu fugir.
MORADORES
Pesquisa Datafolha mostra que, se pudessem, 72% dos moradores dizem que iriam embora do Rio por causa da violência.
O desejo de deixar a cidade é majoritária em todas as regiões e faixas socioeconômicas –foram ouvidas 812 pessoas, e a margem de erro do levantamento é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. Nas últimas semanas, segundo o Datafolha, um terço dos moradores mudou sua rotina e presenciou algum disparo de arma de fogo. O levantamento revela que 67% das pessoas ouviram algum tiro recentemente.

Reforço à tropa


De São Paulo

Embora a violência figure há anos entre as principais aflições dos brasileiros, as políticas de segurança pública avançam à base de espasmos, não raro em mera reação a episódios traumáticos.
Foi somente em 2000 que o governo federal passou a atuar de modo mais palpável no setor -na época, precipitou-se o lançamento de um plano nacional devido ao famigerado sequestro do ônibus 174, no qual a ação desastrada da polícia do Rio de Janeiro resultou em tragédia.
Mais recentemente, uma onda de massacres em presídios levou o presidente Michel Temer (PMDB) a anunciar no início deste ano novo pacote de medidas, que em grande parte reciclava propostas que circularam nas últimas duas décadas.
O destino mais comum de tais iniciativas tem sido a vala comum da descontinuidade administrativa, das carências orçamentárias e da dispersão de esforços.
Tome-se o exemplo do objetivo, estabelecido sob Temer, de ampliar de pouco mais de 1.000 para 7.000 o efetivo mobilizado da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), tropa instituída em 2004 e composta, em sua maioria, por policiais militares e civis e bombeiros cedidos em caráter temporário pelos governos estaduais.
Tratava-se de prioridade para o ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes, que deixou o cargo em fevereiro rumo ao Supremo Tribunal Federal. Estamos em outubro, a pasta já conhece o terceiro titular em 2017, e a meta foi esquecida.
Há três meses, coordenador da FNSP escreveu memorando dando conta de que a escassez de verbas poderia levar à desmobilização da maior parte do contingente.
Parece ter havido progressos, de todo modo. Mas desordenados: 13 anos depois de criada, a Força Nacional ainda não assumiu o protagonismo que deveria.
Seu orçamento, modesto diante das dimensões da despesa da União, mereceu aumento substantivo neste ano, chegando aos R$ 537 milhões -quase o quádruplo do montante desembolsado em 2016.
Entretanto os recursos foram alvo de bloqueios de gastos promovidos pela área econômica, em razão do desempenho pífio da arrecadação e do estado calamitoso das contas do Tesouro Nacional.
Até aqui, os desembolsos mal passaram dos R$ 150 milhões. Afirma-se no governo que quase todo o restante estará liberado até dezembro; já as perspectivas para 2018 são incertas.
Elevou-se o efetivo mobilizado para cerca de 2.200 homens, bem abaixo do almejado de início. Para ampliar o quadro à disposição da FNSP, o governo recorreu a expedientes heterodoxos.
Por meio de medida provisória ainda em tramitação no Congresso, autorizou-se o ingresso de servidores públicos aposentados há menos de cinco anos, para tarefas administrativas, e de militares inativos pelo mesmo período.
Tal improviso buscou contornar dificuldades das unidades federativas em ceder mais policiais para a tropa. Mas está muito longe de ser solução satisfatória.
Faz-se hora de planejar a transformação da Força Nacional em carreira regular do serviço público, destinada a profissionais de elite.
Essa instituição se mostra mais talhada para intervir, de forma pontual, em momentos de emergência -papel que as Forças Armadas têm assumido com frequência indesejável, sem vocação para tal.
Fora o risco de contaminação no contato com o mundo do crime, a falta de treinamento adequado para situações de policiamento representa riscos para a população.
Reflexo de tal distorção é o projeto, patrocinado pelo Palácio do Planalto e recém-aprovado pelo Legislativo, que transfere à Justiça Militar a atribuição de julgar soldados e oficiais acusados de crimes dolosos contra civis em operações de garantia da ordem.
Estruturar uma FNSP de caráter permanente implica, decerto, desafios ao erário. Hoje, o gasto federal com o contingente se concentra no pagamento de diárias, que elevam a remuneração dos profissionais cedidos, e alguma compra de equipamentos. Se criada uma nova carreira, haverá salários e aposentadorias a pagar.
Pode-se pensar, no entanto, em remanejamentos dentro do dispêndio total em segurança pública, que está em torno de R$ 9 bilhões anuais na União e mais de R$ 70 bilhões nos Estados.
O cenário de severa restrição orçamentária, que sem dúvida persistirá nos próximos anos, exige reformas na gestão e escolha de prioridades; o combate ao crime certamente precisa estar entre elas.

