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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 25/11/2016 / Avião que usa biocombustível de cana e tecnologias sustentáveis é testado


Avião que usa biocombustível de cana e tecnologias sustentáveis é testado ...

Aeronave de 35 toneladas fez voos teste pela primeira vez no país. Embraer e Boeing apresentaram o modelo E170 em Gavião Peixoto, SP ...

A Embraer e a Boeing testaram pela primeira vez no país o avião do futuro, em Gavião Peixoto (SP). A aeronave é abastecida com biocombustível feito a partir da cana-de-açúcar e tem ainda outras tecnologias de ponta que melhoram o desempenho do voo e ajudam a diminuir o impacto no meio ambiente.

O modelo E170, batizado de ecodemonstrador, tem 35 toneladas e parece um avião comum, mas é nos detalhes que se encontram as diferenças. As duas fabricantes testaram as novas tecnologias em 15 voos nas últimas semanas.

Pintura especial
Parte do modelo, com capacidade para 70 passageiros, foi pintada com uma tinta especial, que não deixa insetos ficarem no bico.

“Economizando no uso de água durante a lavagem da aeronave. Outro aspecto importante é que em climas frios, onde há formação de gelo, a gente pode minimizar o uso de produtos especiais, que não são tão amigáveis com o meio ambiente, na remoção de gelo da aeronave antes de cada voo”, explicou o gerente de desenvolvimento da Embraer, Luiz Nerosky.

Redução de ruídos
A asa, por exemplo, ganhou uma peça de vidro com isopor para diminuir o barulho nos pousos e decolagens. “O barulho será atenuado para a população que vive próxima aos aeroportos, diminuindo a poluição sonora e ajudando a preservar a vida das pessoas que vivem nessas localidades”, explicou Nerosky.

Biocombustível de cana
Outra tecnologia que pode diminuir impactos ambientais é o biocombustível, feito a partir da cana-de-açúcar, que ajuda a reduzir em 80% a emissão de gases causadores do efeito estufa em relação ao combustível fóssil.

“O grande desafio é o ganho de escala. Hoje o combustível é tecnicamente viável, mas o custo ainda não é compatível com o custo do combustível fóssil, mas a esperança é que isso aconteça nos próximos dois anos”, disse o coordenador de pesquisa da Boeing, Onofre Andrade.

Sistema para medir velocidade e altitude
Uma janela amarela tem um novo sistema para medir a velocidade e a altitude do avião. A tecnologia conta com a ajuda de um laser, que passa por cabos de fibra ótica e atravessa a atmosfera.

Em todos os testes feitos, o avião apresentou bons resultados. “O que você quer de mais moderno, inovador, que as duas empresas vão colocar nos próximos aviões exatamente. É o avião do futuro”, afirmou Andrade.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Com réplica de avião, mostra em São Paulo recria facetas de Santos Dumont


