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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 08/10/2017 / Saiba por que a Embraer foi para o Vale do Silício e se realmente valeu a pena



Saiba por que a Embraer foi para o Vale do Silício e se realmente valeu a pena ...  


As inovações estão surgindo e, para descobrir se a gigante estava ameaçada, seu head de corporate innovation foi para o Vale do Silício descobrir ...  


Isabela Borrelli ...  


Há um ano uma pergunta tirou o sono da equipe da Embraer: existem ameaças reais para nosso negócio? Foi quando Sandro Valeri, head de corporate innovation na Embraer, decidiu ir atrás e pesquisar.

Valeri contou no Silicon Valley Conference que o que ele achou não foi muito animador: segundo uma pesquisa, o capital de risco investido em inovação no setor dos transportes em 2015 foi maior do que nos últimos 15 anos. Não só isso, como também o setor de transporte foi o que mais recebeu investimento de risco.

Uma vez que deparou com esses dados, a empresa conscientizou-se do risco que corria e enviou Valeri para o Vale do Silício para conhecer as inovações mais disruptivas da área, assim como como eles poderiam fazer essa inovação.

“Chegando lá, felizmente, eu encontrei muito mais oportunidade do que ameaça. Decidimos, então, que para fazer uma inovação disruptiva era preciso a junção de quatro elementos: competência da Embraer, tecnologias exponenciais, business e comportamento humano”, revela Valeri.

O plano estava montado e o primeiro passo foi contratar antropólogos da UC Berkeley para entender por que as pessoas se movem. A resposta era simples, mas esclarecedora: para ficar perto de amigos, família e comida. Com essa resposta em mãos, era o momento de pensar em uma forma de melhorar a vida das pessoas e fazer elas alcançarem esses objetivos mais facilmente.

O resultado foi uma parceria com a Uber, por meio da qual eles planejam lançar táxis aéreos. Eles serão pequenos, elétricos e poderão chegar a US$ 1,32 por milha (1,6 km) por passageiro. O objetivo da iniciativa, segundo Valeri, é transformar a vida das pessoas, fazendo com que elas façam o que precisam mais rápido e melhor.

Se você tem interesse em conhecer mais disrupções, conheça a Learning Experience, um programa de uma semana na região do Vale do Silício para impactar e transformar quem vai.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL ESTADO DE MINAS


Incêndio atinge mata em vila militar de Lagoa Santa

Chamas são altas e podem atingir casas de bairro vizinho, segundo os moradores

Um incêndio de grandes proporções atinge a mata pertencente à Vila dos Oficiais da Aeronáutica, em Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite deste sábado.
Viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local atuando no combate ao fogo. De acordo com moradores do Bairro Praia Angélica, que faz divisa com a vila, a situação é preocupante pois as chamas são muito altas e podem atravessar o muro que separa as localidades.
As causas do fogo não foram esclarecidas.

PORTAL G-1


Monomotor cai próximo a aeroporto de Ituiutaba


Um monomotor sofreu uma queda, na manhã desta sexta-feira (6), em um terreno às margens da BR-154 em Ituiutaba. Segundo a Polícia Militar, duas pessoas estavam na aeronave e tiveram ferimentos leves. Equipe do Corpo de Bombeiros está no local para atendimento e sinalização.
O piloto, que mora em Ituiutaba, informou para os militares que tentava aterrissar quando perdeu o controle do monomotor, bateu em uma palmeira e caiu no terreno. Pai e filho foram socorridos com ferimentos para o Hospital São José. A ocorrência está em andamento.
"Socorremos as duas vítimas que não estavam presas às ferragens. Teve vazamento de combustível volátil e, por isso, a guarnição jogou espuma para prevenção contra chamas e explosões. O local está preservado para o trabalho da perícia da Polícia Civil e Anac", disse o comandante dos Bombeiros, tenente Luiz Donizete Silva.
Conforme informações do aeroclube de Ituiutaba, o piloto fazia um voo de teste e o piloto começou uma manobra de contorno quando o motor parou de funcionar.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que vai enviar equipe para avaliar as causas do acidente.

PORTAL R7


Políticos fizeram quase 1.800 voos em jatos da FAB em 2017. Veja a lista

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia lidera viagens com aeronaves oficiais

