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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 07/12/2016 / Trump pede cancelamento de compra de novo avião presidencial dos EUA


Trump pede cancelamento de compra de novo avião presidencial dos EUA ...


O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (6) ao governo para cancelar a compra do novo avião presidencial, um novo Boeing Air Force One, dizendo ser "ridículo" e muito caro.

"A Boeing está fabricando um novo 747 Air Force One para futuros presidentes, mas os custos estão fora de controle, mais de 4 bilhões de dólares. Cancelem o pedido!", disse Trump em publicação no Twitter.

Falando pouco depois a repórteres em Nova York, Trump disse: "O avião está totalmente fora de controle. Acho que é ridículo. Acho que a Boeing está exagerando um pouco".

"Queremos que a Boeing faça muito dinheiro, mas não tanto dinheiro", acrescentou Trump, que assume a presidência em 20 de janeiro.

A Boeing não retornou imediatamente um pedido de comentários.

A Força Aérea anunciou pela primeira vez em janeiro de 2015 que o modelo 747-8 da Boeing seria usado para substituir os dois atuais aviões da Força Aérea usados para transportar o presidente dos EUA. Air Force One é um dos símbolos mais visíveis dos Estados Unidos.

Detalhes sobre o valor total do novo contrato não foram divulgados, mas a Força Aérea já disse que havia destinado US$ 1,65 bilhão para dois jatos substitutos.

A Força Aérea dos EUA concedeu em janeiro à Boeing Co um contrato inicial no valor de US$ 25,8 milhões.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Senado desafia Supremo e mantém Renan na presidência da Casa


Daniel Carvalho* De Brasília

A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta terça (6) desafiar a determinação do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, e recusou-se a afastar da presidência da Casa o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), conforme decidido em caráter liminar.
O Senado encaminhou ao STF uma decisão da Mesa em que informa que aguardará a decisão do plenário do tribunal para então aceitar o afastamento de Renan.
O afastamento foi decidido monocraticamente por Marco Aurélio. Os demais ministros só vão apreciar o caso nesta quarta-feira (7).
A Mesa decidiu ainda conceder prazo regimental para que Renan apresente sua defesa.
O oficial de Justiça deixou a presidência do Senado às 15h06 afirmando que Renan não assinou a notificação.
Em tese, o ministro Marco Aurélio pode mandar prender Renan com base no artigo 330 do Código Penal por desobediência a ordem judicial. A pena é de 15 dias a seis meses, além de multa.
O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), disse à Folha que não será convocada sessão extraordinária na Casa para discutir a situação de Renan.
"Vamos aguardar o STF", afirmou.
NOVE DIAS
Renan criticou na tarde desta terça o ministro do Supremo e disse que não cumprirá a decisão. Falou que vai respeitar o posicionamento da Mesa Diretora.
"A nove dias [do final dos trabalhos no Senado], com uma pauta pré-definida, você afastar, por decisão monocrática o presidente do Senado Federal, nenhuma democracia merece isso", afirmou o peemedebista.
O presidente do Senado disse que, em outras oportunidades, cumpriu liminares do juiz, quando alguma delas "impedia que acabasse com supersalários" de integrantes do Judiciário.
"Em outras palavras, toda vez que ele [Marco Aurélio] ouve falar com supersalários, ele parece tremer na alma", afirmou Renan Calheiros.
*DÉBORA ÁLVARES, LETÍCIA CASADO e RUBENS VALENTE

LaMia já havia descumprido regra de combustível em voo com Messi


Eduardo Geraque E Fabricio Lobel

No início de novembro, o voo da empresa boliviana LaMia que transportava a seleção da Argentina, com o astro Lionel Messi, chegou a Buenos Aires com tanque de combustível quase vazio. 
Segundo o sistema de monitoramento de voos FlightRadar 24h, o trajeto realizado no dia 11 de novembro, na noite após o clássico com o Brasil, válido pelas Eliminatórias da Copa de 2018, durou 4 horas e 4 minutos.

Esse tempo é apenas 18 minutos a menos do que o indicado pela própria LaMia como a capacidade de voo do avião Avro RJ85.
A aeronave é a mesma que transportava o time da Chapecoense, além de jornalistas, que caiu na última terça-feira (29) na Colômbia antes de chegar em Medellín.
A hipótese mais provável para o acidente é a de que a avião não era preparado para trechos tão longos e caiu por falta de combustível.
SEM MARGEM
De acordo com regras aeronáuticas argentinas, o avião que levava a seleção deveria ter combustível suficiente para voar de Belo Horizonte até Buenos Aires, alterar o local de pouso para um aeroporto secundário e ainda ter sobra de 45 minutos.
Entre Belo Horizonte e Buenos Aires, o voo durou 4 horas e 4 minutos. Se a esse tempo fosse acrescentado os 45 minutos de combustível reserva, a viagem ultrapassaria as 4 horas e 22 minutos de autonomia que o avião tem com tanque cheio.
Com essas condições, tanto pelas regras brasileiras quanto argentinas, a viagem estaria fora das normas.
Até o momento, o plano de voo da LaMia entre o Brasil e a Argentina não foi divulgado por nenhum dos países.
Procuradas, as autoridades aeronáuticas não deram detalhes sobre as informações passadas pela LaMia.
Em ao menos duas ocasiões, a empresa boliviana havia voado além de sua autonomia declarada.
Uma entre Cochabamba, na Bolívia, e Medellín, na Colômbia (em viagem de 4 horas e 27 minutos), e a segunda entre Medellín e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia (em 4 horas e 32 minutos).
O voo da Chapecoense durou 4 horas e 42 minutos. Segundo especialistas, questões como vento e peso podem alterar o consumo de combustível da aeronave.
A Associação do Futebol Argentino (AFA) teria contratado o fretamento do voo sem saber qual era a empresa e a aeronave que prestaria o serviço.
De acordo com Miguel Hirsch, porta-voz da federação, a associação precisou escolher no mercado o voo fretado que levaria a seleção ao Brasil, porque o avião da companhia argentina Andes, que eles normalmente usam, estava em manutenção.
A agência de notícias Associated Press teve acesso aos orçamentos levados em consideração pela AFA para o transporte aéreo.
O negócio foi fechado por US$ 99 mil. Das seis cotações avaliadas a AFA teria optado pela mais barata.
"Isso passou a ser avaliado desde que a AFA começou a ter problemas financeiros", disse Hirsch à agência.
No entanto, à Folha, a assessoria de imprensa da AFA nega essa versão.
"O procedimento foi igual ao de sempre. Pedimos os orçamentos das viagens a uma agência que sempre trabalha com a AFA, e essa empresa [LaMia] foi analisada como as outras. Mas o fator econômico não foi o principal, até porque, de fato, essa empresa não era a mais barata. Havia outras empresas com cotações mais baratas. Mas vimos que a empresa já trabalha na América do Sul, que transportava outras seleções, e confiamos que era uma empresa séria como as que haviam mandado orçamentos", diz Francisco Nabais, chefe de comunicação da AFA.
"Também consideramos muitas vezes a disponibilidade de horários das empresas de fretamento. Às vezes não coincidem os horários que a seleção precisa viajar com os horários que as empresas disponibilizam. Não se trata, então, somente de um fator econômico na hora de escolher, mas também de disponibilidade e de condições gerais dos voos", completa.