Maria Luísa Barsanelli

Na exposição "Santos-Dumont - Coleção Brasiliana Itaú", que abre neste sábado (26), há fotos, réplicas e estudos das engenhocas do inventor, mas também livros, cartas e até um recibo de massagem.
"Queremos tirar o pó dessa imagem só de pai da aviação e mostrar o lado humano", diz Henrique Idoeta Soares, gerente no Núcleo de Produção do Itaú Cultural, que abriga a mostra com mais de 600 itens da Coleção Brasiliana.
Antes de entrar, o visitante se depara com uma espécie check-in: numa máquina, recebe um "cartão de embarque". Dali, adentra as salas, rodeadas de paredes de maneira que simulam um hangar.
A mostra passa pela formação do inventor, do nascimento no Sítio Cabangu, na serra da Mantiqueira em 1873, a seus anos na fazenda do pai, em Ribeirão Preto (SP), onde este cultivava café. Ali, o garoto Alberto já demonstrava interesse pelo maquinário: consertava aparelhos e, ainda criança, dirigia locomotivas.
Ainda se vê o gosto do inventor pela literatura de Júlio Verne: estão ali réplicas de ilustrações de livros do francês e um exemplar da coleção "Viagens Maravilhosas" que pertencia a Santos Dumont.
Num outro espaço, é representada a Belle Époque parisiense, período que o inventor vivenciou após deixar o Brasil aos 18 anos. Na capital francesa, interessou-se pelos voos de balões e dirigíveis. Decidiu criar seus próprios modelos, entre erros e acertos, processo visto na exposição em fotos, réplicas (muitas acessíveis a cegos) e jornais.
Entre as engenhocas está o Conversor Marciano, um propulsor que, colocado nas costas de esquiadores, deveria ajudá-los a subir montanhas.
A expografia busca recriar o clima parisiense da época. Também traz referências à aviação: a moldura de fotos lembra as asas do 14 Bis, mais famosa invenção de Santos Dumont; alguns bancos remetem à cesta de um balão.
Mais à frente, passa-se pelo retorno ao Brasil, as condecorações e a morte –era depressivo e suicidou-se em 1932, no Guarujá, mas o óbito foi registrado como colapso cardíaco. Ele mesmo projetou a lápide da família, com uma imagem de Ícaro.
Ao fim da mostra, o visitante é conduzido por um "finger" de aeroporto e chega a uma réplica em tamanho real da Demoiselle, considerada a obra-prima de Santos Dumont. O avião, criado entre 1907 e 1909, influenciou toda aviação comercial, afirma Marcos Cuzziol, gerente do Núcleo de Inovação do Itaú.
Santos Dumont patenteou muitas invenções, mas não suas aeronaves, uma maneira de fomentar a reprodução, comenta a jornalista Luciana Garbin, que divide a curadoria com o instituto. "Era como um sofware livre da época."

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Temer extingue 12 cargos em comissão no Comando do Exército


BRASÍLIA - O presidente Michel Temer publicou nesta quinta-feira um novo decreto para remanejar e extinguir cargos em comissão e funções gratificadas. Desta vez, foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) a nova estrutura regimental e o quadro demonstrativo de cargos do Comando do Exército do Ministério da Defesa. Serão extintos do Comando do Exército 12 cargos em comissão.
Pelo decreto, assinado também pelos ministros Raul Jungmann (Defesa) e Dyogo de Oliveira (Planejamento), os ocupantes dos cargos em comissão e das funções de confiança que deixam de existir na Estrutura Regimental do Comando do Exército por força deste decreto ficam automaticamente exonerados ou dispensados.
A extinção de cargos comissionados foi anunciada pelo governo para reduzir despesas. Em outubro, Dyogo de Oliveira disse que o governo federal havia cortado, desde junho, 3.290 cargos e funções comissionadas. A meta até o fim do ano seria de um corte de 4,3 mil cargos.

PORTAL G-1


Polícia Militar mantém ocupação na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio

Ação acontece um dia depois da megaoperação feita pela Polícia Civil na comunidade. Moradores reclamaram de abusos cometidos pelos policiais.

Por G1 Rio

A Polícia Militar continuava ocupando a Cidade de Deus, na Zona Oeste Rio, na manhã desta quinta-feira (24). A ação acontece desde sábado, quando um helicóptero na região matando quatro PMs. Nesta quarta (23), a Polícia Civil também realizou uma megaoperação na comunidade com 400 agentes, divididos em cerca de 100 veículos.
A ação foi realizada pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), com apoio da Subchefia Operacional, do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e de diversas delegacias especializadas e distritais. 
Moradores da comunidade reclamaram da ação dos policiais, alegando que muitos agentes entraram nas casas sem autorização. A Polícia Civil, no entanto, alegou que agiu dentro da legalidade, uma vez que cumpria mandados de prisão e busca e apreensão.
A meta era prender oito bandidos ligados ao tráfico de drogas do local que também entraram em confronto com milicianos da área. No total, 14 pessoas acabaram presas - também houve a apreensão de fuzis e drogas.
Por conta da operação, 6.105 alunos que estudam no turno da manhã ficaram sem aulas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação,12 escolas, três creches e sete Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) estão sem atendimento na região da Cidade de Deus.
Pessoas que vivem na Cidade de Deus reclamam da mudança na rotina por conta dos confrontos entre traficantes, milicianos e policiais. Muitos deles têm até medo de sair de casa.
Os investigadores já têm duas informações sobre a queda do helicóptero da Polícia Militar, na Cidade de Deus, no sábado (19). A transmissão das imagens foi interrompida pouco antes da queda. E os documentos da aeronave estavam em dia. Agentes da Divisão de Homicídios foram nesta terça-feira (22), ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), que apura o que causou a queda do helicóptero.
Duas perícias foram realizadas no local: uma do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que vai determinar a dinâmica da queda do helicóptero e a do Centro de Investigação e Prevenção a Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, que teve acesso a todos os equipamentos do aparelho pode determinar o que causou o problema na aeronave. A DH quer saber se o Cenipa conseguiu imagens da câmera interna da aeronave, que possam ajudar a entender o caso. Quatro policiais militares que estavam no helicóptero morreram na queda.
A DH também investiga se os sete homens encontrados mortos na mata, na Cidade de Deus, no fim de semana, foram executados ou não. Segundo a polícia, todos eles tinham passagens pela polícia, a maioria já tinha sido presa por tráfico de drogas. A polícia apura se eles foram mortos por traficantes, por policias militares ou por milicianos.