Giuliana Saringer Do R7 - Sob Supervisão De Rapha

Os políticos e autoridades brasileiras, com direito a usar aeronaves da Força Aérea, fizeram 1.794 voos entre janeiro e setembro de 2017, segundo levantamento do R7 com base nos registros de voo da FAB (Força Aérea Brasileira).
Significa dizer que, por mês, as aeronaves oficiais decolaram, em média, 200 vezes para transportar autoridades. São quase sete voos por dia (veja a lista abaixo dos políticos que mais usaram os serviços da FAB).
Este número inclui viagens realizadas por ministros de Estado, presidentes do Supremo Tribunal Federal e da Câmara dos Deputados e pelos comandantes do Exército e da Aeronáutica, além de viagens compartilhadas.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, foram os parlamentares que mais utilizaram o serviço.
Maia voou 164 vezes, sendo 56 delas para sua residência, localizada no Rio de Janeiro, enquanto Jungmann e Barbalho voaram 119 e 106 vezes, respectivamente. A maior parte das justificativas de viagens de todos os parlamentares é serviço, exceto a de Maia, que também pode voar para a residência, no Rio de Janeiro.
O decreto 8.432/2015, sancionado pela ex-presidente Dilma Rousseff em 9 de abril de 2015, altera a regra anterior (4.244/2002) para determinar que apenas o vice-presidente da República, presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal são autorizados a utilizar jatos da FAB (Força Aérea Brasileira) a realizar viagens para os locais de domicílio.
O texto diz: “Fica suspensa a utilização de aeronaves do Comando da Aeronáutica em deslocamento para o local de domicílio, na forma do inciso III do caput do art. 4o do Decreto no 4.244, de 22 de maio de 2002, para as autoridades de que tratam os incisos III e IV do caput do art. 1o desse Decreto”. A suspensão atinge os ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas e chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
Segundo o decreto de 2002, os parlamentares podem realizar voos utilizando os aviões da FAB por compromissos de trabalho, justificados na planilha de registro de voos como "serviço". Maia, único da reportagem que consta registro de voos para residência, respeita a legislação, já que é presidente da Câmara dos Deputados.
Hoje, existe uma discussão sobre o uso dos voos para finalidades não prescritas na legislação. O fundador da Associação Contas Abertas, Gil Castelo Branco, explica que o Brasil passa por um momento em que os cortes de gastos são uma realidade próxima em todos os setores.
— Se há uma preocupação inclusive com carros oficiais de autoridades, é muito mais do que justo cobrar o rigor da norma que já existe para que autoridade não voem em jatinhos da FAB.
O especialista complementa, no entanto, que quando há desvios de conduta por parte de políticos que desrespeitem as regras, o maior prejuízo se dá segundo o ponto de vista moral.
— O impacto é muito mais sob o ponto de visto ético-moral do que do ponto de vista orçamentário. O país tem um déficit de R$ 159 bilhões. É claro de que há cálculos sobre quanto custa o voo da FAB, mas esta economia de dinheiro não faz nem cócegas no rombo.
A assessoria da FAB informou, em nota, que a solicitação de aviões é feita pelas próprias autoridades e que são executores dos pedidos, isentos da função de fiscalização dos motivos dos voos.
Leia a nota:
“O transporte aéreo de autoridades em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) segue o estabelecido pelos decretos n° 4.244, de 22 de maio de 2002, e nº 8.432, de 9 de abril de 2015. De acordo com o decreto 4.244, as aeronaves podem ser solicitadas por motivo de segurança e emergência médica, viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente.
A justificativa do motivo da viagem é feita pela autoridade quando faz a solicitação da aeronave ao Comando da Aeronáutica. Assim, a autoridade solicitante informa a situação da viagem e a quantidade de pessoas que a acompanharão, não cabendo à Aeronáutica a apuração dessas informações.
O registro de voos está disponível no site da FAB no link: http://www.fab.mil.br/voos. As informações são disponibilizadas no primeiro dia útil subsequente à realização dos voos. Os dados incluem a autoridade solicitante, trajeto, data, horário de decolagem e de pouso, o motivo da solicitação, além da previsão do número de passageiros. Questionamentos sobre informações adicionais devem ser dirigidos às assessorias das respectivas autoridades”.
Outro lado
A assessoria de Rodrigo Maia respondeu, em nota, que “o uso das aeronaves pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, segue estritamente as disposições do Decreto 4244/02. Lembramos que, além de presidente da Câmara, ele exerce a Presidência da República nas ausências do presidente Michel Temer, e alguns deslocamentos são motivados por essa situação”.
Procurado pela reportagem, o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Mauro Menezes, não atendeu ao pedido de entrevista.
A reportagem também procurou a assessoria dos parlamentares que mais voaram em 2017. A comunicação do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) afirma que as viagens cumprem a agenda de serviços do ministro e que "o uso de aviões da FAB é uma recomendação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), via decreto, porque o titular da Fazenda trata de temas sensíveis".
A assessoria de Barbalho diz que o uso das aeronaves está baseado no decreto nº 4.244 (22/05/2002) e os compromissos são todos previstos na agenda oficial do ministro. "É importante esclarecer que a atuação do ministério acontece em todo o território nacional. Isso ocorre em função do apoio emergencial em casos de desastre natural, como vendavais, enxurradas, seca e estiagem, entre outros, com a implementação de obras hídricas no Nordeste e ações contínuas de desenvolvimento regional em todo o país, como as Rotas de Integração do Peixe, do Mel e do Cordeiro", diz a nota, complementando que viagens pessoais do ministro são custeadas com recursos próprios.
O Itamaraty disse, em nota, que "as viagens dos Ministros José Serra e Aloysio Nunes em avião da FAB foram feitas nos termos da atual redação do Decreto 4.244/2002. No caso do Ministro Aloysio, a serviço, e no caso do Ministro Serra, a serviço ou por razão médica".
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações também se posicionou, afirmando que as viagens seguem a legislação brasileira.
As viagens de Kassab "se deram para a realização de diferentes agendas como encontros no escritório regional do ministério localizado na capital paulista, vistoria em obras e atividades com a comunidade científica - como SBPC, ABC e USP, entre outras, e participação em atividades como o Futurecom, evento de destaque do setor de Tecnologia que teve início na última segunda-feira (2). As agendas são registradas pela imprensa, no Portal do Ministério e incluem, por exemplo, o desligamento do sinal analógico de TV em diferentes Estados para a televisão digital, além de mutirões de migração de rádios de AM a FM. Os deslocamentos com apoio da FAB se dão com a presença de dirigentes do Ministério, assessores e autoridades. E as aeronaves da FAB não são, obviamente, o único meio de deslocamento do ministro".
O Ministério da Saúde disse, também em nota, que "o ministro da Saúde, Ricardo Barros, realizou 155 voos para cumprir agendas oficiais em todo o país. Por meio das aeronaves da FAB, foram 85 deslocamentos, o que representa 54% do total". Segundo a assessoria de imprensa, "cabe ressaltar que as viagens realizadas pela FAB foram para diversos compromissos, como inauguração de UPAS, entrega de ambulâncias do SAMU, anúncios de recursos para unidades de saúde, eventos relacionados à gestão da saúde, visita ao atendimento na fronteira com a Venezuela, entre outros. É importante esclarecer, também, que em algumas viagens, o ministro Ricardo Barros dividiu voo com outros ministros, como o do Trabalho e o de Transportes, Portos e Aviação Civil".
O ministério também salientou que o uso de Barros respeita "rigorosamente" a legislação. O Ministério da Defesa não se posicionou até o fechamento da reportagem.