Ciência possível


Diante da deterioração do quadro fiscal no país, cortes drásticos no Orçamento tornam-se inevitáveis. Correm mais risco, por certo, as áreas que não lidam com necessidades básicas da sociedade. Poucos irão sustentar que é preferível financiar um programa como o Ciência sem Fronteiras a manter os hospitais públicos funcionando.
Isso significa que setores como ciência e cultura poderão passar por um dilatado período de carência de recursos. Daí, todavia, não decorre que cientistas e artistas devam simplesmente resignar-se.
É sempre possível redimensionar os planos para adequá-los à nova realidade orçamentária. Em alguns casos, não é improvável que, mais enxutos e despidos de eventuais ambições descabidas, os projetos se tornem melhores.
Parece ser esse o caso do Garatéa-L, colaboração entre várias instituições —como Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e USP— que pretende criar um nanossatélite de pesquisa espacial e colocá-lo em órbita da Lua até 2020, ao custo relativamente modesto de R$ 35 milhões.
A título de comparação, o Programa Espacial Brasileiro, cujo orçamento em 2015 foi de mais de R$ 320 milhões, colheu mais fracassos do que sucessos. O braço militar do projeto, que previa desenvolver um veículo lançador de satélites brasileiros, acumula em seu histórico uma série de acidentes, o mais grave dos quais provocou 21 mortes na base de Alcântara (MA), em 2003.
O Garatéa-L ("garatea" é a palavra tupi para "busca vidas"), cujo objetivo é avaliar os efeitos da radiação cósmica em bactérias e tecidos humanos, resulta de uma revolução tecnológica. Enquanto um satélite tradicional pesa algumas toneladas e pode custar bilhões de reais, os nanossatélites atingem poucos quilos, com custo de fabricação comparativamente bem menor, na casa dos milhões.
Nanossatélites também proporcionam grande redução nos custos de lançamento, já que vários artefatos podem ser postos em órbita por um único foguete.
Ainda assim, o financiamento é o maior obstáculo para concretizar o projeto. Em vista disso, os idealizadores buscam também parcerias na iniciativa privada, tanto por patrocínio como por negociação de royalties e direitos de uso do conhecimento gerado.
Trata-se de boas alternativas que deveriam guiar os projetos públicos, mesmo em períodos de bonança.

PORTAL UOL


Reforma da Previdência: entenda o que pode mudar na sua aposentadoria


São Paulo

O governo apresentou seu projeto de reforma da Previdência. Pela proposta de emenda constitucional, a idade mínima para se aposentar será de 65 anos, com pelo menos 25 anos de contribuição à Previdência. Mas, na prática, para receber 100% do valor, será preciso contribuir por 49 anos, mesmo que tenha atingido os 65 de idade.
O projeto ainda vai ser analisado pela Câmara e pelo Senado e só deve entrar em vigor em 2017.
A regra passa a ser a mesma para homens e mulheres. As mudanças valem para trabalhadores de empresas privadas, servidores públicos e políticos. Militares ficam de fora.
Quem já tiver tempo de aposentadoria pelas regras atuais não é prejudicado, mesmo que não tenha dado entrada nos papéis.
Trabalhadores mais velhos vão ter uma regra de transição, mais benéfica: homens com 50 anos ou mais e mulheres com 45 anos ou mais só terão de trabalhar 50% a mais do que falta hoje para sua aposentadoria. Se faltarem dois anos, trabalhariam três, por exemplo.
Entenda a seguir os principais pontos da reforma da Previdência:
QUEM SERÁ AFETADO
Homens com menos de 50 e mulheres com menos de 45 anos
Devem se aposentar usando as novas regras.
Homens com 50 anos ou mais e mulheres com 45 anos ou mais
Terão uma regra de transição mais suave: vão trabalhar 50% a mais que o tempo que falta para se aposentarem. Por exemplo: se faltavam 2 anos para a aposentadoria, trabalharão 3 anos.
QUEM NÃO SERÁ AFETADO
Quem já está aposentado
Quem já recebe aposentadoria ou pensão já tem direito adquirido, ou seja, não vai terá nenhuma mudança no valor de seu benefício.
Quem já puder se aposentar até a aprovação da reforma
Não será afetado pelas mudanças, mesmo que não tenha dado entrada no pedido de aposentadoria. Isso vale até que as mudanças sejam aprovadas pelo Congresso e passem a valer, o que não tem data definida para acontecer.
Ou seja: quem já atingiu as condições para se aposentar, ou atingir até que a lei entre em vigor, não precisa correr para pedir a aposentadoria. Essa pessoa vai se aposentar com as regras atuais.
IDADE MÍNIMA
Como é hoje
Não há idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição. A exceção é a aposentadoria por idade: 65 anos (homem) e 60 (mulher).
O que foi proposto
Idade mínima para todos: 65 anos. Sobe no futuro, gradativa e automaticamente quando aumentar a expectativa de vida após 65 anos. A previsão do governo é que até 2060 chegue a 67 anos de idade mínima.
HOMENS E MULHERES FICAM IGUAIS
Como é hoje
Mulheres se aposentam cinco anos antes que os homens.
O que foi proposto
As regras passam a ser as mesmas para homens e mulheres: todos precisam de pelo menos 65 anos de idade e 25 de contribuição.
TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Como é hoje
Mínimo de 15 anos para quem se aposenta por idade. Quem se aposenta por tempo de contribuição, são 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres).
O que está na proposta
Mínimo para todos: 25 anos (mas para receber 100%, na prática terá de ser 49 anos)
CÁLCULO DO VALOR
Como é hoje
O valor depende do tipo de aposentadoria (se é por idade ou por tempo de contribuição, por exemplo) e também do tempo que a pessoa trabalhou. É possível conseguir o valor integral com tempo de contribuição de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres), caso se enquadre nas regras do 85/95.
O que está na proposta
Quem cumpre os prazos mínimos (65 anos de idade e 25 anos de contribuição) não ganha aposentadoria de 100% de seu salário, mas apenas 76%. Para chegar aos 100%, é preciso trabalhar mais: ganha 1 ponto percentual por ano de trabalho adicional. Por exemplo: se contribuiu 30 anos (5 anos além dos 25 obrigatórios), vai ganhar cinco pontos percentuais e ficar com 81% da média de salário (76% + 5). Para ganhar 100%, será preciso contribuir por 49 anos.
SERVIDORES PÚBLICOS E POLÍTICOS
Como é hoje
Servidores públicos e políticos têm regras próprias de aposentadoria, diferentes de quem se aposentou trabalhando em empresas privadas.
O que está na proposta
Os funcionários públicos passarão a seguir as mesmas regras que os trabalhadores de empresas. Entre elas, a idade mínima de 65 anos e a necessidade de contribuir por 49 anos para receber o valor integral.
MILITARES
A reforma da Previdência não inclui os militares, que têm e continuarão tendo regras próprias para aposentadoria. O governo afirma que deve elaborar um projeto de lei separado para também mudar as aposentadorias deles.
PENSÃO POR MORTE
Como é hoje
Uma pessoa pode acumular pensão por morte e aposentadoria. O valor não pode ser menor do que o salário mínimo.
A pensão é 100% do valor da aposentadoria que o morto recebia ou a que teria direito se fosse aposentado por invalidez.
O que está na proposta
Não pode acumular pensão e aposentadoria, é preciso escolher um dos dois. Ela pode ser menor do que o salário mínimo.
A pensão deve ser de 50% da aposentadoria do morto, mais 10% por dependente. Mesmo que não tenha filho, o cônjuge vivo conta como dependente, ou seja, no mínimo, a pensão de 60%. O máximo é 100%.
Quando o filho ficar maior de idade, os 10% dele param de ser recebidos. Por exemplo: se o morto deixou uma viúva e um filho, eles recebem 70% até esse filho ficar maior de idade. Quando isso acontecer, a viúva passa a receber 60%.