Militares podem voltar ao poder em 2018 disputando eleições, diz Bolsonaro


Silas Martí / De Nova York

"Nós podemos voltar ao poder sim no ano que vem. Quando eu falo nós, eu falo em nós militares, porque pretendemos concorrer às eleições no ano que vem."
Num encontro fechado com simpatizantes em Nova York, Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, voltou a defender as Forças Armadas como o "último obstáculo ao socialismo" no Brasil, afirmando que a "bronca da esquerda não é com o Jair Bolsonaro, é com o capitão Jair Bolsonaro".
Na saída do debate, o deputado esclareceu à Folha que não defende mais um governo militar com a dissolução do Congresso, como já declarou no passado, mas disse que sua candidatura causa um grau de preocupação.
"O sistema está apavorado comigo", afirmou Bolsonaro. "Os militares vão voltar pelo voto. Não existe amparo para dissolver o Congresso e nós respeitamos as leis. Quando falei 20 anos atrás que fecharia o Congresso foi num momento de indignação. Mas vamos supor que o Congresso sofra um atentado. Como vai reagir a população? Com indignação? Eu acho que não."
No debate, o pré-candidato falou ainda de sua simpatia pelo presidente americano Donald Trump e se disse vítima da imprensa, que vê como ameaça à campanha.
Bolsonaro afirmou que a Folha era o jornal que mais o perseguia e criticou uma reportagem de capa da revista "Veja" a seu respeito, afirmando que a publicação o "esculacha em cinco páginas". Reclamou também do colunista Ancelmo Gois, de "O Globo".
"Na grande mídia, dizem que eu não entendo de economia, mas vou disputar eleições no ano que vem, não o vestibular", disse Bolsonaro.
O deputado repisou ainda vários pontos que vêm defendendo em encontros fechados desde que chegou aos EUA, há uma semana, onde visitou Miami e Boston antes da vinda a Nova York. Em todas as paradas, elogiou Trump e se esforçou para parecer menos radical e mais liberal, um amigo do mercado.
"Já estou muito feliz em saber que Donald Trump sabe que eu existo. Nós comungamos das mesmas ideias", disse Bolsonaro. "Nós dois cremos em Deus. Ele pensa no seu país, eu também. Ele quer o fim do comunismo, e eu também. Podemos fazer muitas parcerias. Precisamos sim de ajuda americana."
O pré-candidato fez ataques à China, dizendo que o "Brasil está sendo entregue" a Pequim.
Também fez um esforço para suavizar sua imagem, lembrando ter sido chamado de "homofóbico, xenófobo e misógino".
Suas declarações foram dadas a portas fechadas, mas transmitidas ao vivo em sua página no Facebook. Ele falou no oitavo andar de um prédio em Manhattan -o endereço foi mantido em segredo e a porta era vigiada por seus simpatizantes. Uma delas gritava com jornalistas que esperavam na entrada.
Do lado de fora, Bolsonaro comentou ainda que cancelou sua viagem a Washington porque o evento numa universidade da capital americana foi organizado por um "elemento que apoia o PT".
"Ele não queria um debate, queria um combate para que fosse levado para o mundo afora que eu fui repelido aqui quando minha passagem por aqui foi um sucesso", disse Bolsonaro, rodeado de simpatizantes na saída do encontro em Nova York.
Também participaram do debate Olavo de Carvalho, ideólogo de direita considerado seu guru intelectual, que falou via Skype de sua casa nos EUA, e o analista conservador Jeff Nyquist.
Em sua fala, Carvalho atacou a imprensa, dizendo que em sua campanha o deputado enfrentaria ataques da mídia semelhantes aos enfrentados por Donald Trump em sua corrida à Casa Branca.
"Nos últimos 20 anos, o jornalismo se tornou quase ficcional", disse. "Não se consegue discernir o que é uma desinformação desejada e o que é uma confusão mental."

