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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 24/09/2017 / Mais um dia de tensão no Rio teve troca de tiros, 3 mortos, 1 criança ferida e 9 presos



Mais um dia de tensão no Rio teve troca de tiros, 3 mortos, 1 criança ferida e 9 presos ...  


A tensão com a violência na disputa entre grupos de traficantes e em meio a uma megaoperação de segurança na favela da Rocinha (zona sul do Rio) e arredores neste sábado (23) teve um saldo de três suspeitos mortos, uma criança ferida e nove homens presos no Rio de Janeiro. Houve intensa troca de tiros no início da tarde, depois de registro de tiros durante a madrugada.


(veja abaixo ...)



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL UOL


Mais um dia de tensão no Rio teve troca de tiros, 3 mortos, 1 criança ferida e 9 presos


A tensão com a violência na disputa entre grupos de traficantes e em meio a uma megaoperação de segurança na favela da Rocinha (zona sul do Rio) e arredores neste sábado (23) teve um saldo de três suspeitos mortos, uma criança ferida e nove homens presos no Rio de Janeiro. Houve intensa troca de tiros no início da tarde, depois de registro de tiros durante a madrugada.
O tiroteio do início da tarde, que aparentemente ocorria na parte alta da comunidade, durou cerca de dez minutos, por volta das 13h, e obrigou militares e jornalistas a se abrigarem na 11ª DP, que fica no pé da favela. Ainda não há informações sobre o que teria desencadeado o tiroteio.
A Polícia Militar trocou tiros com suspeitos em pontos do Alto da Boa Vista, Tijuca e Santa Teresa. Nos dois primeiros casos, a Polícia Civil confirmou a suspeita de vínculo com os conflitos na Rocinha.
No Alto da Boa Vista, dois homens foram mortos e dois, presos, segundo a Polícia Civil. Foram apreendidos dois fuzis. Uma criança de 13 anos foi baleada e levada para o Hospital Souza Aguiar.
Na Tijuca, uma pessoa foi morta em confronto com a PM e outra, presa.
Apesar dos novos confrontos, o comércio abriu na manhã de hoje na região da Rocinha. Nos acessos à comunidade, dezenas de carros e tanques do Exército reforçam a segurança. Uma blitz de militares foi montada na estrada da Gávea. Homens do Exército utilizam drone para monitorar a região.
No começo da manhã, a Polícia Militar informou a apreensão pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) de cinco fuzis após criminosos em um táxi entrarem em confronto com os policiais.
Segundo a Secretaria de Segurança, o Bope montou um cerco na saída do túnel Zuzu Angel, após ser comunicado sobre uma perseguição de policiais do 23º BPM a um táxi com criminosos armados. Houve confronto. Os bandidos fugiram. Foram apreendidos cinco fuzis, 55 carregadores, 2.055 munições de diversos calibres, 110 papelotes de erva seca e 1.045 cápsulas de pó.
Às 5h30, já não havia mais relatos de confronto, embora a tensão permanecesse, com policiais fazendo policiamento na entrada da favela. A autoestrada Lagoa-Barra e o túnel Zuzu Angel, nos dois sentidos, chegaram a ser interditados preventivamente, mas já foram liberados.
Em outra ocorrência, por volta das 4h30, homens armados tentaram romper bloqueio do cerco estabelecido pelas Forças Armadas na comunidade, nas proximidades da rua General Olímpio Mourão Filho. O Exército prendeu quatro suspeitos que estavam no veículo, um Renault Symbol, e apreendeu um fuzil AK47 e quatro carregadores. Eles fizeram um motorista refém em seu carro para tentar entrar na favela.
Já a criança, de 13 anos, foi baleada no Alto da Boa Vista, bairro que liga as zonas sul e norte por meio do Parque Nacional da Tiijuca. De acordo com a Polícia Militar, ela foi levada pelos próprios militares ao hospital Souza Aguiar, onde segue internada. Não há informações sobre o estado de saúde dela.
A suspeita é de que traficantes estejam se escondendo nas matas do Parque Nacional da Tijuca durante os tiroteios para se esconder do cerco policial e dos militares que sobem a Rocinha.
Cinco granadas também foram apreendidas na manhã deste sábado na Rocinha. Em outra comunidade, na zona norte, foram apreendidos outros dez fuzis que, segundo a polícia, seriam levados para a Rocinha.