Helicóptero que caiu com noiva é o mais frequente em acidentes no Brasil


Bernardo Barbosa

Entre 2006 e 2015, o Robinson R44 foi o modelo mais frequente em acidentes com helicópteros no Brasil. A informação é de relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) divulgado este ano.
Foi um helicóptero deste modelo que caiu no último domingo (4) em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, quando levava a noiva Rosimere do Nascimento Silva para seu casamento. Ela, o irmão Silvano Silva, a fotógrafa Nayla Lousada, grávida de seis meses, e o piloto Peterson Pinheiro morreram no acidente.
Incluindo todos os tipos de aeronaves, o R44 é o terceiro modelo mais frequente em acidentes aéreos no Brasil, com 59 ocorrências entre 2006 e 2015. Em 16 delas houve mortes, somando 31 vítimas.
O helicóptero fica atrás apenas do avião agrícola Ipanema, da Embraer (196 acidentes, 48 mortes), e do avião bimotor PA-34 Seneca, da empresa americana Piper (78 acidentes, 60 mortes).
No período citado, os acidentes com os R44 representaram 4,54% do total de 1.294 acidentes aéreos no Brasil, ocorridos com aeronaves de 143 modelos. Já os acidentes com helicópteros representaram 16,32% do total.

"Não quer dizer que seja inseguro"
Segundo o professor Marcus Silva Reis, coordenador do curso de ciências aeronáuticas da Universidade Estácio de Sá, o Robinson R44 é considerado um modelo barato no mercado de helicópteros. O número de acidentes "não quer dizer que ele seja inseguro", disse.
"O modelo é usado, por exemplo, para inspeção de redes elétricas, busca de carros roubados, transporte de executivos", declarou.
De acordo com informações divulgadas pelo fabricante do R44, o modelo tem autonomia de 550 quilômetros de voo, com peso máximo total de 1.134 quilos.
Peterson Pinheiro, 33 anos, era piloto de helicóptero havia seis anos e trabalhava com o R44 havia quatro, afirmaram à reportagem do UOL dois amigos da vítima. Também pilotos, eles relataram que Pinheiro, inclusive, era instrutor de voos, tendo dois anos de experiência nessa função. Ambos estiveram no IML (Instituto Médico Legal) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, e não quiseram se identificar.
De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a aeronave havia sido comprada recentemente e estava em situação regular para voo. A Polícia Civil trabalha com o mau tempo no momento do acidente como a principal hipótese para a queda do helicóptero.

O que será de Renan sem o jatinho da FAB?!?


Josias De Souza

Renan Calheiros não se conforma com a decisão de Marco Aurélio Mello. Em nota, o senador disse que o ministro do Supremo Tribunal Federal agiu “contra o Senado” ao retirá-lo do cargo que fazia o favor de ocupar. É compreensível que Renan não enxergue no espelho a suspeição sem atenuantes. Se há na política alguém que pode se considerar como um produto do meio é Renan.
O problema está no Senado, não na conduta de Renan. A culpa é do sistema político, que praticamente obrigou Renan a ser o Calheiros que ele é. Com todas as facilidades, a impunidade e a cumplicidade que lhe asseguraram nos últimos 30 anos, Renan não poderia ser outra coisa. Natural que o senador se surpreenda. Esperava mais tolerância e estímulo do Brasil.
Renan não admite ser tratado como um Cunha qualquer, que traz a delinquência nos genes. Decerto avalia que seu caso não é patológico, é um condicionamento cultural. Não fosse a denúncia sobre a ex-amante, a filha e o bolsa-pensão da Mendes Júnior, tudo continuaria como antes.
Na noite passada, um aliado de Renan ruminava uma preocupação peculiar. Antes de saber que o plenário do Supremo deve apreciar a liminar do ministro Marco Aurelio já na sessão desta quarta-feira, o súdito de Renan imaginava que seria possível preservar-lhe as mordomias.
Disse o amigo de Renan: “A liminar é uma decisão provisória. Enquanto não for afastado pelo plenário do Supremo, ele deixa o cargo, mas não perde as prerrogativas de presidente. Pode, por exemplo, continuar requisitando jatos da FAB. Que será do Renan sem a Força Aérea? Em voos de carreira, sua segurança correria riscos!”
Assim caminha o universo paralelo em que Renan se habituou a viver. Sua Excelência tornou-se réu numa ação penal e protagonista de outros 11 processos judiciais, oito dos quais relativos à Lava Jato. E seus devotos estão preocupados em evitar que ele tenha contato o povo de grife dos aeroportos.
De uns tempos para cá, o povo realmente passou a se comportar mal. No domingo passado, o povo chegou a arremessar tomates num painel ornamentado com a foto de Renan, em Curitiba. Mas o vaivém dos aeroportos pode fazer bem ao pajé de Alagoas.
Em contato com o povo, Renan terá a oportunidade de explicar que, como qualquer pivete forçado a bater carteira para sobreviver, ele também é um produto do meio e das circunstâncias que o envolvem. Se for convincente, Renan ouvirá mais pedidos de perdão do que "vai à…".

Trump pede cancelamento de compra de novo avião presidencial dos EUA


O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (6) ao governo para cancelar a compra do novo avião presidencial, um novo Boeing Air Force One, dizendo ser "ridículo" e muito caro.
"A Boeing está fabricando um novo 747 Air Force One para futuros presidentes, mas os custos estão fora de controle, mais de 4 bilhões de dólares. Cancelem o pedido!", disse Trump em publicação no Twitter.
Falando pouco depois a repórteres em Nova York, Trump disse: "O avião está totalmente fora de controle. Acho que é ridículo. Acho que a Boeing está exagerando um pouco".
"Queremos que a Boeing faça muito dinheiro, mas não tanto dinheiro", acrescentou Trump, que assume a presidência em 20 de janeiro.
A Boeing não retornou imediatamente um pedido de comentários.
A Força Aérea anunciou pela primeira vez em janeiro de 2015 que o modelo 747-8 da Boeing seria usado para substituir os dois atuais aviões da Força Aérea usados para transportar o presidente dos EUA. Air Force One é um dos símbolos mais visíveis dos Estados Unidos.
Detalhes sobre o valor total do novo contrato não foram divulgados, mas a Força Aérea já disse que havia destinado US$ 1,65 bilhão para dois jatos substitutos.
A Força Aérea dos EUA concedeu em janeiro à Boeing Co um contrato inicial no valor de US$ 25,8 milhões.

PORTAL G-1


"Um poeirão", diz morador que viu avião cair em cemitério do Paraná

Acidente aconteceu na segunda-feira (5), no Centro de Cruz Machado. Piloto morreu e passageiro teve ferimentos leves; aeronave pegou fogo.