Após 13 anos, Brasil deixa o Haiti entre paz frágil e miséria


De São Paulo

A Minustah (missão de paz da ONU no Haiti), cujo comando militar era do Brasil, termina oficialmente neste domingo (15), depois de 13 anos.

Os militares brasileiros já deixaram o país, que vive hoje uma paz frágil e segue enfrentando a miséria e as doenças.

Moradores ouvidos pela Folha divergem sobre o trabalho dos brasileiros. Para uns, ajudou a proteger a população; para outros, o uso de força foi excessivo.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Nada está tão ruim que não possa piorar: Bolsonaro Presidente


Redação

Lucas Pereira Rezende, Cientista Político, professor do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina. Autor de “Sobe e Desce: Explicando a Cooperação em Defesa na América do Sul” (Ed. UnB, 2015).
Rafael R. Ioris, Historiador, professor de História Latino-americana e Política Comparada na Universidade de Denver, nos EUA. Autor de Qual Desenvolvimento: os Debates, Sentido e Lições da Era Desenvolvimentista. (Paco Editorial, 2017)

Assistimos, muitos de nós, com misto de espanto e horror, a ascensão cada vez maior de Jair Messias Bolsonaro nas sondagens eleitorais sobre as eleições presidenciais do ano que vem. Amparado em uma campanha midiática que mistura uma agenda militarista (bons tempos eram os da ditadura) e moralista (esse país é de Jesus), o deputado federal do Rio de Janeiro vem angariando respaldo entre segmentos mais conservadores, elitizados e religiosos da população.
Indo além do contexto doméstico, essa semana o candidato passou nos EUA tentando ampliar sua notoriedade e expressão, onde palestrou, muitas vezes ‘a portas fechadas, para empresários brasileiros e norte-americanos em diversas cidades daquele país. Assim, impulsionado por ares reacionários e autoritários soprando tanto em nosso país como em várias outras partes do mundo, inclusive nos EUA, esse político medíocre e até recentemente sem expressão nacional se coloca como um candidato capaz de, se não ganhar, pelo menos impactar de modo muito forte o pleito de 2018.
A fim de entender esse fenômeno e seus impactos, cabe apontar, em primeiro lugar, que vivemos em um contexto global de ascensão da direita e de negação da política democrática liberal. No mundo desenvolvido, há exemplos fartos disso: o “Brexit”, saída do Reino Unido da União Europeia, aprovada em referendo nacional sob argumentos xenófobos e anti-globalização. Na França, Emmanuel Macron foi eleito sob discurso, ainda que moderado, de rediscussão da União Europeia, em um pleito onde a segunda colocada, Marine Le Pen, de orientação direita-radical, obteve cerca de 34% dos votos. Na Alemanha, as eleições parlamentares reconduziram a chanceler Angela Merkel a mais um mandato, mas com votos aquém do esperado e com a entrada no Bundestag, o parlamento alemão, pela primeira vez desde o fim do regime nazista, de um partido de extrema-direita, o Alternativa para a Alemanha (Afd), com mais de 13% dos votos. Consolidando o processo, o maior avanço de uma direita conservadora que gera repercussões globais foi visto nos Estados Unidos, com a vitória de Donald Trump e a consolidação de um governo mais à direita do que o próprio mainstream do Partido Republicano estadunidense tradicionalmente pregava.
O histórico eleitoral brasileiro também traz, por sua vez, agravantes que favorecem uma candidatura frágil de lógica, mas forte em retórica sentimental, como a de Bolsonaro. Neste sentido, o político acaba magnetizando impulsos de votos não associáveis a outros pré-candidatos. O voto de protesto, contra “tudo o que está aí”, que vende a falsa ilusão de rompimento com a dinâmica política em vigor, tem exemplos no Brasil tanto em eleitos para o Executivo quando para o Legislativo, sendo o mais famoso recente o deputado Tiririca. Da mesma forma, tem sido forte a preferência do brasileiro por líderes conservadores de perfil autoritário, percebidos como fortes e capazes de enfrentar as barreiras políticas do sistema. Basta lembrar que Enéas Carneiro, defensor da direita radical nacionalista pós-democratização, foi o terceiro colocado para presidente nas eleições de 1994 e o quarto nas de 1998, ficando à frente de políticos conceituados de diferentes origens partidárias.