RÁDIO CBN


Jungmann: medo dos cariocas pode criar movimento de justiceiros e políticos "salvadores da pátria"

Em entrevista à CBN, o ministro da Defesa lamentou o resultado da pesquisa Datafolha sobre violência e afirmou que os dados indicam a necessidade de se fazer mais. O levantamento mostra que 72% dos cariocas querem abandonar o Rio.

Por André Coelho

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, lamentou o resultado da pesquisa do Datafolha que mostra que sete em cada dez moradores querem sair do Rio por causa da violência. Em entrevista exclusiva à CBN, ele avaliou o resultado com "tristeza pessoal" por constatar que as pessoas cada vez mais têm suas vidas "deformadas" e "atrofiadas" por causa da criminalidade. O ministro disse que os dados indicam a necessidade de se fazer mais para que o Rio consiga enfrentar a violência. Ele apontou a execução da reforma fiscal do estado, os pagamentos de atrasados a policiais e uma reforma e reestruturação das polícias como pilares para esse enfrentamento.
- A vida de grande parte das pessoas do Rio de janeiro vem sendo deformada pelo crime. É que nós temos que fazer muito mais pelo Rio de Janeiro. Em primeiro lugar, a recuperação fiscal do Estado, sendo que não pagam salários, que não se paga à polícia, que não se põe, enfim, o funcionalismo em dia. A reforma como eu tenho dito. O fortalecimento das polícias do Rio de janeiro, que é urgente, é inadiável, não vai fazer isso de uma maneira do dia para a noite, não é possível. Mas aos poucos a gente vai reconquistando a cidade do Rio de Janeiro para os cariocas.
Raul Jungmann disse que a continuidade da operação militar no Rio de Janeiro e a criação de uma força-tarefa com o Ministério Público e o Gabinete de Segurança Institucional da presidência da República também são essenciais para melhorar o combate ao crime no Rio. Sem citar políticos, o ministro disse que a situação de medo dos cariocas pode prejudicar a democracia, ao criar movimentos de justiceiros, como milícias e políticos que se julgam "salvadores da pátria".
- População aterrorizada, amedrontada, ela de fato quer soluções sem que, muitas vezes, obedeçam às regras legais e ao respeito que se tem que ter à integridade da pessoa humana. E por fim aparecem os políticos salvacionistas, os políticos que apostam na violência, que apostam no desrespeito, que apostam sobre tudo no populismo de saídas que, na verdade, não são saídas, mas sim becos de saída. Porque de fato vão adiante se demonstrar que são antidemocráticos, que são violentas e que atentam, inclusive, contra a própria segurança da comunidade.
Os dados da pesquisa mostram que 83% dos entrevistados apoiam a operação das Forças Armadas no Rio, mas que 52% não viram mudanças na realidade fluminense após o começo das ações. O ministro avalia como positiva a ação dos militares no estado, destacando que a integração com as polícias estaduais e outros órgãos federais apresentou melhoras recentemente. Jungmann reiterou que as forças fluminenses são as responsáveis pelo combate direto ao tráfico de drogas.
- Eu considero esse resultado extremamente positivo, considerando que nós temos três meses que estamos aí diante de um caos em termos de violência e segurança que foi construído ao longo de décadas. E acho também que nós temos sim que melhorar muito. Eu considero muito ampliado com a participação de promotores do Ministério Público, Federal, juízes federais e Polícia Federal atuando dedicada dentro do Rio de Janeiro pra combater o crime organizado e o Estado paralelo.
Jungmann ressaltou que cidades são espaços públicos, feitos para o convívio coletivo e que a intenção de afastamento desses locais, como indicou a pesquisa, cria um movimento de paralisia social que ele chamou de "anti-cidade". Sobre a megaoperação integrada, de ontem, feita no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio, o ministro repetiu o compromisso de manter ações de inteligência, seguidas de operações onde o Exército vai apoiar as forças estaduais. As ordens do presidente Michel Temer são para que ações como a de ontem se mantenham até o fim do mandato, em dezembro do ano que vem.