REVISTA VEJA


Exército fará até `guerra na selva` em cerco a tráfico na Rocinha

Helicópteros desembarcarão militares treinados em ações desse tipo na mata fechada do entorno da favela do Rio, que é palco de disputa entre traficantes

A participação das Forças Armadas no cerco ao tráfico na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, não vai se limitar ao controle das principais vias que dão acesso à comunidade. Militares treinados em operações na selva vão ajudar no reconhecimento da área e na localização de traficantes escondidos na floresta no entorno da favela.
Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro, almirante Roberto Rossatto, diferentemente das outras ações das Forças Armadas no estado, desta vez, as tropas estão atuando nos acessos à comunidade atingida e no seu entorno, na vegetação de mata fechada, com o uso de helicópteros para desembarcar homens do Exército treinados para fazer o reconhecimento e militares para auxiliar a comunicação da operação.
O almirante disse que a Estrada da Gávea divide a comunidade em duas partes: de um lado a Rocinha e do outro o Vidigal e, por isso, foi feito um cerco modificado, dividindo o terreno, para que as tropas possam atuar com maior eficácia. As Forças Armadas vão permanecer na Rocinha por tempo indeterminado, segundo Rossato.
O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, disse que os criminosos estão, em sua maioria, abrigados na mata, mas, como a Rocinha é muito grande, eles podem estar escondidos também em casas na comunidade.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o efetivo que poderá ser deslocado imediatamente são os 950 homens da Polícia do Exército lotados no Estado do Rio de Janeiro. Ele afirmou também que o efetivo pode crescer conforme a demanda dos próximos dias, até o limite máximo de 10.000 homens, que “é excessivo e só será utilizado em caso de necessidade”.
Balanço
As ações realizadas desde domingo (17) por policiais da 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha), em conjunto com policiais militares, resultaram na prisão de três pessoas, identificadas como Edson Gomes Ferreira, Wilklen Nobre Barcellos e Fabio Ribeiro França. Quatro criminosos morreram nos confrontos. Seis pessoas ficaram feridas e foram socorridas e encaminhados ao Hospital Miguel Couto.
O Portal dos Procurados, site ligado ao Disque Denúncia do Rio, está oferecendo recompensa de 30 mil reais por informações que levem à prisão de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, chefe do tráfico na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele disputa o domínio do comércio ilegal de drogas na favela com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que está no presídio federal de Rondônia. Os dois pertencem à facção criminosa Amigo dos Amigos.
Nem é suspeito de ter ordenado o ataque contra a quadrilha de Rogério. Por isso, mesmo preso, teve nova prisão decretada. Nesta sexta-feira, 22, o portal publicou cartaz divulgando a recompensa pela prisão de Rogério. A peça também oferece um prêmio por informações a respeito de oito acusados de ter participado da invasão da Rocinha no último domingo. Para cada um dos procurados, o pagamento será de R$ 1 mil.

REVISTA ISTO É


O risco da radicalização

Reunião realizada na surdina com a presença do Alto Comando do Exército, em que se discutiu a possibilidade de uma intervenção militar no País, revela que a voz do general Antonio Hamilton Martins Mourão, com notas extremistas, não é isolada na caserna. É preciso ficar alerta