Ecoando a guinada salvacionista crescente, as eleições municipais de 2016 mostraram que negar a política tradicional pode levar neófitos a desbancar nomes, partidos e fontes de informação tradicionais do status-quo político. As eleições para prefeito de João Dória em São Paulo, Roberto Kalil em Belo Horizonte e Marcelo Crivella no Rio de Janeiro são claros exemplos dessa dinâmica. O “efeito Trump” se torna, pois, uma realidade também vívida no jogo político brasileiro, fenômeno que certamente ganhará reforço em 2018 dados os baixíssimos índices de aprovação do Congresso e do governo federal. Lembremos ainda que todos os principais partidos do país estão envolvidos na Operação Lava Jato, algo que tenderá a favorecer um nome que consiga se descolar da lógica partidária tradicional.
Outra lição vem das eleições de 1989, com seus 22 candidatos à presidência da República. Essa pulverização de nomes tende a se repetir em 2018. Tal qual na primeira eleição pós-regime militar, a fragilização do sistema partidário e a falta de um nome de consenso nacional leva todos a crer que podem ser candidatos. Em 1989, isto levou nomes de visões políticas próximas a se autoanularem no pleito presidencial, levando para o segundo turno dois nomes então distantes do centro político nacional: Fernando Collor de Mello e Luís Inácio Lula da Silva. Em 2018, o problema se repete nas então prováveis candidaturas que hoje se apresentam. Da perspectiva dos pré-candidatos da centro-direita, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e João Dória são os nomes hoje mais fortes. Se todos saem candidatos, o que não é improvável, os três disputarão votos em uma mesma parcela da população. Até o momento, levando em conta o fator de negação da política tradicional como uma variável interveniente forte para as dinâmicas eleitorais recentes em todo o mundo, o favorito dentre eles é o atual prefeito de São Paulo. No entanto, Dória tem contra ele exatamente estar no cargo, o que lhe levantará críticas, refreando o ímpeto de “novidade” que levou à sua eleição histórica em São Paulo no ano passado.
Da perspectiva da centro-esquerda, Marina Silva, Fernando Haddad e Ciro Gomes são os nomes mais fortes para uma renovação dos quadros, e que acabam competindo também entre si por um mesmo perfil de eleitor progressista. No entanto, a rejeição aos três é também bastante alta. Haddad tem como seu principal problema sua legenda. Ainda que o PT detenha os tradicionais 30% de preferência do eleitorado, o antipetismo foi definidor nas eleições municipais de 2016, inclusive contra o próprio Haddad em São Paulo. Não tendo nem mesmo ido para o segundo turno na capital paulista, o ex-prefeito certamente encontrará dificuldades para se firmar nacionalmente em um contexto que lhe segue desfavorável. Marina e Ciro, por sua vez, são também muito associados à política tradicional, além de terem alta taxa de rejeição. Todos, aliás, terão também dificuldades em lidar com um histórico de associação com o PT e com o ex-presidente Lula, de quem acabam herdando os malefícios, mas não as benesses que seu carisma pessoal ainda trazem.
Por fim, Lula, o franco favorito em todas as pesquisas, tem um desafio ainda maior que os de seus concorrentes: garantir que conseguirá sair candidato. Com condenações já na primeira instância emitidas pelo juiz Sérgio Moro, a Lava Jato segue em direção à retirada de Lula do pleito. Ainda que o ex-presidente consiga reverter a decisão da justiça e escape da prisão, por mais que tenha sua parcela estável de voto, Lula, mais do que nenhum outro, será imediatamente associado ao status-quo político, polarizando-se de maneira automática com qualquer candidato que se firme como o representante da negação da política tradicional. Somando-se ao antipetismo e à sua rejeição também alta, Lula tenderia a sair enfraquecido em um eventual segundo turno, canalizando em seu oponente todos os votos de protesto, de insatisfação, de negação dos governos PT, da corrupção e da política tradicional.