OUTRAS MÍDIAS


O NORTÃO (MT)


Circuitomt.com.br

Mato Grosso registra apenas uma doação de órgão de alta complexidade em 2017

Foi retirado coração, fígado e rins do doador, e foi a primeira captação de coração da história do Estado.
Apenas uma doação de órgão de alta complexidade (coração, rins, pâncreas, pulmões e fígado) foi realizada em Mato Grosso em 2017. Neste caso, foi retirado coração, fígado e rins do doador, e foi a primeira captação de coração da história do Estado. Isto aconteceu em fevereiro, na capital. Os dados são da Coordenadoria de Transplantes (Contran).
A situação só não é ainda mais triste do que a registrada em 2016, quando não houve registro de doação de órgãos de alta complexidade. O Estado ainda não dispõe de credenciamento para realizar transplantes de órgãos sólidos.
Segundo a coordenadora de transplantes da Secretaria de Estado de Saúde, Fabiana Molina, o número é muito baixo por causa da falta de estrutura e também pela negação da família, por falta de informação. “Como a estrutura é um fator comprometedor, a negação da família é apenas um empecilho. A estrutura nossa é que é muito deficiente”.
Ela conta que a pessoa que quer ser doadora deve contar para a família, pois os parentes, tendo ciência da vontade do ente querido, facilita o processo de consentimento. “Só acontece a doação se a família autorizar e ela tende a respeitar a vontade do ente querido. Quando uma pessoa comenta a vontade de doar, faz uma diferença enorme”, relata Molina.
Podem autorizar a doação de órgãos apenas os familiares de até segundo grau como: pais, filhos, irmãos e avós. Já no caso de menor de idade, somente os pais e avós. “Nós também usamos duas testemunhas, queremos mostrar que é um trabalho sério e que a família se sinta segura conosco”, disse.
Segundo a coordenadora, as captações de órgãos de alta complexidade são feitas por equipes de fora e de grandes centros. A equipe de extração é procurada pela central nacional para vir ao estado por meio de uma parceria com empresas aéreas que disponibilizam vagas para os enfermeiros, e também através da Força Aérea Brasileira (FAB). Neste caso, o custo é maior e utilizado em lugares de difícil acesso.
“Eles chegam, fazem a retirada e voltam para o destino de origem, tudo com rapidez e segurança para que o órgão chegue o mais rápido possível. A família do receptor e o próprio ficam aliviados e felizes quando encontram um órgão compatível. É uma nova vida, uma nova chance de viver”, relata.
A coordenadora de transplantes conta que tem um projeto de autorização para um centro de transplante renal e de medula óssea. “A expectativa de 2018 é que Mato Grosso oferte o transplante de córnea, medula e de rins”. Em 2017, o estado teve 29 doadores de córnea e foram feitos 125 transplantes.
Doação de córnea está menor que em 2016
Neste ano, Mato Grosso teve 29 doadores de córnea e foram feitos 125 transplantes, sendo que uma parte deste número de córneas transplantadas é fornecida pela Central Nacional de Transplantes (CNT).
Já em 2016 houve 73 doações de córneas e 106 transplantes e em 2015 houve 70 doações e 130 transplantes. O transplante de córnea é o único feito em Mato Grosso, apenas dois estabelecimentos e três equipes têm credenciamento para fazer o procedimento.
Em 99% dos transplantes de córnea em Mato Grosso são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e realizados na capital, que é o único município onde há os credenciados.
Paciente passou por três transplantes de córnea
O empresário Cesar Amorim passou por três transplantes de córnea no mesmo olho, sendo duas delas no ano passado. Ele é portador de ceratocone, uma doença com tendência hereditária, porém fatores externos como alergias e coçar os olhos aumentam o risco de seu aparecimento. Ele é uma das pessoas beneficiadas pelo transplante de órgãos.
Casos leves são corrigidos com sucesso pelo uso de óculos ou lentes de contato especialmente desenhadas. É feita a correção óptica, porém a doença permanece e pode evoluir diferentemente em cada pessoa.
“Ainda estou com os pontos do último transplante realizado em novembro de 2016. A primeira vez que fiz o transplante foi em 1998, quando fiquei um ano na fila de espera; na penúltima vez fiquei seis meses na fila”, conta César.
Ele ainda fala da importância de doar e narra a agonia de ficar na fila de espera pela córnea. “Eu estava com medo de ficar cego, é difícil ficar esperando. Não desejo isto para ninguém, espero que as pessoas se conscientizem e façam doação, é necessário ajudar o próximo e isto é um sinal de amor mais lindo que existe”, disse.
Cada bolsa de sangue salva quatro vidas
Vítimas de violência, de acidentes de trânsito ou de doenças são salvas pelo banco de sangue do MT Hemocentro, que tem 17 unidades em todo estado. Segundo a gerente de doação de sangue, Juliana Silva, uma bolsa de sangue salva quatro vidas.
O estoque do Hemocentro está em nível baixo devido ao aumento de transfusões, pela alta demanda e pela falta de fidelização por parte do doador. Na lista de voluntários são mais de 30 mil nomes, mas a maioria só teve esta experiência uma vez e nunca mais voltou.
“A principal dificuldade é com a fidelização do doador, que a motivação dele seja maior do que ajudar aquele parente que precisa de sangue”, relata Juliana.
Conforme o Hemocentro, um doador do gênero masculino pode doar de três em três meses. Já as mulheres podem doar num intervalo de quatro meses.
A gerente de doação ainda conta que mitos também interferem nas doações. Por exemplo: a lenda de que se doar sangue a pessoa engorda. “A doação não causa nada disso, não faz engordar nem emagrecer, não vicia. Quem fez tatuagem pode doar em um período de 12 meses, com piercing é a mesma coisa”, declarou.
Podem doar sangue a pessoas de 16 anos a 69 anos portando documento com foto; os menores devem estar acompanhados dos pais. A primeira doação deve ser feita até aos 59 anos, 11 meses e 29 dias.
O ser humano tem cinco litros de sangue e, para a doação, são tirados 250 ml; normalmente esta quantidade é reposta em 24 horas. O Hemocentro tem capacidade de receber 2 mil doares mensais e a média diária de atendimento é de 80 a 120 atendimentos.
Os principais que baixaram o estoque: O+ Rh-, sabendo-se que o O+ é prevalente na população; os positivos são mais portados pelos seres humanos e os negativos são mais raros. Dependendo da região, 5% da população têm o O-.
Como um presente de aniversário para si mesmo, o jovem Daniel Lucas aproveitou para fazer uma boa ação e salvar vidas. Ele doou pela primeira vez há alguns anos em um projeto da igreja que frequenta e passou a doar sempre que pode.
“Eu acho importante doar, ajudar o próximo é a principal missão que temos na Terra. Sinto que doar foi o melhor presente de aniversário que recebi”, falou.
Ele disse que é portador do sangue A+ e grande incentivador da causa. “Eu sempre divulgo para meus amigos e conhecidos. Falo que muita gente necessita de sangue e que não dói nada. Temos que ajudar sempre quem precisa”, frisa.
Salve vidas
Além do Hemocentro, localizado na Rua 13 de Junho, nº 1055, bairro Centro Sul, Cuiabá, existem outros 17 pontos de coleta em todo o Estado. Eles estão localizados em Água Boa, Alta Floresta, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Colíder, Jaciara, Juara, Juína, Mirassol D’Oeste, Porto Alegre do Norte, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, e, em Cuiabá, no Pronto-Socorro Municipal.
Procure o endereço mais próximo e ajuda a salvar vidas. Seja um doador!