Avião que usa biocombustível de cana e tecnologias sustentáveis é testado

Aeronave de 35 toneladas fez voos teste pela primeira vez no país. Embraer e Boeing apresentaram o modelo E170 em Gavião Peixoto, SP.

Do G1 São Carlos E Araraquara

A Embraer e a Boeing testaram pela primeira vez no país o avião do futuro, em Gavião Peixoto (SP). A aeronave é abastecida com biocombustível feito a partir da cana-de-açúcar e tem ainda outras tecnologias de ponta que melhoram o desempenho do voo e ajudam a diminuir o impacto no meio ambiente.
O modelo E170, batizado de ecodemonstrador, tem 35 toneladas e parece um avião comum, mas é nos detalhes que se encontram as diferenças. As duas fabricantes testaram as novas tecnologias em 15 voos nas últimas semanas.
Pintura especial

Parte do modelo, com capacidade para 70 passageiros, foi pintada com uma tinta especial, que não deixa insetos ficarem no bico.
“Economizando no uso de água durante a lavagem da aeronave. Outro aspecto importante é que em climas frios, onde há formação de gelo, a gente pode minimizar o uso de produtos especiais, que não são tão amigáveis com o meio ambiente, na remoção de gelo da aeronave antes de cada voo”, explicou o gerente de desenvolvimento da Embraer, Luiz Nerosky.
Redução de ruídos
A asa, por exemplo, ganhou uma peça de vidro com isopor para diminuir o barulho nos pousos e decolagens. “O barulho será atenuado para a população que vive próxima aos aeroportos, diminuindo a poluição sonora e ajudando a preservar a vida das pessoas que vivem nessas localidades”, explicou Nerosky.
Biocombustível de cana

Outra tecnologia que pode diminuir impactos ambientais é o biocombustível, feito a partir da cana-de-açúcar, que ajuda a reduzir em 80% a emissão de gases causadores do efeito estufa em relação ao combustível fóssil.
“O grande desafio é o ganho de escala. Hoje o combustível é tecnicamente viável, mas o custo ainda não é compatível com o custo do combustível fóssil, mas a esperança é que isso aconteça nos próximos dois anos”, disse o coordenador de pesquisa da Boeing, Onofre Andrade.
Sistema para medir velocidade e altitude

Uma janela amarela tem um novo sistema para medir a velocidade e a altitude do avião. A tecnologia conta com a ajuda de um laser, que passa por cabos de fibra ótica e atravessa a atmosfera.
Em todos os testes feitos, o avião apresentou bons resultados. “O que você quer de mais moderno, inovador, que as duas empresas vão colocar nos próximos aviões exatamente. É o avião do futuro”, afirmou Andrade.

Investigação da FAB sobre helicóptero da Cidade de Deus não tem prazo

Orientação internacional pede finalização em até um ano e meio. Prazo, no entanto, pode ser ultrapassado.