Assim, neste cenário de polarização e fragilidade dos pré-candidatos, o único deles que parece sair ileso às potenciais fragilidades é justamente Jair Bolsonaro. Coerente em sua incoerência, o que é visto como seus pontos fracos alimenta, na verdade, a base de sua candidatura. Tudo o que for feito e trazido à tona por seus oponentes como forma de fragilizar sua candidatura trabalhará precisamente por reforçá-la. O pré-candidato não perderá votos ao ser acusado de racista, misógino, machista, torturador, homofóbico ou autoritário – pelo contrário. Seus apoiadores não apenas sabem de tudo isso, mas veem nessas características elementos de rigidez moral e/ou política, ainda que não concordem com elas.
Ademais, em momentos de incerteza, como o atual, vender a promessa de ordem e estabilidade, ainda que falsas, soa, alternativamente, como capacidade de trazer resultados a qualquer custo. Para os apoiadores de Bolsonaro, os fins justificam os meios, já que a política tradicional, democrática, plural e inclusiva, não foi capaz de levar aos fins esperados – ainda que o fim seja abstrato e indefinido. Logo, não é contraditório para os apoiadores do ex-militar que ele seja acusado de abusos, o que está em jogo é uma liderança capaz de “fazer o que for preciso”. A falsa ilusão vendida por Bolsonaro jaz na subjetividade, por isso desconstruir seu populismo de direita através de argumentações coerentes e racionais é esforço aparentemente inócuo. Mais do que qualquer outro pré-candidato, o sentimento de “último recurso” impulsiona sua candidatura, tal qual a de Donald Trump nos Estados Unidos ou a de Marine Le Pen na França. Seu maior alimento é o medo, um sentimento puramente subjetivo e facilmente explorável por oportunistas políticos.
Outra força da pré-candidatura de Bolsonaro é a ampla sustentação em conceitos absolutamente frágeis logicamente, mas que se tornam realidades aparentemente inegáveis em uma construção de “verdades pós-modernas”. Conceitos como “ideologia de gênero”, “ditadura gayzista”, ou “venezuelização do Brasil” são reproduzidos em vídeos e posts que, rapidamente viralizados, passam a fundamentar argumentos, ainda que permeados de saltos indutivos do começo ao fim. Junta-se a isso falsas verdades como as noções que “bandido bom é bandido morto”, “defender direitos humanos é defender bandido” ou que a percepção de que a corrupção endêmica no país teria fim com um governo autoritário sustentado pelas Forças Armadas.
Apresentadas como verdades reveladas frente a um complô esquerdista que as tenta negar, tais afirmações se colocam como dogmas, que trazem quase nenhuma possibilidade de desconstrução via um debate racional e de causa e consequência, o que tornam inócuas as tentativas de suas desconstruções. De fato, por mais que a imprensa, celebridades, políticos e até ex-presidentes democratas e republicanos denunciassem as constantes inverdades apresentadas por Donald Trump durante a campanha eleitoral estadunidense, suas respostas evasivas e impossíveis de comprovação acabavam por fortalecê-lo ainda mais, e foram as responsáveis por levá-lo à Casa Branca. Se o maior esforço do establishment político do mundo não foi suficiente para barrar a ascensão de um racista, misógino, machista, homofóbico e xenófobo à presidência dos Estados Unidos, acreditar que nosso ainda mais fragilizado status-quo político será capaz de barrar a candidatura e as promessas fáceis de Bolsonaro é subestimar tanto a rejeição à política tradicional quanto a capacidade das verdades pós-modernas definirem os rumos da política real.
Assim, com todos os problemas dos demais pré-candidatos, o único que sustenta uma aparente capacidade de mobilização em torno de um discurso extremista de manipulação do medo é, tragicamente, o referido deputado carioca. Assim, nossa assustadora e preocupante constatação é que, a não ser que algo muito absurdo aconteça de modo a alterar a crescente dinâmica que pautará o pleito de 2018, é bastante provável que Jair Messias Bolsonaro se torne o próximo presidente do Brasil.