FOLHA DA REGIÃO (SP)


Liberação para ampliar aterro deve sair na próxima semana

A autorização da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para ampliar o aterro sanitário de Araçatuba deve sair no começo da próxima semana.
Segundo o gerente da unidade de Araçatuba, Daniel Gomes Pinto, a Prefeitura já enviou o parecer do Comaer (Comando da Aeronáutica) e o trabalho atualmente é revisar a documentação, para em seguida, liberar a ampliação.
O gerente disse que pelo que ele constatou até então não há nenhum impedimento para a liberação pela Cetesb. "É mais a parte burocrática, de documentação mesmo", completou.
Esse parecer da Aeronáutica era necessário porque pela legislação é vedada a instalação de aterro sanitário em área com distância inferior a dez quilômetros de aeródromos e aeroportos. No caso de Araçatuba, o aeroporto Dario Guarita fica a seis quilômetros do aterro. Por se tratar de uma ampliação e não da construção de um novo aterro, a Prefeitura tentava convencer a Aeronáutica a liberar a obra.

WSCOM (PB)


Primeiro avião fabricado na Paraíba vai decolar no próximo dia 10 de outubro

O voo inaugural, acontecerá no Aeroclube de Campina Grande
Um ano e três meses depois de inaugurar a Stratus Indústria Aeronáutica, no Distrito de São José da Mata, em Campina Grande, o empresário Juan Pinheiro realizará no próximo dia 10 de outubro, às 10h, o voo inaugural do avião Volato 400, o primeiro fabricado pela Stratus.
O voo inaugural, acontecerá no Aeroclube de Campina Grande, num momento festivo que terá a presença do cantor e piloto acrobata Waldonys, membro honorário da Esquadrilha da Fumaça, que fará uma apresentação de acrobacias, e ainda um show musical para o público presente.
"Para nós da Stratus o voo inaugural da Volato 400, a nossa primeira aeronave, representa um capítulo finalizado de um livro, onde comprovamos a nossa capacidade técnica para o Brasil e para o Mundo, provamos que temos tecnologia, e que as aeronaves que desenvolvemos aqui em Campina Grande não deixam a desejar em nenhum aspecto, as produzidas nos Grandes Centros. Vencemos mais uma etapa, já que há mais de um ano vínhamos nos empenhando nas pesquisas, no desenvolvimento desse avião, e hoje o sonho de toda uma equipe está materializado, essa aeronave reúne em sua essência corações, esforços e um comprometimento ímpar de um grupo, a família Stratus", ressaltou o empresário.
O Volato 400 é o primeiro avião fabricado pela Stratus. A aeronave tem capacidade para quatro ocupantes, é equipado com motor Lycoming de até 260 cavalos de potência, é uma aeronave esportiva da categoria experimental. A estrutura das peças do avião é de fibra de carbono, e possui aviônicos digitais de última geração. O modelo atende aos anseios dos clientes que buscam uma aeronave confortável, rápida, com boa capacidade de carga e excelente custo/benefício, além de atingir grandes distâncias com rapidez e segurança.
Stratus
Inaugurada no mês de julho, de 2016, a Stratus Indústria Aeronáutica trabalha em parceria com a Volato Aeronaves, empresa da cidade de Bauru - SP, que produz componentes aeronáuticos construídos de materiais compostos.
A Stratus oferece ao mercado, aeronaves de pequeno porte, com capacidade de 02 e 04 lugares construídas com o que há de mais moderno em material composto, a exemplo de fibras PREPEG, HONEY COMB e FIBRA DE CARBONO, os modelos se destacam pela segurança e alta performance.
A Stratus também é uma oficina de manutenção de aeronaves homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC. A Indústria foi certificada pela Agência, o que exigiu investimentos na contratação de técnicos especializados, com experiência reconhecida.
"Atualmente a Stratus atende várias marcas de aeronaves nacionais, fabricadas pela EMBRAER, como também de fabricantes americanos, proprietários de aviões de diversos estados brasileiros, vem a Campina Grande para fazer revisão em nossa oficina, o que demonstra a qualidade e credibilidade do nosso serviço", disse Juan Pinheiro.