Ilimar Franco, Bárbara Libório E Germano Oliveira

ImagemSegunda-feira, 11, às 9h, o ar estava seco e o tempo quente em Brasília, a despeito de ainda ser inverno no País. Nesse exato instante, o Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, fazia a abertura formal da 314ª reunião do Alto Comando do Exército, realizada no Quartel General do Exército, em Brasília. O encontro, de cinco dias de duração, foi convocado para discutir os problemas que afligem os militares, entre os quais, a crise política do País e a falta de recursos para manter soldados nas casernas e garantir as atividades básicas da força, alvo de um significativo contingenciamento de verbas do governo federal. Os generais que comandam as tropas nas principais unidades do Exército demonstravam inquietação. Sentiam a necessidade de se posicionar sobre a corrupção e a barafunda reinante nos poderes da República. Mas a pauta, por assim dizer, foi extrapolada, ultrapassando as fronteiras do razoável.
Na surdina, a cúpula do Exército pôs em debate ali o que o general Antonio Hamilton Martins Mourão ecoaria dias depois, mais precisamente na sexta-feira 15, durante um evento da Loja Maçônica Grande Oriente: uma eventual necessidade de uma intervenção militar no País, “diante da crise ética e político-institucional”. Ou seja, Mourão não falava sozinho nem havia cometido um arroubo imprevidente, quando defendeu a solução radical tornada pública na última semana. Ele entabulou um discurso, com tintas golpistas, respaldado por um encontro prévio do Alto Comando do Exército. Não se trata de um foro qualquer. O colegiado é o responsável pelas principais decisões do Exército. Estavam presentes 16 generais quatro estrelas, entre eles Fernando Azevedo e Silva, chefe do Estado-Maior e Comandante Militar do Leste, cotado para substituir Villas Bôas, prestes a encerrar seu ciclo no comando do Exército. Compareceram também os demais seis comandantes militares, entre os quais o da Amazônia, general Antonio Miotto, e o do Sul, general Edson Leal Pujol. Fontes ouvidas por ISTOÉ, presentes à reunião, ponderam que não estavam ali a fim de tramar um golpe militar, mas confirmam que o que os motivou a realizar o encontro foi a preocupação com o ritmo acelerado da deterioração do quadro político brasileiro. E, sim, deixam claro que, se houver necessidade, estarão prontos “para uma intervenção com o objetivo de colocar ordem na casa”.
Ao invés de punir o general Mourão, o Comandante do Exército elogiou o colega: “Grande soldado”
Foi munido desse espírito que Mourão desembarcou na maçonaria. O encontro teve início às 20h de sexta-feira 15. Lá, ele disparou a metralhadora giratória sem maior cerimônia. Disse que seus “companheiros do Alto Comando do Exército entendiam que uma intervenção militar poderá ser adotada se o Judiciário não solucionar o problema político”, referindo-se à corrupção. Pediu a “retirada da vida pública desses elementos envolvidos em todos os ilícitos” e advertiu que “vai chegar um momento em que os militares terão que impor isso (a intervenção militar na política)”. E, por fim, acrescentou: “O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá (ação militar)”, pregou Mourão.
A fala do general provocou o maior alvoroço no País. Apesar disso, em entrevista na noite de terça-feira 19 ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, Villas Bôas foi taxativo: “Punição não vai haver. Essa questão já está resolvida internamente”, disse o comandante, acrescentando: “A maneira como Mourão se expressou deu margem a interpretações amplas, mas ele inicia a fala dizendo que segue as diretrizes do comandante”. Ainda chamou Mourão de “um grande soldado, uma figura fantástica”. E ateou ainda mais lenha à fogueira ao dizer que “a Constituição concede às Forças Armadas um mandato para intervir se houver no País a iminência de um caos”. Não é verdade. De acordo com o artigo 142 da Constituição, as Forças Armadas podem agir, desde que “sob a autoridade suprema do presidente da República”. Em nenhum lugar da Carta Magna está escrito que o caos confere um “mandato” para atuar à revelia do presidente. O que Villas Bôas deveria ter feito, e não o fez, foi punir o subordinado.
Claro, quando a existência de uma reunião prévia com a participação do Alto Comando do Exército vem à tona, tudo faz mais sentido. Como é que o Comandante do Exército, o general Villas Boas, poderia aplicar uma sanção a um subalterno que tornou público um dos cenários debatidos num encontro em que ele mesmo estava presente, participou da abertura dos trabalhos e comandou as discussões? Não poderia, evidente, e, por isso, não puniu. Em audiência no dia seguinte, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, defendeu ao menos uma reprimenda pública a Mourão, ao que o comandante do Exército de novo resistiu. Ficou combinado apenas que Villas Bôas conversaria com o subordinado para deixar claro que a voz oficial do Exército é a dele e de mais ninguém. Coube aos comandantes militares da Marinha, Exército e Aeronáutica defender publicamente, por meio de comunicados, o respeito à Constituição, aos poderes constituídos e aos princípios democráticos.
Mero formalismo. Embora não lidere nenhum movimento de insurreição militar, o general Mourão conta com amplo apoio não só do comando do Exército, como da tropa. No início da semana, o coronel Muniz Costa distribuiu para um grupo de companheiros de farda uma carta sob o título “Do que falou o General”. Nela, promoveu uma contundente defesa do general: “Quando um general de quatro estrelas afirma que o Exército tem planejamentos para atuar na eventualidade de uma falência das instituições nacionais, num momento que o País enfrenta a mais grave crise em mais de cinquenta anos, as cassandras do ‘pseudolegalismo’ se agitam”, afirmou. O primeiro comandante da Força de Paz no Haiti (2004), general da reserva Augusto Heleno, seguiu na mesma toada.“Meu apoio irrestrito ao respeitado chefe militar (Mourão). É preocupante o descaramento de alguns políticos, integrantes da quadrilha que derreteu o País, cobrando providências contra um cidadão de reputação intocável”. Outro que demonstrou estar no mesmo compasso de Mourão foi o general de Brigada Paulo Chagas. A seu grupo de amigos nas redes sociais afirmou que num cenário de um caos total, os militares não poderiam ficar “inertes aguardando ordens”. O presidente da Associação de Oficiais da Reserva do Distrito Federal, o tenente Rômulo Nogueira, foi além, ao divagar sobre uma eventual queda de Temer. “Quem assume? O rapazinho lá, não sei o quê Maia. Será que ele teria pulso forte para dar uma ordem? Num clamor, numa desordem, alguém tem de tomar conta da casa”.
A população minimamente instruída precisa ficar alerta a manifestações dessa natureza. Pouco importam os panos quentes manuseados pelos militares, ao longo dos últimos dias, para abafar o indisfarçável. É inadmissível qualquer vestígio, rastro ou laivo capaz de representar uma chance mínima que seja de retrocesso de 53 anos na história do País. A retrospectiva histórica ensina: militar não tem de se arvorar a fazer política. Cabe constitucionalmente às Forças Armadas a garantia da ordem interna e das fronteiras. Quando os militares se meteram a fazer política, pela última vez, mergulharam o País em 21 anos de trevas, os quais não podemos esquecer para que jamais novamente aconteça.