Papa canoniza neste domingo no Vaticano mártires de Cunhaú e Uruaçu

Cerimônia ocorre a partir das 6h15, no horário de Brasília; massacre em 1645 vitimou cerca de 150 pessoas no RN

Cerca de 500 peregrinos, incluindo delegações oficiais da Igreja e do governo federal, vieram a Roma para assistir, na manhã deste domingo, 15, à cerimônia de canonização dos 30 santos de Cunhaú e Uruaçu, martirizados em julho e outubro de 1645, durante a ocupação holandesa no Rio Grande do Norte. 
Presidida pela ministra-chefe da Advocacia-Geral da União Grace Mendonça, a delegação do governo tem 45 membros, incluindo o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e parlamentares. A comitiva viaja em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que fez escala em Natal para o embarque de convidados. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), preferiu viajar em um avião de carreira.
O papa Francisco fará a canonização durante missa celebrada na Praça de São Pedro, com início às 10h15 (6h15 no Brasil, pelo horário de verão).

Dos 30 mártires de Natal a serem canonizados na Praça de São Pedro, no Vaticano, 28 eram brasileiros natos. Dois dos novos santos eram estrangeiros – padre Ambrósio Francisco Ferro, português dos Açores e João Lostau Navarro, francês. Como viviam no Rio Grande do Norte, são considerados brasileiros. Com exceção dos dois padres, todos eram leigos. 
Aliados dos colonos portugueses, que lutavam para retomar o Nordeste dos invasores holandeses, os mártires foram vítimas de massacres em 1645. Foram mais de 150, mas a Igreja só está canonizando os 30 que puderam ser identificados pelo nome ou por referências fidedignas, como parentes ou amigos daqueles que puderam ser reconhecidos. Entre eles, havia crianças que foram trucidadas nos braços das mães.
Os santos do Rio Grande do Norte foram martirizados um ano e dois meses depois de o Conde Maurício de Nassau, governador de Pernambuco e capitanias vizinhas, ter voltado para a Europa, em maio 1644. Com sua saída, os invasores holandeses, na maioria calvinistas, proibiram celebrações e reuniões nas igrejas. Exigiram ainda que os católicos renegassem a fé e se convertessem para não serem mortos.