Por Carlos Brito G1 Rio

Força Aérea Brasileira (FAB) não estabeleceu prazo para concluir as investigações sobre o que pode ter provocado a queda do helicóptero da Polícia Militar na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio no último sábado. As investigações estão a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conclua a análise que vai elucidar a causa do evento, que deixou quatro policiais militares mortos.
A Força Aérea informou não ser posssível determinar um tempo limite para o fim dos trabalhos, uma vez que muitos fatores do procedimento podem influenciar no período de análise: há, por exemplo, a possibilidade de se levar partes da aeronave para investigação em laboratórios no exterior.
No entanto, existe uma orientação internacional sobre acidentes de voo que estipula um prazo médio de até um ano e meio para se chegar a uma conclusão - o Cenipa já finalizou investigações em menos tempo, mas também já ultrapassou esse período em outras situações. De acordo com a FAB, a duração da investigação é determinada pela complexidade do acidente.
Ainda assim, garante a FAB, não é necessário que a investigação esteja concluída para que se emita uma notificação caso algum problema técnico seja detectado.
O helicóptero da Polícia Militar caiu no fim da tarde de sábado, quando participava de uma operação de combate ao tráfico de drogas e milicianos na Cidade de Deus. Na queda, morreram o capitão Willian de Freitas Schorcht, de 37 anos, o major Rogério Melo Costa, de 36, o subtenente Camilo Barbosa Carvalho e o terceiro-sargento Rogério Félix Rainha, ambos de 39. Perícia iniciais não detectaram marcas de tiro - nem na aeronave, nem nas vítimas. Porém, apenas a análise do Cenipa vai determinar o que pode, de fato, ter causado a queda.
No dia seguinte a queda do helicóptero a Polícia Militar começou uma série de operações na Cidade de Deus. No domingo, sete corpos foram encontrados em uma mata da região - cinco de maiores de idade. A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil informou que apura quem foi o responsável pelas mortes - as hipóteses de execução e de confrontos entre quadrilhas de traficantes e milicianos na Zona Oeste do Rio estão entra as investigadas. Todos os corpos são de pessoas que têm antecedentes criminais.
O helicóptero fabricado em 2009 tinha 2.680 horas de voo e era do modelo Esquilo B3, fabricado pela Airbus. A Polícia Militar informou que a última manutenção foi feita no dia 31 de outubro, 19 dias antes da queda. A Helibras, responsável pela montagem do veículo, afirmou só irá se manifestar após a conclusão das investigações. Segundo a Agência nacional de Aviação Civil (Anac), a documentação da aeronave estava em situação regular.
O Instituto de Criminalística Carlos Éboli cuida da parte da perícia que vai determinar a dinâmica da queda da aeronave. Por meio de nota, a Polícia Civil garantiu que as investigações estão em andamento, mas não deu detalhes sobre o trabalho. 

AGÊNCIA SENADO


Ministro da Defesa defende investimentos no setor aeroespacial


O Brasil está perdendo um mercado bilionário por não usar o Centro Lançador de Satélites em Alcântara, no Maranhão. O alerta foi feito pelo ministro da defesa, Raul Jungmann, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE). O ministro também defendeu a necessidade de se voltar a investir em foguetes que levam os satélites. Durante a audiência também foi discutido o sistema de proteção às fronteiras brasileiras (Sisfron). Segundo o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a violência enfrentada no país é consequência em grande parte das drogas produzidas em países vizinhos.


OUTRAS MÍDIAS


JORNAL RONDÔNIA AO VIVO


Helicóptero da Base Aérea faz pouso forçado em mata próximo a UHE Santo Antônio

Imagem
Um helicóptero modelo MI35H2SABRE de fabricação russa, pertencente a Base Aérea de Porto Velho apresentou problemas no sistema mecânico e teve de ser submetido a um pouso de emergência em uma mata próxima a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, as margens do Rio Madeira, a poucos quilômetros da capital. O pouso forçado aconteceu por volta de 11h desta quinta-feira (24).
Até o momento não foi confirmado o número de passageiros que ocupavam a aeronave, mas foi informado que não houve nenhum ferido.
O helicóptero fazia sobrevoo pela capital como costuma realizar diariamente em diferentes áreas.