FILME REPETIDO
em 2015, o mesmo Mourão havia sido afastado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, depois de tecer críticas a presidente Dilma, dizendo que seu governo era corrupto e incompetente – o que não constituía uma mentira, por óbvio. Mas tratava-se de uma insubordinação. Punido, Mourão foi transferido para Brasília, onde assumiu o cargo de Secretário de Finanças do Exército, sua atual função, uma das mais importantes na força. Por isso, as perguntas que mais circulavam em Brasília na última semana eram: o que aconteceria agora? O general perderia o cargo e seria preso por pregar uma intervenção militar no País? Seria repreendido? Nem uma coisa, nem outra.
Pelo sim, pelo não, a ordem unida no Planalto é de baixar a bola. Na verdade, desde que assumiu o poder, o presidente Michel Temer evitou criar embaraços às Forças Armadas. Por exemplo, bastou um ranger de dentes para que os militares fossem retirados da reforma da Previdência. Depois de uns muxoxos, também ficaram imunes à proposta de congelamento dos salários dos servidores federais. De outro lado, não convém desconsiderar que prevalece entre setores da caserna o espírito corporativista. Apesar de o governo tê-los poupado de eventuais maldades, há uma espécie de sentimento de sabotagem ao estado de penúria experimentado pelas Forças Armadas desde 2012 pelo menos. Nos últimos cinco anos, o Orçamento despencou de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões.
Em geral, as insatisfações são ecoadas por militares, da ativa e da reserva, por `WattsApp`. Pelas redes privadas, formam grupos de comunicação direta, trocam informações e opiniões. É por elas que circulam as críticas pela falta de verbas, como também todos os passos do candidato do coração da caserna: o deputado Jair Bolsonaro (PSC). Os militares constituem a principal base eleitoral do capitão da reserva do Exército, que já anunciou sua pré-candidatura à presidência da República em 2018. Pelas recentes pesquisas, ele figura em segundo lugar. Por frases como “soldado meu que vai à guerra não senta no banco dos réus”, Bolsonaro frequentemente é ovacionado por seus seguidores abnegados em discursos pelo País afora. “Não se faz democracia aceitando a corrupção por governabilidade. Reagir a isso é obrigação de qualquer civil ou militar”, afirmou o parlamentar, ao comentar o discurso de Mourão. Assim como o ex-presidente Lula, o deputado desperta amores e ódios. Fala pouco, e admite parco conhecimento quando o assunto é economia ou políticas públicas –, o que representa um grave defeito para quem quer comandar os destinos do País –, mas provoca aplausos na mesma intensidade das vaias quando discorre sobre direitos humanos, tortura e comunismo. Constantemente comparado a Donald Trump, Bolsonaro é o pré-candidato com o qual ninguém sabe como lidar, ao menos por ora.
Para manter aquecida sua tropa eleitoral, em suas quase três décadas na Câmara, o deputado dedicou-se a atender os interesses de militares e à área de segurança pública. Aprovou apenas dois projetos de lei: um que estendia o benefício de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens de informática, e outro na área de saúde, que autorizava o uso da chamada pílula do câncer, a fosfoetanolamina sintética. Questões que deverão estar no centro dos debates em 2018, como os rumos da política econômica do País, parecem não ser uma prioridade para o militar da reserva. “Um País violento não tem economia. Eu, por exemplo, raramente vou sair para comer uma pizza à noite na Barra da Tijuca”, afirmou o deputado recentemente, depois de reclamar da insegurança no Rio, onde mora.
Em três décadas na Câmara, o deputado Jair Bolsonaro aprovou apenas dois projetos.
INDISCIPLINA
Apesar de Bolsonaro ser um proverbial entusiasta da ordem, sua carreira no Exército não foi isenta de atos de indisciplina. Em 1987, segundo documentos do Superior Tribunal Militar divulgados pela “Folha de S.Paulo” recentemente, o então capitão foi acusado por cinco irregularidades e teve que responder a um Conselho de Justificação formado por três coronéis: ele escreveu um artigo para a revista “Veja” pedindo aumento salarial para a tropa, sem consultar seus superiores. Meses depois, a mesma publicação afirmou que ele e outro oficial haviam elaborado um plano para explodir bombas-relógio em unidades militares do Rio. Os superiores de Bolsonaro chegaram a avaliá-lo como dono de uma “excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente”. Isso porque em 1983, o na época tenente, com 28 anos, “deu mostras de imaturidade ao ser atraído por empreendimento de ‘garimpo de ouro’”. Segundo seu superior, coronel Carlos Alfredo Pellegrino, Bolsonaro “tinha permanentemente a intenção de liderar os oficiais subalternos, no que foi sempre repelido, tanto em razão do tratamento agressivo dispensado a seus camaradas, como pela falta de lógica, racionalidade e equilíbrio na apresentação de seus argumentos”.
Para o cientista político e professor da Unesp, Marco Aurélio Nogueira, apesar da popularidade atual, “Jair Bolsonaro tem essa força demonstrada agora porque o caos está instalado, mas quando outros candidatos se lançarem ele deve perder gordura”, aposta. O fato é que, independentemente de como marchará Bolsonaro, os militares – sob sua influência ou não – sacudiram o País nos últimos dias. Se o diabo mora nos detalhes, ele começou a se insinuar inadvertidamente. E sem ser admoestado. Faltou pulso firme ao governo, ao mesmo tempo em que sobrou irresponsabilidade à caserna. Em qualquer democracia do mundo deve haver espaço para ideais de todos os espectros políticos. E isso é salutar para o processo democrático. Mas não há dúvida de que o flerte com o radicalismo – à direita ou à esquerda – é o mais perverso dos caminhos, ao nos remeter a tempos que acreditamos ter ficado definitivamente para trás.
O Mourão de hoje e o Mourão de ontem
Não é essa a primeira vez que um sobrenome Mourão aparece na história política brasileira, de farda e com quatro estrelas nos ombros – ou seja, estamos falando de um general do Exército. Não é essa a primeira vez que um general Mourão fala mais do que o bom senso tolera, e mais, muito mais, do que as regras de sua instituição permitem. Trata-se, aqui, de Antonio Hamilton Martins Mourão e de Olímpio Mourão Filho. O primeiro é atual, está na ativa e conseguiu ser notícia porque insinuou na maçonaria que as Forças Armadas podem atropelar a democracia se assim cismarem. O segundo Mourão foi ideolólogo e hábil operador de um trágico passado: o golpe de 31 de março de 1964 que rasgou a Constituição, apeou do poder o presidente João Goulart e mergulhou o País na noite de vinte e um anos de ditadura militar. Mourão, não o Antonio boquirroto do presente, mas o Olímpio silencioso e golpista do passado, atravessou a vida conspirando. A rigor, 1964, para ele, foi a decorrência lógica do que começou a aprontar na década de 1930. Eis um registro marcante: como dirigente máximo do serviço secreto da Ação Integralista Brasileira (que tinha o fascismo enquanto discurso e Plínio Salgado enquanto boca), o general Mourão Filho arquitetou o mentiroso Plano Cohen, segundo o qual o Partido Comunista Brasileiro se preparava clandestinamente para golpear as instituições. A consequência imedata foi a decretação, por Getúlio Vargas, da ditadura do Estado Novo.