G1 Pr

João Lourenço de Souza estava na varanda de casa quando percebeu que o avião que caiu em Cruz Machado, no sul do Paraná, fazia movimentos estranhos antes da queda. "Pensei: "Não está certa alguma coisa". Quando vi, só tinha um poeirão. Peguei o carro e fui. Já tinha pegado fogo", relata o pedreiro.
O acidente aconteceu no fim da manhã de segunda-feira (5). Era por volta de meio-dia quando a aeronave de pequeno porte caiu no cemitério e pegou fogo, no Centro. Duas pessoas estavam no voo.
O piloto Louis Fernando Chinkevicz, de 34 anos, morreu na hora. Já o fotógrafo Clodoaldo Marques Gomes, de 46 anos, que acompanhava Louis, teve ferimentos leves. Ele fazia fotos aéreas no momento do acidente.
Clodoaldo foi encaminhado para o Hospital Santa Terezinha, em Cruz Machado. A instituição informou, pouco depois do acidente, que ele estava consciente e que até ajudou na hora de tirar o corpo do piloto do avião.
Em seguida, o fotógrafo foi transferido para o Hospital Regional de União da Vitória, onde permanece internado nesta terça-feira (6) para uma bateria de exames. De acordo com amigos, Clodoaldo está bem, mas muito abalado.
O acidente
A aeronave saiu do aeroporto de União da Vitória, também no sul, para fazer imagens aéreas de Cruz Machado, a 50 quilômetros. Segundo relatos de testemunhas, perto do meio-dia, o avião começou a voar bem baixo e caiu na Capela Mortuária do cemitério.
Em seguida, pegou fogo. O jardineiro Bruno Iurkewicz Júnior presenciou tudo. O funcionário também viu que, antes da aeronave pegar fogo, o fotógrafo conseguiu retirar o corpo do piloto dos destroços
"Ele [o fotógrafo] disse: "Meu Deus, meu Deus. Arrastei meu companheiro para não pegar fogo". Aí, veio ao meu encontro, estava desesperado", relata.
Louis era piloto havia cinco anos e era bastante conhecido onde morava, em União da Vitória, mesma cidade de Clodoaldo. Ainda não se sabe o que provocou a queda. Uma equipe da Força Aérea Brasileira (FAB) vai investigar o caso.
Veja a íntegra da nota pela FAB, enviada no dia do acidente:
"Os investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA V) se deslocarão hoje à noite para realizar a Ação Inicial do acidente envolvendo a aeronave de matrícula PU-AEP, ocorrido hoje em Cruz Machado-PR.
A Ação Inicial é o começo do processo de investigação. São feitos registros fotográficos, partes da aeronave são retiradas para análise, relatos de testemunhas e documentos são colhidos. A investigação realizada pelo CENIPA tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram". 

Soldado do Exército cai em lago e morre afogado durante treinamento

Rapaz tinha 19 anos e morreu nesta terça-feira (6), em Curitiba. Exército afirmou que prestará auxílio à família no que for necessário.

Do G1 Pr

Um soldado de 19 anos morreu afogado dentro do 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB), no bairro Bacacheri, em Curitiba, nesta terça-feira (6).
Segundo o tenente do Exército Luiz Fernando Araujo, o rapaz caiu no lago do batalhão durante um treinamento com cães. “No treinamento não estava prevista instrução na água. Ele escorregou e caiu”, afirmou o tenente.
Ainda segundo o tenente, um soldado caiu e um colega tentou resgatá-lo, mas sem sucesso. Um terceiro soldado, ao ver os outros dois se afogando, entrou no lago e conseguiu resgatar o primeiro.
O segundo, que acabou falecendo, foi retirado minutos depois. De acordo com o Exército, mesmo após tentativas de reanimação, o soldado não resistiu.
A morte ocorreu por volta das 11h30. O Exército lamentou o ocorrido e disse que presta condolências à família (Veja a nota na íntegra abaixo)
O soldado que foi resgatado foi encaminhado para o Hospital Militar. No início desta tarde, segundo o Exército, ele estava sedado. O quadro de saúde é considerado estável.
Araujo afirmou que o lago não é fundo, entretanto é barrento o que deve ter dificultado a saída dos soldados da água. Ainda de acordo com o tenente, a vítima não sabia nadar.
O tenente Luiz Fernando Araujo afirmou que o Exército vai prestar auxilio para a família no que for necessário. A Instituição deve divulgar uma nota ainda nesta terça-feira.
O jovem prestava serviço militar obrigatório.
Leia a nota do Exército na íntegra:
1. O Comando da 5ª Divisão de Exército lamenta informar o acidente ocorrido durante um adestramento com cães no interior do 20º Batalhão de Infantaria Blindado, na cidade de Curitiba.
2. O fato ocorreu por volta das 11 horas do dia 06 de dezembro e, segundo relatos, durante os trabalhos um soldado escorregou, vindo a cair em um lago existente no interior do quartel do 20º BIB. Com o intuito de auxiliá-lo, o Sd ELIAS FERNANDO IUNG saltou na água, deparando-se com sérias dificuldades por encontrar-se fardado. Outro militar que compunha a equipe acorreu, retirando os dois militares do lago.
3. O Sd Elias foi resgatado sem sinais vitais e, depois de mais de 1 hora de tentativas de reanimação pelos médicos da Organização Militar, SAMU e ECO SALVA, foi confirmado o óbito.
4. O outro militar, após atendimento proporcionado pelo médico do Batalhão foi encaminhado ao Hospital Geral de Curitiba, onde encontra-se hospitalizado em situação estável e não corre risco de morte.
5. Será instaurado inquérito policial militar para apurar as causas do acidente. O fato já está sendo investigado e maiores informações serão dadas tão logo sejam que apuradas.
6. As famílias dos militares foram avisadas imediatamente e o Exército adotou todas as medidas possíveis para seu apoio médico, psicológico e espiritual.
7. Neste momento, o Comando da 5ª DE manifesta as condolências à família deste militar que deu a vida servindo ao seu País.

Polícia indicia 5 no caso da queda de helicóptero que matou filho de Alckmin

Inquérito de 2015 que responsabiliza funcionários de empresa de manutenção foi encaminhado à Justiça em Carapicuíba. Promotoria analisa documento para decidir se oferece ou não denúncia.