FOLHAPE (PE)


Lars Grael esteve no Recife para participar da 29ª Refeno

Lars Grael está longe de se encaixar no estereótipo de um vitorioso atleta brasileiro. Descendente direto de velejadores dinamarqueses, ensaiou cedo uma aproximação com os mares. Seguiu as pegadas de seus antepassados e se tornou um dos maiores ícones olímpicos do País. Nem mesmo o trágico acidente sofrido enquanto praticava - perdeu a perna direita por imprudência de outro velejador - não diminuiu sua paixão pelas travessias oceânicas. Nascido em família abonada, não deixou que a boa condição financeira ou o brilho das medalhas ofuscassem seu olhar crítico para os problemas do esporte brasileiro. Muito pelo contrário. Lars é uma voz atuante entre aqueles que defendem uma reformulação profunda na maneira como os desportos são geridos no Brasil.
De passagem rápida pelo Recife - por conta da 29ª edição da Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha - o duas vezes medalhista de bronze olímpico parecia prever o caos que se instaurou no Comitê Olímpico Brasileiro nos últimos dias. Como se sabe, o presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, foi preso por pagamento de propinas na escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. E é o COB um dos maiores alvos da indignação de Lars Grael. Entre outros assuntos, o veterano analisou o futuro da vela no Brasil e bateu forte na retirada de investimentos do Governo Federal nos esportes. Além disso, disparou contra o clientelismo entre dirigentes de federações e confederações esportivas, lamentou a falta de planejamento na Rio-2016 e vociferou contra o chamado "legado olímpico". Confira mais a seguir:
PAIXÃO PELOS MARES
"Velejo por paixão e o tempo todo. Estou sempre competindo, quase sempre na classe Star, mas a vela oceânica tá sempre perto e quando dá, coloco na agenda. Em termos de custo-benefício, de prazer, a Refeno é imbatível. A regata Santos-Rio é muito mais cansativa. É uma regata costeira. A Refeno é mais "previsível", é em linha reta, mais prazerosa. Você vai de Recife até Fernando de Noronha em um percurso maior, numa travessia oceânica. Outro diferencial é você chegar no paraíso. Nada contra o Rio de Janeiro, que é uma cidade especial, mas Fernando de Noronha é um pedacinho do paraíso. "
LEGADO OLÍMPICO
"O legado deixado foi muito pequeno. O Rio de Janeiro recebeu um legado urbano, pago por todos nós, cidadãos brasileiros, de mobilidade. O legado esportivo é negativo, porque se você for ver, o orçamento do Ministério do Esporte que está sendo proposto para 2018 é inferior ao de 2005. Está havendo um desmonte, um canibalismo das estruturas esportivas, o que é ruim, porque se era para fazer investimento, que fosse algo sustentável, planejando metas e resultados. Não se faz potência olímpica em quatro anos. Todo mundo sabe disso. Fico muito triste de os dirigentes terem visto isso como uma simples aventura de verão, que foi a Rio-2016 e o esporte cair num patamar de relevância mais baixo. Nessa última Olimpíada, 2/3 das medalhas que o Brasil teve foram de atletas militares, que receberam apoio do programa Forças do Esporte, sobretudo do Exército, Marinha e Aeronáutica. Esse pessoal teve todo um apoio do Ministério da Defesa, de recursos orçamentados primeiro no esporte. Esse ano houve um corte quase que integral do orçamento. O calendário esportivo militar era de cerca de 70 eventos para participar e o Brasil participou de cinco. O Brasil nos Jogos Mundiais Militares de 2011 foi número 1 no quadro de medalhas, no Rio de Janeiro. Depois, na China, ficou em segundo. Ganhar da Rússia e dos Estados Unidos não é qualquer coisa. Ou seja, houve um crescimento sustentável. Neste ano, tiraram o "fio da tomada" do esporte militar e eu acho uma pena isso, porque tem que ter coerência. É a mesma coisa de eu investir uma fortuna semeando para plantar uma safra e logo depois eu não regar a semeadura. Vai perder tudo"
ENTIDADES ESPORTIVAS
É uma pena por dois aspectos. Primeiro porque o País olha sempre no curto prazo. Quando o Brasil resolveu sediar Jogos Pan-americanos, Olimpíadas, Copa do Mundo o esporte estava no auge da moda. E aí havia sempre aquele discurso: "Brasil, potência olímpica". Ufanismo patriótico. Não se constrói uma potência olímpica no curto prazo. Ninguém fez isso. Para conseguir isso, o que você faz: investe, sobretudo, em educação, valorização da educação física na escola, o esporte educacional até você chegar à formação do atleta a ter um mais alto rendimento. O Brasil fez um investimento relevante no esporte até a Rio-2016. Agora, parece até Cinderela, que depois da meia-noite volta a ser a Gata Borralheira, porque o esporte saiu da agenda. Tá errado! Um país que deseja ser uma potência olímpica tem que ter uma coerência nos investimentos. Hoje, é preciso qualificar os gastos. Tem que investir no nível de governança das entidades esportivas, melhorar a qualidade de gestão, dos gastos dos recursos públicos. Agora, simplesmente "desidratar" o Ministério do Esporte, deixando um orçamento basal, que é pra manutenção da entidade, e pro investimento do esporte praticamente nada, não existe.
DESUNIÃO NO ESPORTE
"Eu vejo a Cultura muito mais unida. Toda vez que se retira algum benefício ou investimento, a classe da cultura, não importa a matiz artística, política ou ideológica, o pessoal se une, xinga, exige, faz protesto e o governo quase sempre recua. No esporte, não. O atleta, embora seja o protagonista da atividade esportiva, ele sempre tá subordinado a um clube, uma federação, uma confederação, um comitê... Então ele deixa que eles façam por ele. Até porque se ele tiver voz demais, alguém vai lá e "corta". É uma classe que, embora muitos tenham consciência, é desunida. Tá faltando união no esporte para a gente definir o que a gente quer. Para ter isso, o esporte tem que se unir mais. Não em torno de pessoas, tem que ter um sentimento de classe em defesa de um bem público, que é o esporte nacional. Muitas vezes em disputa de incentivos fiscais, o esporte se vê em confronto com a cultura. Hoje em dia eu admiro a cultura, porque cada vez que vão tungar benefícios pelo Ministério, os caras fazem um alarde nacional e revertem. No esporte não tem isso. Ficam lamentando à boca pequena e nada acontece"