JORNAL METRÓPOLES (DF)


Voo 1907: Brasil pede aos EUA que pilotos do Legacy cumpram pena

Pedido foi feito para garantir execução da punição aplicada pelo acidente com o avião da Gol, em 2006, que matou 154 pessoas
A Procuradoria-Geral da República pediu a cooperação dos Estados Unidos para garantir que a pena aplicada pela Justiça brasileira aos pilotos do Legacy envolvidos no acidente com o voo da Gol 1907 seja cumprida. Os pilotos norte-americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore foram condenados a três anos, um mês e 10 dias de detenção em regime aberto, sem direito a substituição por penas restritivas de direito, em ação que já transitou em julgado.
Os dois conduziam o jato Legacy que, em setembro de 2006, colidiu com o Boeing 737-800 que fazia o trajeto Manaus (AM)/Rio de Janeiro (RJ), com escala em Brasília, causando a morte de 154 pessoas. A punição dos pilotos é a principal reivindicação dos parentes e amigos das vítimas da tragédia.
Os pilotos foram condenados pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, por negligência, já que desligaram instrumento de segurança, em duas ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal em Sinop (MT). A pena final foi fixada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e mantida pelas cortes superiores, não cabendo mais recurso.
O objetivo do pedido de cooperação feito aos Estados Unidos é garantir que a Justiça americana intime os pilotos americanos sobre o trânsito em julgado da condenação, informando que eles devem iniciar o cumprimento da pena, de forma a assegurar sua execução. O pedido dá prazo de 15 dias aos pilotos, a contar da intimação, para que se manifestem nos autos sobre o local em que desejam cumprir a pena: no Brasil ou nos Estados Unidos.
A Convenção Interamericana sobre Cumprimento de Sentenças Penais do Exterior prevê que o cidadão de uma das nações signatárias condenado por outro país também regido pela norma internacional poderá cumprir a pena em sua localidade de origem. O pedido de cooperação às autoridades americanas pretende assegurar a aplicação da lei penal brasileira, uma vez que os pilotos estão no exterior, fora do alcance da Justiça do Brasil.
Caso Legacy
O MPF foi o responsável por oferecer, em 2007 e 2009, denúncias à Justiça contra os pilotos americanos pelo envolvimento no acidente com o avião da Gol. A apuração do caso começou pelo MPF em Sinop (MT), onde ocorreu o acidente. Na ação, o órgão alegou que os pilotos não observaram o plano de voo, mantiveram os equipamentos anticolisão (transponder e TCAS) desligados por quase uma hora e não acionaram o código de falha de comunicação.
Após cinco anos do acidente, a Justiça Federal de Sinop condenou Jan Paul Paladino e Joseph Lepore à pena de quatro anos e quatro meses de detenção em regime semiaberto, que foi substituída por prestação de serviços à comunidade e proibição do exercício da profissão. No Tribunal Regional Federal de Brasília (TRF1), os réus conseguiram reduzir a pena para 3 anos, um mês e 10 dias em regime aberto.
Em junho de 2015, o STJ não admitiu recurso extraordinário dos pilotos contra decisão da Quinta Turma da Corte que manteve a condenação aplicada pelo TRF1. Dois meses depois, o STF também negou aos pilotos o direito de converter pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos, em recurso extraordinário impetrado pela defesa.
Em outubro de 2015, a ação transitou em julgado, não cabendo mais recurso da decisão. Pela decisão, os pilotos devem passar a noite e dias de folga em unidades, como casas do albergado, e durante o dia deve trabalhar, frequentar curso ou exercer outra atividade autorizada pela Justiça.

PORTAL SEGS (SP)


Sistema de aproximação de precisão começa a funcionar no Aeroporto de Carlos Prates