PORTAL UOL


Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h


Vinícius Casagrande

A remota ilha de Santa Helena, território ultramarino britânico no Atlântico Sul, conhecida por ter sido o exílio de Napoleão Bonaparte, não podia ter voos comerciais por causa de seus ventos fortes de até 90 km/h.
Isso vai mudar neste sábado, e com a ajuda de um avião brasileiro. A única aeronave que provou ter condições de fazer essa ligação comercial com segurança foi o E190, da fabricante brasileira Embraer.
O aeroporto de Santa Helena foi concluído em meados do ano passado após investimentos de 285 milhões de libras esterlinas (R$ 1,2 bilhão). No entanto, logo após a entrega das obras, ele chegou a ser chamado de “o aeroporto mais inútil do mundo”.
Neste sábado (14), a ilha de Santa Helena recebe o primeiro voo da companhia aérea Airlink, um subsidiária da South African Airways, com um avião Embraer 190. A rota parte de Johannesburgo, na África do Sul, e faz uma escala em Windhoek, na Namíbia.
Aeroporto foi considerado inseguro por causa dos ventos
Nos primeiros testes realizados com um Boeing 737-800 da companhia aérea Comair, uma subsidiária da British Airways, as fortes rajadas de vento próximas à cabeceira da pista fizeram com que a companhia desistisse de voar para a ilha. Os pilotos do voo de teste tiveram de fazer três arremetidas até conseguirem pousar somente na quarta tentativa.
No relatório apresentado, os pilotos afirmaram que o aeroporto local não apresentava as condições mínimas de segurança para a operação de voos comerciais regulares.
A pista de 1.950 metros foi construída no alto de uma montanha entre dois rochedos. Isso faz com que a área final da aproximação para o pouso tenha fortes rajadas de vento, que mudam constantemente de direção e velocidade e podem chegar a mais de 90 km/h.
Pilotos brasileiros decidiram desafiar os ventos
Os pilotos brasileiros da Embraer, no entanto, avaliaram que o jato produzido pela fabricante brasileira tinha condições de operar com segurança na ilha. O comandante Guilherme de Miranda Cará, diretor de treinamento e operações de voo da Embraer, decidiu utilizar o primeiro protótipo do Embraer 190 para fazer testes na ilha. “A gente sabia que tinha o avião ideal para voar ali”, afirma.
Antes de decolar rumo à ilha de Santa Helena, toda a equipe de testes fez diversos voos nos simuladores do avião, reproduzindo as mesmas condições que encontrariam no local. Depois de concluir o treinamento, a equipe do comandante Cará partiu de Recife (PE) com destino à ilha de Santa Helena.
O avião utilizado estava equipado com diversos sensores para captar todos os dados necessários para uma análise precisa sobre as condições de pouso no aeroporto local. Durante os testes, foram feitos 12 pousos. Algumas arremetidas foram feitas apenas para coleta de dados.
“Fomos muito bem preparados, e os dados coletados mostraram que é possível operar com segurança. Provamos com dados, e deixou de ser apenas uma opinião dos pilotos. Mas, realmente, é um aeroporto que exige uma condição especial”, afirma o comandante Cará.
Antes dos testes feitos pela Embraer, a Airlink não tinha nenhum avião Embraer 190, apenas do modelo Embraer 145. Com a possibilidade de voar para a ilha de Santa Helena, a empresa adquiriu 13 aviões do modelo 190, que também serão utilizados em outras rotas da empresa. “Mas, com certeza, isso foi um diferencial importante”, afirma Cará.
Um avião “esportivo”
O comandante afirma que as operações com o avião brasileiro foram possíveis em virtude de algumas características particulares do Embraer 190. “Nosso avião é extremamente fácil de operar e com muita performance e potência disponível. Ele tem uma pilotagem que eu diria que é quase esportiva”, diz.
Os aviões devem pousar sempre com o vento de frente. Com ventos traseiros, há diversas restrições, pois os aviões devem se aproximar com velocidade maior em relação ao solo e têm mais dificuldade para frear. Nessas condições, normalmente, os ventos não podem ser superiores a 18 km/h. No caso do Embraer 190, o avião pode pousar com ventos traseiros de até 28 km/h.
Com isso, caso encontre rajadas de vento muito fortes em uma cabeceira, os pilotos têm mais condições de inverter o sentido da aproximação e pousar pela cabeceira oposta. No caso do aeroporto de Santa Helena, é justamente a cabeceira que tem a predominância dos ventos frontais a que tem mais rajadas de ventos causadas pelo relevo do terreno.
Outro ponto apontado pelo comandante Cará como diferencial do Embraer 190 para pousar no aeroporto de Santa Helena é o sistema de controle de potência dos motores, que permite que os comandos manuais dos pilotos se sobreponham ao controle automático. “Isso permite uma resposta mais rápida e foi fundamental para o avião receber a autorização para pousar em Santa Helena”, afirma.
Mudanças nos procedimentos de pouso
Para pousar na ilha de Santa Helena, os pilotos da companhia aérea Airlink também tiveram de receber um treinamento especial. O aeroporto local é classificado com de categoria C, o que exige uma preparação diferente dos pilotos. Outros aeroportos de categoria C são Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Congonhas, em São Paulo, e London City, em Londres, na Inglaterra.
Para a operação em Santa Helena, os pilotos da Embraer determinaram algumas modificações nos procedimentos de aproximação para pouso. A descida, por exemplo, deve ser realizada com um ângulo maior. “Isso faz com que o avião passe por cima das zonas de turbulência”, afirma o comandante Cará.
Outra mudança está relacionada ao desligamento do piloto automático do avião. Normalmente, ele é desligado somente alguns segundos antes do pouso. Em Santa Helena, a determinação da Embraer é que os pilotos assumam os controles do avião no início do procedimento de aproximação para o pouso, de três a quatro minutos antes do pouso. A intenção é que o piloto não seja pego de surpresa caso tenha de fazer alguma manobra em função das rajadas de vento.
A preparação dos pilotos da companhia aérea Airlink pode ser feita nos centros de treinamento da Embraer em São José dos Campos (SP), em Nashville, nos Estados Unidos, ou em Lisboa, em Portugal. No primeiro semestre do ano que vem, a empresa vai abrir um novo centro de treinamento em Johannesburgo. O projeto está sendo feito em parceria com a própria Airlink.
A ilha de Napoleão
A ilha de Santa Helena é conhecida por ter servido de exílio a Napoleão Bonaparte após ser derrotado na batalha de Waterloo. A casa onde ele morou — com o mobiliário original — é uma das principais atrações turísticas da ilha.
Durante séculos, a ilha viveu isolada do mundo. O único acesso possível era feito pelo navio St. Helena, do Royal Mail, que leva cerca de cinco dias para chegar à ilha. Nas próximas semanas, a ilha também deve ganhar seu primeiro hotel de luxo. Veja mais informações sobre a ilha de Santa Helena.

PORTAL G-1


Esquadrilha da Fumaça atrai multidão à Beira-Mar em Florianópolis

Em 50 minutos de espetáculo, pilotos fizeram acrobacias e encantaram espectadores da capital.