AGÊNCIA BRASIL


Operação integrada prende criminosos e apreende armas e munição na Rocinha


Cristina Indio Do Brasil

As operações integradas realizadas na madrugada de hoje (23) resultaram na apreensão de 16 fuzis, forte armamento, carregadores, munição, equipamentos de rádio transmissores, dinheiro e drogas.
Também foram presas cinco pessoas, entre elas o traficante Luiz Alberto Santos de Moura, o Bob do Caju, apontado como um dos comandantes da invasão de criminosos na Rocinha, no domingo passado.
De acordo com a Polícia Civil, entre os fuzis, 10 foram apreendidos na comunidade do Caju, na região portuária do Rio, após informações recebidas pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Outros cinco fuzis foram apreendidos em uma ação de agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e um em uma Operação do Exército na Rocinha.
Ainda na madrugada o motorista de táxi Marcelo Paz foi abordado por quatro criminosos armados que o obrigaram a subir a Rocinha. Em um dos acessos à comunidade foram interceptados por uma equipe do Bope e após confronto conseguiram escapar, mas além dos cinco fuzis, deixaram para trás carregadores de diversos tipos de armas, sete granadas e drogas.
As outras quatro prisões foram realizadas em operação do Exército durante a madrugada na Rocinha.
Tiroteio
Na manhã deste sábado, um novo tiroteio foi ouvido na Rocinha. De acordo com a Assessoria de Comunicação Social do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública, por volta das 4h30, elementos armados tentaram romper bloqueio do cerco estabelecido pelas Forças Armadas nas proximidades da Rua General Olímpio Mourão Filho.
Na operação, foram presos pela Polícia do Exército os cinco ocupantes de um veículo Renault Symbol e apreendidos um fuzil AK47 calibre 7,62mm com numeração raspada e quatro carregadores; uma pistola Glock calibre 9mm com dois carregadores; 86 munições calibre 7,62mm e 18 calibre 9mm; dois equipamentos de rádio transmissores; documentos; cadernos de anotações; além de pequena quantidade de drogas e dinheiro em espécie.
Os suspeitos e o material apreendido foram entregues à 11ª Delegacia de Polícia, na Rocinha.