Entrou em operação no Aeroporto de Belo Horizonte/Carlos Prates (MG) o Sistema Indicador de Rampa de Aproximação de Precisão (Papi). A homologação, pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, foi publicada na quinta-feira (17/11). Esse sistema de auxílio visual à navegação aérea é constituído por quatro aparelhos de iluminação, com focos calibrados, instalados ao lado esquerdo da cabeceira 09 da pista de pouso e decolagem. O objetivo é informar aos pilotos sobre a altitude ideal da aeronave na fase de aproximação para pouso.
Além disso, o funcionamento desses equipamentos reforça o nível de segurança às operações. Em cada uma das quatro caixas que integram o Papi há um sistema óptico de luzes que alternam entre o branco e o vermelho. De acordo com o ângulo de aproximação do avião, as luzes podem variar. Se estão acesas as quatro vermelhas, o avião está muito abaixo do percurso de aproximação (ângulo de descida baixo); se há três vermelhas e uma branca, o avião ainda está abaixo do percurso de aproximação. No caso de duas vermelhas e duas brancas, o avião está no percurso de aproximação correto (ângulo de descida ideal); uma vermelha e três brancas, o avião está acima do percurso de aproximação (ângulo de descida alto). Agora, quando as quatro brancas estão acesas, o avião está bastante acima do percurso de aproximação (ângulo de descida alto), no chamado sistema quatro luzes.
O Aeroporto de Carlos Prates é voltado apenas para aviação geral e conta com um elevado número de operações realizadas por alunos de escolas de aviação. Em média, são registrados 1.449 movimentos de pouso e decolagens de voos de instrução por mês.

A TRIBUNA (MS)


Aeroporto ainda no aguardo da homologação do RNAV

A promessa inicial era que o sistema de navegação aérea conhecido como RNAV entrasse em vigência a partir de 15 de setembro deste ano no Aeroporto Municipal, mas até agora não houve a homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Vale lembrar que apenas o sistema Papi (Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão) foi homologado e entrou em funcionamento na cidade, apesar de o RNAV fazer parte do mesmo pacote de licitação de implementação feito pela Prefeitura.
O Grupo Especial de Inspeção em Voo (Geiv), da Força Aérea Brasileira (Fab), fez ainda em julho deste ano a inspeção no Aeroporto Municipal relativa ao RNAV, para confirmação dos pontos da carta cartográfica. No dia 17 de outubro deste ano, a Prefeitura chegou a anunciar a obtenção de uma homologação provisória para o RNAV, o que não aconteceu.
O Papi foi inaugurado pela Prefeitura em 25 de outubro deste ano, mas o RNAV também não entrou em vigência na ocasião. O secretário municipal de Transportes e Trânsito, Fabrício Correa, explicou ao Jornal A TRIBUNA que a Anac não concedeu ainda a homologação do RNAV para Rondonópolis, sob a justificativa que o Aeroporto Municipal é antigo e necessita de uma espécie de certificação a partir do Manual de Operações de Aeródromo (MOPS).
O problema, segundo o secretário de Transportes, é que a legislação foi alterada quando a Prefeitura de Rondonópolis estava com os procedimentos em curso para instituição e homologação do RNAV. Agora, para adequar às novas regras, Fabrício diz que será preciso contratar uma empresa para elaborar o MOPS, algo estimado em cerca de R$ 400 mil e que demanda mais quatro meses.
Devido aos transtornos causados diante da alteração da legislação, Fabrício explica que houve agora o pedido para que seja liberada uma homologação provisória para o RNAV em Rondonópolis, com um tempo específico para que o MOPS seja providenciado pela municipalidade. Inclusive, as articulações políticas são no sentido que haja essa liberação provisória do RNAV para o Aeroporto Municipal.
O RNAV é responsável por fornecer aos pilotos coordenadas geográficas por meio do sistema GPS. Já o Papi é um sistema de sinalização com aparelhos de iluminação com focos calibrados, que dá ao piloto a altitude exata no momento de aproximação da pista. É composto por quatro caixas, cada uma contendo um sistema óptico de luzes que alternam entre o branco e o vermelho. “Somente com o Papi em operação não tivemos nenhum voo cancelado por condições climáticas”, afirmou o secretário.
A licitação de aquisição e implantação dos sistemas Papi e RNAV foi feita pela Prefeitura no dia 4 de abril deste ano, representando um custo de R$ 880 mil. A garantia de instalação e funcionamento dessas tecnologias vem desde janeiro deste ano, quando foi registrado um incidente com uma aeronave da Passaredo.
Apesar das exigências para Rondonópolis, a reportagem recebeu a informação que o Aeroporto de Sinop, no norte do Estado, está operando com aeronaves a jato no horário noturno, mesmo sem ter os sistemas Papi e RNAV, mas por força política.




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