Kleber Tomaz G1 São Paulo

Após um ano, a Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a queda do helicóptero que matou cinco pessoas na Grande São Paulo, entre elas Thomaz Alckmin, filho mais novo do governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB). O G1 apurou que o relatório final apontou problemas na manutenção da aeronave para ela cair em 2 de abril de 2015 em Carapicuíba.
Cinco funcionários da Helipark, empresa que fez essa manutenção, foram responsabilizados por três crimes relacionados ao acidente. Além do caçula de Alckmin, que tinha 31 anos e sabia pilotar, morreram o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, de 53 anos, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, de 42, Erick Martinho, 36, e Leandro Souza, 34.
Todos os investigados respondem em liberdade. São eles:
- três empregados (mecânico, gerente e diretor) acabaram indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar) porque teriam falhado na checagem da aeronave antes dela decolar;
- um controlador de pista foi indiciado por falso testemunho ao suspostamente mentir sobre o tempo de voo do helicóptero até sua queda;
- outro funcionário, que tinha a chave da sala de câmeras da Helipark, responde por fraude processual por suspeita de apagar imagens gravadas no computador.
O Ministério Público Estadual (MPE) analisa o documento, concluído em novembro, para saber se vai ou não oferecer denúncia à Justiça contra os suspeitos.
Em nota, a Helipark informou que o relatório final policial "baseou-se em precipitadas e oficiosas conclusões que têm por base uma única e absurda premissa de ordem técnica" (leia abaixo a íntegra do posicionamento).
Essa "absurda premissa de ordem técnica" que a empresa se refere foi a conclusão preliminar da Aeronáutica. Em junho do ano passado, a Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou comunicado sobre as prováveis causas do acidente: a desconexão de duas peças antes da decolagem, que permaneceram assim durante o voo. A nota não informou o motivo da desconexão, mas divulgou desenho do sistema de controle do helicóptero para mostrar onde as peças estariam desconectadas.
Em mais de 100 páginas, a polícia também concluiu o mesmo que a Aeronáutica: que o "controle flexível (ball type)" e a "alavanca (bell cranck)" estavam desconectados e foram determinantes para a queda. Foto da perícia feita no helicóptero no final de abril de 2015, obtida pelo G1 (veja abaixo), mostra que o parafuso que deveria unir essas duas peças está preso numa das hastes, mas a outra ponta ficou solta.
O documento final da FAB, que ainda será concluído, não apontará culpados. Vai sugerir apenas recomendações para se evitar novos acidentes com o mesmo modelo Eurocopter EC-155 B1 da aeronave de origem francesa. A investigação é feita pelo Seripa 4, que é vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Essas duas peças que estavam desconectadas servem para transmissão de movimento de vários sistemas de aeronaves. Podem acionar o rotor de cauda para movimento de guinada ou o rotor principal para subir, descer ou movimentos laterais. Também são usadas para controlar o motor. Normalmente ficam dentro da fuselagem do helicóptero e são acessíveis para manutenção.
A investigação é complexa e envolve outras provas técnicas. Mais de 30 pessoas, entre elas, técnicos e mecânicos, foram ouvidas no inquérito, que possui sete volumes, cerca de 1.500 páginas de depoimentos e informações técnicas. Até hoje não foi possível determinar qual dos ocupantes pilotava a aeronave no momento da queda.

PORTAL R7


Afastado da presidência, Renan perde direito a jato da FAB, mas mantém salário de R$ 33,7 mil

Senador pode ter que devolver casa oficial, mas conserva carro e verba de gabinete "gorda"

Do R7

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), afastado da presidência da Casa na última segunda-feira (5) por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), perde imediatamente o direito ao uso de aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) para se deslocar de Brasília até seu Estado de origem, Alagoas, e a equipe de segurança que o acompanha diariamente.
Renan também poderá, em breve, ter que devolver a residência oficial da presidência do Senado e se mudar para um apartamento funcional (bem mais modesto). Outra opção é pedir o auxílio-moradia de R$ 5.500 oferecido a todos os senadores, com a finalidade de cobrir despesas com aluguel ou diária de hotel.
O “despejo” da casa oficial, porém, ainda depende de o plenário do Supremo chancelar a decisão monocrática de Marco Aurélio Mello de tirá-lo da presidência. O argumento do ministro foi uma decisão preliminar do próprio STF de que réus em ações penais não podem ocupar cargos da linha sucessória da Presidência da República.
Conforme decisão de Mello, Renan foi afastado apenas do comando da Casa e, portanto, teve o cargo de senador mantido. Na decisão, o peemedebista destacou: “Faço-o para afastar não do exercício do mandato de Senador, outorgado pelo povo alagoano, mas do cargo de Presidente do Senado o senador Renan Calheiros”.
Isso significa que Renan conserva direitos como o salário de R$ 33.763 por mês, carro oficial do Senado, 22 funcionários (sendo 16 comissionados) no gabinete, 20 colaboradores nos escritórios de apoio, pouco mais de R$ 35 mil de cota para bancar passagens aéreas e gastos com combustíveis e divulgação da atividade parlamentar por exemplo.
O senador alagoano também vai manter o direito de pedir ressarcimento de diárias de hotéis e despesas com serviços postais — o peemedebista já gastou mais de R$ 78 mil em 2016.
Renan Calheiros se tornou réu por peculato na última quinta-feira (1º), por um caso que tramita no Supremo desde 2007. Nele, Renan é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, teve despesas pessoais da jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela empresa.