Forças Armadas estudam envio de militares para auxiliar ONU em missões de paz


Alex Rodrigues

Com o fim da participação brasileira na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), que será encerrada no dia 15, o Estado-Maior das Forças Armadas e o Ministério das Relações Exteriores estudam a possibilidade de o Brasil enviar militares brasileiros para outras missões de paz da ONU.
Nos últimos meses, militares e diplomatas avaliaram dez operações da ONU para definir onde a presença militar brasileira seria mais proveitosa – tanto para a população local quanto para a tropa e para o Brasil. Foram analisados aspectos como nível de hostilidade, intensidade das operações, influência ambiental, projeção do país no exterior, custos do apoio logístico, infraestrutura local, além da interação nacional com os países que já atuam nestas missões e fatores geopolíticos.
Do trabalho resultaram duas listas, que, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, coincidem ao priorizar o envio do efetivo brasileiro para a República Centro-Africana. Isso caso o Brasil decida participar de uma nova missão após os 13 anos à frente da operação haitiana. A decisão final caberá ao presidente Michel Temer e ao Congresso Nacional.
África
“Estamos prontos para fazer uma apresentação [dos estudos] para o presidente. Se ele nos der sinal verde para continuarmos analisando o assunto, iremos conversar com o Congresso Nacional, a quem compete autorizar o envio de tropas e aprovar a destinação dos recursos financeiros necessários. Como de costume, a ONU só formalizará qualquer convite após estar tudo encaminhado e aprovado”, explicou o almirante, revelando que o governo tem até o fim de outubro para responder às consultas informais feitas pela ONU. "A organização só formaliza seus pedidos após os países responderem informalmente se têm ou não condições de atendê-la".
A maioria das missões de paz analisadas pelas Forças Armadas e pelo Itamaraty ocorre em território africano: Mali, Sudão, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Saara Ocidental (que é um território não-autônomo no noroeste africano) e República Centro-Africana. Outras três missões ocorrem no Oriente Médio, no Chipre, Líbano e Síria.
De acordo com o chefe do Estado-Maior, a lista inicial de opções das Forças Armadas era encabeçada por Chipre e Líbano, mas como a ONU não necessita de reforços militares nesses locais, destacou-se a República Centro-Africana, para onde uma equipe deve viajar em breve, "para fazer estudos mais aprofundados e conversar com as autoridades locais”. Procurado, o Itamaraty não se pronunciou sobre o assunto até a publicação desta reportagem.
Encravado no centro do continente africano, o país de cerca de 5 milhões de habitantes desde 2012 sofre os efeitos da guerra civil resultante dos confrontos entre a coalizão rebelde Seleka, de maioria mulçumana, e milícias Anti-Balaka, de maioria cristã. Segundo a ONU, o conflito entre os dois grupos já provocou o deslocamento de mais de 22 mil civis. Mais de 2 milhões de pessoas dependem da assistência humanitária.
“Houve uma coincidência muito grande entre nossa análise e a do Itamaraty. Em termos de prioridades, a República Centro-Africana ocupou a terceira posição em ambos os estudos. A África, sem dúvida nenhuma, é uma área de interesse do Brasil”, explicou o almirante.
Destacando que a decisão final pela participação ou não do Brasil em qualquer missão é política e que dificuldades orçamentárias podem inviabilizar o envio das tropas brasileiras, o almirante informou que a presença nacional em regiões de conflito ou crise humanitária contribuem também para a maior projeção do Brasil no cenário internacional.
O Brasil precisa de uma maior inserção no mundo. A participação nas missões de paz contribuem para isso. Sem dúvida, a situação financeira é um limitador para enviarmos tropas para outros países, mas a decisão final é política e deve levar em conta o quanto o Brasil quer ter uma maior inserção mundial”, declarou o almirante.
Haiti
O primeiro dos quatro voos programados para trazer de volta ao Brasil parte dos militares que permanecem no Haiti protegendo as instalações e equipamentos brasileiros deve chegar ainda hoje (23) a Guarulhos, em São Paulo.
Ao todo, retornarão cinco escalões, cada um trazendo aproximadamente 200 militares da Marinhal, do Exército e da Força Aérea Brasileira. O retorno da tropa marca o encerramento da participação brasileira no país caribenho, após 13 anos.
A viagem de volta foi adiada depois que o Secretariado das Nações Unidas autorizou a extensão excepcional das operações humanitárias das tropas brasileiras na Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah), em razão das ameaças das passagens dos furacões Irma e Maria pelo Caribe.
Os dois furacões de categoria cinco atingiram a região em menos de duas semanas. Só o Maria matou pelo menos 30 pessoas na ilha de Dominica e pelo menos outras 11 nas ilhas de Saint Martin e Saint Barth, nas Antilhas Francesas.
“Estávamos monitorando o comportamento do Furacão Maria, que acabou desviando e, possivelmente, causará um impacto menor no Haiti. O primeiro voo trazendo os militares brasileiros parte hoje do Haiti e chega em Guarulhos esta madrugada. Os próximos chegam entre os dias 24 e 27 de setembro. Esperamos embarcar todo o material em navios no início de outubro e tão logo isso ocorra traremos de volta os 150 últimos homens”, afirmou o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
Desde junho de 2004, quando foi escolhido para comandar o braço militar da missão de estabilização formada por tropas de 16 países, o Brasil enviou ao Haiti cerca de 37,5 mil militares. O maior contingente é o do Exército, que mobilizou 30.359 homens e mulheres. A Marinha enviou 6.299 militares e a Aeronáutica, 350. Vinte e cinco militares brasileiros morreram durante o período, incluindo dois generais.
Além de prestar ajuda humanitária ao povo haitiano, o governo brasileiro enxergou a oportunidade de projetar a imagem do Brasil internacionalmente, o que coincidiu com o projeto estratégico de tentar consolidar a liderança regional brasileira. Ao longo dos anos e principalmente no início da missão, não faltaram críticas à iniciativa, entre elas as de entidades que classificavam a presença militar estrangeira como uma ação intervencionista, que desmobilizava a capacidade do Haiti de encontrar soluções democráticas para seus próprios problemas políticos.