Por Nsc Tv

Depois de cinco anos sem se apresentar em Florianópolis, a Esquadrilha da Fumaça voltou neste sábado (14) com novos aviões. Uma multidão foi à Beira-Mar Continental, apesar do céu cinzento, para conferir a habilidade dos pilotos que voaram de cabeça para baixo, giraram em torno dos colegas durante 50 minutos de espetáculo, como mostrou o NSC Notícias.
“Bem mais moderna permite principalmente realizar manobras, que deixaram de ser executadas pelo tucano e agora voltaram a ser executadas pela nova aeronave da Esquadrilha da Fumaça”, disse o capitão Nilson Gasparello.

A Força Aérea Brasileira tem cerca de dois mil pilotos, mas apenas 14 deles são como o capitão aviador Gasparello, têm o privilégio de fazer parte da Esquadrilha. “No mínimo, 1,5 mil horas de voo e 800 horas como instrutor, para depois realizar o curso na Esquadrilha da Fumaça que dura em torno de 80 missões para fazer a primeira demonstração. Tem que treinar bastante até a primeira demonstração”, explicou o capitão.
As acrobacias da Esquadrilha da Fumaça testam o limite de homens e aviões, uma história que começou há 65 anos, como uma forma de os pilotos instrutores fazerem os alunos acreditarem no potencial deles e na resistência das aeronaves. De lá pra cá, foram quase 3,8 mil apresentações no Brasil e no exterior.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL OLHAR DIRETO (MT)


Investigadores apuram causas de queda de avião que saiu de MT

Da Redação - Vinicius Mendes

Os investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) apuram as circunstâncias do acidente com avião onde estavam o médico mato-grossense Allyson Lima dos Santos Verciano e os empresários Caique Caciolato e William Raywe Sakr.
Na tarde da última segunda-feira, 9, um avião que partiu de Mato Grosso, caiu no quintal de uma residência em São José do Rio Preto (SP), a 300 metros do aeroporto onde faria o pouso. Os tripulantes da aeronave, Allyson, Caíque e William, não sobreviveram ao acidente.
Os três vieram para Mato Grosso no último dia 6 de outubro. No dia 7 eles foram na aeronave para Tangará da Serra, onde os empresários planejavam instalar uma franquia de loja de açaí. Na manhã desta segunda-feira (9) eles retornaram para o Estado de São Paulo, mas o avião caiu. As causa ainda não foram identificadas.
O Seripa IV, afirmou ao Olhar Direto que a investigação ainda está no seu início, na fase de coleta de dados, fotografias da cena e retirada de partes da aeronave.A organização militar afirmou que a investigação tem o objetivo de prevenir que novos acidentes como este ocorram. Também informaram que não trabalham com prazos, mas a conclusão terá o menor prazo possível.
Leia a nota na íntegra:

Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) estão, agora, no local da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-DDB, que aconteceu ontem, em São José do Rio Preto/SP. A Ação Inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, ouvir relatos de testemunhas e reunir documentos.

A investigação realizada pelo CENIPA tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram.

Essa investigação não trabalha com prazos durante sua realização. A necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes garante a liberdade de tempo para a investigação. A conclusão de qualquer investigação conduzida pelo CENIPA terá o menor prazo possível dependendo sempre da complexidade do acidente.

PORTAL AMAZONAS ATUAL (AM)


Força Aérea diminui tempo de voo em rotas do Sul com novas aerovias

ImagemDa Agência Brasil

BRASÍLIA — O Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), vinculado à Força Área Brasileira, implementou a Navegação Baseada em Performance (PBN — Performance Based Navigation) no Sul do Brasil.

A redistribuição e otimização de aerovias e procedimentos de navegação aérea garantirá rotas mais curtas, resultando em viagens mais rápidas e até economia na emissão de gás carbônico na atmosfera.

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira que realizava um transporte de órgãos para transplante e que decolou de Dourados (MS) para Guarulhos (SP) foi o primeiro voo a ser beneficiado pelas mudanças. O tempo de viagem diminuiu em 15 minutos com as novas rotas.

As alterações, que encurtarão os caminhos, terão impacto sobre cerca de 300 mil voos por ano. Com a redução dos tempos de viagem, as aeronaves ainda diminuem o consumo de combustível e, consequentemente, os custos de voo. O Decea estima que cerca de 6,5 mil toneladas de CO2/ano deixará de ser emitido com as mudanças.

O PBN já vem sendo implementado nos terminais aéreos desde 2009 em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.



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