PORTAL BBC


4 perguntas ainda sem resposta uma semana após tragédia com avião da Chapecoense


O avião, um Avro RJ85, caiu na noite do dia 28 de novembro, em uma região montanhosa de difícil acesso quando se preparava para pousar no aeroporto José María Córdova, em Medellín.
O Departamento de Aviação Civil da Colômbia afirmou que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto.
Já as autoridades da Bolívia suspenderam a licença de voo da Lamia e afastaram do cargo os chefes da Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) e da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (Aasana), como parte de uma investigação.
Nesta quarta-feira, representantes da Bolívia, Colômbia e Brasil - países envolvidos no acidente - vão se reunir na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, de onde decolou o avião, para analisar os mecanismos, procedimentos e controles aplicados em seus territórios e estabelecer o que cada autoridade de aviação civil vai investigar.
As investigações precisam responder a quatro perguntas sobre a tragédia do voo da Lamia.
1. Por que o avião decolou se haviam sido encontrados erros no plano de voo?
Para responder a essa pergunta, a Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (Aasana) da Bolívia apresentou notícia-crime contra a funcionaria Celia Castedo, que revisou e autorizou o plano de voo da Lamia.
A decisão das autoridades foi tomada depois que a imprensa boliviana divulgou, quatro dias após a tragédia, que Castedo tinha constatado erros na documentação apresentada pela companhia aérea para o voo.
As autoridades da Aasana querem que a funcionária seja investigada por não cumprimento de deveres e atentado à segurança dos transportes.
O caso ainda não foi analisado pela justiça boliviana, de acordo com o juiz do Distrito de Santa Cruz, Gomer Padila.
Mas se o processo for aberto, Celia Castedo pode receber uma pena de um a quatro anos de prisão.
Acompanhada de um advogado, ela esteve nesta segunda-feira à noite em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, para pedir asilo ao Brasil, de acordo com o delegado da Polícia Federal Sérgio Macedo.
O relatório que Castedo fez tem cinco observações sobre o plano de voo da Lamia, entre elas a de que o cálculo de autonomia de voo não estava correto e que faltava um plano alternativo de pouso caso houvesse uma emergência.
Castedo - funcionária com mais de 20 anos de experiência em navegação aérea - observou que o avião tinha combustível para voar durante 4 horas e 22 minutos, duração exata da rota prevista. Mas não tinha combustível necessário para voar por mais 30 minutos em caso de emergência, assim como não tinha os cinco por cento a mais exigidos pela legislação boliviana por se tratar de um voo internacional.
Além disso, Castedo engavetou o relatório da conversa que teve com o despachante da Lamia, Álex Quispe, que entregou o plano de voo e acabou morrendo no acidente.
Segundo a imprensa boliviana Quispe teria diro a Castedo que recebera as informações do comandante do voo, Miguel Quiroga e que fariam o percurso no tempo previsto. A funcionária da Aasana teria incluído em seu relatório a resposta de Quispe a suas observações: "Não, senhora Celia, essa autonomia me foi passada. É suficiente para nós. Fazemos em menos tempo. Não se preocupe. É isso mesmo. Fique tranquila. Está tudo bem. Deixa comigo".
Agora resta saber por que, apesar das suas objeções e da resposta do despachante, Castedo deixou o voo CP-2933 decolar.
2. Por que foi dada autorização para a Lamia - que tinha apenas um avião operando - funcionar na Bolívia?
A pequena companhia Lamia (Linha Aérea Mérida Internacional de Aviación) está no centro das atenções.
O ministro das Obras Públicas da Bolívia - pasta responsável pelo transporte aéreo -, Milton Claros, informou no domingo que o governo apresentou queixa contra a empresa.
Em entrevista à rádio boliviana Pátria Nueva, o ministro disse que encontrou "indícios de possível violação de deveres, desrespeito ao controle interno, tráfico de influência e omissão de denúncia".
As suspeitas de tráfico de influência se baseiam no fato de que havia relação de parentesco entre um ex-diretor da Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) e o diretor-geral da Lamia, Gustavo Vargas Villegas, e Gustavo Vargas Gamboa - pai e filho, respectivamente.
Vargas Villegas, que foi afastado do cargo, era responsável pelas licenças de voo das empresas.
"Chama atenção a relação entre servidores e empresa", disse o ministro.
Antes de começar a operar na Bolívia, há dois anos, a Lamia funcionava apenas no estado de Mérida, no noroeste da Venezuela.
O próprio governador de Mérida, Marcos Díaz Orellana, fez o anúncio do negócio, em agosto de 2010, como uma iniciativa que injetaria US$ 170 milhões (R$ 582 milhões) na economia local, geraria 717 empregos e, por meio de um convênio com o governo chinês, resultaria na compra de 12 aviões modernos.
Mas o deputado federal Joaquín Aguilar disse à imprensa que a Lamia operava de "maneira informal" na Venezuela e "não estava registrada" no Instituto Nacional de Aeronáutica Civil do país.
3. Qual a influência do fato de o piloto também ser dono da empresa?
O boliviano Miguel Alejandro Quiroga Murakami era o piloto do voo CP-2933.
E também era um dos donos da Lamia, juntamente com o sócio Marco Rocha Venegas.
Essa dupla função teria sido decisiva no acidente.
Ao perceber que o avião não tinha combustível, quando se aproximava do aeroporto de Medellín, Quiroga optou por não declarar logo que enfrentava uma emergência e pediu apenas prioridade de pouso. Uma das teorias é de que ele temia levar pesada multa ou até sofrer a cassação de sua licença de voo.
"É muito doloroso que ele não tenha declarado a emergência por causa dos problemas pessoais que iria enfrentar depois", disse Alfredo Bocanegra, diretor de Aeronáutcia Civil da Colômbia.
De acordo com essa tese, o CP-2933 já estava com o combustível abaixo do mínimo permitido quando sobrevoou a região central da Colômbia, e por isso teria que pagar uma multa se tivesse feito uma parada de abastecimento em, por exemplo, Bogotá.
4. A Conmebol recomendou o voo da Lamia à Chapecoense?
Segundo Marco Rocha Venegas, sócio da companhia com o piloto Miguel Quiroga, a Lamia havia se especializado há alguns meses em voos fretados para equipes esportivas.
Mas, na busca por responsáveis pela tragédia, surgiu o nome da Confederação Sul-americana de Futebol, a Conmebol.
Tudo por causa de declarações do piloto argentino Jorge Polanco:
"A Conmebol era conivente com a Lamia. Eles cobravam mais barato dos times. Era um negócio. A Conmebol recomenda, faz uma sugestão aos clubes".
Na quinta-feira passada, dois dias depois do acidente, a Chapecoense negou qualquer tipo de pressão da Conmebol na contratação da empresa boliviana e afirmou que critérios técnicos tinham determinado a escolha.
"Que fique claro, a contratação seguiu critérios técnicos, porque a Lamia reunia todos os requisitos que a Chapecoense buscava nas suas viagens internacionais", disse o diretor de comunicação do clube.
Copetti comentou que um dos critérios foi a "qualidade da aeronave", que já havia sido usada "pela família real britânica".
"É um avião com todas as condições de fazer viagens de média distância, com todas as condições de segurança necesária", acrescentou.
A reação da Conmebol foi rápida.
"Entre as atividades de organização logística que a Confederação gere para realizar os torneios não está incluída a coordenação de nenhum tipo de transporte, assim como a recomendação de fornecedores de nenhum tipo", afirmou a entidade esportiva em comunicado também confirmado pela Lamia.
"A Conmebol não tem nada a ver com os voos dos clubes", disse o assessor de imprensa da Lamia, Miguel Ortiz.
O avião que caiu na Colômbia transportou a Seleção da Argentina para o jogo com a seleção brasileira, no início de novembro, em Belo Horizonte, bem como na volta para Buenos Aires.
Além disso, a Lamia também firmara um acordo com o Atlético Nacional, a equipe colombiana que enfrentaria a Chapecoense nos dois jogos da final da Copa Sul-americana.

Por que os militares ficaram de fora da Reforma da Previdência?

Os integrantes das Forças Armadas ficaram de fora da proposta de Reforma da Previdência apresentada nesta terça-feira por Marcelo Caetano, secretário do Ministério da Fazenda - segundo ele, as alterações serão feitas posteriormente, por meio de um projeto de lei específico que contemple as especificidades da carreira.