REVISTA EXAME


PM do Rio divulga balanço das prisões e apreensões na Rocinha

Para ajudar no policiamento, 950 homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica foram mobilizados

Valéria Bretas

São Paulo – A Polícia Militar (PM) do Estado do Rio de Janeiro divulgou o balanço das operações realizadas nos últimos dias na comunidade da Rocinha.
De acordo com o relatório da PM, até sexta-feira (22), cinco homens foram presos, três criminosos foram feridos e um adolescente foi apreendido.
Os policiais também apreenderam 2 fuzis, 8 pistolas, 8 granadas, 9 carregadores de fuzil, 2 carregadores de pistola, 65 munições de fuzil, 61 munições de pistola, 8 rádios transmissores, 2 motocicletas, 21 máquinas caça-níqueis, 29 kg de maconha e 6.052 sacolés da mesma droga, 260 pinos de cocaína, 120 sacolés de crack e 8 frascos de lança perfume.
Na madrugada deste sábado (23), um novo tiroteio foi ouvido na comunidade. Por volta das 4h30, os policiais entraram em confronto com os criminosos quando eles tentaram romper o bloqueio do cerco estabelecido pelas Forças Armadas nas proximidades da Rua General Olímpio Mourão Filho. Na operação, um fuzil AK47 calibre 7,62mm foi apreendido. Veja o registro:
Para ajudar no policiamento, as Forças Armadas foram acionadas. Desde às 16h10 de sexta-feira (22), soldados do Exército e da Aeronáutica fizeram um cerco na Rocinha. Ao todo, 950 homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica estão mobilizados, além de dezenas de blindados e helicópteros. Mais três batalhões do Exército, que somam quase 3 mil homens, estão prontos, caso a situação se agrave.
Confronto entre facções
Desde o último final de semana, traficantes se enfrentam em uma disputa interna pelo controle dos pontos de venda de drogas na Rocinha, a maior favela do Rio, com mais de 150 mil moradores.
O confronto começou quando o traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, determinou de dentro da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, através de pessoas que o visitam, a retomada dos pontos de drogas na comunidade.
Atualmente, a favela é dominada pelo traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157.
Com isso, dezenas de homens fortemente armados invadiram a Rocinha na madrugada de sábado para domingo (17), em confronto entre as duas quadrilhas, quando três pessoas ligadas ao tráfico foram mortas e três moradores acabaram feridos por balas perdidas.

PORTAL BRASIL


Exército e Aeronáutica investem mais de R$ 4 milhões na agricultura familiar

Chamadas públicas serão voltadas para a compra de alimentos em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás

Quatro chamadas públicas do Exército e da Aeronáutica vão destinar R$ 4 milhões para a compra de alimentos da agricultura familiar nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A operação vai ocorrer no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
Os recursos serão aplicados sobretudo na compra de itens como frutas, legumes, polpa de fruta, arroz, café, queijo, geleias, pães e bolos. As propostas de fornecedores podem ser enviadas até quarta-feira (27). Segundo a coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Hetel Santos, a medida assegura produtos de melhor qualidade às Força Armadas.
“Estamos trabalhando para que os órgãos da União comprem, usando recursos próprios, da agricultura familiar. Esse tipo de compra é mais uma oportunidade para movimentar a economia local. Os alimentos são frescos, de qualidade e produzidos perto de onde serão consumidos”, afirmou.
As chamadas públicas são voltadas para organizações de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores artesanais, indígenas e integrantes de comunidades remanescentes de quilombos rurais e dos demais povos tradicionais que possuam Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).
Modalidade
Na Compra Institucional, os agricultores familiares conseguem comercializar, de forma simplificada, seus produtos. O modelo fortalece a agricultura familiar e promove o acesso da população à alimentação de qualidade. Para os órgãos, é a oportunidade de receber produtos típicos da região, frescos e diversificados, colaborando com o desenvolvimento local.