CICLO OLÍMPICO
"Ele está parcialmente prejudicado e 2017 é um ano praticamente perdido para o esporte brasileiro, salvo exceções. Se em 2018 nós conseguirmos resgatar o nível de investimento nas preparações das equipes olímpicas e paralímpicas, o trabalho de formação, mesmo com um hiato, se recupera. O que tá se aproximando é um cenário em 2018 pior do que em 2017. Aí sim poderemos afirmar que 2020 está comprometido. É preocupante"
FUTURO DA VELA BRASILEIRA
"A Federação Internacional de Vela fez alterações nas classes olímpicas. O perfil dos barcos nos últimos anos mudou. Antes eram barcos que tinham quilha fixa, velejadores com mais experiência, portanto mais idade, velejadores mais pesados e a World Sailing fez um perfil de barcos mais ligeiros, mais leves, para gente mais jovem, o que obriga cada Federação Nacional a mudar o perfil de formação do seu atleta, para priorizar uma equipe jovem. A equipe brasileira viveu um apogeu. Um período de ouro, com Torben Grael, com cinco medalhas, Robert Scheidt, com cindo medalhas, eu ganhei duas medalhas, Bruno Prada, Marcelo Ferreira... Essa geração passou, em termos de classes olímpicas. O único remanescente dessa geração de ouro é Robert Scheidt, que tá tentando sempre se reinventar. Foi do Laser para o Star, do Star voltou para o Laser, agora tá no 49. Difícil, com a idade dele, ter muito espaço para velejar na vela profissional em categorias olímpicas. Mas ele é um velejador totalmente fora do padrão, muito acima da curva e sempre demonstra capacidade de chegar lá. No Rio de Janeiro, ele com 43 anos de idade, ser quarto lugar na classe Laser, e Laser é classe para garoto, ele é realmente um cara sobrenatural. Então a perspectiva dele para 2020 não é muito positiva, embora não possa duvidar da capacidade dele. Tem que ver a geração nova. Martine e Kahena se mantém no topo mundial da classe 49. Voltarão ainda como favoritas para 2020. Sobre o restante da equipe, o Jorge Zarif hoje é um velejador mais maduro. Ainda falta um algo a mais nele para poder ser um medalhista, mas o Jorginho foi bicampeão mundial juvenil, campeão mundial sênior, na classe Finn, deu uma caída um pouco antes da Olimpíada, foi quarto lugar na Olimpíada, perto da medalha de bronze, e agora eu acho que ele está com mais maturidade para poder ser um candidato em 2020. Eu acredito nele. Outras classes está havendo renovação. Patrícia Freitas na RSX Feminino é uma esperança e estamos vendo outras classes como é que vão evoluir"
CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DO COB
"Não é um objetivo na minha vida. Pode acontecer, mas não coloco como objetivo da minha trajetória, até porque o estatuto do COB é um estatuto conhecido. Para você estar elegível à presidência do COB tem que ser presidente de uma confederação nacional por cinco anos consecutivos. Ou seja, tem que estar no segundo mandato. Ou fazer parte de um conselho permanente, com quatro ou cinco integrantes, do qual eu não faço parte. Portanto, nem elegível eu sou. É uma coisa muito distante. Acho que o COB talvez mereça uma democratização dele. Mas, nesse momento, eu sequer tenho chances. Acho que deveria haver uma mudança no estatuto. O atleta tem que ter uma participação mais efetiva. Passou-se a época que o atleta era aquele cidadão que nasceu com uma aptidão física, mas talvez não teve o nível intelectual para ser um grande profissional numa área acadêmica. Criavam esse clichê em cima do atleta como forma de excluir a participação dele. Em qualquer atividade profissional no Brasil, se você é um jornalista, o conselho regional de jornalismo, você que está credenciado, tem acesso. Assim é com advogado, arquiteto, médico, enfermeiro, dentista...A única atividade onde o protagonista da atividade não tem voz de participação é o esporte. O cidadão elege no seu município o prefeito e o vereador. No seu Estado, deputado e governador. Na União, deputado federal, senador e presidente. O atleta às vezes não elege nem o comodoro ou presidente do seu clube, a não ser que ele seja sócio. Muito menos o presidente da federação estadual ou confederação brasileira ou do comitê. Eu acho que temos que ter um nível de participação maior. Nada contra o poder das confederações que fazem parte dos comitês olímpico e paralímpico, mas acho que árbitros, treinadores e sobretudo o atleta têm que ter uma voz representativa maior. Quanto maior a base de votos, menor será o clientelismo. Hoje em dia tem confederações com quatro federações ativas, então com três votos você ganha. Aí eu filio uma federação lá de Roraima, dou para o cara um cargo para dirigir a delegação nos Jogos da Juventude, para o cara passagem de classe executiva e ganhei o voto dele. Então esse "toma lá, dá cá", se você tem uma base de votos que, em vez de ser quatro, vira 70, fica mais difícil se eleger. O cara tem que mostrar resultado. O comitê Olímpico do Brasil pode melhorar onde? Mudando o estatuto? Tem que se criar um padrão de governança nas entidades esportivas para separar o joio do trigo? Não. Temos que exigir que o esporte tenha um mínimo de investimento. Tá faltando essa união setorial. Um corporativismo saudável"
FUTURO DO ESPORTE NACIONAL
"Talvez essa desidratação de recursos seja um momento para fazer uma freada para uma nova ordem. Uma freada de arrumação. Uma coisa que seja mais transparente, que tenha mais controle, mais participação, um novo modelo de governança. A Grã-Bretanha foi um grande exemplo. Primeiro país que sediou uma Olimpíada e na Olimpíada seguinte teve um crescimento no quadro de medalhas. Ali foi feita uma coisa planejada. O país desejou querendo ser uma potência olímpica. Já estavam num nível razoável. Fizeram um investimento de base consistente, aprimoraram a gestão, criaram para cada modalidade esportiva formas de aferir metas e resultados e investimentos, a ponto de competirem fora de casa, sem o efeito arena ou efeito torcida, e ter um desempenho melhor. É para aplaudir os caras. É muito bonito, isso. Seria um espelho para o Brasil. Se o Brasil conseguir repetir em Tóquio o que fez no Rio é para abrir um champanhe. Eu acho difícil. Da forma que se apresenta agora, eu acho difícil. A não ser que tenha uma virada de jogo".