Ingrid Fagundez, Luis Kawaguti E Néli Pereira

Essas particularidades são o argumento principal usado pelo governo para não incluir os militares na proposta. Apesar disso, o secretário não estipulou um prazo para que a medida entre na pauta.
A exclusão dos militares é considerada por analistas uma das distorções da reforma, já que o deficit previdenciário atribuído às Forças Armadas é estimado em 44,8% do rombo, embora seus integrantes representem apenas 30% dos servidores públicos.
Além deles, policiais civis e bombeiros também ficaram de fora.
Apesar de o governo citar questões técnicas para explicar o fato de ter mantido os militares de fora da reforma e em regime diferenciado, especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que há razões políticas para não se "mexer" na previdência militar.
Reforma x aposentadoria
O governo afirma que os militares ficaram de fora da proposta porque não são regidos pelas diretrizes comuns da Previdência, uma vez que não se "aposentam", mas entram para a reserva, e podem, em tese, ser chamados para as atividades a qualquer momento.
Ou seja: o benefício não é considerado uma aposentadoria, mas uma continuidade do pagamento do salário já que eles continuariam disponíveis para servir às Forças Armadas em situações de conflito - o que é considerado pelos militares como uma dedicação exclusiva ao país.
O vice-almirante reformado Paulo Frederico Soriano Dobbin, presidente do Clube Naval, um dos três principais clubes militares do país, afirma que essa dedicação é muito diferente da que os trabalhadores comuns apresentam em suas carreiras.
"Os militares são diferentes dos funcionários públicos. Nós e os diplomatas somos funcionários de Estado. Trabalhamos exclusivamente para as Forças Armadas, não temos hora extra, podemos ficar semanas sem aparecer em casa sem ganhar nada a mais por isso", diz ele.
"Não podemos nos sindicalizar nem nos vincular a partidos políticos. É diferente de um funcionário público. Seria injusto. Isso (a Reforma da Previdência) tem que ser trabalhada de forma diferente (em relação aos militares)." 
Pelas regras atuais, ao contrário dos trabalhadores e servidores públicos civis, os militares não têm parte do salário recolhido, e é a União quem paga integralmente o benefício quando o militar entra para a reserva.
Esse momento se dá depois de 30 anos de serviço militar para homens e 25 para mulheres. Há uma contribuição, de 7,5% sobre os ganhos, que cobriria apenas o pagamento de pensões a que os familiares têm direito em caso de morte.
Segundo Dobbin, "não há privilégio nenhum" nisso.
"Eu, por exemplo, contribuo com o fundo de pensão dos militares desde 1960, estou reformado desde 2005, mas continuo contribuindo para o fundo. Não estão tirando esse dinheiro do erário público, esse dinheiro foi pago. Mas é um fundo que foi usado (pelo governo) para outras coisas, mas ele saiu do nosso bolso", argumenta.
"Não é aposentadoria"
O professor da USP Luis Eduardo Afonso explica que esse é o argumento mais comum usado pelos militares para justificar a diferenciação dos benefícios e recolhimentos.
"Há um entendimento da parte dos militares de que eles não se aposentam, passam para reserva - podem ser chamados a qualquer momento para defender o país. Se não se aposentam, não é necessário um plano de custeio. Se não tem contribuição, não tem deficit, não é aposentadoria".
Além dessa diferença, o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP José Roberto Savoia afirma que há outra distinção importante: o valor dos salários.
Para ele, seria necessário ajustar algumas condições antes de incluir os militares na reforma previdenciária.
"Existe uma diferença salarial muito grande entre militares e funcionários do Executivo. Você quer fazer uma regra equitativa, mas está partindo de premissas diferentes - salário muito menor do que de funções do Executivo, do Legislativo, do Judiciário para funções correspondentes."
O peso da política
Apesar dos argumentos técnicos, o cientista social especialista em economia da longevidade Jorge Félix cita questões políticas por trás da decisão do governo de não incluir a categoria na reforma previdenciária.
"Os argumentos destacam a desigualdade da visão que estão tendo sobre os servidores. Não está mexendo com os militares, porque se mexer ele (Temer) cai, perde o apoio dos militares", diz.
"O lobby dos militares é muito grande dentro do Congresso. O deputado (Jair) Bolsonaro sobe na tribuna e fala. E legitimamente, porque está defendendo os eleitores dele. É uma reforma que mantém privilégios patrocinados por aqueles que dominam o Estado."
O professor da USP Luis Eduardo Afonso concorda que a decisão do governo de excluir os militares da reforma se deu para evitar um mal-estar com a categoria, o que poderia ser potencialmente prejudicial ao presidente Michel Temer.
"Muito provavelmente a estratégia do governo se pautou para evitar um confronto com o setor. Se o sentido é uniformizar regras, deveria ter uma aproximação das regras dos militares das regras do INSS. É um tratamento diferente demais, e o deficit é muito grande para não ser incluído nesse pacote."

REVISTA CARTA CAPITAL


Maior que o Bolsa Família, previdência militar fica fora da reforma


Renan Truffi

O governo Michel Temer anunciou nesta terça-feira 6 os detalhes da reforma da Previdência que enviará ao Congresso e, mais uma vez, as Forças Armadas foram poupadas do "esforço coletivo" para aumentar o cofre das aposentadorias no Brasil.
Oficialmente, o governo alegou que não incluiu os militares na reforma pois o regime de aposentadoria do Exército, da Marinha e da Aeronáutica não precisa ser modificado por meio de emenda à Constituição, como ocorre com servidores civis e trabalhadores da iniciativa privada.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o secretário da Previdência, Marcelo Caetano, não informou, entretanto, quando e se haverá um projeto de lei com novas regras de aposentadoria dos militares.
A aposentadoria dos militares é justificada por especificidades da carreira, como a disponibilidade permanente, as mudanças constantes e o risco de vida, mas a realidade é que trata-se de um assunto espinhoso, no qual nenhum governo civil teve a coragem de se envolver desde a redemocratização, em 1985.
Segundo o critério usado pelo governo para retratar a realidade da previdência, a aposentadoria dos militares também têm um déficit, assim como ocorre nos outros regimes. Segundo Marcelo Caetano, esse déficit está hoje em 32 bilhões de reais.
Os montantes gastos com aposentados e pensionistas militares são altos. De acordo com o mais recente Boletim Estatístico de Pessoal (em PDF) do Ministério do Planejamento, entre setembro de 2015 e agosto de 2016, foram desembolsados 33,8 bilhões de reais com pensões e aposentadorias das Forças Armadas, valor que é pago a pouco mais de 300 mil pessoas.
Esses 33,8 bilhões superam em muito, por exemplo, os valores do Bolsa Família, programa de transferência de renda direcionado a famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza.
Em 2015, o BF repassou 27,7 bilhões de reais e, neste ano, deve chegar a 28,8 bilhões de acordo com as estimativas do governo. No Bolsa Família, são atendidas 13,9 milhões de famílias, equivalente a cerca de 50 milhões de pessoas.
As pensões e aposentadorias militares têm também um peso significativo no orçamento do Ministério da Defesa, inicialmente estimado em 82 bilhões de reais para 2016 (antes dos cortes sofridos no ajuste fiscal). Sem as restrições, os 33,8 bilhões gastos com os inativos representa mais de 40% de todo orçamento de Exército, Marinha e Aeronáutica.

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Segurança na fronteira traz ministro da Defesa de novo a Campo Grande


Alberto Dias

Buscar alternativas para melhorar a segurança nas fronteiras de Mato Grosso do Sul motiva nova visita do Ministro da Defesa, Raul Jungmann, que chega a Campo Grande nesta quinta-feira (8). Na ocasião, o chefe da segurança nacional abordará a questão junto aos deputados estaduais, durante a sessão da Assembleia Legislativa.
As discussões sobre o reforço no policiamento das fronteiras secas do Estado foi tema de audiência pública promovida na semana passada pelos deputados Coronel David (PSC) e Junior Mochi (PMDB). Para esta audiência, o ministro enviou o general do Exército Brasileiro Gerson Menandro Garcia de Freitas, que falou sobre a atuação das forças armadas na fronteira.
O ministro Raul Jungmann esteve em Campo Grande em 17 de junho, quando explicou que o Exército Brasileiro não aumentava sua presença nas fronteiras por falta de dinheiro e também pelo desinteresse político do Congresso Nacional. Também em junho, o secretário de Estado de Justiça e
Segurança Pública, José Carlos Barbosa, solicitou reforço federal para incrementar o efetivo de policiais que combatem o tráfico de drogas na faixa de fronteira que soma 1,5 mil quilômetros. Outro problema apontado por Barbosa é que "o sistema carcerário do Estado está caótico, com muitos presos federais enviados para cá".