MINISTÉRIO DA DEFESA


MINUSTAH: Militares brasileiros retornam do Haiti


Após 13 anos de atuação na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH), militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea começam a retornar para o Brasil. O primeiro voo oriundo do país caribenho aterrissou na Base Aérea de Guarulhos (SP), na madrugada deste sábado (23), com 204 integrantes do 26º Contingente Brasileiro de Força de Paz no Haiti (CONTBRAS), responsável por encerrar a Missão de Paz.
Ao desembarcarem no Brasil, os militares foram recebidos pelos comandantes do Comando Militar do Sudeste, general João Campos; da 12° Brigada de Infantaria Leve de Caçapava (SP), general Mário Fernandes; e da Ala 11 da Força Aérea Brasileira, coronel Kennedy Fernandes.
“Me sinto muito orgulhoso de ter participado do 26° Batalhão Brasileiro de Força de Paz e ter estado nesse momento de desmobilização. Feliz também em poder reencontrar minha família, meus amigos e poder compartilhar com eles a felicidade de ter integrado essa Missão de Paz no Haiti”, comentou o capitão Kleber Gomes, capacete azul que chegou hoje ao Brasil.
Os militares do Batalhão Brasileiro de Força de Paz (BRABAT), provenientes das cidades de Lorena, Caçapava, Pindamonhangaba, Barueri, no Estado de São Paulo, e de Valença, no Rio de Janeiro, bem como da Companhia de Engenharia-BRAENGCOY, provenientes das diversas regiões do Brasil, antes do retorno para casa, permanecerão por dois dias nas organizações militares para realização de exames médicos.
Cessar
O processo de desmobilização foi iniciado no dia 31 de agosto, em Porto Príncipe, quando uma cerimônia marcou a despedida do Contingente Brasileiro (CONTBRAS) da MINUSTAH. Além desse primeiro voo, o restante da tropa chegará ao Brasil até o fim do mês de setembro, em mais três aeronaves, com cerca de 90% dos militares desembarcando no território nacional. A etapa final de desmobilização será concluída em 15 de outubro, quando se encerrarão as medidas de repatriação de pessoal e material.
“Somos muito agradecidos ao povo do Haiti, com o qual nós ganhamos laços de amizade que serão absolutamente permanentes. Tenho certeza que tenderão a ser ampliados, para o benefício de nossos dois países”, disse o ministro Jungmann ao participar da solenidade em Porto Príncipe.
Missão cumprida
O trabalho desenvolvido pelos 37,5 mil capacetes azuis no Haiti foi eficiente e relevante. A participação dos militares brasileiros é reconhecida pelo povo haitiano e por autoridades internacionais pela desenvoltura com que combinam funções militares, como o patrulhamento, com atividades sociais e de cunho humanitário.
O principal objetivo foi contribuir com o Componente Militar da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) na manutenção do ambiente seguro e estável no Haiti, apoiar as atividades de assistência humanitária e de fortalecimento das instituições nacionais e realizar operações militares de manutenção da paz na sua área de responsabilidade.
“A missão foi muito bem cumprida pelas Forças Armadas brasileiras, demonstrando profissionalismo e comprometimento como a manutenção da paz. Além de haver contribuído sobremaneira para a estabilização do Haiti ratificou a imagem extremamente positiva e de grande credibilidade que o Brasil possui junto às Nações Unidas e à comunidade internacional, pelos mais de 70 anos como contribuinte para a paz no mundo”, afirmou o subchefe de Operações de Paz do Ministério da Defesa, almirante Rogério Lage.
Os maiores desafios enfrentados pela tropa brasileira na MINUSTAH foram a pacificação de Cité Soleil no início da Missão, a atuação durante o terremoto em 2010 e durante o Furacão Matthew em 2016.
Desde 2004, além de ser o maior país contribuinte com tropa, o Brasil sempre teve um oficial-general como chefe do componente militar da missão. O último a desempenhar esta função está sendo o General Ajax Porto Pinheiro, atual Force Commander.
O encerramento da Missão se deu pelo 26º CONTBRAS, composto por 970 homens e mulheres, sendo 120 da Companhia de Engenharia do Exército Brasileiro e 850 do Batalhão Brasileiro, composto por 181 da Marinha, 639 do Exército e 30 da Força Aérea. Os militares, treinados durante seis meses, embarcaram para o Haiti em maio deste ano e desenvolveram suas atividades operacionais normais até o cessar das operações.
Com o fim da Missão de Paz, será ativada a Missão das Nações Unidas para Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH).

OUTRAS MÍDIAS


DIÁRIO DA REGIÃO (SP)


Equipe médica vai a Fernandópolis captar órgãos

Equipe médica de São José dos Campos esteve na manhã deste sábado, dia 24, em Fernandópolis para captar os órgãos de um homem que morreu um dia antes de AVC (acidente vascular cerebral). A equipe chegou na cidade em um voo da FAB (Força Aérea Brasileira), para que o transporte fosse o mais rápido possível. Vários órgãos foram captados e fígado e rins já tinham receptores aguardando.
O corpo do doador está no IML de Fernandópolis e deve ser trasladado na segunda-feira para o nordeste, onde será enterrado.



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