PORTAL STARTSE (SP)


Saiba por que a Embraer foi para o Vale do Silício e se realmente valeu a pena

As inovações estão surgindo e, para descobrir se a gigante estava ameaçada, seu head de corporate innovation foi para o Vale do Silício descobrir
Isabela Borrelli
Há um ano uma pergunta tirou o sono da equipe da Embraer: existem ameaças reais para nosso negócio? Foi quando Sandro Valeri, head de corporate innovation na Embraer, decidiu ir atrás e pesquisar.
Valeri contou no Silicon Valley Conference que o que ele achou não foi muito animador: segundo uma pesquisa, o capital de risco investido em inovação no setor dos transportes em 2015 foi maior do que nos últimos 15 anos. Não só isso, como também o setor de transporte foi o que mais recebeu investimento de risco.
Uma vez que deparou com esses dados, a empresa conscientizou-se do risco que corria e enviou Valeri para o Vale do Silício para conhecer as inovações mais disruptivas da área, assim como como eles poderiam fazer essa inovação.
“Chegando lá, felizmente, eu encontrei muito mais oportunidade do que ameaça. Decidimos, então, que para fazer uma inovação disruptiva era preciso a junção de quatro elementos: competência da Embraer, tecnologias exponenciais, business e comportamento humano”, revela Valeri.
O plano estava montado e o primeiro passo foi contratar antropólogos da UC Berkeley para entender por que as pessoas se movem. A resposta era simples, mas esclarecedora: para ficar perto de amigos, família e comida. Com essa resposta em mãos, era o momento de pensar em uma forma de melhorar a vida das pessoas e fazer elas alcançarem esses objetivos mais facilmente.
O resultado foi uma parceria com a Uber, por meio da qual eles planejam lançar táxis aéreos. Eles serão pequenos, elétricos e poderão chegar a US$ 1,32 por milha (1,6 km) por passageiro. O objetivo da iniciativa, segundo Valeri, é transformar a vida das pessoas, fazendo com que elas façam o que precisam mais rápido e melhor.
Se você tem interesse em conhecer mais disrupções, conheça a Learning Experience, um programa de uma semana na região do Vale do Silício para impactar e transformar quem vai.



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