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL JORNAL DO AR


Avião da FAB utiliza equipamento de infravermelhos para localizar embarcação

Junio Oliveira
Um avião de patrulha P-3AM da Força Aérea Brasileira (FAB), do Esquadrão Orungan, localizou, no sábado (03) o catamarã Don Diego III que estava com problemas em suas máquinas a cerca de 40 quilômetros de distância de Porto Seguro, na Bahia, publicou nesta terça-feira (6) a Agência da Força Aérea. A embarcação havia partido de Salvador (BA) e tinha como previsão de chegada ao Rio de Janeiro o dia 30 de novembro.
A missão foi coordenada pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Recife (Salvaero), unidade operacional do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) responsável pela coordenação das missões de busca a aeronaves e embarcações na região nordeste do país.
Após as informações passadas pelo Salvaero, no início da noite da sexta-feira (02), as buscas foram imediatamente iniciadas. A primeira decolagem ocorreu à 0h30, horário de Brasília. A localização do veleiro foi confirmada pela aeronave através do sistema radar e FLIR (Forward Looking Infra-Red), poucas horas depois da segunda decolagem, permitindo o contato visual às 9h15. Por rádio, os pilotos da aeronave conseguiram contato com os tripulantes da embarcação e puderam confirmar que estavam bem.
“Graças aos modernos sensores da aeronave é possível a localização de embarcações inclusive no período noturno. Se não fossem esses equipamentos, teríamos que esperar até o amanhecer para iniciar as buscas. O FLIR, por meio do modo termal, nos proporciona uma visão noturna, sendo possível localizar o objeto através da temperatura emitida por ele”, explica o Tenente Claudio Henrique Falcão dos Santos, operador radar do P-3.
O P-3AM se manteve na área até as 11h30, quando a lancha de pesca esportiva Shotgun aproximou-se na área, auxiliando no reboque da embarcação até Porto Seguro.
“É importante participar de uma missão dessa natureza e ajudar as pessoas. Para nós, a localização dessa embarcação é o retorno de um bom trabalho realizado com treinamento e emprego dos meios modernos embarcados na aeronave”, complementa o Tenente Falcão.
FLIR
O FLIR (do inglês “Forward Looking Infra-Red”) ou sensor de visão frontal infravermelha, é um dispositivo que detecta a radiação infravermelha emitida por objetos “quentes” , ou seja, que emitem ondas de radiação infravermelha. O sistema recebe energia térmica emitida para formar, com a ajuda de um processador digital, imagens tridimensionais dos objetos observados, criando uma espécie de “retrato térmico” em tempo real.
Esse tipo de sistema é tipicamente utilizado na aviação militar em missões noturnas ou de baixa visibilidade como busca e salvamento, patrulhas, vigilância, reconhecimento ou em combate, onde foi utilizado pela primeira vez ainda na Guerra do Vietnã.

PORTAL WWW.OPINION.COM.BO


FAB decide no hablar más sobre LaMia

La Fuerza Aérea Boliviana (FAB) informó, a través de su unidad de Relaciones Públicas, que ya no se referirá al proceso iniciado en contra de la empresa LaMia por las deudas pendientes.
El 3 de diciembre, el comandante general de la FAB, general Celier Arispe, informó sobre un proceso iniciado debido a que la empresa no había pagado por los servicios de mantenimiento de una aeronave.
Este medio solicitó mayor información sobre el caso. Desde la FAB pidieron un cuestionario que no fue respondido. Los encargados del área informaron luego que la FAB “ya no se pronunciará” sobre el tema, que lo consideran cerrado y que el caso está en las instancias respectivas.
A través de un boletín, el Tribunal Departamental de Justicia informó que el caso ingresó como una Medida Preparatoria de Demanda de Emplazamiento para el reconocimiento de firmas, porque no se había hecho antes. El proceso no avanzó por la ausencia del gerente de LaMia, Gustavo Vargas.

Massa News (PR)


Técnicos da Aeronáutica investigam queda de avião em Cruz Machado

Técnicos do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V) estão nesta terça-feira (6) na cidade de Cruz Machado (254 quilômetros de Ponta Grossa) para investigar a queda de uma aeronave no início da tarde desta segunda-feira (5), no cemitério que fica ao lado da Prefeitura, no centro da cidade.
O acidente causou a morte de Louis Fernando Chinkevicz, instrutor de voo que pilotava a aeronave no momento do acidente, e deixou ferido Clodoaldo Marques Gomes, de 46 anos, que fazia aulas de pilotagem com Chinkevicz. Ele teve apenas escoriações, saiu andando do avião e ajudou a retirar o piloto dos destroços antes que um incêndio começasse – apesar do esforço, o instrutor morreu na hora. Ele continuava internado nesta terça no Hospital Regional de União da Vitória.
O Seripa encaminhou investigadores até acidade para levantar as informações sobre a queda, mas ainda não há informações sobre o que teria provocado o acidente. Veja abaixo a íntegra da nota encaminhada pela assessoria de imprensa do Cenipa:
"Os investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA V) estão realizando, hoje, 06/12, a Ação Inicial do acidente envolvendo a aeronave de matrícula PU-AEP, ocorrido em Cruz Machado-PR.
A Ação Inicial é o começo do processo de investigação. São feitos registros fotográficos, partes da aeronave são retiradas para análise, relatos de testemunhas e documentos são colhidos. A investigação realizada pelo CENIPA [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos] tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram".

NATIONALPOST.COM


Liberals to announce $3-billion search and rescue aircraft contract — Airbus named as winner

David Pugliese, Ottawa Citizen
The Liberal government will announce the winner of a multi-billion dollar program for new search and rescue aircraft on Thursday, even as industry sources say aerospace giant Airbus has won the deal.
The announcement was planned for Winnipeg on Thursday but at the last minute was changed to the Canadian Forces base at Trenton, Ont., sources say.
The Airbus C-295 was selected over the C-27J built by the Italian firm, Leonardo.
Airbus officials declined to comment, referring questions to the government. Federal government officials did not immediately respond.
The $3-billion project is divided into a contract for the acquisition of the aircraft and another contract for 20 years of in-service support. Airbus has teamed with Provincial Aerospace, which will handle in-service support for the planes. The aircraft are also equipped with Pratt and Whitney Canada engines. CAE of Montreal will provide the training and simulators for the aircrew.
Airbus has promised to build a new training facility in Comox, BC for aircrews.
Sources say the aircraft from both competitors were compliant in the bidding process but that Airbus edged out Leonardo on price. Both firms had also promised a full package of industrial benefits for Canadian firms.
The Brazilian aerospace firm Embraer submitted a bid for its KC-390 aircraft but the plane only made its maiden flight in 2015 and it is not yet in full production.
Government planners hope to have a C-295 on hand at Trenton for the announcement.
The fixed-wing search and rescue aircraft deal is seen as a good news story and could provide a welcome diversion for the Liberals to shift attention away from their controversial sole-source purchase of Super Hornet fighter jets.
The RCAF expects all of the new search and rescue aircraft to be delivered by 2023.
The project originally envisioned acquiring 17 planes. But that has now changed and will be capability based, say government officials. The aerospace firms submitted in their bids the numbers of aircraft they believe are needed for Canada to handle the needed search and rescue capability.
The new search and rescue planes will replace the RCAF’s 40-year-old Buffalo aircraft and older model C-130s currently assigned to search-and-rescue duties.
The Buffalos, first purchased in 1967, are key to search and rescue on the West Coast and in parts of the Rockies. Those aircraft are already facing mechanical and technical problems and, several years ago, the air force had difficulty obtaining spare propellers.
RCAF commander Lt. Gen. Mike Hood recently told the Vancouver Sun that the national training facility for the new aircraft would be located in Comox, BC.
The training facility would include flight simulators to help pilots train.
During the interview Hood promoted the spinoff economic benefits to Comox of the new training facility and the additional personnel that would be based there.



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